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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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desafio de escrita dos pássaros #2.3 - manual para iniciar relacionamentos

cá estamos nós em mais um dia dos namorados, um dos dias mais comerciais e menos românticos do ano.

numa perspetiva de utilidade pública - atribuindo algum valor a este dia -, a mami vai partilhar com tod@s os encalhad@s o seu best-seller “manual para iniciar relacionamentos”. como sabem a mami é especialista em estudos científicos sobre a atração entre os seres humanos (podem consultar os estudos aqui, aqui, aqui e aqui apresentados).

o manual para iniciar relacionamentos by mami é constituído por vários capítulos. hoje partilho convosco o capítulo 1 - o que fazer para iniciar um relacionamento com um desconhecido.

se seguir rigorosamente os oito passos abaixo apresentados estará garantido o início do relacionamento:

1- escolha o alvo;

2- analise o alvo – deverá fazer uma rápida avaliação exterior para compreender as suas escolhas no vestir, na alimentação, na bebida… assim poderá adequar o seu comportamento às preferências do seu alvo;

3 - consiga que o alvo lhe seja apresentado (conheça um dos seus amigos/as, a mãe/o pai, a prima/o, a vizinha…escolha o elemento mais acessível e faça com que o/a adore);

4 - mostre desinteresse quando o alvo lhe for apresentado, dê preferência aos outros elementos do grupo e nem pensar em pedir amizade ou seguir nas redes sociais! se o alvo lhe enviar um convite ou o seguir aguarde pelo menos 48h para retribuir;

5 - após conhecer o alvo faça com que ele/ela repare na vossa extrema compatibilidade – vestindo o mesmo estilo, optando pelo mesmo tipo de alimentação (carnívora, vegetariana, vegan, …), consumindo ou evitando bebidas alcoólicas – consoante a opção do alvo;

6 - após serem apresentados absorva informações essenciais (através do alvo ou da sua rede social – presencial ou virtual): religião, política, postura sobre assuntos essenciais (conflitos internacionais, subsidiariedade, ambiente, eutanásia, casamento, filhos, …) e já sabe, aproveite todas as ocasiões para mostrar que pensa como ele (em conversas de grupo, em compromissos agendados, em post nas redes sociais, em likes em páginas);

7 - quando surgir o primeiro convite para um encontro a dois, mostra-se hesitante, afinal nunca reparou bem nele/nela; aceite mostrando que o faz por simpatia;

8 - arrase na sua imagem para o encontro e dê-lhe sinais de que começa a reparar nele/nela. nesta fase “estará no papo” e você estará a dizer-lhe “podes avançar”.

 

parabéns o seu objetivo será atingido com sucesso e, para o manter, viverá uma farsa para o resto da vida!

como iniciar um relacionamento com um desconhecido

imagem retirada daqui

a mami confessa

incapacitada por uma forte ressaca pedi a uma amiga, mais resistente, que assina-se por mim numa aula teórica na faculdade.

objetivo: não chumbar por faltas a introdução às ciências da educação

prejudicados: dois neurónios, não pela falta, mas pelo álcool

qualquer semelhança com a polemica atual do país é mera e genuinamente mera coincidência. eu tinha 18 anos e ninguém me pagava (bem) por eu lá andar.

qual o valor da tua vida?

mais uma questão do livro das perguntas* 

 

"você envolve-se romanticamente com alguém, mas passados seis meses conclui que precisa de terminar a relação. tendo a certeza de que a pessoa se iria suicidar se a deixasse, e tendo também a certeza de que nunca seria feliz com ela, o que faria?"

 

a mami responde:

esta parece, à partida, uma questão exagerada, mas a verdade é que já tod@s (penso eu de que) ouvimos histórias de pessoas que ameaçaram por termo à vida se @ outr@ @ deixasse - e embora se pense, viva o preconceito, que estas situações são “coisas de gaja”, tenho a dizer que nas duas situações que conheço partiu de gajos.

escolho as perguntas do livro que me obrigam a pensar. esta despertou a minha reflexão. não tem uma resposta inconsequente. e faz-nos pesar vários aspetos.

em primeiro lugar temos de perceber se a pessoa que pretendemos despachar seria ou não capaz desse ato. na dúvida, dar a lei da vantagem e acreditar que sim.

depois devemos refletir sobre a nossa capacidade de lidar com um possível sentimento de culpa, que pode surgir se o desgraçado bater a bota. eu, por exemplo, tenho muitos problemas a lidar com a culpa (a real e a imaginada – raios para a educação católica da culpa e do castigo que me foi incutida!).

numa situação paralela ponderar a vida que teremos ao lado de alguém com quem ficamos apenas por medo das consequências de tomar a decisão que desejamos. conhecendo-me, tornaria a minha vida e a do desgraçado uma tortura.

dada esta breve análise da situação, o desgraçado acabaria por suicidar-se de qualquer maneira. por isso, se desvaloriza tanto a sua vida, não vale a pena estarmos a empatar-nos uma ao outro!

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imagem retirada daqui

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#178). edições estrela polar.

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