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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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papas de aveia by me

a aveia é um dos cereais mais completos a nível nutricional e um dos meus preferidos. 

adoro papas de aveia um dos pequenos almoços mais simples e mais conhecidos pelo mundo fora.

há muitas formas de as preparar, partilho hoje as "minhas" papas de aveia.

papas de aveia by me

 ingredientes:

.5 colheres de sopa (rasas) de aveia

.200ml de leite magro (ou leite de soja) 

.1 pau de canela

.1 quadrado de chocolate preto

 

preparação:

.junte a aveia, o leite e o pau de canela no recipiente em que irá cozinhar as papas e deixe repousar durante cerca de 1h

.cozinhe em lume brando durante 5-7m depois de levantar fervura, até obter a consistência e cremosidade desejada

.retire do lume. recolha o pau de canela. sirva numa taça e acrescente um quadrado de chocolate preto cortado aos bocados

.delicie-se

 

 a receita pode também ser realizada sem a adição de chocolate. neste caso coloque duas lascas de limão conjuntamente com o pau de canela. pode também substituir o chocolate por uma conher de chá de mel.

embora tenha aqui usado o chocolate preto da jubileu, por norma uso o do minipreço, cujo preço é mais simpático e o sabor é igualmente bom.

se gostas de aveia vê também a receita de delícia de chia e aveia, preparada com farelo de aveia.

 

diz-se que: a aveia, por ser um hidrato de carbono complexo em zinco e vitamina e, favorece a gravidez

de sábios e de loucos todos temos um pouco

estação do oriente

sempre gostei de estações e aeroportos. conseguimos ali, de forma concentrada - versão sunquick da vida, sentir um pouco da diversidade humana.

hoje estava na estação à espera do comboio e enquanto olhava para os carris e vagueava nos meus pensamentos veio-me a memoria uma situação que aconteceu há cerca de dois anos: um puto (21 anos) super maduro, divertido e com muita pinta (com quem conversava sem nunca lhe atribuir a idade real - tirando a imberbe beleza do seu sorriso) tinha-se suicidado, atirando-se a um comboio de mercadoria.

na zona em que vivo há em média uma situação por ano deste modo de pôr termo à vida. este miúdo de todo não se enquadrava no perfil (que eu tinha idealizado) das pessoas que desistem da viver.

em simultâneo com esta reflexão, veio a lembrança de um pavor imenso que tinha de mim mesma nos tempos do liceu. um receio que só muitos anos depois fui capaz de partilhar com outra pessoa. 

fiz o secundário numa localidade distinta daquela em que residia. o meio de transporte utilizado para ir para a escola era o comboio. enquanto esperava por aquele que me levaria ao meu destino, sempre que passava um comboio sem paragem (assim anunciava o sr. da cp) eu sentia uma forte inquietação.

ouvia o som intenso comboio a aproximar-se a alta velocidade e tinha uma forte vontade de me levantar e correr até ele.

nada teve a ver com vontade de me matar. não consigo ainda hoje explicar o que sentia. era um desejo irracional. o som excitava-me, a velocidade puxava por mim. eu conseguia visualizar-me a levantar e correr em direção a esse som que me chamava. parece loucura eu sei. sempre pensei o mesmo.

sempre que tal acontecia concentrava-me e fixava as minhas mãos com força, por debaixo das pernas, no banco frio da estação. nunca estava sozinha, mas nunca ninguém reparou nestes meus momentos de isolamento.

na altura pensei contar à minha mãe, mas desisti da ideia. conhecendo-a iria certamente dizer que era o espirito de alguém no meu corpo. sim, ela acredita nessas coisas. ela e as irmãs. por exemplo, tive um primo claramente toxicodependente que quando tinha crises de ressaca a minha tia dizia que estava a ser possuído pelo espírito do meu avô!

pensei contar às minhas amigas, mas como qualquer adolescente, tinha medo do que aquilo ia dar. por isso calei e lidei o melhor que soube com a situação, e vamos assumir que lidei muito bem, visto que não mergulhei em nenhuma linha da refer.

com o passar dos anos, sem saber porque este desejo foi acalmando. é verdade que agora ando muito menos de comboio, mas quando ando, já não me surgem estes pensamentos.

hoje tive tempo para pensar em tudo isto. hoje pensei que aquele puto com uma sabedoria estranha para a idade, talvez não quis por fim à sua vida; talvez, apenas não foi capaz de controlar os seus impulsos.

as coisas boas da vida

sou uma pessoa muito sensorial e emotiva.

de lágrima sempre à espreita: quando estou feliz, quando estou triste, quando estou furiosa, quando estou enternecida ... nem compreendo como tenho retenção de líquidos! e o sorriso a rasgar o rosto pelas coisas mais diversas…das parvas às eruditas!

parece que descrevo um ser de extremos, inconstante e algo louco. bem, sem patologias associadas, por vezes, sou mesmo de extremos...no que isso tem de bom e de mau. 

esta forma plena de sentir trouxe-me a intensidade que procuro. viver para mim tem um significado muito próprio, arrebatador, inquietante e por vezes intangível pela tangibilidade do ser, das suas condições e contextos.

contudo hoje estou aqui para falar de coisas boas e não para me perder no emaranhado das minhas vontades.

e o que é a felicidade senão o somatório de momentos de felizes?!

decidi indagar as coisas boas da minha vida, que me aportam momentos de felicidade, numa viagem pelos 5 sentidos ... não é muito original, mas é muito eu!

visão: ser deslumbrada por novos recantos

audição: aquele “amo-te”

paladar: um copo de bom vinho

olfato: a terra molhada pela chuva de verão

toque: a carícia da princesa

 

é tão pacificador perceber que toda eu sou feita de felicidade!

 

 

nota: obriguei-me a não cingir os meus sentido à princesa... pois na verdade ... não há nada nela que não desperte o melhor de mim!

coisas boas da vida

imagem retirada daqui

a minha t-shirt fala por mim?

um amigo partilhou hoje no facebook um vídeo que mostra claramente o sexismo ainda hoje patente no nosso dia-a-dia (mas fico orgulhosa pelo vídeo ser partilhado por um dos meus gajos  pois destaca a reflexão sobre o assunto )

o vídeo é de uma miúda de 8 anos, a daisy, famosa no facebook - Lolly and Doodle e com canal no youtube. poderia fazer um longo post sobre crianças de 8 anos que têm (sabemos que não são elas o motor) páginas e canais nas redes sociais, e sobre o que essa exposição e postura poderá trazer para o desenvolvimento da sua personalidade, mas não será esse o caminho que irei seguir...hoje.

no vídeo a daisy (a mãe ou a prima) faz uma excelente comparação entre as mensagens estampadas em t-shirts para meninas e para meninos. uma diferença abismal na qual, confesso, nunca parei para pensar.

 

 

sendo eu, desde que me recordo, uma princesinha, nunca fui muito limitada pelo que dizia a roupa que vestia, mas na verdade creio que nada dizia. vestir um vestido aos folhos e andar à bulha com meninos não era incompatível. sempre fui fã da shena - a princesa guerreira, mas também adorava a branca de neve. a minha mãe nunca me impôs que "me portasse como uma menina" e o meu pai nunca me limitou nas minhas saídas e aventuras.

a liberdade da educação que recebi foi mais determinante do que a roupa que vestia, talvez por isso nunca prestei atenção às mensagens subliminares. no entanto a forma como esta miúda apresenta a questão neste breve vídeo é muito interessante. daquelas coisas obvias sobre as quais nunca pensei!

 

diz-se que: vou ao roupeiro analisar o que ando por aí a dizer com a minha roupa, porque isto não é só um assunto de crianças!

delícia de chia e aveia

esta receita é excelente para pequenas refeições (pequeno almoço, lanches ou ceia). é simples de fazer, tem apenas 4 ingredientes e são todos top e essenciais!

 

Ingredientes:

1 iogurte magro de aromas (sabor a escolha)

1 colheres de sopa com farelo de aveia

2 colheres de sopa de leite magro

1 colher de sobremesa com sementes de chia

receita delicia chia e aveia

 

músicas & momentos

todas nós temos aquela(s) música(s) que ouvimos no final de uma relação. músicas que nos ajudam a martirizar e a abrir as torneiras :)

acho terapêutico cantar aos berros entre lágrimas o nosso desamor.

as nossas amigas são companheiras na nossa viagem e pesquisa no youtube das nossas músicas.

a coisa acaba mais ou menos sempre igual: gargalhadas entre lágrimas, um "copito" (adoro eufemismos) a mais e um gang feminino contra o sexo masculino - o visado e todos os outros, pois claro, são todos iguais.

este é um belo exemplo desses momentos:

fica a letra e o original de massiel

deja de pensar, y cuéntame,
ya se que ayer estabas junto a él y hoy
se ha ido.
ya se que has compartido junto a él
la noche tibia y el amanecer.
ya se que as descubierto junto a él,
la dicha.
ya se que se a parado tu reloj,
pero ahora mismo vas a echarlo andar,
es pronto para dar por un amor,
la vida.
coro
bailaremos un vals,
tomaremos después una copa de más,
y hasta que salga del sol cantaremos al son
de una vieja guitarra.
brindaremos por ti,
brindaremos por el porque le vaya bien,
y mañana verás que es mejor olvidar
que llorar un amor.

vuelve a sonreír, olvídate,
la vida es ancha y estos golpes del amor
se olvidan.
después de cada noche sale un sol,
y vuelven las gaviotas a volar,
después de la tristeza nacerá
la dicha.
sí hoy te han maltratado el corazón,
y duerme junto a ti la soledad,
no importa porque empieza un día más,
la vida.

 

diz-se que: no hay mal que dure 100 años ni cuerpo que lo aguante

por detrás das letras #3

 

one foi sempre uma das minhas músicas preferidas dos u2 (sendo with or without you my number one). num comentário ao meu primeiro post por detrás das letras  erreguê  mostrou-me uma perspetiva que desconhecia desta letra:

"bono diz no livro u2 by u2 que não compreende que [one] seja um dos temas mais utilizados em casamentos. para ele, que a escreveu, é sobre a luta que devemos ter para nos relacionarmos uns com os outros; ele estava a falar sobre o que os 4 membros dos u2 estavam a passar na altura [em que a letra foi escrita], [tendo] chegado a equacionar o fim da banda."

fica a letra para uma nova leitura baixo esta perspetiva :)

 

 Is it getting better
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now
You got someone to blame?

You say
One love,one life
When it's one need
In the night
One love
We get to share
It leaves you, darling
If you don't care for it

Did I disappoint you
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without

Well, it's too late
Tonight
To drag your past out
Into the light

We're one
But we're not the same
We get to carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus
To the lepers in your head?

Did I ask too much?
More than a lot?
You gave me nothing now
It's all I got

We're one
But we're not the same
Well
We hurt each other
Then we do it again

You say
Love is a temple
Love is a higher law
Love is a temple
Love is a higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, brothers


por detrás das letras #2

esta semana trago uma música da minha banda portuguesa preferida: xutos & pontapés.

os xutos são uma paixão de sempre, uma presença contínua no meu crescimento.

música de acordes simples e mensagem direta, sem complicações ou pretensões.

circo de feras foi uma música que assim que saiu se entranhou.

como sempre, dizia-se mais uma canção de amor, um amor conturbado, uma relação de amor-ódio- desejo-dependência.

a luz sobre o significado desta canção chegou num concerto dos xutos. enquanto a banda tocava e eu gritava a canção (infelizmente eu não canto... o que faço mais se aproxima a grito ou guincho) e uma amiga pergunta: sabes do que falam? eu prontamente respondi: de um amor qualquer. ela sorri abana a cabeça e diz: fala da dependência de drogas!

a vida vai torta
jamais se indireita
o azar persegue
esconde-se á espreita

nunca dei um passo
que fosse o correcto
eu nunca fiz nada
que batesse certo

refrão:
enquanto esperava no fundo da rua
pensava em ti e em que sorte era tua
quero-te tanto...(quero-te tanto)
quero-te tanto...(quero-te tanto)

do modo que a vida
é um circo de feras
e os entretantos
são as minhas esperas

 

por detrás das letras

sempre curti o estilo de sónia tavares. a primeira vez que vi os the gift foi numa festa da juventude na minha santa terrinha....há muito, muito tempo :)

o estilo dela então era diferente do que enverga hoje. mas o seu original toque pessoal esteve sempre lá. claro que gosto da banda, mas é inegável que após esse primeiro contacto o que me fez querer saber mais, ouvir mais foi a imagem de força e irreverência feminina que vi na sónia.

anos depois quando lançaram a música 'primavera' fiquei extremamente desiludia com a letra e como esta podia vir de uma mulher que admirava, de onde viria tanta carência, tanta conformidade, tanta dependência ...

 

Hei-de te amar, ou então hei de chorar por ti

Mesmo assim, quero ver-te sorrir...

E se perder, vou tentar esquecer-me de vez, conto até três

Se quiser ser feliz....

 

manifestei esta minha desilusão com vários seres...até que um dia, uma alma iluminada, olhou para mim com aquelas caras que adoro e disse: a canção foi escrita para o filho. a mulher teve uma gravidez de risco que não saberia se teria ou não seguimento. a dor, o amor é perante o filho que poderia não vir a nascer e não sobre um homem qualquer!

fui de imediato ouvir a canção, com muita atenção e sob a esta perspetiva. depois da zanga veio a reconcilização com um afeto ainda mais intenso por esta mulher!

 

 

diz-se que: a música é linda!

 

 

 

a profecia que se autorrealiza

depois dos 30 desenvolvi uma certa alergia à idade (à minha).

a ideia de envelhecer é assustadora, e não se pense que é porque tenho mais 10 brancas ou 2 rugas novas - embora não negue que incomoda um pouquinho, é sobretudo pela perca de “tempo”, ou seja, cada ano que passa é menos um ano que tenho (independentemente de ainda ter mais 5, 15 ou 50 pela frente), e independentemente de tudo o que fiz no último ano ou na minha vida até agora.

sempre fui um ser insatisfeito (fá incondicional de antónio variações). sempre quis mais, fazer mais, conhecer mais, viver mais experiências.

a que se autorealizaprofecia

imagem retirada daqui

 

porém há coisas que ou se fazem em determinada idade ou ficam desprovidas de sentido. não sou extremista, mas há coisas que têm o seu tempo e o seu contexto. por exemplo, sempre quis fazer um interrail pela europa, durante o liceu a nega dos meus pais foi constante, durante a faculdade as despesas eram focadas na minha educação e isso seria um luxo, quando comecei a trabalhar, nunca pude ter o tempo de férias seguido exigido para esta aventura… portanto fui assumindo que nunca faria um (na reforma talvez de autocaravana). agora acontece o mesmo com a gravidez, tenho de decidir avançar ou não, porque sinto o tempo a fugir. sim, eu sei que há mulheres a engravidar aos 50, 60, 70 … mas a minha questão (respeitando as opções dos outros) não é o simples ato biológico da conceção e gravidez. a minha questão é ter tempo útil para educar um ser humano, para o acompanhar, dar-lhe a possibilidade de conhecer e conviver com os avós… a questão não é a minha idade quando tudo começa, mas até onde pode ir.

em portugal o estigma da idade ainda existe em determinadas profissões - parece que a validade é até aos 35 anos. por outro lado daqui a nada o cartão jovem chega também aos 35. um contrassenso?! a idade começa a ter diversas abordagens, regalias e limitações, um misto que traz uma certa indefinição, o que, no limite, faz com que a sua importância se anule.

já me mentalizei (acho eu) que uma vida não chega para todos os anseios que trago em mim. no entanto ainda não encontrei a paz para viver segundo essa visão.

um outro aspeto que odeio no facto de fazer anos é a manifestação de afeto. nunca lidei bem com o afeto, faz-me sentir frágil. sempre transportei uma capa de dureza, autonomia, altivez e arrogância… ajuda a manter as pessoas que não interessam à distância e as que gostamos numa linha de segurança que temem ultrapassar.

já fiz muita estupidez no meu dia de aniversário. nenhum corre bem. tento de mais ou tento de menos ignorar o dia. tem sido engraçado ver como as pessoas que nos amam respeitam estas paranoias / fragilidades. por exemplo, mandam mensagens de parabéns – honestas mas contidas e, em presença, nem mencionam o assunto… amo esta compreensão e respeito!

mas pronto… lá vem mais um … avizinha-se mais um dia de crise (a sorte é que é só um por ano)

 

 

 

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