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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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amor

sempre tive inveja daqueles seres que têm o seu companheiro a olhar embebecido para elas, que lhe veem beleza em cada poro e admiração em cada ato.

nunca tive isso.

isso deixa-me algo triste.

nunca perspetiva romântica penso que quiçá ainda não tenha encontrado o tal, que quiçá nunca o encontre.

hoje, no trabalho, atendi um casal peculiar.

a sra. leva-me ao desespero pelo discurso “de o mundo está contra mim”, ele pacientemente chama-a a realidade e foca-se na situação. sempre de forma empática e conciliadora.

ela vai iniciar um processo que ele também anseia, mas o dinheiro não dá para os dois. dinheiro esse que é auferido por ele e que ele sem hesitar lhe diz que tem tempo depois, que ela está primeiro.

assim, sem importar-se, pelo prazer que lhe dá fazê-la feliz, ele põe-se em segundo plano.

está é quiçá uma bela e simples definição de amor.

amor

imagem retirada daqui

 

rebanho

desde cedo descobri que detestava andar em rebanho.

ir onde todos vão, fazer o que todos fazem. apenas porque sim.

diluir-me no todo.

nunca percebi o problema da ovelha negra.

não é ela a mais recordada e nomeada?

não é ela a que mais se destaca por ser diferente?

que mal tem isso?

se eu estivesse num rebanho seria essa ovelha que eu quereria ser

- que se note que não almejo ser o pastor –

custa-me a compreender a necessidade de certas pessoas em nos quererem obrigar a ir no rebanho; que ficam ofendidas se não aceitarmos o – nada inocente – convite.

pessoas que reclamam uma dívida para com elas só porque decidiram – de livre e espontânea vontade – fazer o que aos seus olhos é simpático para nós.

não me interpretem mal, não sou uma pessoa ingrata.  mas não gosto que outros me imponham a sua “boa vontade”.

na minha perspetiva isso não é simpatia, é intromissão.

e quando acham que o que decidiram fazer “por nós” exige a nossa gratidão e obediência, vejo-me perante uma situação – de tentativa – de manipulação.

pessoas lindas deste planeta, por favor entendam, que o que vocês querem para vocês pode não ser o que as pessoas querem para si. acreditem ou não, somos diferentes. aquela expressão de trata os outros como gostaria que te tratassem a ti não é para ser levada à letra. é apenas uma ideia global de que devemos respeitar os outros… também nas suas diferenças.

se fizerem algo por alguém, sem que esse alguém vos tenha pedido, entendam que, eventualmente, poderão estar a exceder o vosso espaço de intervenção e, sim, poderão não receber gratidão.

boa vontade e intromissão estão, como as nádegas, divididas por uma linha muito ténue.

rebanho

imagem retirada daqui

perdidos e achados

há quem há muito não o veja.

há quem passe por ele e não o reconheça.

há quem o tenha idealizado e que não o aceite como ele realmente é.

há quem tenha alguém a oferecê-lo mas que não deseje aceitá-lo.

há quem tenha a quem oferece-lo mas que não o aceite.

há quem nunca o tenha conhecido, há quem já conheceu vários.

há quem viva em sucessivos desencontros.

há que pense que ele é gratuito, um dado adquirido (estes estão condenados).

o amor não é pera doce. é complexo e trabalhoso. é exigente e gratificante.

o amor não é um ato de magia. a paixão, a tesão podem parecer que sim. o amor é outra coisa.

toda a gente acha que está preparada para amar, mas não é verdade.

toda a gente acha que está preparada para ser amada, mentira também.

cada vez mais amamos pior.

desistimos mais fácil, exigimos mais, damos menos.

ou

persistimos mais do que devíamos, exigimos menos e damos (de) mais.

quiçá, por causa da poluição emocional e outras mazelas, haja um problema de frequências e sintonização.

quiçá há quem diga que quer amar, mas está tão cheio de si, das suas necessidades e vontades que seja incapaz de dar espaço ao outro, às suas necessidades e vontades.

há um problema grave no que se respeita ao amor.

depois da estreia do “casados à primeira vista”, que confesso ter acompanhado todos os domingos, surgem agora mais dois programa para por em contacto as pessoas: “o carro do amor” (sic) e “first dates” (tvi). eu tenho sempre uma grande necessidade de tentar compreender o que leva as pessoas a exporem-se desta maneira. depois de ter acompanhado o casados à primeira vista e ter ficado algo surpresa com o modo como, supostamente, aquelas pessoas conseguiam ignorar as câmaras, e de não conseguir perceber o que era real e encenado, fico com muitas reticências sobre se o que leva as pessoas a participar é o desejo de “encontrar o amor”. mais uma vez o amor é desvirtuado. as pessoas andam perdidas naquilo que querem e esperam ser achadas nos holofotes da “fama”.

ai amor que será de ti?!

amor

imagem retirada daqui

a pasmaceira da rotina

mais um ano a terminar.

outro quase a começar.

e eu, aqui, a sentir-me…perdida nesta transição.

tirando a magia e constante desafio da maternidade, sinto que 2018 foi um ano insosso quer a nível profissional, quer ao nível dos relacionamentos.

a questão é que não sei se posso ou não dissociar este facto, do facto de ter sido mãe e isso necessariamente ter mudado a minha vida.

a nível profissional praticamente só trabalhei meio ano… saí e voltei e tudo se manteve igual, sem novos desafios, sem mudanças, ou seja, sem me dar pica.

no meu relacionamento amoroso, pelo acréscimo das exigências que a pequena me trouxe, estou menos tolerante para comportamentos egoístas, para aí aí aí que me dói o dedo do pé, para atitudes do género “se faço de conta que não vi, não tenho de fazer”- agora compreendo porque nem todos os relacionamentos resistem ao nascimento da primeira cria! por cá as discussões viraram rotina e ... já não há paciência!

com os amigos apetece estar mas nunca se consegue estar a 100% porque há um ser maravilhoso que depende e exige de nós. por outro lado, há os contextos de grupo os quais nem sempre são adequados a pequenas princesas. pelo que acabo por me dar e dedicar apenas aos amigos do coração, os outros (os dos copos, os das compras, os do trabalho, os novos…) terão de esperar ou esquecer a minha existência – por vezes tenho saudades destes, são relações mais leves. estes momentos com seres externos ao lar exigem planeamento, gestão para que corra tudo bem... por isso parece que estou a preparar um evento no trabalho 

a maternidade trouxe-me uma rotina que me perturba.

a rotina é chata.

a rotina cria padrões.

a rotina limita a espontaneidade.

a rotina mata a criatividade.

a rotina não me traz felicidade.

sei que a princesa precisa da rotina.

sei que a rotina lhe traz segurança.

assim, procuro o equilíbrio.

uma rotina que não me leve à loucura, com umas fugas aqui e ali, que não lhe tragam desconforto.

como vêm com ela tudo perfeito.

com ele, os outros e o trabalho… pois vamos ver.

rotina

fotografado pela mami: arte de rua - ilha terceira, açores

equilíbrio entre o virtual e o presencial

a minha filha para adormecer precisa de estar em contacto comigo. é assim desde que esteve doente (embora naquela altura também eu necessitasse desse ponto de contacto).

segurar-me num dedo, brincar com o meu cabelo, afagar-me o rosto… qualquer gesto a satisfaz.

e eu gosto tanto.

questiono-me como perdemos nós, adultos, esta capacidade e vontade de interagir com outros seres humanos.

a facilidade com que as crianças se entregam ao afeto e ao toque é enternecedora. elas têm essa necessidade e não a negam , mascaram ou escondem.

os adultos encontramos formas “estranhas” de nos ligarmos aos outros: redes sociais, tinder, speed dating, e agora, o “casados à primeira vista”.

não pretendo de todo criticar estas formas de “encontro entre pessoas” ou as pessoas em si. apenas questiono o como chegamos a este ponto.

não acredito no argumento da falta de tempo (que todos temos), das exigências profissionais ou da ambição a esta associada.

sendo nós seres sociais, e não ilhas isoladas como já dizia john donne, como raio nos transformamos nesta espécie de calhaus sem rumo ou direção?!

vivemos na era em que um like alimenta o ego e desperta um sorriso e onde começa a escassear o calor de um abraço.

há uma presencialidade ilusória nas redes sociais, o tempo e a proximidade ganham uma dimensão etérea. por ver fotografias de pessoas no nosso mural e irmos acompanhando as suas vidas – pelo menos a faceta que elas desejam dar a conhecer-, temos a sensação de proximidade mesmo não falando com elas!

não pretendo demonizar as redes sociais. sou assídua utilizadora. pretendo apenar alertar para esta transformação nas relações e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o virtual e o presencial.

estamos cada vez mais sozinhos, isolados e carentes.

sobrevalorizamos o eu, tornamo-nos mais egoístas e incapazes de abrir espaço afetivo ao outro. não queremos abdicar de nada. não fazemos cedências. exigimos muito. “i want it all, i want it now”. eu, as minhas necessidades, o meu prazer. tudo “à minha maneira”, incapazes de olhar genuinamente para o outro, para as suas necessidades e desejos.

assim não é fácil estabelecer e, sobretudo, manter um relacionamento – amoroso ou outro.

na vida não basta mudar de filtros para a “fotografia” ficar mais bonita.

na vida temos de construir o cenário, dia-a-dia, criar com o(s) outro(s) a fotografia que nos faça feliz, mesmo que não seja a que está na moda ou a que receba mais likes.

os relacionamentos presenciais dão trabalho, exigem dedicação.

os amigos virtuais exigem likes e comentários que alimentem o ego. dão menos trabalho.

os relacionamentos presenciais dão abraços e afagam-nos o cabelo. limpam-nos as lágrimas e partilham uma garrafa de vinho (bom de preferência).

compete a cada um medir as vantagens e desvantagens do trabalho e das recompensas que os relacionamentos com os outros lhes traz ... e fazer as suas escolhas.

equilibrio e redes sociais

imagem retirada daqui

 

para recordar:

há dois anos criei um calendário do advento diferente. contém desafios que nos ajudam a crescer. vamso revisitar o do dia 4 de dezembro 

devaneios afetivos

com a idade e a experiência aprendemos a viver um amor mais maduro.

ou,

será que perdemos a “pachorra” de viver um amor intenso?

ou,

quiçá temos a consciência de que a intensidade da paixão dura enquanto dura a novidade, a incerteza da relação, a sedução e a conquista.

e se nos centrarmos na diferença entre o amor e a paixão, que nem sempre andam juntos, poderemos concluir que o amor é uma “seca” e a paixão é pura adrenalina?

ou,

metaforicamente,

que o amor é a viagem segura que traz alegria aos nossos dias e nos dá paz enquanto a paixão é o desporto radical, louco e imprevisível, que desperta as nossas inseguranças mesmo quando nos dizem que é um risco controlado.

no entanto,

mesmo os praticantes de desportos radicais não irão “perdendo a pica” quando dominam a técnica de cada atividade e o risco torna-se mínimo e apenas suscetível a distrações?

o amor tem também um risco mínimo e, por vezes, quando distraídos, surgem paixões que põem em alerta o amor. surgem dualidades, nem sempre compatíveis, que fazem soar o alarme emocional.

a consciência e a aceitação desta realidade é a maturidade. à consciência de que não há fatores externos que nos empurrem para determinado caminho, chama-se responsabilidade. só nós, e apenas nós, somos responsáveis pelas escolhas que fazemos… e há sempre uma escolha!

devaneios afetivos

imagem retirada daqui

músicas & momentos

todas nós temos aquela(s) música(s) que ouvimos no final de uma relação. músicas que nos ajudam a martirizar e a abrir as torneiras :)

acho terapêutico cantar aos berros entre lágrimas o nosso desamor.

as nossas amigas são companheiras na nossa viagem e pesquisa no youtube das nossas músicas.

a coisa acaba mais ou menos sempre igual: gargalhadas entre lágrimas, um "copito" (adoro eufemismos) a mais e um gang feminino contra o sexo masculino - o visado e todos os outros, pois claro, são todos iguais.

este é um belo exemplo desses momentos:

fica a letra e o original de massiel

deja de pensar, y cuéntame,
ya se que ayer estabas junto a él y hoy
se ha ido.
ya se que has compartido junto a él
la noche tibia y el amanecer.
ya se que as descubierto junto a él,
la dicha.
ya se que se a parado tu reloj,
pero ahora mismo vas a echarlo andar,
es pronto para dar por un amor,
la vida.
coro
bailaremos un vals,
tomaremos después una copa de más,
y hasta que salga del sol cantaremos al son
de una vieja guitarra.
brindaremos por ti,
brindaremos por el porque le vaya bien,
y mañana verás que es mejor olvidar
que llorar un amor.

vuelve a sonreír, olvídate,
la vida es ancha y estos golpes del amor
se olvidan.
después de cada noche sale un sol,
y vuelven las gaviotas a volar,
después de la tristeza nacerá
la dicha.
sí hoy te han maltratado el corazón,
y duerme junto a ti la soledad,
no importa porque empieza un día más,
la vida.

 

diz-se que: no hay mal que dure 100 años ni cuerpo que lo aguante

mulheres

o .mais.que.tudo. ao partilhar comigo o seu dia, referiu que tinha tido uma argumentação mais acesa com uma colaboradora.

admitiu ter subiu um o tom de voz.

olhou para mim e riu-se.

perguntou - sabes o que ela me disse a dada altura?

eu: ?

ele - ela disse: "tem calma que não sou tua mulher". 

eu: 

 

de duas uma:

- a rapariga acha que eu sou do tipo de mulher submissa à vontade do seu macho

ou

- a rapariga acha que os maridos, e só eles, podem tratar desta forma as mulheres!

 

relacionamento

imagem retirada daqui

intromissão ou dever?

amizade

sempre tive a perspetiva de que os amigos são as pessoas que devem dizer o que ninguém tem coragem ou o direito de dizer. aquele espelho sem filtro no qual nos vemos. aquele que sabe que podemos reagir mal à primeira (porque dói o que ouvimos) mas que depois iremos agradecer. isto para mim sempre foi um dever e uma responsabilidade.

porém a experiência mostrou-me que nem sempre os nossos amigos querem esta honestidade. não querem lidar com os factos que temos para lhes apresentar e querem viver na ilusão velada que criaram para si. 

"chapar na cara" aquilo que tentam esconder de sí mesmos é deixá-los entre a espada e a parede... situação que dispensam pois não querem ter de tomar uma decisão sobre esse assunto.

portanto, tenho tido vários debates de consciência nos últimos tempos. quem eu era não os teria. quem eu sou acha que devo respeitar a opção do meu amigo em "fechar" os olhos. contudo, onde fica a minha responsabilidade de amigo em querer o melhor para ele? Por outro lado, onde fica a liberdade dele para decidir o que considera ser melhor para ele?

quais são os limites da nossa intromissão na vida dos nossos amigos? devemos aguardar que nos perguntem e aí libertar a nossa honestidade ou devemos intervir libertando-os da sua cegueira autoimposta?

 

diz-se que: a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro

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