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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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mulheres

o .mais.que.tudo. ao partilhar comigo o seu dia, referiu que tinha tido uma argumentação mais acesa com uma colaboradora.

admitiu ter subiu um o tom de voz.

olhou para mim e riu-se.

perguntou - sabes o que ela me disse a dada altura?

eu: ?

ele - ela disse: "tem calma que não sou tua mulher". 

eu: 

 

de duas uma:

- a rapariga acha que eu sou do tipo de mulher submissa à vontade do seu macho

ou

- a rapariga acha que os maridos, e só eles, podem tratar desta forma as mulheres!

 

relacionamento

imagem retirada daqui

intromissão ou dever?

amizade

sempre tive a perspetiva de que os amigos são as pessoas que devem dizer o que ninguém tem coragem ou o direito de dizer. aquele espelho sem filtro no qual nos vemos. aquele que sabe que podemos reagir mal à primeira (porque dói o que ouvimos) mas que depois iremos agradecer. isto para mim sempre foi um dever e uma responsabilidade.

porém a experiência mostrou-me que nem sempre os nossos amigos querem esta honestidade. não querem lidar com os factos que temos para lhes apresentar e querem viver na ilusão velada que criaram para si. 

"chapar na cara" aquilo que tentam esconder de sí mesmos é deixá-los entre a espada e a parede... situação que dispensam pois não querem ter de tomar uma decisão sobre esse assunto.

portanto, tenho tido vários debates de consciência nos últimos tempos. quem eu era não os teria. quem eu sou acha que devo respeitar a opção do meu amigo em "fechar" os olhos. contudo, onde fica a minha responsabilidade de amigo em querer o melhor para ele? Por outro lado, onde fica a liberdade dele para decidir o que considera ser melhor para ele?

quais são os limites da nossa intromissão na vida dos nossos amigos? devemos aguardar que nos perguntem e aí libertar a nossa honestidade ou devemos intervir libertando-os da sua cegueira autoimposta?

 

diz-se que: a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro

carta a um pai ausente

sei que os tempos eram outros.

sei que não tínhamos muito dinheiro.

sei que querias dar-nos o melhor.

hoje olho para trás e questiono:  terá valido a pena?

é verdade que conseguiste que os teus filhos estudassem - os primeiros na família a terem um curso superior.

é verdade que tens filhos trabalhadores e íntegros.

é verdade que tens três filhos que te amam e admiram.

mas… terá valido a pena?

quando era pequena apenas te via nas tardes de domingos, sais para trabalhar e regressavas e eu a dormir. gostava que estivesses estado mais presente, gostava de te ver ao acordar e de ter um beijo de boa noite.

é incrível como uma pessoa tão ausente tinha tanto peso nas minhas ações, na minha educação. nunca me assentaste uma palmada, mas assim que levantavas o tom de vós as lágrimas surgiam. lembro-me que quando a mãe me ameaçava com “contar ao pai” eu ficava logo em sentido, e ao contrário do que a mãe pudesse pensar, não era por ter medo de ti, era por receio de te desiludir.

cada momento contigo valia ouro. como nunca te tinha, quando te tinha sentia-me a dona do mundo.

todas as minhas decisões, todo o desenho do meu percurso foi no sentido de ir ao encontro das tuas espectativas … era o mínimo que eu podia fazer para agradecer todo o teu esforço.

todos aqueles anos de trabalho extremo, fazem-se sentir agora no teu corpo. és jovem, mas o teu corpo foi muito maltratado. agora tens tempo para aproveitar a família, para brincar com os teus netos …mas as dores assombram-te.

questiono: terá valido a pena?

hoje, enquanto escrevo este texto e as lágrimas escorrem-me pelo rosto, sei que não poderia ter sido doutro modo. sinto-me mimada e ingrata ao cobrar-te a tua presença.

depois de tudo o que fizeste para me dar “tudo”, depois de tudo o que abdicaste, não tenho o direito de te questionar; fizeste o que consideraste melhor e fizeste-o tão bem que mesmo na tua ausência foste o princípio estruturante da minha personalidade. devo-te tanto, devo-te tudo.

respondo agora: sim, valeu a pena.

sei que olhas para nós e o teu coração enche-se de orgulho.

obrigada pai pela tua presença mesmo na tua ausência.

carta a um pai ausente

imagem retirada daqui

qual o valor da tua vida?

mais uma questão do livro das perguntas* 

 

"você envolve-se romanticamente com alguém, mas passados seis meses conclui que precisa de terminar a relação. tendo a certeza de que a pessoa se iria suicidar se a deixasse, e tendo também a certeza de que nunca seria feliz com ela, o que faria?"

 

a mami responde:

esta parece, à partida, uma questão exagerada, mas a verdade é que já tod@s (penso eu de que) ouvimos histórias de pessoas que ameaçaram por termo à vida se @ outr@ @ deixasse - e embora se pense, viva o preconceito, que estas situações são “coisas de gaja”, tenho a dizer que nas duas situações que conheço partiu de gajos.

escolho as perguntas do livro que me obrigam a pensar. esta despertou a minha reflexão. não tem uma resposta inconsequente. e faz-nos pesar vários aspetos.

em primeiro lugar temos de perceber se a pessoa que pretendemos despachar seria ou não capaz desse ato. na dúvida, dar a lei da vantagem e acreditar que sim.

depois devemos refletir sobre a nossa capacidade de lidar com um possível sentimento de culpa, que pode surgir se o desgraçado bater a bota. eu, por exemplo, tenho muitos problemas a lidar com a culpa (a real e a imaginada – raios para a educação católica da culpa e do castigo que me foi incutida!).

numa situação paralela ponderar a vida que teremos ao lado de alguém com quem ficamos apenas por medo das consequências de tomar a decisão que desejamos. conhecendo-me, tornaria a minha vida e a do desgraçado uma tortura.

dada esta breve análise da situação, o desgraçado acabaria por suicidar-se de qualquer maneira. por isso, se desvaloriza tanto a sua vida, não vale a pena estarmos a empatar-nos uma ao outro!

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imagem retirada daqui

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#178). edições estrela polar.

por amor?

a semana passada falei-vos do livro das perguntas.

vamos a mais uma?

então vá:

 

“por uma pessoa que amasse profundamente, estaria disposto a mudar-se para um país distante, sabendo que seriam poucas as probabilidades de voltar a ver a sua família e os seus amigos”

 

a mami responde:

sei que já teria respondido que sim - quando era uma jovem romântica e tonta.

agora a minha resposta seria não. não tenho a capacidade de arriscar o incerto – e uma relação amorosa é sempre incerta -, pelo certo que é o afeto dos meus familiares e dos amigos de uma vida.

por amor, pela construção da minha família nuclear, sou capaz de viver noutra cidade, noutro país e até na lua, desde que possa manter a ligação àqueles que estiveram sempre lá e que sei, estarão sempre onde e quando eu precisar.

no entanto, mesmo nesta segunda situação a decisão deverá sempre basear-se num projeto comum, com cabimento para o desenvolvimento de ambos os elementos do casal. não mudaria a minha vida apenas para acompanhar alguém…pois se a coisa correr mal terei de ser capaz de prosseguir com a minha vida de forma independente. sei que parece um raciocínio frio, mas a experiência tem esta capacidade de fazer-nos antecipar cenários e salvaguardar situações sem que isto implique retirar magia às situações.

acredito, hoje, que podemos ser responsavelmente românticos.

 

por amor...

imagem retirada daqui.

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#19). edições estrela polar.

 

a nossa tradição

a tradição é definida como um “símbolo, memória, recordação, uso, hábito”, normalmente, vindo de gerações passadas.

sempre fui muito ligada ao passado, à família e às tradições. acho importante perpetuar os costumes familiares de forma a estabelecer um fio condutor da nossa identidade.

considero que é tão importante respeitar e cumprir as tradições familiares, quanto criar as nossas próprias tradições - criar algo nosso, que respeitemos e que nos traga felicidade.

quando comemorei o primeiro ano de namoro com o.meu.mais.que.tudo., para celebrar, fomos passar a noite num hotel maravilhoso, o six senses douro valley - até hoje o melhor hotel em que estive em portugal.

six senses dv

vista do nosso quarto no six senses douro valley

 

enquanto usufruíamos daquela maravilha decidimos que todos os anos, pelo nosso aniversário, experimentaríamos um novo hotel. iriamos, a cada ano, festejar o nosso amor num novo local, construindo novas memórias, vivendo experiencias diferentes.

criámos a nossa tradição para festejar o amor. temos honrado esta tradição. faz-nos bem sair da rotina, namorar e comemorar.

não comemoramos o dia dos namorados, não consideramos que seja uma tradição nossa. celebramos o nosso dia. o dia em que decidimos que queríamos estar um com o outro e um para o outro. o dia em que demos aquele beijo que, mesmo após tantos outros, ficou gravado em nós.

gosto da nossa tradição. por termos tornado esse dia diferente, consigo lembrar-me onde estava em cada um dos nossos aniversários.

é bom criar tradições. é bom vivê-las.


deixo aqui outros hotéis que experimentamos no nosso dia:

h2otel

aqua village

ACMA

este post integra o projeto acma - a cultura mora aqui.

o acma acolhe bloggers e youtubers que partilham o desejo de contribuir para a promoção cultural online.

podes descobrir mais sobre o projeto na página do facebook, na revista ou através do email:  acma.cultura@gmail.com 

se um é mau, dois são um pesadelo

o carnaval e o dia dos namorados na mesma semana, pior, em dias sucessivos.

valha-me esta miserável constipação para me impedir de cometer loucuras!

como sou uma otimista vamos lá ver as vantagens destes dois fatídicos eventos serem consecutivos:

1 - a ressaca, dos foliões do carnaval, pode ajudar a enfrentar o dia mais romântico do ano!

2- a máscara que as pessoas colocam para atulhar os restaurantes na noite de s.valentim pode ser rentabilizadas, se colocadas um dia antes.

3 – quem habitualmente entra em depressão por não ter com quem partilhar o dia dos namorados (puros malucos) pode aproveitar a loucura do carnaval para arranjar com quem passar o dia (sem stress, têm depois o resto do ano para se arrependerem).

 

se um é mau, dois são um pesadelo

 imagem retirada daqui

 

estas vantagens não se aplicam a quem gosta do carnaval (vá há gostos p´ra tudo) e/ou a quem efetivamente está apaixonado todos os dias, sendo o dia dos namorados “apenas” mais um dia para mostrar o afeto que nutre por aquele ser que lhe desperta aquele “brilhozinho nos olhos”.

maturidade ou apatia?

no seguimento do post experiências profundas transformam-nos, continuo, assim como o mundo, a dar um pulo e avançar.

fui jantar a casa de colegas de trabalho do .mais.que.tudo.

ao final do dia a princesa guerreira tem estado mais “irritada”, logo, a hora do jantar é sempre um stress.

a colega do .mais.que.tudo., sempre que tinha oportunidade, dizia-me o que eu devia fazer com a minha filha: “devem ser cólicas, faz uma massagem”; “não será fome”; “talvez tenha a fralda suja”..,

tive de me conter para não lhe gritar: vivo com este ser há 2 meses, 24h por dia sem interrupção, quiçá eu saiba melhor o que a menina terá!

o que fiz eu? nada, absolutamente nada. deixei a moça falar, volta e meia abanava a cabeça afirmativamente e respirava fundo – lidar com esta intervenção enquanto a nossa filha berra como se a tivessem a matar, não é fácil, nada fácil. quando a moça acrescentou “não sei como consegues lidar com a bebé com tanta calma”- na minha cabeça eu saltava-lhe em cima e desfazia todinha…só para libertar o stress – apenas respondi: tem de ser, se não enlouquecemos!

se há um ano alguém me disse-se que eu iria ter esta capacidade, juro que desatava a rir ... à gargalhada!

por vezes receio estar a confundir maturidade com apatia, mas por enquanto vou acreditar que é maturidade.

meu povo lindo em casos semelhantes guardem as vossas opiniões, caso contrário correm o risco de ficar sem um olho.

maturidade ou apatia?

imagem retirada daqui

por um 2018 de afetos

porque hoje é 31 de dezembro, hoje é dia de resoluções.

2017 trouxe-me mais do que eu podia desejar. foi um ano de mudanças, de descobertas, de receios e de muito amor.

pouco tenho a refletir sobre este ano, apenas agradecer e valorizar o que me trouxe. há, no entanto, um aspeto que não posso descurar: o tempo.

2017 trouxe-me a confirmação de que este é efémero. e é esta (re)constatação que despertou as minhas resoluções para 2017. como o tempo é sempre curto, estas resumem-se apenas a duas:

 

.1. valorizar os seres significativos da minha vida.

não apenas ter consciência da importância que a pessoa tem na minha vida mas ter a certeza que ela também o sabe. amar em silêncio pode muitas vezes fazer com que as pessoas não saibam a importância que têm para nós. tenho familiares e amigos que amo profundamente, dos quais necessito para ser feliz, mas com a desculpa da falta de tempo, acabo por não demonstrar o quanto os valorizo. a verdade é que sempre nos faltará tempo, sobretudo quando não gerimos prioridades.

 

.2. absorver cada minuto com a minha princesa guerreira, desejando não olhar para traz e arrepender-me de não o ter feito.

 

resoluções 2018

imagem retirada daqui

 

o resto acontecerá, de uma maneira ou outra, num ou outro dia.

num aniversário especial

o.meu.mais.que.tudo. e eu festejamos hoje o nosso aniversário!

este último ano foi uma loucura.

um pedido em casamento (que me levou mais uma vez a perspetivar o tema)

e

um compromisso para toda a vida: a nossa filha

 

 

 

só posso pedir que, no mínimo, o próximo ano seja tão rico quanto este.

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