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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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rebanho

desde cedo descobri que detestava andar em rebanho.

ir onde todos vão, fazer o que todos fazem. apenas porque sim.

diluir-me no todo.

nunca percebi o problema da ovelha negra.

não é ela a mais recordada e nomeada?

não é ela a que mais se destaca por ser diferente?

que mal tem isso?

se eu estivesse num rebanho seria essa ovelha que eu quereria ser

- que se note que não almejo ser o pastor –

custa-me a compreender a necessidade de certas pessoas em nos quererem obrigar a ir no rebanho; que ficam ofendidas se não aceitarmos o – nada inocente – convite.

pessoas que reclamam uma dívida para com elas só porque decidiram – de livre e espontânea vontade – fazer o que aos seus olhos é simpático para nós.

não me interpretem mal, não sou uma pessoa ingrata.  mas não gosto que outros me imponham a sua “boa vontade”.

na minha perspetiva isso não é simpatia, é intromissão.

e quando acham que o que decidiram fazer “por nós” exige a nossa gratidão e obediência, vejo-me perante uma situação – de tentativa – de manipulação.

pessoas lindas deste planeta, por favor entendam, que o que vocês querem para vocês pode não ser o que as pessoas querem para si. acreditem ou não, somos diferentes. aquela expressão de trata os outros como gostaria que te tratassem a ti não é para ser levada à letra. é apenas uma ideia global de que devemos respeitar os outros… também nas suas diferenças.

se fizerem algo por alguém, sem que esse alguém vos tenha pedido, entendam que, eventualmente, poderão estar a exceder o vosso espaço de intervenção e, sim, poderão não receber gratidão.

boa vontade e intromissão estão, como as nádegas, divididas por uma linha muito ténue.

rebanho

imagem retirada daqui

mandar vs. gerir talentos

a felicidade é altamente lucrativa” é  uma expressão do ceo da phc software, numa entrevista ao expresso.

não resisti a ler a entrevista, embora adivinhasse a sua essência. centra a felicidade na meditação, mas a minha reflexão centra-se na liderança.

parece ser banal, do senso comum, lógico e facilmente percetível que pessoas felizes e motivadas, são pessoas mais produtivas e com maior capacidade criativa e de transformação. posto isto, não se entende porque há tanta insatisfação com as chefias em portugal – pelo pouco reconhecimento, incentivo e valorização das equipas.

parece prevalecer um modelo de liderança autoritário baixo um véu de trabalho colaborativo, onde a igualdade de papéis impera enquanto se seguir a ideia central…do chefe.

num país de senhores doutores e senhoras doutoras, parece haver o receio de valorizar ideias alheias, mesmo quando lhes é atribuído – não reconhecido - valor.

há, ainda, a necessidade de valorização pelo “mandar” e não pela construção conjunta de valor para a empresa, na qual existem papeis definidos e as pessoas não se deixam amedrontar pelo valor dos outros.

por outras vezes poderá ser pelas chefias estarem tão concentradas na sua visão do tema que são incapazes de – efetivamente – ouvir ideias divergentes, inviabilizando assim boas possibilidades de inovação.

não digo que mandar seja fácil, já coordenei equipas e sei que não o é.

mas mandar por mandar é ditadura, é castração, é desmotivação.

mandar é (deveria ser) gerir talentos. é encontrar a forma de rentabilizar o saber e competências dos elementos da equipa em prol dos objetivos da empresa. exige o conhecimento da empresa e dos colaboradores. exige jogo de cintura e capacidade de negociação. exige (muita) inteligência emocional e empatia.

se houvesse em portugal mais gestores de talentos, haveria certamente mais sucesso nas instituições, mais colaboradores motivados, pessoas mais felizes.

como sabemos a felicidade gera felicidade. ser profissionalmente feliz, faz-nos chegar a casa com energia positiva, com mais vontade de fazer coisas para partilhar essa felicidade, para fazer os nossos felizes.

o trabalho ocupa demasiado espaço/tempo na nossa vida, muitas vezes parece incapacitar-nos para a felicidade – as frustrações que de lá trazemos roubam-nos o brilho. claro que podemos e devemos combater isso, mas sabemos que não é fácil.

gerir talentos

imagem retirada daqui

 

senhores chefes, patrões, coordenadores e outros que tal, por favor olhem para as pessoas com quem têm a honra de trabalhar como um manancial de talento, de lucro - se preferirem, e desafiem-se a encontrar a forma de fazer brotar e gerir esses talentos... isso fará de vocês gestores de uma riqueza (quase) inesgotável!

 

perdidos e achados

há quem há muito não o veja.

há quem passe por ele e não o reconheça.

há quem o tenha idealizado e que não o aceite como ele realmente é.

há quem tenha alguém a oferecê-lo mas que não deseje aceitá-lo.

há quem tenha a quem oferece-lo mas que não o aceite.

há quem nunca o tenha conhecido, há quem já conheceu vários.

há quem viva em sucessivos desencontros.

há que pense que ele é gratuito, um dado adquirido (estes estão condenados).

o amor não é pera doce. é complexo e trabalhoso. é exigente e gratificante.

o amor não é um ato de magia. a paixão, a tesão podem parecer que sim. o amor é outra coisa.

toda a gente acha que está preparada para amar, mas não é verdade.

toda a gente acha que está preparada para ser amada, mentira também.

cada vez mais amamos pior.

desistimos mais fácil, exigimos mais, damos menos.

ou

persistimos mais do que devíamos, exigimos menos e damos (de) mais.

quiçá, por causa da poluição emocional e outras mazelas, haja um problema de frequências e sintonização.

quiçá há quem diga que quer amar, mas está tão cheio de si, das suas necessidades e vontades que seja incapaz de dar espaço ao outro, às suas necessidades e vontades.

há um problema grave no que se respeita ao amor.

depois da estreia do “casados à primeira vista”, que confesso ter acompanhado todos os domingos, surgem agora mais dois programa para por em contacto as pessoas: “o carro do amor” (sic) e “first dates” (tvi). eu tenho sempre uma grande necessidade de tentar compreender o que leva as pessoas a exporem-se desta maneira. depois de ter acompanhado o casados à primeira vista e ter ficado algo surpresa com o modo como, supostamente, aquelas pessoas conseguiam ignorar as câmaras, e de não conseguir perceber o que era real e encenado, fico com muitas reticências sobre se o que leva as pessoas a participar é o desejo de “encontrar o amor”. mais uma vez o amor é desvirtuado. as pessoas andam perdidas naquilo que querem e esperam ser achadas nos holofotes da “fama”.

ai amor que será de ti?!

amor

imagem retirada daqui

mami top 2018

este ano decidi, inspirada no que tenho visto nos blogues que visito, revisitar o meu blog em 2018.

dessa visita, trouxe os post que mais marcaram momentos da minha vida - quer através do desabafo, da ternura ou da gargalhada ao escrevê-los/ lê-los

este ano a mami teve uma rubrica de guest post intitulada há cada uma. o que me diverti nessa aventura. deixo um grande obrigada a todos aqueles que partilharam as suas histórias comigo. ver série:  há cada uma

 

a ternura de escrever sobre as anecdotas da maternidade e as grandes constatações da vida - algumas muito aparvalhadas-, na serie ser mãe é e não sendo desta série não poderia de aqui não acrescentar 12 coisas que aprendi com a gravidez , todos os corações são vermelhosexperiências profundas transformam-nos

 

desabafos desesperados, cheios de uma agonia que se transformaram em alívio por ter posto "tudo cá p´ra fora"

mãe em burn out

progenitor descomprometido

 

post escritos com o coração, que encheram os meus olhos de lágrimas enquanto ia teclando no computador

quero-te bem

carta a um pai ausente

 

reflexões dobre o nosso mundo - com aquele toque agridoce que eu tanto gosto!

eutanásia: um ato de amor

carneirinhos…somos todos carneirinhos!

a ironia da páscoa no dia das mentiras

igualdade de género

 

e pronto vou ficar-me por aqui.

o melhor de 2018

 

aceitam-se os vossos miminhos e a vossa partilha ao dizerem-me o que mais gostam no mami, porque cá passam, para eu ver se estou bem encaminhada, embora, honestamente, não sei se seja capaz de seguir outra linha … paradoxalmente eu 

a pasmaceira da rotina

mais um ano a terminar.

outro quase a começar.

e eu, aqui, a sentir-me…perdida nesta transição.

tirando a magia e constante desafio da maternidade, sinto que 2018 foi um ano insosso quer a nível profissional, quer ao nível dos relacionamentos.

a questão é que não sei se posso ou não dissociar este facto, do facto de ter sido mãe e isso necessariamente ter mudado a minha vida.

a nível profissional praticamente só trabalhei meio ano… saí e voltei e tudo se manteve igual, sem novos desafios, sem mudanças, ou seja, sem me dar pica.

no meu relacionamento amoroso, pelo acréscimo das exigências que a pequena me trouxe, estou menos tolerante para comportamentos egoístas, para aí aí aí que me dói o dedo do pé, para atitudes do género “se faço de conta que não vi, não tenho de fazer”- agora compreendo porque nem todos os relacionamentos resistem ao nascimento da primeira cria! por cá as discussões viraram rotina e ... já não há paciência!

com os amigos apetece estar mas nunca se consegue estar a 100% porque há um ser maravilhoso que depende e exige de nós. por outro lado, há os contextos de grupo os quais nem sempre são adequados a pequenas princesas. pelo que acabo por me dar e dedicar apenas aos amigos do coração, os outros (os dos copos, os das compras, os do trabalho, os novos…) terão de esperar ou esquecer a minha existência – por vezes tenho saudades destes, são relações mais leves. estes momentos com seres externos ao lar exigem planeamento, gestão para que corra tudo bem... por isso parece que estou a preparar um evento no trabalho 

a maternidade trouxe-me uma rotina que me perturba.

a rotina é chata.

a rotina cria padrões.

a rotina limita a espontaneidade.

a rotina mata a criatividade.

a rotina não me traz felicidade.

sei que a princesa precisa da rotina.

sei que a rotina lhe traz segurança.

assim, procuro o equilíbrio.

uma rotina que não me leve à loucura, com umas fugas aqui e ali, que não lhe tragam desconforto.

como vêm com ela tudo perfeito.

com ele, os outros e o trabalho… pois vamos ver.

rotina

fotografado pela mami: arte de rua - ilha terceira, açores

vamos brincar ...

de modo simples, inconsciente e não intencional...formatamos desde cedo as crianças para serem meninas que é necessariamente diferente de serem meninos, e vice-versa.

nascemos de sexos diferentes - com diferenças biológicas.

a partir desse momento o género ao qual pertencemos é definido socialmente. as nossas diferenças biológicas servem de mote, sem fundamento na maior parte dos casos, para condicionar as nossas opções.

nascemos livres num mundo colorido e somos educados num mundo rosa e azul.

 

- por um mundo colorido -

de sábios e de loucos todos temos um pouco

estação do oriente

sempre gostei de estações e aeroportos. conseguimos ali, de forma concentrada - versão sunquick da vida, sentir um pouco da diversidade humana.

hoje estava na estação à espera do comboio e enquanto olhava para os carris e vagueava nos meus pensamentos veio-me a memoria uma situação que aconteceu há cerca de dois anos: um puto (21 anos) super maduro, divertido e com muita pinta (com quem conversava sem nunca lhe atribuir a idade real - tirando a imberbe beleza do seu sorriso) tinha-se suicidado, atirando-se a um comboio de mercadoria.

na zona em que vivo há em média uma situação por ano deste modo de pôr termo à vida. este miúdo de todo não se enquadrava no perfil (que eu tinha idealizado) das pessoas que desistem da viver.

em simultâneo com esta reflexão, veio a lembrança de um pavor imenso que tinha de mim mesma nos tempos do liceu. um receio que só muitos anos depois fui capaz de partilhar com outra pessoa. 

fiz o secundário numa localidade distinta daquela em que residia. o meio de transporte utilizado para ir para a escola era o comboio. enquanto esperava por aquele que me levaria ao meu destino, sempre que passava um comboio sem paragem (assim anunciava o sr. da cp) eu sentia uma forte inquietação.

ouvia o som intenso comboio a aproximar-se a alta velocidade e tinha uma forte vontade de me levantar e correr até ele.

nada teve a ver com vontade de me matar. não consigo ainda hoje explicar o que sentia. era um desejo irracional. o som excitava-me, a velocidade puxava por mim. eu conseguia visualizar-me a levantar e correr em direção a esse som que me chamava. parece loucura eu sei. sempre pensei o mesmo.

sempre que tal acontecia concentrava-me e fixava as minhas mãos com força, por debaixo das pernas, no banco frio da estação. nunca estava sozinha, mas nunca ninguém reparou nestes meus momentos de isolamento.

na altura pensei contar à minha mãe, mas desisti da ideia. conhecendo-a iria certamente dizer que era o espirito de alguém no meu corpo. sim, ela acredita nessas coisas. ela e as irmãs. por exemplo, tive um primo claramente toxicodependente que quando tinha crises de ressaca a minha tia dizia que estava a ser possuído pelo espírito do meu avô!

pensei contar às minhas amigas, mas como qualquer adolescente, tinha medo do que aquilo ia dar. por isso calei e lidei o melhor que soube com a situação, e vamos assumir que lidei muito bem, visto que não mergulhei em nenhuma linha da refer.

com o passar dos anos, sem saber porque este desejo foi acalmando. é verdade que agora ando muito menos de comboio, mas quando ando, já não me surgem estes pensamentos.

hoje tive tempo para pensar em tudo isto. hoje pensei que aquele puto com uma sabedoria estranha para a idade, talvez não quis por fim à sua vida; talvez, apenas não foi capaz de controlar os seus impulsos.

as coisas boas da vida

sou uma pessoa muito sensorial e emotiva.

de lágrima sempre à espreita: quando estou feliz, quando estou triste, quando estou furiosa, quando estou enternecida ... nem compreendo como tenho retenção de líquidos! e o sorriso a rasgar o rosto pelas coisas mais diversas…das parvas às eruditas!

parece que descrevo um ser de extremos, inconstante e algo louco. bem, sem patologias associadas, por vezes, sou mesmo de extremos...no que isso tem de bom e de mau. 

esta forma plena de sentir trouxe-me a intensidade que procuro. viver para mim tem um significado muito próprio, arrebatador, inquietante e por vezes intangível pela tangibilidade do ser, das suas condições e contextos.

contudo hoje estou aqui para falar de coisas boas e não para me perder no emaranhado das minhas vontades.

e o que é a felicidade senão o somatório de momentos de felizes?!

decidi indagar as coisas boas da minha vida, que me aportam momentos de felicidade, numa viagem pelos 5 sentidos ... não é muito original, mas é muito eu!

visão: ser deslumbrada por novos recantos

audição: aquele “amo-te”

paladar: um copo de bom vinho

olfato: a terra molhada pela chuva de verão

toque: a carícia da princesa

 

é tão pacificador perceber que toda eu sou feita de felicidade!

 

 

nota: obriguei-me a não cingir os meus sentido à princesa... pois na verdade ... não há nada nela que não desperte o melhor de mim!

coisas boas da vida

imagem retirada daqui

a minha t-shirt fala por mim?

um amigo partilhou hoje no facebook um vídeo que mostra claramente o sexismo ainda hoje patente no nosso dia-a-dia (mas fico orgulhosa pelo vídeo ser partilhado por um dos meus gajos  pois destaca a reflexão sobre o assunto )

o vídeo é de uma miúda de 8 anos, a daisy, famosa no facebook - Lolly and Doodle e com canal no youtube. poderia fazer um longo post sobre crianças de 8 anos que têm (sabemos que não são elas o motor) páginas e canais nas redes sociais, e sobre o que essa exposição e postura poderá trazer para o desenvolvimento da sua personalidade, mas não será esse o caminho que irei seguir...hoje.

no vídeo a daisy (a mãe ou a prima) faz uma excelente comparação entre as mensagens estampadas em t-shirts para meninas e para meninos. uma diferença abismal na qual, confesso, nunca parei para pensar.

 

 

sendo eu, desde que me recordo, uma princesinha, nunca fui muito limitada pelo que dizia a roupa que vestia, mas na verdade creio que nada dizia. vestir um vestido aos folhos e andar à bulha com meninos não era incompatível. sempre fui fã da shena - a princesa guerreira, mas também adorava a branca de neve. a minha mãe nunca me impôs que "me portasse como uma menina" e o meu pai nunca me limitou nas minhas saídas e aventuras.

a liberdade da educação que recebi foi mais determinante do que a roupa que vestia, talvez por isso nunca prestei atenção às mensagens subliminares. no entanto a forma como esta miúda apresenta a questão neste breve vídeo é muito interessante. daquelas coisas obvias sobre as quais nunca pensei!

 

diz-se que: vou ao roupeiro analisar o que ando por aí a dizer com a minha roupa, porque isto não é só um assunto de crianças!

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