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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

relacionamentos tóxicos

no meio da azafama das minhas arrumações encontrei o meu diário de 2008!

venho partilhar um texto, que à distância já não faz doer, e que me orgulha pela decisão tomada:

"passei o fim-de-semana no algarve, o tempo estava ótimo, a minha vida nem por isso!

embora tudo convidasse ao relax e à descontração, ele estava comprimido como sempre.

nada o torna feliz, tudo provoca ira e não há forma de penetrar nessa muralha. para fora só vem mágoa e ataques...não sou capaz de continuar assim... não somos amigos e agora também já não somos amantes, que sentido faz continuarmos juntos? somos apenas sócios na compra da habitação, só isso nos une, uma relação comercial.

se pelo menos não me atacasse constantemente, eu poderia aguardar, ter esperança de que as coisas melhorassem.... mas chega!

não quero passar a minha vida ao lado de alguém que não quer ser feliz.

avizinham-se momentos complicados, mas sinto-me aliviada pela decisão tomada... todas as brigas, as ofensas vão finalmente terminar. preciso de paz. preciso de espaço para ser feliz."

relacionamentos abusivos

imagem retirada daqui

 

este texto foi escrito no início de março... no final de abril estava tudo resolvido!

só somos infelizes se decidirmos sê-lo. somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas! nem sempre são fáceis, mas têm de ser firmes.

 

fraternidade

querer ser mãe não foi para mim uma certeza.

a minha vida sempre foi muito preenchida do ponto de vista afetivo e social. nunca excluí a maternidade, mas  nunca fiz dela uma prioridade; até que chegou o momento em que soube que o tempo/idade iria impedir que a escolha continuasse a depender da minha vontade. 

foi nessa tomada de consciência que questionei o.mais.que.tudo. sobre a sua vontade de ser pai. e assim, de forma consciente e adulta, avançamos para o projeto mais importante e de maior responsabilidade das nossas vidas.

o processo foi moroso, com alguma ansiedade à mistura - a possibilidade de não ser possível tornava a gravidez ainda mais desejada, estranho feitio humano! - finalmente, pouco mais de uma ano após termos começado a tentar, lá engravidamos (sim, sei que que engravida é a mulher, mas acredito que o estado é do casal). a gravidez decorreu dentro da normalidade (não sou apaixonada pelo estado de graça, pois os meus medos e o não ter a certeza que está tudo bem, a cada momento, atrofia-me o cérebro!). o parto não correu como previsto, mas no final correu tudo bem e a minha princesa veio iluminar os meu dias (e noites!).

com ela nasceu também uma certeza: queria que ela pudesse vivenciar a relação fraterna. quiçá por eu ser de uma família onde somos três irmãos e saber do bem que nos fazemos, de amar os meus sobrinhos e adorar as festas de família com casa cheia. também por me assombrar a ideia de que a pequena não tem pais muito jovens e tendo em conta a esperança média de vida, ela ficaria "sozinha" no mundo relativamente cedo - na consciência que os laços de sangue nada garantem, mas acreditando numa educação promotora dos valores da família e da fraternidade.

o problema: o papá não partilhava da mesma visão e, assumamos, um filho não é algo que se imponha a ninguém.

após algum tempo, vários lembretes do tic-tac biológico feminino, e alguma persistência de quem acredita nas suas certezas... o papá lá se convenceu (ou desistiu pelo cansaço ). agora, olhando para trás, acho que sempre gostou da ideia, mas não estava preparado visto estarmos no meio da tempestade de pais de primeira viagem.

e lá entramos, novamente, no processo. cinco meses depois o jackpot. e agora o misto entre a felicidade e, novamente, a ansiedade, o nervoso miudinho e o ardente desejo que corra tudo bem - porque agora não somos só dois.

amor fraterno

imagem retirada daqui

o meu contributo para um 2020 mais sustentável

Um dos meus objetivos recentes e compromisso com a humanidade é o de reduzir o consumismo, sobretudo em determinadas áreas, nomeadamente o vestuário.

Nos últimos anos a roupa tornou-se extremamente acessível (refiro-me às marcas comerciais e não às marcas brutalmente dispendiosas).

Ontem fui ao shopping, na tentativa de encontrar uma bela secretária a bom preço – tentativa falhada-, e aproveitei para ver algumas lojas de roupa para a miúda – normalmente aproveito os saldos para comprar para o próximo inverno. Confesso que é extremamente difícil, tendo um gostinho por trapinhos e tendo uma miúda que bem os veste, controlar o meu desejo de comprar e comprar, pois tudo parece essencial e necessário. Mas respeitando o meu compromisso comprei só peças essenciais: camisolas de algodão (3) e um pack de leggins.

Com peças a 1,50€ é difícil não cair na tentação de “só mais uma”. Agrada-me a existência de preços acessíveis, mas por outro lado, estes levam a um maior consumo apenas porque é barato, obrigando a uma maior disciplina por parte do consumidor.

Mas qual é efetivamente o custo de produzir uma camisola que é vendida a 1,50€?! A matéria-prima, a mão-de-obra na produção – e as condições desta, a logística (etiquetar, armazenar, distribuir), o transporte, a logística da venda… para além de não compreender como é que todo o processo se reduz a um preço tão baixo, é assustador imaginar a pegada ecológica desta peça de 1,50€, que por norma vem de “longe” e que muitas vezes nem gostamos muito mas compramos porque é barata e usamos pouquíssimas vezes.

Neste meu processo de consciencialização e de compra do essencial assumi alguns princípios na compra de roupa para a pequena: comprar peças confortáveis e de qualidade (duradouras mantendo o bom aspeto lavagem após lavagem); peças neutras (facilmente combináveis); privilegiar peças cuja composição seja (maioritariamente) em algodão - este é um aspeto dúvio do ponto de vista ecológico, mas em consequência da pequena ter pele atópica é a escolha mais funcional; evitar comprar peças que, embora lindas, tenham reduzida usabilidade (pelo material, conforto ou especificidade); evitar comprar por impulso, sobretudo em virtude do preço reduzido. Na compra de vestuário para mim apenas dois princípios: ir substituindo os essenciais à medida do seu desgaste e adquirir apenas duas peças ícone por estação (sei que ainda poderia fazer mais, mas tendo em conta o meu comportamento habitual este é um salto de guerreira que espero concluir com sucesso).

ciclo de vida de uma peça de vestuário

 

sei que para além de reduzir na adquisição, deveria aumentar a reutilização. em virtude do meu roupeiro eu facilmente investirei na reutilização. com a pequena é mais complicado, embora já tenha encontrado vários grupos no facebook de troca de vestuário, por norma as pessoas estão dispersas e o encontro para troca não é o mais fácil, mas é uma opção que terei de explorar melhor. existe também uma loja local para o efeito que irei explorar em 2020.

e olhem, na medida das minhas capacidades e disponibilidade mental, esta é a minha única e efetiva resolução para 2020: reduzir o consumismo e aumentar a reutilização. sendo uma e apenas uma, espero (prometo) não falhar.

para aprofundar este tema aconselho a leitura do artigo do público a pegada da nossa roupa (fonte da imagem partilhada).

 

trago em mim... tanto de vós

quando pessoa afirmou, através de álvaro de campos, na tabacaria " tenho em mim todos os sonhos do mundo" e anos mais tarde antónimo variações cantava "estou além", desenhava-se um pouco do muito que agora sou.

uma alma sonhadora e exigente, querendo sempre mais e que, por isso, tem de gerir as inquietações da sua alma e uma constante insatisfação.

as minha spassagens de eleição da tabacaria:

"que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso tanta coisa!"

"em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?"

"o mundo é para quem nasce para o conquistar
e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão."

"vivi, estudei, amei e até cri,
e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu."

 

 de variações trago comigo:

"esta insatisfação 
não consigo compreender 
sempre esta sensação 
que estou a perder 
tenho pressa de sair 
quero sentir ao chegar 
vontade de partir 
p’ra outro lugar 
vou continuar a procurar o meu mundo, 
o meu lugar 
porque até aqui eu só 
estou bem 
aonde não estou 
porque eu só estou bem 
aonde eu não vou" 

 

pessoa e variações

diz-se que: estes são dois grandes senhores da cultura portuguesa!

 

 

se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias?

acredito que o autoconhecimento é a melhor forma de atingir a paz interior. descobrir e resolver questões que fomos enterrando no nosso íntimo na esperança que desaparecessem.

assim desafiei-me a responder à pergunta: se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias? 

não foi fácil nem rápida a escolha.

dilema: deveria escolher um dia feliz para reviver todas as sensações boas, ou escolher um dia menos feliz mas que me possibilitasse rever acontecimentos e melhor compreender as coisas?

quando surgiu a questão soube quem queria rever. só não sabia “quando”. como sempre é da reflexão que surge a luz.

 assim, escolhi um dia banal, pois é no somatório desses dias que se constrói o extraordinário de uma relação. decidi reviver um dia sem dramas, sem stress, sem euforias, sem nada que condicionasse o simples e genuíno prazer de estarmos juntas (rir, desatinar, gozar com as gafes da outra, decidir o que vamos jantar…). mais, queria reviver esse dia sem ter a consciência que em breve ela desapareceria para sempre da minha vida. queria (re)viver a inocência de acreditar no para sempre, de pensar impossível que uma jovem cheia de garra possa desaparecer aos 17 anos num acidente incompreensível. perder alguém que amo, que conheço desde que nasceu, sangue do meu sangue, foi a experiência mais dolorosa que já vivi. lembrar-me dela desperta em mim um sorriso nostálgico, não triste; sinto-me feliz por ela ter existido, por ter feito parte da minha vida, a dor que senti ao perdê-la foi justificada por tudo o que vivemos e não abdicaria disso por nada.

 

saudade

 

imagem retirada daqui

 

diz-se que: o amor pode ser eterno; o amor é imortal!

o orgulho nos relacionamentos

sou fã confessa da série dharma & greg. a série integra princípios que partilho quanto às diferenças entre as pessoas e o respeito por essas mesmas diferenças.
foi com esta série que  obtive uma das maiores aprendizagens sobre relacionamentos. aprendizagem que perpetuo sempre que consigo que o orgulho não vença!


num episódio da série - que não encontrei para partilhar aqui, os pais de dharma (protagonista da série) estão severamente furiosos um com ou outro por um motivo que não recordo - como acontece com a maior parte das discussões com os noss@s mais.que.tudo, a dada altura já nem nos lembramos das razões (ou falta delas) que abriram as hostilidades.

voltando ao episódio da série, a dada altura os pais de dharma saem do quarto, evidentemente após o coito – amei integrar aqui esta frase! dharma ao ver a cena e sabendo da zanga dos país, intrigada questiona-os.

os pais respondem descontraidamente que continuam zangados, mas que o corpo e as suas necessidades e que estas não devem ser afetadas pela diferença de perspetiva que de momento os assola.


este tipo de visão e a simplificação e simultânea valorização das necessidades físicas em relação às diferenças de cariz intelectual/comportamental/emocional, não as subjugando, exige uma grande maturidade e valorização da relação enquanto um todo.

seriamos todos mais felizes se elegêssemos essa via. acabaríamos de modo mais célere com discussões! seriamos capazes de visualizar de modo mais claro pelo que vale ou não vale a pena discutir!

quantas vezes não procuramos o afastamento do outros, pois sabemos que a sua proximidade nos fala “baixar a guarda”, mas que mal pode nos poderá isso fazer?! ah, pois… vai fazer moça na porra do orgulho!


o orgulho é uma arma e uma fraqueza. muitas vezes, alimentado pelo medo e insegurança, domina as nossas ações. passa um dia, passam dois, passa uma semana, um mês... e de repente estamos a partilhar a vida com um estranho e o mais triste é quem nem sabemos bem porque começou esse afastamento!


o orgulho é um dos principais inimigos dos relacionamento  - para não dizer o pior! também padeço deste mal, nem sempre tenho a clareza de espírito para me lembrar disso, na hora. mas recorro a esta aprendizagem antes de permitir que ele consuma e destrua a relação que com o tempo fomos construindo.


o físico e o emocional estão conectados. por quê desgastar-nos se um abraço (mesmo que negado à partida) pode acalmar a nossa ira, deixar-nos respirar e aclarar a mente.

não tenham medo, não resistam a quando estiverem zangados terem a coragem de abraçar, de beijar, de possuir aquele ser que tanto amam e que tanto vos ama. verão que depois, já mais calmos, pois a raiva terá dado lugar ao afeto, estarão mais recetivos a ouvir o outro e conseguirão expor as vossas questões desprovidas das “artimanhas” criadas pela zanga; estarão mais abertos à negociação e à reconciliação.

 


para quem não conhece deixo aqui um episódio da série - escolhido ao acaso , pois todos são geniais!

 

paixão por viajar

o que nos atrai no viajar?

uns poderão responder que é o conhecer outros lugares ou, o ver outras realidades ou, ainda, conhecer novas pessoas e formas de estar; outros poderão dizer que é uma forma de sentir a imensidão do mundo ou a diversidade de formas de ver e sentir o outro.

haverá ainda quem, simplesmente, responda: porque gosto! ou, porque me da prazer! porque quebra a rotina ou porque me desperta os sentidos.

outras respostas existirão.

muitas pessoas não sentirão esta chamada, gosto ou necessidade de partir à descoberta do que o país, o continente e/ou o mundo tem para lhes oferecer.

eu, no purismo da verdade, é de mim que posso falar, viajo pelo prazer da descoberta de outros lugares e de outras formas de estar; fascinam-me os edifícios históricos e obras de arte, assim com as peripécias da d. arminda ou o tintinho que o sr. antónio oferece com orgulho.

gosto de ir aos locais e investir algum tempo a observar as pessoas, a ver a dinâmica local, a sentir o seu pulsar! perturba-me o "ir de passagem": um belo local, uma vibrante cidade, descaracterizam-se sem o seu entorno e suas gentes.

adoraria ser uma cidadã do mundo, com a garantia do aconchego do meu povo, mas com a liberdade de passar o tempo, que sentisse necessário, em cada lugar, de ter tempo para me entranhar nos locais, de me deixar mergulhar nas dinâmicas sociais, de conhecer as histórias das pessoas ...seria uma aventura genuinamente enriquecedora!

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imagem retirada daqui

como a infância marca as nossas relações futuras

como a infância marca as nossas relações futuras

imagem retirada daqui

 

recentemente comecei a ler o livro “todo o amor do mundo” de harville hendrix - casa das letras. é um livro de psicologia para casais. comecei a lê-lo por curiosidade, encontrei-o perdido no meio de outros livros que vou comprando para depois ler. não me recordo o que me fez adquiri-lo, mas parece que ainda não tinha sido o momento de o ler - acredito fortemente nisto: “não há acasos” e “tudo tem o seu tempo”.

tenho uma amiga com a qual partilho de uma grande empatia mental e já abordámos várias vezes, do ponto de vista de leigas na matéria, mas considerando as nossas vivências pessoais e capacidade de observação dos outros, a questão associada às nossas escolhas de parceir@.

sempre que uma de nós ou um(a) outro(a) amigo(a) via a sua relação terminada, surgia o lugar comum “são tod@s iguais” … mas a verdade é que não são todos iguais, nós – cada um de nós -  escolhe é sempre igual – mesmo que a embalagem mude. por isso os nossos relacionamentos acabam por ser “sempre a mesma coisa”.

com os nossos rudimentares conhecimentos de psicologia e a minha interminável paixão por freud, concluímos, nos nossos devaneios, que procuramos no nosso parceiro alguém à imagem do nosso pai (no caso das meninas), por ter sido este o nosso primeiro amor, por sempre nos ter transmitido segurança … e outras coisas que tal.

neste livro que agora leio, verifico que a nossa teoria existe, está validada e fundamentada (é bom saber que se tem espírito científico  ).

a teoria apresentada no livro tem alguns aspetos que diferem, ou melhor, que aprofundam a nossa própria teoria. o principal aspeto é que nós não procuramos no nosso companheiro o nosso pai. procuramos sim, uma pessoa que possua características dos nossos pais (ambos) ou de quem os substituiu na nossa educação, com as quais não conseguimos lidar na infância; assim, numa perspetiva extremamente masoquista, pretendemos resolver com a nossa cara metade as situações/questões que não conseguimos resolver com os nossos pais. o autor aprofunda os vários fenómenos psicológicos associados a esta questão (aconselho quem tem interesse nesta temática a ler o livro).

o aspeto que quero aqui destacar é a perspetiva do “peso” da infância em toda a nossa vida e a nossa teimosia em querer projetar os “problemas” não resolvidos na relação com o nosso parceiro, podendo por em causa esta relação (e outras que lhe sigam, assim como as que lhe antecederam). esta nossa postura, mesmo que inconsciente, não será mera cobardia de enfrentar a real causa desses problemas, ou seja, os nossos pais?

e o que faz de nós, enquanto pais, esta teoria? seres temerosos de condicionar para todo o sempre a vida destas pequenas e indefesas criaturas? devo aqui confessar uma das minhas grandes cobardias: a maternidade. sempre receei a responsabilidade ad eternum do “ser mãe”, sendo depois confrontada com o receio idiota de não o ser (gajas! diria o meu.mais.que.tudo.)

bem, voltando ao livro, o autor refere que somos seres insatisfeitos; que, quanto mais temos, mais queremos; e que, portanto, o facto de termos coisas a resolver com os nossos pais não quer dizer que tenhamos tido uma má infância, quer apenas dizer, a meu ver, que somos picuinhas 

assumindo esta teoria como certa ou pelo menos uma das possíveis, decidi fazer um quadro comparativo entre o meu pai e os meus namorados (mais) a sério. na verdade, encontro muitos pontos comuns que facilmente consigo identificar. e mais, consigo ver o meu pai em várias fases da sua vida, a sua evolução enquanto pessoa e companheiro e creio que, inclusive, as minhas escolhas têm acompanhado essa evolução. sendo que existem características transversais a todas essas escolhas.

Mas, a minha mãe onde está?

o terror da aceitação: está em mim! tudo o que me custou e mais me custa a lidar com a minha mãe, está nos comportamentos que não consigo controlar e mais detesto em mim!

rebanho

desde cedo descobri que detestava andar em rebanho.

ir onde todos vão, fazer o que todos fazem. apenas porque sim.

diluir-me no todo.

nunca percebi o problema da ovelha negra.

não é ela a mais recordada e nomeada?

não é ela a que mais se destaca por ser diferente?

que mal tem isso?

se eu estivesse num rebanho seria essa ovelha que eu quereria ser

- que se note que não almejo ser o pastor –

custa-me a compreender a necessidade de certas pessoas em nos quererem obrigar a ir no rebanho; que ficam ofendidas se não aceitarmos o – nada inocente – convite.

pessoas que reclamam uma dívida para com elas só porque decidiram – de livre e espontânea vontade – fazer o que aos seus olhos é simpático para nós.

não me interpretem mal, não sou uma pessoa ingrata.  mas não gosto que outros me imponham a sua “boa vontade”.

na minha perspetiva isso não é simpatia, é intromissão.

e quando acham que o que decidiram fazer “por nós” exige a nossa gratidão e obediência, vejo-me perante uma situação – de tentativa – de manipulação.

pessoas lindas deste planeta, por favor entendam, que o que vocês querem para vocês pode não ser o que as pessoas querem para si. acreditem ou não, somos diferentes. aquela expressão de trata os outros como gostaria que te tratassem a ti não é para ser levada à letra. é apenas uma ideia global de que devemos respeitar os outros… também nas suas diferenças.

se fizerem algo por alguém, sem que esse alguém vos tenha pedido, entendam que, eventualmente, poderão estar a exceder o vosso espaço de intervenção e, sim, poderão não receber gratidão.

boa vontade e intromissão estão, como as nádegas, divididas por uma linha muito ténue.

rebanho

imagem retirada daqui

mandar vs. gerir talentos

a felicidade é altamente lucrativa” é  uma expressão do ceo da phc software, numa entrevista ao expresso.

não resisti a ler a entrevista, embora adivinhasse a sua essência. centra a felicidade na meditação, mas a minha reflexão centra-se na liderança.

parece ser banal, do senso comum, lógico e facilmente percetível que pessoas felizes e motivadas, são pessoas mais produtivas e com maior capacidade criativa e de transformação. posto isto, não se entende porque há tanta insatisfação com as chefias em portugal – pelo pouco reconhecimento, incentivo e valorização das equipas.

parece prevalecer um modelo de liderança autoritário baixo um véu de trabalho colaborativo, onde a igualdade de papéis impera enquanto se seguir a ideia central…do chefe.

num país de senhores doutores e senhoras doutoras, parece haver o receio de valorizar ideias alheias, mesmo quando lhes é atribuído – não reconhecido - valor.

há, ainda, a necessidade de valorização pelo “mandar” e não pela construção conjunta de valor para a empresa, na qual existem papeis definidos e as pessoas não se deixam amedrontar pelo valor dos outros.

por outras vezes poderá ser pelas chefias estarem tão concentradas na sua visão do tema que são incapazes de – efetivamente – ouvir ideias divergentes, inviabilizando assim boas possibilidades de inovação.

não digo que mandar seja fácil, já coordenei equipas e sei que não o é.

mas mandar por mandar é ditadura, é castração, é desmotivação.

mandar é (deveria ser) gerir talentos. é encontrar a forma de rentabilizar o saber e competências dos elementos da equipa em prol dos objetivos da empresa. exige o conhecimento da empresa e dos colaboradores. exige jogo de cintura e capacidade de negociação. exige (muita) inteligência emocional e empatia.

se houvesse em portugal mais gestores de talentos, haveria certamente mais sucesso nas instituições, mais colaboradores motivados, pessoas mais felizes.

como sabemos a felicidade gera felicidade. ser profissionalmente feliz, faz-nos chegar a casa com energia positiva, com mais vontade de fazer coisas para partilhar essa felicidade, para fazer os nossos felizes.

o trabalho ocupa demasiado espaço/tempo na nossa vida, muitas vezes parece incapacitar-nos para a felicidade – as frustrações que de lá trazemos roubam-nos o brilho. claro que podemos e devemos combater isso, mas sabemos que não é fácil.

gerir talentos

imagem retirada daqui

 

senhores chefes, patrões, coordenadores e outros que tal, por favor olhem para as pessoas com quem têm a honra de trabalhar como um manancial de talento, de lucro - se preferirem, e desafiem-se a encontrar a forma de fazer brotar e gerir esses talentos... isso fará de vocês gestores de uma riqueza (quase) inesgotável!

 

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