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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

trago em mim... tanto de vós

quando pessoa afirmou, através de álvaro de campos, na tabacaria " tenho em mim todos os sonhos do mundo" e anos mais tarde antónimo variações cantava "estou além", desenhava-se um pouco do muito que agora sou.

uma alma sonhadora e exigente, querendo sempre mais e que, por isso, tem de gerir as inquietações da sua alma e uma constante insatisfação.

as minha spassagens de eleição da tabacaria:

"que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso tanta coisa!"

"em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?"

"o mundo é para quem nasce para o conquistar
e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão."

"vivi, estudei, amei e até cri,
e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu."

 

 de variações trago comigo:

"esta insatisfação 
não consigo compreender 
sempre esta sensação 
que estou a perder 
tenho pressa de sair 
quero sentir ao chegar 
vontade de partir 
p’ra outro lugar 
vou continuar a procurar o meu mundo, 
o meu lugar 
porque até aqui eu só 
estou bem 
aonde não estou 
porque eu só estou bem 
aonde eu não vou" 

 

pessoa e variações

diz-se que: estes são dois grandes senhores da cultura portuguesa!

 

 

se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias?

acredito que o autoconhecimento é a melhor forma de atingir a paz interior. descobrir e resolver questões que fomos enterrando no nosso íntimo na esperança que desaparecessem.

assim desafiei-me a responder à pergunta: se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias? 

não foi fácil nem rápida a escolha.

dilema: deveria escolher um dia feliz para reviver todas as sensações boas, ou escolher um dia menos feliz mas que me possibilitasse rever acontecimentos e melhor compreender as coisas?

quando surgiu a questão soube quem queria rever. só não sabia “quando”. como sempre é da reflexão que surge a luz.

 assim, escolhi um dia banal, pois é no somatório desses dias que se constrói o extraordinário de uma relação. decidi reviver um dia sem dramas, sem stress, sem euforias, sem nada que condicionasse o simples e genuíno prazer de estarmos juntas (rir, desatinar, gozar com as gafes da outra, decidir o que vamos jantar…). mais, queria reviver esse dia sem ter a consciência que em breve ela desapareceria para sempre da minha vida. queria (re)viver a inocência de acreditar no para sempre, de pensar impossível que uma jovem cheia de garra possa desaparecer aos 17 anos num acidente incompreensível. perder alguém que amo, que conheço desde que nasceu, sangue do meu sangue, foi a experiência mais dolorosa que já vivi. lembrar-me dela desperta em mim um sorriso nostálgico, não triste; sinto-me feliz por ela ter existido, por ter feito parte da minha vida, a dor que senti ao perdê-la foi justificada por tudo o que vivemos e não abdicaria disso por nada.

 

saudade

 

imagem retirada daqui

 

diz-se que: o amor pode ser eterno; o amor é imortal!

o orgulho nos relacionamentos

sou fã confessa da série dharma & greg. a série integra princípios que partilho quanto às diferenças entre as pessoas e o respeito por essas mesmas diferenças.
foi com esta série que  obtive uma das maiores aprendizagens sobre relacionamentos. aprendizagem que perpetuo sempre que consigo que o orgulho não vença!


num episódio da série - que não encontrei para partilhar aqui, os pais de dharma (protagonista da série) estão severamente furiosos um com ou outro por um motivo que não recordo - como acontece com a maior parte das discussões com os noss@s mais.que.tudo, a dada altura já nem nos lembramos das razões (ou falta delas) que abriram as hostilidades.

voltando ao episódio da série, a dada altura os pais de dharma saem do quarto, evidentemente após o coito – amei integrar aqui esta frase! dharma ao ver a cena e sabendo da zanga dos país, intrigada questiona-os.

os pais respondem descontraidamente que continuam zangados, mas que o corpo e as suas necessidades e que estas não devem ser afetadas pela diferença de perspetiva que de momento os assola.


este tipo de visão e a simplificação e simultânea valorização das necessidades físicas em relação às diferenças de cariz intelectual/comportamental/emocional, não as subjugando, exige uma grande maturidade e valorização da relação enquanto um todo.

seriamos todos mais felizes se elegêssemos essa via. acabaríamos de modo mais célere com discussões! seriamos capazes de visualizar de modo mais claro pelo que vale ou não vale a pena discutir!

quantas vezes não procuramos o afastamento do outros, pois sabemos que a sua proximidade nos fala “baixar a guarda”, mas que mal pode nos poderá isso fazer?! ah, pois… vai fazer moça na porra do orgulho!


o orgulho é uma arma e uma fraqueza. muitas vezes, alimentado pelo medo e insegurança, domina as nossas ações. passa um dia, passam dois, passa uma semana, um mês... e de repente estamos a partilhar a vida com um estranho e o mais triste é quem nem sabemos bem porque começou esse afastamento!


o orgulho é um dos principais inimigos dos relacionamento  - para não dizer o pior! também padeço deste mal, nem sempre tenho a clareza de espírito para me lembrar disso, na hora. mas recorro a esta aprendizagem antes de permitir que ele consuma e destrua a relação que com o tempo fomos construindo.


o físico e o emocional estão conectados. por quê desgastar-nos se um abraço (mesmo que negado à partida) pode acalmar a nossa ira, deixar-nos respirar e aclarar a mente.

não tenham medo, não resistam a quando estiverem zangados terem a coragem de abraçar, de beijar, de possuir aquele ser que tanto amam e que tanto vos ama. verão que depois, já mais calmos, pois a raiva terá dado lugar ao afeto, estarão mais recetivos a ouvir o outro e conseguirão expor as vossas questões desprovidas das “artimanhas” criadas pela zanga; estarão mais abertos à negociação e à reconciliação.

 


para quem não conhece deixo aqui um episódio da série - escolhido ao acaso , pois todos são geniais!

 

paixão por viajar

o que nos atrai no viajar?

uns poderão responder que é o conhecer outros lugares ou, o ver outras realidades ou, ainda, conhecer novas pessoas e formas de estar; outros poderão dizer que é uma forma de sentir a imensidão do mundo ou a diversidade de formas de ver e sentir o outro.

haverá ainda quem, simplesmente, responda: porque gosto! ou, porque me da prazer! porque quebra a rotina ou porque me desperta os sentidos.

outras respostas existirão.

muitas pessoas não sentirão esta chamada, gosto ou necessidade de partir à descoberta do que o país, o continente e/ou o mundo tem para lhes oferecer.

eu, no purismo da verdade, é de mim que posso falar, viajo pelo prazer da descoberta de outros lugares e de outras formas de estar; fascinam-me os edifícios históricos e obras de arte, assim com as peripécias da d. arminda ou o tintinho que o sr. antónio oferece com orgulho.

gosto de ir aos locais e investir algum tempo a observar as pessoas, a ver a dinâmica local, a sentir o seu pulsar! perturba-me o "ir de passagem": um belo local, uma vibrante cidade, descaracterizam-se sem o seu entorno e suas gentes.

adoraria ser uma cidadã do mundo, com a garantia do aconchego do meu povo, mas com a liberdade de passar o tempo, que sentisse necessário, em cada lugar, de ter tempo para me entranhar nos locais, de me deixar mergulhar nas dinâmicas sociais, de conhecer as histórias das pessoas ...seria uma aventura genuinamente enriquecedora!

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imagem retirada daqui

como a infância marca as nossas relações futuras

como a infância marca as nossas relações futuras

imagem retirada daqui

 

recentemente comecei a ler o livro “todo o amor do mundo” de harville hendrix - casa das letras. é um livro de psicologia para casais. comecei a lê-lo por curiosidade, encontrei-o perdido no meio de outros livros que vou comprando para depois ler. não me recordo o que me fez adquiri-lo, mas parece que ainda não tinha sido o momento de o ler - acredito fortemente nisto: “não há acasos” e “tudo tem o seu tempo”.

tenho uma amiga com a qual partilho de uma grande empatia mental e já abordámos várias vezes, do ponto de vista de leigas na matéria, mas considerando as nossas vivências pessoais e capacidade de observação dos outros, a questão associada às nossas escolhas de parceir@.

sempre que uma de nós ou um(a) outro(a) amigo(a) via a sua relação terminada, surgia o lugar comum “são tod@s iguais” … mas a verdade é que não são todos iguais, nós – cada um de nós -  escolhe é sempre igual – mesmo que a embalagem mude. por isso os nossos relacionamentos acabam por ser “sempre a mesma coisa”.

com os nossos rudimentares conhecimentos de psicologia e a minha interminável paixão por freud, concluímos, nos nossos devaneios, que procuramos no nosso parceiro alguém à imagem do nosso pai (no caso das meninas), por ter sido este o nosso primeiro amor, por sempre nos ter transmitido segurança … e outras coisas que tal.

neste livro que agora leio, verifico que a nossa teoria existe, está validada e fundamentada (é bom saber que se tem espírito científico  ).

a teoria apresentada no livro tem alguns aspetos que diferem, ou melhor, que aprofundam a nossa própria teoria. o principal aspeto é que nós não procuramos no nosso companheiro o nosso pai. procuramos sim, uma pessoa que possua características dos nossos pais (ambos) ou de quem os substituiu na nossa educação, com as quais não conseguimos lidar na infância; assim, numa perspetiva extremamente masoquista, pretendemos resolver com a nossa cara metade as situações/questões que não conseguimos resolver com os nossos pais. o autor aprofunda os vários fenómenos psicológicos associados a esta questão (aconselho quem tem interesse nesta temática a ler o livro).

o aspeto que quero aqui destacar é a perspetiva do “peso” da infância em toda a nossa vida e a nossa teimosia em querer projetar os “problemas” não resolvidos na relação com o nosso parceiro, podendo por em causa esta relação (e outras que lhe sigam, assim como as que lhe antecederam). esta nossa postura, mesmo que inconsciente, não será mera cobardia de enfrentar a real causa desses problemas, ou seja, os nossos pais?

e o que faz de nós, enquanto pais, esta teoria? seres temerosos de condicionar para todo o sempre a vida destas pequenas e indefesas criaturas? devo aqui confessar uma das minhas grandes cobardias: a maternidade. sempre receei a responsabilidade ad eternum do “ser mãe”, sendo depois confrontada com o receio idiota de não o ser (gajas! diria o meu.mais.que.tudo.)

bem, voltando ao livro, o autor refere que somos seres insatisfeitos; que, quanto mais temos, mais queremos; e que, portanto, o facto de termos coisas a resolver com os nossos pais não quer dizer que tenhamos tido uma má infância, quer apenas dizer, a meu ver, que somos picuinhas 

assumindo esta teoria como certa ou pelo menos uma das possíveis, decidi fazer um quadro comparativo entre o meu pai e os meus namorados (mais) a sério. na verdade, encontro muitos pontos comuns que facilmente consigo identificar. e mais, consigo ver o meu pai em várias fases da sua vida, a sua evolução enquanto pessoa e companheiro e creio que, inclusive, as minhas escolhas têm acompanhado essa evolução. sendo que existem características transversais a todas essas escolhas.

Mas, a minha mãe onde está?

o terror da aceitação: está em mim! tudo o que me custou e mais me custa a lidar com a minha mãe, está nos comportamentos que não consigo controlar e mais detesto em mim!

rebanho

desde cedo descobri que detestava andar em rebanho.

ir onde todos vão, fazer o que todos fazem. apenas porque sim.

diluir-me no todo.

nunca percebi o problema da ovelha negra.

não é ela a mais recordada e nomeada?

não é ela a que mais se destaca por ser diferente?

que mal tem isso?

se eu estivesse num rebanho seria essa ovelha que eu quereria ser

- que se note que não almejo ser o pastor –

custa-me a compreender a necessidade de certas pessoas em nos quererem obrigar a ir no rebanho; que ficam ofendidas se não aceitarmos o – nada inocente – convite.

pessoas que reclamam uma dívida para com elas só porque decidiram – de livre e espontânea vontade – fazer o que aos seus olhos é simpático para nós.

não me interpretem mal, não sou uma pessoa ingrata.  mas não gosto que outros me imponham a sua “boa vontade”.

na minha perspetiva isso não é simpatia, é intromissão.

e quando acham que o que decidiram fazer “por nós” exige a nossa gratidão e obediência, vejo-me perante uma situação – de tentativa – de manipulação.

pessoas lindas deste planeta, por favor entendam, que o que vocês querem para vocês pode não ser o que as pessoas querem para si. acreditem ou não, somos diferentes. aquela expressão de trata os outros como gostaria que te tratassem a ti não é para ser levada à letra. é apenas uma ideia global de que devemos respeitar os outros… também nas suas diferenças.

se fizerem algo por alguém, sem que esse alguém vos tenha pedido, entendam que, eventualmente, poderão estar a exceder o vosso espaço de intervenção e, sim, poderão não receber gratidão.

boa vontade e intromissão estão, como as nádegas, divididas por uma linha muito ténue.

rebanho

imagem retirada daqui

mandar vs. gerir talentos

a felicidade é altamente lucrativa” é  uma expressão do ceo da phc software, numa entrevista ao expresso.

não resisti a ler a entrevista, embora adivinhasse a sua essência. centra a felicidade na meditação, mas a minha reflexão centra-se na liderança.

parece ser banal, do senso comum, lógico e facilmente percetível que pessoas felizes e motivadas, são pessoas mais produtivas e com maior capacidade criativa e de transformação. posto isto, não se entende porque há tanta insatisfação com as chefias em portugal – pelo pouco reconhecimento, incentivo e valorização das equipas.

parece prevalecer um modelo de liderança autoritário baixo um véu de trabalho colaborativo, onde a igualdade de papéis impera enquanto se seguir a ideia central…do chefe.

num país de senhores doutores e senhoras doutoras, parece haver o receio de valorizar ideias alheias, mesmo quando lhes é atribuído – não reconhecido - valor.

há, ainda, a necessidade de valorização pelo “mandar” e não pela construção conjunta de valor para a empresa, na qual existem papeis definidos e as pessoas não se deixam amedrontar pelo valor dos outros.

por outras vezes poderá ser pelas chefias estarem tão concentradas na sua visão do tema que são incapazes de – efetivamente – ouvir ideias divergentes, inviabilizando assim boas possibilidades de inovação.

não digo que mandar seja fácil, já coordenei equipas e sei que não o é.

mas mandar por mandar é ditadura, é castração, é desmotivação.

mandar é (deveria ser) gerir talentos. é encontrar a forma de rentabilizar o saber e competências dos elementos da equipa em prol dos objetivos da empresa. exige o conhecimento da empresa e dos colaboradores. exige jogo de cintura e capacidade de negociação. exige (muita) inteligência emocional e empatia.

se houvesse em portugal mais gestores de talentos, haveria certamente mais sucesso nas instituições, mais colaboradores motivados, pessoas mais felizes.

como sabemos a felicidade gera felicidade. ser profissionalmente feliz, faz-nos chegar a casa com energia positiva, com mais vontade de fazer coisas para partilhar essa felicidade, para fazer os nossos felizes.

o trabalho ocupa demasiado espaço/tempo na nossa vida, muitas vezes parece incapacitar-nos para a felicidade – as frustrações que de lá trazemos roubam-nos o brilho. claro que podemos e devemos combater isso, mas sabemos que não é fácil.

gerir talentos

imagem retirada daqui

 

senhores chefes, patrões, coordenadores e outros que tal, por favor olhem para as pessoas com quem têm a honra de trabalhar como um manancial de talento, de lucro - se preferirem, e desafiem-se a encontrar a forma de fazer brotar e gerir esses talentos... isso fará de vocês gestores de uma riqueza (quase) inesgotável!

 

perdidos e achados

há quem há muito não o veja.

há quem passe por ele e não o reconheça.

há quem o tenha idealizado e que não o aceite como ele realmente é.

há quem tenha alguém a oferecê-lo mas que não deseje aceitá-lo.

há quem tenha a quem oferece-lo mas que não o aceite.

há quem nunca o tenha conhecido, há quem já conheceu vários.

há quem viva em sucessivos desencontros.

há que pense que ele é gratuito, um dado adquirido (estes estão condenados).

o amor não é pera doce. é complexo e trabalhoso. é exigente e gratificante.

o amor não é um ato de magia. a paixão, a tesão podem parecer que sim. o amor é outra coisa.

toda a gente acha que está preparada para amar, mas não é verdade.

toda a gente acha que está preparada para ser amada, mentira também.

cada vez mais amamos pior.

desistimos mais fácil, exigimos mais, damos menos.

ou

persistimos mais do que devíamos, exigimos menos e damos (de) mais.

quiçá, por causa da poluição emocional e outras mazelas, haja um problema de frequências e sintonização.

quiçá há quem diga que quer amar, mas está tão cheio de si, das suas necessidades e vontades que seja incapaz de dar espaço ao outro, às suas necessidades e vontades.

há um problema grave no que se respeita ao amor.

depois da estreia do “casados à primeira vista”, que confesso ter acompanhado todos os domingos, surgem agora mais dois programa para por em contacto as pessoas: “o carro do amor” (sic) e “first dates” (tvi). eu tenho sempre uma grande necessidade de tentar compreender o que leva as pessoas a exporem-se desta maneira. depois de ter acompanhado o casados à primeira vista e ter ficado algo surpresa com o modo como, supostamente, aquelas pessoas conseguiam ignorar as câmaras, e de não conseguir perceber o que era real e encenado, fico com muitas reticências sobre se o que leva as pessoas a participar é o desejo de “encontrar o amor”. mais uma vez o amor é desvirtuado. as pessoas andam perdidas naquilo que querem e esperam ser achadas nos holofotes da “fama”.

ai amor que será de ti?!

amor

imagem retirada daqui

mami top 2018

este ano decidi, inspirada no que tenho visto nos blogues que visito, revisitar o meu blog em 2018.

dessa visita, trouxe os post que mais marcaram momentos da minha vida - quer através do desabafo, da ternura ou da gargalhada ao escrevê-los/ lê-los

este ano a mami teve uma rubrica de guest post intitulada há cada uma. o que me diverti nessa aventura. deixo um grande obrigada a todos aqueles que partilharam as suas histórias comigo. ver série:  há cada uma

 

a ternura de escrever sobre as anecdotas da maternidade e as grandes constatações da vida - algumas muito aparvalhadas-, na serie ser mãe é e não sendo desta série não poderia de aqui não acrescentar 12 coisas que aprendi com a gravidez , todos os corações são vermelhosexperiências profundas transformam-nos

 

desabafos desesperados, cheios de uma agonia que se transformaram em alívio por ter posto "tudo cá p´ra fora"

mãe em burn out

progenitor descomprometido

 

post escritos com o coração, que encheram os meus olhos de lágrimas enquanto ia teclando no computador

quero-te bem

carta a um pai ausente

 

reflexões dobre o nosso mundo - com aquele toque agridoce que eu tanto gosto!

eutanásia: um ato de amor

carneirinhos…somos todos carneirinhos!

a ironia da páscoa no dia das mentiras

igualdade de género

 

e pronto vou ficar-me por aqui.

o melhor de 2018

 

aceitam-se os vossos miminhos e a vossa partilha ao dizerem-me o que mais gostam no mami, porque cá passam, para eu ver se estou bem encaminhada, embora, honestamente, não sei se seja capaz de seguir outra linha … paradoxalmente eu 

a pasmaceira da rotina

mais um ano a terminar.

outro quase a começar.

e eu, aqui, a sentir-me…perdida nesta transição.

tirando a magia e constante desafio da maternidade, sinto que 2018 foi um ano insosso quer a nível profissional, quer ao nível dos relacionamentos.

a questão é que não sei se posso ou não dissociar este facto, do facto de ter sido mãe e isso necessariamente ter mudado a minha vida.

a nível profissional praticamente só trabalhei meio ano… saí e voltei e tudo se manteve igual, sem novos desafios, sem mudanças, ou seja, sem me dar pica.

no meu relacionamento amoroso, pelo acréscimo das exigências que a pequena me trouxe, estou menos tolerante para comportamentos egoístas, para aí aí aí que me dói o dedo do pé, para atitudes do género “se faço de conta que não vi, não tenho de fazer”- agora compreendo porque nem todos os relacionamentos resistem ao nascimento da primeira cria! por cá as discussões viraram rotina e ... já não há paciência!

com os amigos apetece estar mas nunca se consegue estar a 100% porque há um ser maravilhoso que depende e exige de nós. por outro lado, há os contextos de grupo os quais nem sempre são adequados a pequenas princesas. pelo que acabo por me dar e dedicar apenas aos amigos do coração, os outros (os dos copos, os das compras, os do trabalho, os novos…) terão de esperar ou esquecer a minha existência – por vezes tenho saudades destes, são relações mais leves. estes momentos com seres externos ao lar exigem planeamento, gestão para que corra tudo bem... por isso parece que estou a preparar um evento no trabalho 

a maternidade trouxe-me uma rotina que me perturba.

a rotina é chata.

a rotina cria padrões.

a rotina limita a espontaneidade.

a rotina mata a criatividade.

a rotina não me traz felicidade.

sei que a princesa precisa da rotina.

sei que a rotina lhe traz segurança.

assim, procuro o equilíbrio.

uma rotina que não me leve à loucura, com umas fugas aqui e ali, que não lhe tragam desconforto.

como vêm com ela tudo perfeito.

com ele, os outros e o trabalho… pois vamos ver.

rotina

fotografado pela mami: arte de rua - ilha terceira, açores

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