playing for change é um projeto criado em 2002 que visa, através da música, alertar para os problemas globais e contribuir para a mudança na construção de um mundo melhor, mais humano e mais inclusivo.
os saldos são um fenómeno económico que poderia dar azo a profundos estudos psicológicos.
ir aos saldos – de modo presencial ou virtual – é um exigente exercício de autocontrolo.
eu tenho de “ter mão em mim” ou a desgraça acontece. tantas boas oportunidades, tudo tão “em conta”, aquelas peças que dão tanto jeito … tudo serve de pretexto para querermos tudo! e juro que eu desenvolvo uma lógica extremamente racional para que tudo faça sentido.
sexta-feira começaram os saldos e qui a menina já tem uma encomenda a caminho da bershka, da women´secret, da stradivarius, da pull & bear e da mango. juro que são apenas coisas que fazem sentido e imensa falta. bem, imensa falta talvez seja um exagero, mas sentido, têm-no todo.
agora mais a sério (pelo menos tentando não parecer uma bimba fútil), quando se tem um orçamento reduzido e trapinhos novos são um dos nossos pontos fracos, o investimento tem de ser cauteloso. as compras online (as minhas preferidas) permitem-nos calmamente avaliar todas as opções e fazer escolhas em vários sites em simultâneo, comparando o que está disponível e fazendo as escolhas certas respeitando o orçamento.
isto de ser rapariga de bom gosto e com um estilo eclético é uma complicação.
não digo que seja fácil controlar estes impulsos de tudo querer, mas a consciência e a responsabilidade a isso obrigam.
confesso ter alguma dificuldade em compreender as pessoas que vão para além das suas possibilidades. não me refiro a fazer escolhas e a priorizar umas coisas em detrimento de outras. cada quem sabe do que necessita para ser feliz - podem haver pessoas que são mais felizes em gastar 30€ numa peça de roupa do que a jantar numa marisqueira.
o que não entendo é quem gasta o que não tem em coisas fúteis. por exemplo, gastando 300€ nos saldos e não pagando a renda desse mês…pois o dinheiro não chega p´ra tudo – acreditem ou não, isto acontece e não é tão raro assim. pessoas que ficam sem água e luz em casa porque não pagaram as contas, pois tiveram “outras prioridades” como passar todas as tardes no café para umas minis after work.
é obvio que o ideal seria que todos tivéssemos dinheiro para tudo o que precisamos e para o que nos dá prazer. mas como diz a minha santa mãe “o dinheiro não estica” … e, assim sendo, devem ser feitas escolhas conscientes.
que o consumismo não ofusque as nossas responsabilidades.
vou hoje abrir um espaço sem precedência no blog e sem a certeza de continuação: estudos sociológicos no café.
pessoas sempre me fascinaram. a diversidade. a subjetividade. o complexo dos diversos fatores que definem cada ser.
mesmo nas coisas mais banais do dia a dia.
gosto de observar as pessoas em diferentes contextos, um dos mais deliciosos é o se "café do costume". as pessoas estão descontraídas e com quem gostam, ou com quem partilham algo em comum (o emprego, a vida, a pesca, o futebol, a música...) ou, apenas consigo mesmo.
neste contexto decidi lançar um estudo sociológico rigoroso e científico (porque há uma investigadora - eu -, uma amostra da população - eles - e um tema - relações)
metodologia: investigação participante
amostra: 12 indivíduos, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 11 e os 71 anos
questão: entras num bar e vês uma pessoa atraente, estão ambos na onda de "conhecer novas pessoas", o que ela poderá fazer ou dizer para tu perceberes "esta não"? (o ela deverá ser entendido sempre enquanto pessoa, quanto ao gênero, cada quem sabe de si)
respostas do sexo feminino:
.cuspir para o chão
.ter mau hálito
.desdentado
.usar meias brancas, camisa às flores, calças com bolsos de lado ou sapato super bicudo com a frente retangular
.nobreza de espírito, sanidade mental (não me adapto - risos)
.maltratar um animal, o empregado, ...
.conversa de engate banal
.ser um "player"
.ser muito "certinho" (esses escondem sempre qualquer coisa)
respostas do sexo masculino:
.dizer que gosta de música pimba
.usar fio dental (e se notar), exagerados decotes e minissaias