Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

desafio de escrita dos pássaros #2.2 - banhos de sol

penso já o ter dito anteriormente, algures neste meu aconchego das palavras: nunca tive tantas dúvidas, nem tantas certezas, como quando me tornei mãe.

as certezas dominam o campo afetivo, as dúvidas, todos os outros. o receio de tomar a decisão errada, de não fazer a coisa certa, de prejudicar aquele pequeno ser que em tudo depende de mim… rouba-me o sono e enche a minha cabeça de macaquinhos saltitantes e ruidosos.

numa das primeiras consultas com o médico de família (a catraia teria quanto muito um mês), o sr. doutor disse-me que a menina não deveria ser exposta ao sol, visto ter uma pele muito sensível. explicando que deveria, por isso, tomar vitamina d. confesso que fiquei presa na expressão “não deve ser exposta ao sol”. questionei: não deve como? nunca? nem nas horas menos nocivas? o médico foi perentório: não deve ser exposta! sendo ela um bebé de inverno, insisti: nem no verão, em que já está mais “velhinha”? novamente um seco “não”. eu que amo o sol fiquei logo de coração pequenino. mas pronto se tem de ser, que seja. tudo pelo bem da minha pequena flor.

tempos depois optei por arranjar um pediatra para a pequena. depois de muita reflexão conclui que para os primeiros tempos seria importante ter alguém especializado que a acompanhasse. quando no meio da avaliação o médico questionou se ela estava a tomar vitamina d, respondi que sim, e ele anuiu. aproveitei e contei o que foi dito pelo médico de família a propósito da exposição ao sol. o pediatra ficou em choque. depois deu-me uma seca de 10 minutos a explicar a importância dos banhos de sol defendidos e praticados nos países da américa latina e pediu-me autorização para usar este exemplo quando tivesse de recorrer a situações  práticas para demonstrar aos seus alunos a falta de conhecimento de alguns médicos sobre determinadas temáticas.

concluindo: o sol dá saúde. em tempo ameno é de fazer banhos de sol nos horários mais saudáveis, ou seja, entre as 9h00 e as 10h00 ou as 17h00 e 18h00 (mais coisa menos coisa). é mesmo para dizer “é que isto de médicos, nunca fiando” e por isso, agarro-me a versão que mais me agrada e, vamos lá assumir, de sol os da américa latina percebem mais do que nós!

 

banhos de sol

imagem retirada daqui

fraternidade

querer ser mãe não foi para mim uma certeza.

a minha vida sempre foi muito preenchida do ponto de vista afetivo e social. nunca excluí a maternidade, mas  nunca fiz dela uma prioridade; até que chegou o momento em que soube que o tempo/idade iria impedir que a escolha continuasse a depender da minha vontade. 

foi nessa tomada de consciência que questionei o.mais.que.tudo. sobre a sua vontade de ser pai. e assim, de forma consciente e adulta, avançamos para o projeto mais importante e de maior responsabilidade das nossas vidas.

o processo foi moroso, com alguma ansiedade à mistura - a possibilidade de não ser possível tornava a gravidez ainda mais desejada, estranho feitio humano! - finalmente, pouco mais de uma ano após termos começado a tentar, lá engravidamos (sim, sei que que engravida é a mulher, mas acredito que o estado é do casal). a gravidez decorreu dentro da normalidade (não sou apaixonada pelo estado de graça, pois os meus medos e o não ter a certeza que está tudo bem, a cada momento, atrofia-me o cérebro!). o parto não correu como previsto, mas no final correu tudo bem e a minha princesa veio iluminar os meu dias (e noites!).

com ela nasceu também uma certeza: queria que ela pudesse vivenciar a relação fraterna. quiçá por eu ser de uma família onde somos três irmãos e saber do bem que nos fazemos, de amar os meus sobrinhos e adorar as festas de família com casa cheia. também por me assombrar a ideia de que a pequena não tem pais muito jovens e tendo em conta a esperança média de vida, ela ficaria "sozinha" no mundo relativamente cedo - na consciência que os laços de sangue nada garantem, mas acreditando numa educação promotora dos valores da família e da fraternidade.

o problema: o papá não partilhava da mesma visão e, assumamos, um filho não é algo que se imponha a ninguém.

após algum tempo, vários lembretes do tic-tac biológico feminino, e alguma persistência de quem acredita nas suas certezas... o papá lá se convenceu (ou desistiu pelo cansaço ). agora, olhando para trás, acho que sempre gostou da ideia, mas não estava preparado visto estarmos no meio da tempestade de pais de primeira viagem.

e lá entramos, novamente, no processo. cinco meses depois o jackpot. e agora o misto entre a felicidade e, novamente, a ansiedade, o nervoso miudinho e o ardente desejo que corra tudo bem - porque agora não somos só dois.

amor fraterno

imagem retirada daqui

a regra dos quatro presentes

estou numa luta para mudar os meus comportamentos, numa perspetiva de minimalismo e de combate ao consumismo (um dos meus pecados capitais - versão séc. xxi).

não sou ambientalista (acreditando que o “ista” pode ser sinónimo de conhecedora de), mas acredito que tod@s nós temos de repensar comportamentos e melhor gerir as nossas opções. a economia circular e a reutilização a meu ver não são chavões da moda, mas sim uma tendência para reduzir o nosso impacto negativo no mundo que nos acolhe.

o natal é por si um apelo ao consumismo. a vontade de agradar a quem amamos e o bombardeamento de coisas que há por todo lado faz-nos desejar tudo! e, como diria o outro (que nunca sabemos quem é o outro), a carne é fraca.

presentes-natal.jpg

no que toca às crianças, sobretudo às nossas, pequenos seres merecedores do mundo, parece que tudo lhes faz falta e que nada é demais para os fazer felizes. mas, em boa verdade, elas têm imensas dificuldades em lidar com muitos estímulos em simultâneo, e o receberem muitos presentes faz com que não valorizem verdadeiramente (quase) nenhum; para além de quê, na maioria das vezes, o que as faz dar gargalhadas e serem felizes não são coisas!

num momento de morte aos neurónios, quando passava pelo feed do facebook, encontrei um artigo, num site espanhol que acompanho, sobre a regra dos quatro presentes de natal para crianças, mas que acredito que se aplique também para o aniversário ou outras datas em que sejam merecedoras de afagos materiais.

as regras são simples e, como quase sempre, bastante óbvias. o objetivo é procurar o equilíbrio, permitir que a criança valorize o que recebe e mantenha acesso o desejo.

fiz uma breve pesquisa junto do dr. google e não consegui descobrir a sábia mente que criou estas regras, pelo que não podendo citar uma fonte, cito a sra. “é tão óbvio que me apetece esbofetear-me por não ter pensado nisto”.

as quatro regras são então:

.1. uma peça para usarem (roupa, calçado ou acessórios)

.2. um livro

.3. algo que ela precise (para a escola, para o desporto que pratica ou o seu passatempo preferido …)

.4. algo que deseje (por norma bem espelhado na carta que escreve ao pai natal – um sinal da mudança dos tempos é quando uma carta ao pai natal tem uma lista de presentes e não apenas “aquele” presente tão desejado)

os tais especialistas afirmam também que estes presentes têm de ser selecionados tendo em conta a idade e as características/gostos da criança, devendo favorecer a interação social e com o meio envolvente/natureza, contribuindo para o saudável e harmonioso desenvolvimento físico, cognitivo e emocional – ou seja, coisa pouca!

este natal já não vou a tempo de cumprir com a regra dos quatro presentes – compro tudo com muita antecedência para ter a certeza que está tudo perfeito no dia (montado e verificada a usabilidade) e também para fugir ao stress das prendas de última hora-, mas intuitivamente safei-me nas características que as prendas devem ter (ufa).

assim, a minha pequena de dois anos vai receber: um triciclo que promove o desenvolvimento motor e a coordenação, a resistência a frustração e a persistência, bem como, favorece as atividades ao ar livre! (um ponto para a mami!); uma cozinha que promove o desenvolvimento da imaginação e a interação social, ambos através do “jogo do faz de conta” (e vão dois pontos para a mami); o livro “da cabeça até aos pés” de eric carle que para além de promover o gosto pela leitura convida o pequeno “leitor” a imitar os movimentos das várias personagens  e a relação afetiva com o seu/sua companheiro/a de leitura (desenvolvimento cognitivo + motor + emocional, boa mami! mais um ponto); dois jogos: um de encaixe e outro de equilíbrio, ambos visando o desenvolvimento de competências cognitivas e de motricidade fina (aqui a mami por ultrapassar o n.º de presentes aconselhado não ganha pontos!)

confesso que nesta idade não considero os objetos de vestuário, calçado e afins como presentes, vejo-o como um bem essencial – embora assuma que ultrapasso em larga medida o que é essencial, mas juro que estou a trabalhar no sentido de melhorar esta característica!

bom natal e boas compras – controladas e certeiras!

 

nota: o site que inspirou este artigo

Won't you come and won't you stay?

lindo 

 

 

Daddy, are you out there?
Daddy, won't you come and play?
Daddy, do you not care?
Is there nothing that you want to say?

I know
You're hurting too
But I need you, I do
Daddy, if you're out there
Daddy, all I want to say

You're so far away
Oh, you're so far away
That's okay
That's okay
I'm okay

Daddy, are you out there?
Daddy, why'd you run away?
Daddy, are you okay?
Look dad, we got the same hair
And daddy, it's my birthday
And all I want to say

Is you're so far away
Oh, you're so far away
That's okay
That's okay
That's okay

You're so far away

Won't you come and won't you stay?
Please stay
Oh, please stay
Won't you come and won't you stay?
One day
Just one day

estou aqui!

a partir de hoje é possível pedir a pulseira do programa “estou aqui” da psp. a pulseira é destinada a crianças entre os 2 e os 10 anos, embora a idade possa ser inferior a dois anos caso se prove que a criança consegue andar de forma autónoma.

a pulseira, em tecido, têm um código alfanumérico único que correspondente aos dados da criança que a usa e de duas pessoas por ela responsáveis.

a pulseira tem a duração de 12 meses, ficando “ativa” até 31 de maio de 2020; pode ser pedido de forma nominal ou de grupo (opção adequada a instituições que lidem com grupos de crianças - escolas, infantários, catl, campos de férias, ...).

“o programa estou aqui!® foi desenhado para que nunca perca um momento da presença dos seus filhos.”

esta é uma iniciativas que aproxima os cidadãos e as cidadãs das forças de segurança, valorizando a prevenção e conferindo à família a sensação de segurança.

podes pedir a pulseira aqui.

 

estou aqui

 

na minha pesquisa sobre a pulseira fiquei muito feliz quando descobri que existe também a pulseira estou aqui adultos - “a psp identifica a necessidade de garantir a segurança de adultos que, pelas mais variadas razões, possam sofrer alguma desorientação na via pública.” Sabe mais sobre esta iniciativa aqui.

 

sinto-me orgulhosa destas iniciativas, ambas gratuitas!

família

cresci numa família tradicional.

acabando de escrever a frase questiono o que é isto de família tradicional.

a minha mãe teve 13 irmãos, nenhum deles fez mais do que a quarta classe. a minha mãe recorda que “os mais velhos”, nos quais se encontrava, chegaram a ir à escola descalços. recorda a broa com sardinhas, a única forma de as sardinhas, ou o sabor destas, chegarem para todos.

o meu pai e os seus quatro irmãos tiveram vida semelhante. começaram a trabalhar aos 11 anos, aos 14 o meu pai imigrou para trabalhar na construção civil.

os seus caminhos lá se encontraram e eles lá casaram. tinham, pelo menos, 10 anos de trabalho cada um e uma grande experiência de vida.

passados 2 anos cheguei às suas vidas. passados mais 3, emigram. nasceu outra bela menina e depois o benjamim. todas as memórias que tenho dos meus pais são de trabalho, de esforço, de procura de uma vida mais confortável e a ideia constante de que “nunca faltasse nada aos filhos”, que estes tivessem uma vida melhor do que a deles.

acredito que os pais querem dar aos filhos aquilo que mais falta sentiram na infância/adolescência. admiro e agradeço todo o esforço feito pelos meus pais para nos dar conforto financeiro e compreendo que com esse objetivo traçado não conseguissem ver o que ficava para trás: tempo em família, afeto, partilha.

nós queremos sempre mais. eu queria o que não tinha.

conhecer a história dos meus pais, ver o seu exemplo, fez com que adquirisse valores de trabalho, responsabilidade, dedicação, respeito, entreajuda e empatia. fez com que queira ser uma mãe presente, mais afetuosa; que valorize e promova momentos em família. e posso fazer isto graças à segurança económica que os meus pais conseguiram assegurar aos filhos, pela formação académica e pelas competências pessoais e sociais que nos proporcionaram.

não sei o que a minha filha irá pensar da educação e o contexto familiar que eu e o pai lhe proporcionamos. mas sei que não quero que pense que o mundo é uma caixa mágica de vontades – basta querer para ter; não quero que basei as suas amizades no que está por detrás de um ecrã; quero que abrace os avós, os tios, os primos, que faça caretas ao ataque de beijos dos pais. quero que valorize o trabalho, que estabeleça objetivos, que respeite as pessoas na sua singularidade e que tenha espaço para querer o que quer.

os meus pais, sem escolaridade, sem tempo, com um amor sempre presente mas tímido nas palavras e no toque, fizeram isto com tanta naturalidade … e eu, à partida com mais competências, com toda a informação e teorias disponíveis, sinto tanto medo de não o conseguir fazer de modo tão eficiente!

há coisas que o coração conquista pera pureza da sua essência.

sei que ser o exemplo é o caminho, foi assim comigo.

acredito que esconder as dificuldades é um erro. o mundo não é “cor de rosa” e nunca vai ser. para valorizar, para respeitar é preciso ter consciência das dificuldades, mesmo que estas não se sintam.

cresci, a maior parte do tempo, com a minha mãe, o meu pai (mesmo que passasse dias sem o ver em consequência dos seus prolongados horários de trabalho) e os meus irmãos. depreendo que isto faz de nós uma família tradicional.

a minha filha vive com a mãe e o pai – embora o pai esteja fisicamente ausente a maior parte do tempo. quiçá seja mais correto dizer que a minha filha vive com a mãe com a presença pontual do pai. mas, novamente, estando os três elementos presentes estamos perante uma família tradicional.

e vemos assim que até nas famílias ditas tradicionais, há tanta diversidade de organização e dinâmicas, que o conceito transborda as suas barreiras.

família é um conceito tão amplo, tão intenso, tão complexo, que em muito se aproxima ao conceito de aquilo que partilham os elementos que a constituem: amor

family

imagem retirada daqui

uma experiência com a pedagogia montessori

os nossos interesses vão variando ao longo da nossa vida, estando muito relacionados com os contextos e situações que vamos experienciando. a maternidade fez-me entrar num novo universo. havia muito para descobrir e aprender. sendo curiosa por natureza, iniciei a viagem com entusiasmo. fui encontrando muitas coisas interessantes – outras assustadoras, na maternidade há fundamentalismos que arrepiam a espinha.

 

uma das descobertas que considerei muito ricas, dado o meu interesse pela leitura e a vontade de partilhar essa paixão com a pg, foi o grupo de facebook “contos e livros de inspiração montessori portugal”.  acho o conteúdo do grupo muito interessante, enriquecido pelas partilhas dos seus membros. convidei uma das administradoras do grupo a partilhar connosco a sua experiência com a pedagogia montessori e a sua aplicação à leitura. a diana foi muito gentil em aceitar o convite e extremamente generosa na sua partilha.

 

 

mães, pais, boadrastast, padrastos, tias, tios, avós, avôs, amigos e amigas, educador@s, professor@s…  leiam e deixem-se inspirar!

 

contos e livros de inspiração montessori portugal

(fotografia cedida pela diana com um dos livros que está a explorar com a filha de 6 anos)

 

 

quem é a diana? 

A Diana é um ser em construção, que vive em busca da luz para iluminar as suas sombras e auto-questionamentos. Habita na vida mundana e material, procurando cada vez mais viver em verdade e em movimentação calma.

A maternidade trouxe essa verdade, a do amor. A partir daí, nasce uma outra Diana - a Mãe. De todos os papéis diários, o de Mãe é o mais profundo, autêntico e curador. Não foi propriamente fácil aceitar esta realidade, porque eu achava que não era assim tão “mãe”. Com o tempo, percebi e aceitei que trazer um novo ser ao mundo é entrar numa esfera de transformação. Recebo essa transformação de coração aberto e aprecio cada momento. Agradeço todos os dias por essa verdade e transformação.

Ser mãe, levou-me ao reencontro da minha espiritualidade e desenvolvimento pessoal, e à descoberta de caminhos inesperados, como  a vivência do método montessori.

 

 

quem foi maria montessori?

No google encontram muita informação sobre Maria Montessori. Aqui, vou escrever o que representa para mim. Maria Montessori foi uma mulher de luz. No passado,  graças a ela, muitas crianças tiveram oportunidade de potenciarem o seu desenvolvimento. No presente, temos um legado de informação disponível para aplicarmos com as crianças de hoje e da nova era.  Maria Montessori olhou para a essência da criança e trabalhou para que essa essência fosse respeitada. Para mim, Maria Montessori é daquelas almas únicas que vieram à Terra com uma missão transformadora.

 

 

como entrou em contacto com a pedagogia montessori?

Sincronicidade. Durante os anos que dei aulas e formação, estudei diferente métodos pedagógicos e estratégias, mas nunca me tinha encontrado com o método montessori. Quando fui mãe, a sincronicidade foi perfeita, e aí essa informação chegou em flecha.

 

 

como explicaria, a quem nunca contactou com a pedagogia, em que é que ela consiste?

É uma resposta muito pessoal, porque cada um terá  a sua própria experiência. Não consigo dar uma definição certa (apesar de se encontrar no google), como às vezes as pessoas gostam de ouvir. Posso apenas falar da minha vivência. Para mim, é uma forma de vida, é um todo. É uma pedagogia de amor que se constrói ao ritmo da criança. É um olhar de humildade para com a criança. Talvez, seja mesmo isso, uma lição de humildade para o adulto. O adulto transforma-se ao trabalhar em si o método. Se não houver transformação do adulto, dificilmente é possível aplicar o método seja em contexto familiar, seja em contexto escolar. Montessori é mais do que um método pedagógico, é um encontro intenso com a essência da criança.

 

 

quem o desejar como pode aprofundar o seu conhecimento sobre esta pedagogia?

Quem quiser aprofundar o seu conhecimento deve ler os livros de Maria Montessori. São a fonte principal.

Pode também acompanhar as partilhas  no grupo “ montessori portugal” e neste grupo encontram muita informação e links para blogues escritos em português, muito interessantes.

 

 

porque optou por usar esta pedagogia na educação da sua criança?

Senti que me fazia sentido e segui a minha intuição. Assim, simples. Depois, foi deixar fluir e observar se continuava a fazer sentido. Fez sempre.

 

 

é administradora no facebook do grupo “contos e livros de inspiração montessori portugal”, como surgiu o grupo?

As redes sociais têm este lado bom, da conexão de mães que criam grupos de interesse comum, onde partilham e fazem imensos contributos. Este grupo surgiu por iniciativa de mães que valorizam muito os livros e a leitura na educação dos filhos. Todas as mães que participam ativamente, agregam muito valor às nossas vidas. Sou apenas um membro do grupo, administradora, seguidora, tanto faz… que tem sido enriquecido por outras mães bastante participativas. Aliás, é graças a essas pessoas e blogues que conhecemos muitos livros interessantes.

 

 

ao escolher um livro quais os principais critérios que temos de verificar para que se enquadre na pedagogia montessori?

Nos primeiros anos da criança, privilegiam-se livros com imagens reais ou com ilustrações próximas da realidade. Evitam-se livros fantasiosos, animais que falam, muito abstratos e saturados de imagens/texto/informação.

O livro é uma ferramenta poderosa para a criança construir a sua ideia do mundo. Em caso de dúvida, quando escolhemos um livro enquadrado no método, devemos ser atentas a este dado. Optar por livros que lhes mostrem o mundo de uma forma real, amorosa e simples. As crianças merecem esse reconhecimento.

 

 

quer deixar algumas “dicas” ou sugestões a quem quiser experimentar a pedagogia montessori na leitura para bebés e crianças? (livros, sites, estratégias)

- Seguir os grupos “contos e livros de inspiração montessori portugal”, “montessori portugal”. São boas fontes de informação, com muitas dúvidas já esclarecidas em diversos comentários.

- Seguir o grupo  “leituras descomplicadas - Livros para miúdos e graúdos” , que é de uma mãe muito ativa no tema de leitura infantil mais abrangente;

- Simplificar a biblioteca de casa, escolhendo livros de qualidade;

- Observar os interesses de leitura da criança, em qual tema mostra mais alegria em visualizar/ouvir/ler;

- Criar espaços com livros, espalhados pela casa;

- Criar uma rotina de leitura com as crianças;

- Deixar, junto dos livros, materiais para desenho e pintura. Assim, depois de lerem, podem desenhar algo inspirado no livro.

- Levar à biblioteca local e deixar explorar;

- Assistir a encenações/narração de contos em eventos ou bibliotecas.

 

que nada roube a cor aos nossos tesouros

ser mãe, ser pai, exige a arte do malabarismo.

 

equilibrar as imposições da realidade, a satisfação das necessidades básicas, com os desejos das nossas crias (e os nossos) para respeitar o nosso brilhozinho interno.

 

 

 

 

gerir todos os fatores que influencias e condicionam a nossa vida não é certamente fácil. mas, em alternativa, deixar que estes nos roubem os nossos sonhos, o nosso entusiasmo e a nossa alegria, é condenar-nos a uma vida sem brilho nem cor.

Mais sobre mim

leitura para crianças

com um xi-coração podes ajudar!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

rasurando

logo.jpg

diz não à violência doméstica

instagram

facebook

pinterest

segues-me?

Mensagens

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D