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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

família

cresci numa família tradicional.

acabando de escrever a frase questiono o que é isto de família tradicional.

a minha mãe teve 13 irmãos, nenhum deles fez mais do que a quarta classe. a minha mãe recorda que “os mais velhos”, nos quais se encontrava, chegaram a ir à escola descalços. recorda a broa com sardinhas, a única forma de as sardinhas, ou o sabor destas, chegarem para todos.

o meu pai e os seus quatro irmãos tiveram vida semelhante. começaram a trabalhar aos 11 anos, aos 14 o meu pai imigrou para trabalhar na construção civil.

os seus caminhos lá se encontraram e eles lá casaram. tinham, pelo menos, 10 anos de trabalho cada um e uma grande experiência de vida.

passados 2 anos cheguei às suas vidas. passados mais 3, emigram. nasceu outra bela menina e depois o benjamim. todas as memórias que tenho dos meus pais são de trabalho, de esforço, de procura de uma vida mais confortável e a ideia constante de que “nunca faltasse nada aos filhos”, que estes tivessem uma vida melhor do que a deles.

acredito que os pais querem dar aos filhos aquilo que mais falta sentiram na infância/adolescência. admiro e agradeço todo o esforço feito pelos meus pais para nos dar conforto financeiro e compreendo que com esse objetivo traçado não conseguissem ver o que ficava para trás: tempo em família, afeto, partilha.

nós queremos sempre mais. eu queria o que não tinha.

conhecer a história dos meus pais, ver o seu exemplo, fez com que adquirisse valores de trabalho, responsabilidade, dedicação, respeito, entreajuda e empatia. fez com que queira ser uma mãe presente, mais afetuosa; que valorize e promova momentos em família. e posso fazer isto graças à segurança económica que os meus pais conseguiram assegurar aos filhos, pela formação académica e pelas competências pessoais e sociais que nos proporcionaram.

não sei o que a minha filha irá pensar da educação e o contexto familiar que eu e o pai lhe proporcionamos. mas sei que não quero que pense que o mundo é uma caixa mágica de vontades – basta querer para ter; não quero que basei as suas amizades no que está por detrás de um ecrã; quero que abrace os avós, os tios, os primos, que faça caretas ao ataque de beijos dos pais. quero que valorize o trabalho, que estabeleça objetivos, que respeite as pessoas na sua singularidade e que tenha espaço para querer o que quer.

os meus pais, sem escolaridade, sem tempo, com um amor sempre presente mas tímido nas palavras e no toque, fizeram isto com tanta naturalidade … e eu, à partida com mais competências, com toda a informação e teorias disponíveis, sinto tanto medo de não o conseguir fazer de modo tão eficiente!

há coisas que o coração conquista pera pureza da sua essência.

sei que ser o exemplo é o caminho, foi assim comigo.

acredito que esconder as dificuldades é um erro. o mundo não é “cor de rosa” e nunca vai ser. para valorizar, para respeitar é preciso ter consciência das dificuldades, mesmo que estas não se sintam.

cresci, a maior parte do tempo, com a minha mãe, o meu pai (mesmo que passasse dias sem o ver em consequência dos seus prolongados horários de trabalho) e os meus irmãos. depreendo que isto faz de nós uma família tradicional.

a minha filha vive com a mãe e o pai – embora o pai esteja fisicamente ausente a maior parte do tempo. quiçá seja mais correto dizer que a minha filha vive com a mãe com a presença pontual do pai. mas, novamente, estando os três elementos presentes estamos perante uma família tradicional.

e vemos assim que até nas famílias ditas tradicionais, há tanta diversidade de organização e dinâmicas, que o conceito transborda as suas barreiras.

família é um conceito tão amplo, tão intenso, tão complexo, que em muito se aproxima ao conceito de aquilo que partilham os elementos que a constituem: amor

family

imagem retirada daqui

uma experiência com a pedagogia montessori

os nossos interesses vão variando ao longo da nossa vida, estando muito relacionados com os contextos e situações que vamos experienciando. a maternidade fez-me entrar num novo universo. havia muito para descobrir e aprender. sendo curiosa por natureza, iniciei a viagem com entusiasmo. fui encontrando muitas coisas interessantes – outras assustadoras, na maternidade há fundamentalismos que arrepiam a espinha.

 

uma das descobertas que considerei muito ricas, dado o meu interesse pela leitura e a vontade de partilhar essa paixão com a pg, foi o grupo de facebook “contos e livros de inspiração montessori portugal”.  acho o conteúdo do grupo muito interessante, enriquecido pelas partilhas dos seus membros. convidei uma das administradoras do grupo a partilhar connosco a sua experiência com a pedagogia montessori e a sua aplicação à leitura. a diana foi muito gentil em aceitar o convite e extremamente generosa na sua partilha.

 

 

mães, pais, boadrastast, padrastos, tias, tios, avós, avôs, amigos e amigas, educador@s, professor@s…  leiam e deixem-se inspirar!

 

contos e livros de inspiração montessori portugal

(fotografia cedida pela diana com um dos livros que está a explorar com a filha de 6 anos)

 

 

quem é a diana? 

A Diana é um ser em construção, que vive em busca da luz para iluminar as suas sombras e auto-questionamentos. Habita na vida mundana e material, procurando cada vez mais viver em verdade e em movimentação calma.

A maternidade trouxe essa verdade, a do amor. A partir daí, nasce uma outra Diana - a Mãe. De todos os papéis diários, o de Mãe é o mais profundo, autêntico e curador. Não foi propriamente fácil aceitar esta realidade, porque eu achava que não era assim tão “mãe”. Com o tempo, percebi e aceitei que trazer um novo ser ao mundo é entrar numa esfera de transformação. Recebo essa transformação de coração aberto e aprecio cada momento. Agradeço todos os dias por essa verdade e transformação.

Ser mãe, levou-me ao reencontro da minha espiritualidade e desenvolvimento pessoal, e à descoberta de caminhos inesperados, como  a vivência do método montessori.

 

 

quem foi maria montessori?

No google encontram muita informação sobre Maria Montessori. Aqui, vou escrever o que representa para mim. Maria Montessori foi uma mulher de luz. No passado,  graças a ela, muitas crianças tiveram oportunidade de potenciarem o seu desenvolvimento. No presente, temos um legado de informação disponível para aplicarmos com as crianças de hoje e da nova era.  Maria Montessori olhou para a essência da criança e trabalhou para que essa essência fosse respeitada. Para mim, Maria Montessori é daquelas almas únicas que vieram à Terra com uma missão transformadora.

 

 

como entrou em contacto com a pedagogia montessori?

Sincronicidade. Durante os anos que dei aulas e formação, estudei diferente métodos pedagógicos e estratégias, mas nunca me tinha encontrado com o método montessori. Quando fui mãe, a sincronicidade foi perfeita, e aí essa informação chegou em flecha.

 

 

como explicaria, a quem nunca contactou com a pedagogia, em que é que ela consiste?

É uma resposta muito pessoal, porque cada um terá  a sua própria experiência. Não consigo dar uma definição certa (apesar de se encontrar no google), como às vezes as pessoas gostam de ouvir. Posso apenas falar da minha vivência. Para mim, é uma forma de vida, é um todo. É uma pedagogia de amor que se constrói ao ritmo da criança. É um olhar de humildade para com a criança. Talvez, seja mesmo isso, uma lição de humildade para o adulto. O adulto transforma-se ao trabalhar em si o método. Se não houver transformação do adulto, dificilmente é possível aplicar o método seja em contexto familiar, seja em contexto escolar. Montessori é mais do que um método pedagógico, é um encontro intenso com a essência da criança.

 

 

quem o desejar como pode aprofundar o seu conhecimento sobre esta pedagogia?

Quem quiser aprofundar o seu conhecimento deve ler os livros de Maria Montessori. São a fonte principal.

Pode também acompanhar as partilhas  no grupo “ montessori portugal” e neste grupo encontram muita informação e links para blogues escritos em português, muito interessantes.

 

 

porque optou por usar esta pedagogia na educação da sua criança?

Senti que me fazia sentido e segui a minha intuição. Assim, simples. Depois, foi deixar fluir e observar se continuava a fazer sentido. Fez sempre.

 

 

é administradora no facebook do grupo “contos e livros de inspiração montessori portugal”, como surgiu o grupo?

As redes sociais têm este lado bom, da conexão de mães que criam grupos de interesse comum, onde partilham e fazem imensos contributos. Este grupo surgiu por iniciativa de mães que valorizam muito os livros e a leitura na educação dos filhos. Todas as mães que participam ativamente, agregam muito valor às nossas vidas. Sou apenas um membro do grupo, administradora, seguidora, tanto faz… que tem sido enriquecido por outras mães bastante participativas. Aliás, é graças a essas pessoas e blogues que conhecemos muitos livros interessantes.

 

 

ao escolher um livro quais os principais critérios que temos de verificar para que se enquadre na pedagogia montessori?

Nos primeiros anos da criança, privilegiam-se livros com imagens reais ou com ilustrações próximas da realidade. Evitam-se livros fantasiosos, animais que falam, muito abstratos e saturados de imagens/texto/informação.

O livro é uma ferramenta poderosa para a criança construir a sua ideia do mundo. Em caso de dúvida, quando escolhemos um livro enquadrado no método, devemos ser atentas a este dado. Optar por livros que lhes mostrem o mundo de uma forma real, amorosa e simples. As crianças merecem esse reconhecimento.

 

 

quer deixar algumas “dicas” ou sugestões a quem quiser experimentar a pedagogia montessori na leitura para bebés e crianças? (livros, sites, estratégias)

- Seguir os grupos “contos e livros de inspiração montessori portugal”, “montessori portugal”. São boas fontes de informação, com muitas dúvidas já esclarecidas em diversos comentários.

- Seguir o grupo  “leituras descomplicadas - Livros para miúdos e graúdos” , que é de uma mãe muito ativa no tema de leitura infantil mais abrangente;

- Simplificar a biblioteca de casa, escolhendo livros de qualidade;

- Observar os interesses de leitura da criança, em qual tema mostra mais alegria em visualizar/ouvir/ler;

- Criar espaços com livros, espalhados pela casa;

- Criar uma rotina de leitura com as crianças;

- Deixar, junto dos livros, materiais para desenho e pintura. Assim, depois de lerem, podem desenhar algo inspirado no livro.

- Levar à biblioteca local e deixar explorar;

- Assistir a encenações/narração de contos em eventos ou bibliotecas.

 

que nada roube a cor aos nossos tesouros

ser mãe, ser pai, exige a arte do malabarismo.

 

equilibrar as imposições da realidade, a satisfação das necessidades básicas, com os desejos das nossas crias (e os nossos) para respeitar o nosso brilhozinho interno.

 

 

 

 

gerir todos os fatores que influencias e condicionam a nossa vida não é certamente fácil. mas, em alternativa, deixar que estes nos roubem os nossos sonhos, o nosso entusiasmo e a nossa alegria, é condenar-nos a uma vida sem brilho nem cor.

falta uma semana para o carnaval

 

há poucos anos deixei de me interessar pelo carnaval mas, em boa verdade, é que desde pequena que vivi o carnaval intensamente...quiçá já queimei as minhas quotas carnavalescas!

desde os carnavais com intensa influência brasileira de ovar, estarreja e mealhada, passando pelas matrafonas de torres vedra e terminando nos chocalheiros de podence... já vivi intensamente variações da mesma festa.

em criança amava a possibilidade de me fantasiar daquelas personagens que me inspiravam, daquelas que eu ansiava ser. em adolescente sempre fui muito camaleónica no meu dia-a-dia e o carnaval era a oportunidade de "rasgar tudo". 

com o passar doa anos, deixei de achar piada aos desfiles e comecei a concentrar-me no carnaval noturno, nas noites de folia...sempre mascarada (a preocupação a determinada altura era em não cair em clichés ordinários: a empregada de limpeza, a estudante sexy, a professora, a coelhinha, a freira descarada ...).

 

não sei se a pg vai gostar do carnaval. há crianças/pessoas que não gostam. mas se não gostar, até isso acontecer, vou tentando semear nela o gosto pelo fantasiar-se, pelo ser que ela quiser.

sei que este ano, no alto dos seus 14 meses lá quer ela saber do carnaval. em boa verdade lá sabe ela o que é isto do carnaval. mas a mamã dela, não resiste, a introduzi-la neste mundo de brincar ao faz de conta. sobretudo quando vamos ver os primos desfilar – temos de nos vestir a altura do evento 

 

claro que a mamã não é (muito) tonta, pelo que, gastar dinheiro em algo que a miúda não percebe e não precisa, não é opção!

fui ao pinterest procurar inspiração, tendo por base o conforto, o facto de eu conseguir fazer o fato e, de alguma forma, estar relacionado com a personalidade da minha pg.

deixo-vos as minhas opções (todas as imagens foram retiradas do pinterest):

 

leãozinha (sem deixar de pensar no caetano veloso)

 

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minnie - a ratinha mais fofa do planeta 

 

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super mulher - confesso que fiquei muito tentada, porque eu tenho uma verdadeira super baby!

 

tutu-para-fantasia-5.jpg

 

tendo em conta as três opções finalistas, sendo que estamos no inverno e quero que a minha fofa esteja confortável, optei pela minnie.

havia duas coisas a fazer: a saia e as orelhas. simples, prático e eficaz!

material necessário: tule vermelho (mínimo 2 metros de comprimento), elástico (de preferência vermelho) a quantidade depende da cintura da criança; feltro branco (bolas), vermelho (laço) e preto (orelhas); fita larga (mínimo 3cm)- comprimento a gosto. uma bandolete (pode ser uma qualquer que haja por casa), cola quente (bandolete), linhas, tesoura e máquina de costura.

 

 

 

 

vendo a galaria de imagens (usar a setinha) penso que dá para perceber o como fiz a saia (tive de usar elástico preto e linha preta...o vermelho ausentou-se de casa), mas não foi problemático visto que o cinto tapava tudo 

é também visível que pela incerteza do tempo, preparei a bandolete e um gorro, tudo para proteger a minha pg 

depois de sai e adereços basta uns collants e camisola pretos e uma pintinha preta no nariz.

a última foto, com o resultado final, está algo tremida pois apanhar uma minnie em ação não é nada fácil! 

 

caso gostem desta alternativas low cost e não têm máquina de costura, há uma forma simples de fazer a saia (no final do processo apresentado na fotografia é só amarrar as pontas do tamanho da cintura da criança):

 

DIY-Tutu-Tutorial-and-Easy-Family-Meal-Steps-1-31.

imagem retirada daqui

cucu com sons - ão, ão (dk)

quando temos uma criança que gosta de livros, temos vontade de a surpreender. estava ansiosa por ver a reação da pg a um livro pop-up, mas assim que comecei a explorá-los, ainda na loja, percebi que era uma péssima ideia. são lindos e surpreendentes, mas a pg ia destruí-los em dois tempos. como defendo que os livros são para ser tocados, sentidos, experienciados, não fazia sentido dar-lhe algo que ela ia romper e rasgar, destruindo assim a graça/sentido do próprio livro.

como queria algo diferente, achei que este “cucu com sons – ão, ão” seria uma boa aposta – como vêm ela concordou.

 

 

livro cucu com sons

 

 

as imagens do livro são reais e apelativas. a pg gosta muito de ver bebés, identifica-se com eles – não imaginam, nem eu imaginaria, a sua reação de deslumbramento quando recebeu um “bebé” no aniversário…a observação o tocar nos pormenores do rosto…foi lindo!

o texto do livro é simples e guia a criança na procura dos 5 animais escondidos, introduzindo conceitos como “detrás de”,  “por baixo de”. ao abrir a “janela” em que está o animal escondido, surge o som que este produz (vejam o vídeo).

o livro é cartonado e as suas páginas resistentes, mas tem um senão: as “janelas” que abrem para mostrar os objetos ocultos são frágeis, no vídeo verão que a primeira página está toda “remendada” - estranhamente ela só rompeu essa, deve ter sido num dia de fúria

a nível de dimensões é o maior livro que ela possui (sensivelmente 24cmx24cm), tem de o explorar sobre uma superfície, mas ela gosta de o fazer.

 

 

 

 

nota: o sensor para os sons é fotossensível, ou seja, exige luz. não imaginam o meu desagrado quando dou o livro à pequena (um dos seus presentes de aniversário) e era embora lhe ache graça, não se deslumbra porque o som não surge. o pior: por vezes emitia sons, outras vezes não o fazia. eu com o meu feitio (nada) adorável pego no livro e vou direitinha à loja. à saída do carro abro o livro e os bichos fazem todos os seus sons e, obviamente, para evitar vergonhas, entro no carro e vou-me embora. chego a casa, na sala, abro o livro e …nada! até sou moça esperta, pensei isto deve ser um mau contacto da pilha. desisti de em preocupar, ela gostava do livro na mesma. só passado algum tempo juntando a+b consegui perceber que era uma questão de intensidade de luz! demorou…mas cheguei lá!

 

apreciação mami:  acho um bom livro, fácil de explorar pela criança autonomamente e rico em aprendizagem quando a exploração é feita com o adulto (linguagem, conceitos de atrás de, debaixo de,…). pena a fragilidade das janelas.

apreciação pg: adora explorar as janelas, o destaque que as imagens têm em relação ao fundo (sempre colorido) e o facto de as imagens serem fotografias reais (prendem-lhe a atenção).

 

 

autora: dorling kindersley (dk - editora internacional)

editora: texto editores

preço: 13,50€ (preço médio)

dia internacional da criança com cancro

Dia Internacional da Criança com Cancro

imagem retirada daqui

 

 

há realidades que todos tememos.

realidades inconcebíveis, injustas e cruéis, sempre injustas.

o cancro é uma dessas realidades…e quando ocorre em crianças a injustiça sentida é mais atroz. 

por ano, são diagnosticados em portugal cerca de 400 novos casos de cancro pediátrico.

a boa notícia é que 80% dos cancros pediátricos são curáveis.

a má notícia é que o cancro é a principal causa de morte, por doença, nas crianças após o primeiro ano de vida.

 

hoje, 15 de fevereiro, assinala-se o dia internacional da criança com cancro.

o dia é assinalado, desde 2002, graças à iniciativa da  childhood cancer international.

 

em portugal, existem duas entidades que, em linhas de atuação diferentes, apoiam as vítimas desta desleal doença e os seus familiares: a acreditar e a fundação rui osório de castro.

 

a acreditar - associação de pais e amigos de crianças com cancro, fundada em 1994, é uma associação que tem como missão "tratar a criança ou o jovem com cancro e não só o cancro na criança ou jovem". apoia de modo global a criança e a sua família durante e após a situação de doença.

o diagnóstico de cancro faz desabar o mundo de qualquer pessoa. isto não ocorre somente do ponto de vista emocional. exige-se uma nova reorganização para prestar o acompanhamento e os cuidados adequados à vítima da doença. os cuidadores informais, no caso das crianças, os pais ou quem desempenha o papel parental, necessitam de apoio à diversos níveis; a acreditar presta esse apoio a nível social e emocional.  a acreditar luta, também, por um conjunto de “direitos”, ou pelo menos para evitar a perca destes, em função da situação de acompanhamento à criança durante a doença.

 

a fundação rui osório de castro, fundada em 2009, tem como objetivo “apoiar e proteger as crianças com cancro e seus familiares”, focando-se em duas grandes áreas: 1) informar/esclarecer as crianças e os pais sobre questões relacionadas com o cancro infantil - criando para este efeito o pipop - portal de informação português de oncologia pediátrica; 2) promover a investigação.

o nosso sapinho é parceiro da fundação, ajudando a disseminar alguns dos conteúdos por ela produzidos - vejam aqui.

 

toda a ajuda é insuficiente, mas se cada um de nós der o seu contributo a insuficiência será menor!

por cá decidimos ajudar as duas entidades adquirido um xi-coração da fundação rui osório de castro (pelo seu uso instrumental como ferramenta que facilita a explicação destas questões à nossa princesa guerreira) e doando parte do nosso irs à acreditar. 

se puderem, como puderem, ajudem também 

 

 

termino com este belo vídeo (não deixem de o ver) que nos faz sorrir entre lágrimas.

 

 

 

 

já sei! helen oxenbury

hoje começamos a falar de livros. livros para as crianças da nossa vida, sejam elas filhos/filhas, sobrinhos/as, afilhados/as, netos/as… porque um livro é sempre um presente para a vida, não pelo facto de o podermos conservar, mas por tudo o que pode despertar e deixar em nós.

já sei! um pequeno livro, muito aclamado, que já tem 38 aninhos! (foi publicado pela primeira vez em 1985). as obras desta coleção resultam da observação da escritora das crianças, do seu contexto, do que as cativava e/ou surpreendia, das relações que estabeleciam com o mundo. todos os títulos - eu vejo (visão), eu ouço (audição), eu sinto (tato), eu sei (desenvolvimento motor) – mostram esta identificação sensorial da criança com o mundo.

 

helen oxenbury

 

a britânica de 80 anos, helen oxenbury, é, para além de escritor, uma genial ilustradora de livros infantis! as suas obras são vendidas em todo o mundo e já arrecadou vários prémios - há um livro dela, do qual falarei noutro dia, que é para mim simplesmente genial! (estou fã da senhora)

 

voltando ao já sei!

características físicas: livros cartonados, muito resistentes. 14x14. 12 páginas.

texto: simples e adequado à faixa etária. consiste no nomear da competência adquirida (tropeçar, dizer adeus, …)

ilustração: imagens simples em tons apelativos (não excessivos) sobre fundo branco. as ilustrações apresentam, para além do ato conseguido (sentar-me, gatinhar, ..), uma bem definida expressão facial – excelente para a identificação afetiva da criança.

 

 

apreciação da mami:  gostei. é aparentemente simples, mas rico em conteúdo. junta conquistas físicas com expressividade.

 

apreciação da pg:   não ligou muito. aos 13 meses não se identifica, ainda, com muitas das ações apresentadas no livro (ainda não dá pontapés, não corre, não dança (em pé), não bate o pé (graças aos céus), não salta… por isso não sentiu atraída. tentei três vezes ler com ela, deixei-o para exploração livre, e passadas duas páginas ignorava-o. livro para apresentar novamente após a aquisição das competências físicas apresentadas.

 

autora: helen oxenbury

editora: gatafunho

preço: 5€

plano nacional de leitura: livro recomendado para educação pré-escolar - leitura em voz alta.

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