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viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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12 coisas que aprendi nos primeiros 3 meses de maternidade

1 – os dias de desespero acabam por passar. parece que não têm fim…mas têm. lembro-me neste período de andar esgotada e ao final do dia ter um misto de emoções; por um lado o saber que poderia finalmente descansar – abençoada a minha filha que desde o primeiro mês de vida que passou a dormir 6h/7h por noite; por outro a frustração de saber que no dia seguinte seria outra vez tudo igual – cólicas, refluxo, choro, desespero.


2 – vamos crescendo enquanto mães. os receios iniciais – de dar banho, de ficar sozinha com a bebé porque algo poderia acontecer, de não lhe conseguir aliviar-lhe a dor, de não a conseguir ajuda-la quando bolsava e se engasgava, … – vão dando lugar a um ser observador que começa a distinguir situações, a ganhar experiência e a tornar-se confiante no trato daquele pequeno ser com quem está 24h sobre 24h. passamos a ser as maiores especialistas dos nossos bebés.


3 – as coisas más / dolorosas esquecem-se. parece nascer em nós uma maturidade emocional capaz de reter apenas o que vale a pena. não esquecemos as situações, simplesmente não sentimos dor ao recordá-las.


4 – priorizamos tudo o que tem a ver com o bebé – o cuidado, a alimentação, o bem estar – físico e emocional, o desenvolvimento, a roupa… e pomos de lado as nossas necessidades. não o fazemos conscientemente. simplesmente acontece. mas à medida que o bebé cresce, nos voltamos a integrar-nos em nós. continuamos a dar prioridade ao bebé e às suas necessidades, mas passamos a arranjar tempo para nos respeitar enquanto pessoas.


5 – bolso n.º 5 passa a ser o nosso perfume diário – cheguei a um ponto em que mudava de roupa 5 vezes por dia, outro em que desisti de o fazer…parecia que de qualquer maneira cheirava sempre a leite azedo!


6 – as dúvidas são muitas, as incertezas não acabam. valha-nos a internet, as amigas, a mãe, a irmã, a enfermeira, o pediatra, a saúde 24, o vizinho e o periquito para nos darem algum (des)sossego.


7- vamos perceber que tudo o que planeamos fazer durante a nossa licença de parentalidade não vai acontecer.


8 – quando o nosso bebé faz 3 meses e revemos as fotografias dos primeiros dias, temos  a sensação de que aquilo foi numa outra vida! e no meu caso pensei “ai filha como eras feia”! 


9 – um novo universo comunicacional nasce em nós. a nossa linguagem é dominada por um novo léxico e o cocó passou a ser um dos temas centrais da nossa vida.


10 – vamos agradecer a comida congelada da mamã, do marido ou da vizinha. porque sem ela muitas vezes não teríamos hipótese de ter um almoço decente!


11- para quem pode, amamentar é a melhor forma de recuperar a forma física – o pediatra da minha pequena acrescenta mais umas quantas razões relacionadas com a saúde da mulher.


12 – não é mentira, não é um conselho em vão: dorme sempre, quando e onde puderes e, arranja quem te ajude nas lides domésticas – nem que seja apenas por uns meses!


 



12 coisas que aprendi nos primeiros 3 meses de maternidade


 


 


deixo aqui um texto da mia, feito de ternura, onde partilha o primeiros três meses do seu monstrinho.

eduquemos para a igualdade

eduquemos os nossos filhos para a inclusão.


para o respeito pela diferença.


 


eduquemos os nossos filhos para o amor pelo outro.


 


não eduquemos com um sentimento implícito de superioridade e de coitadinhos.


eduquemos pelo exemplo. pela naturalidade.


 


eduquemos para o amor.


eduquemos para o respeito.


eduquemos para a sensibilidade.


eduquemos para uma visão em que a diferença enriquece.


eduquemos cidadãos do mundo.


 



ana paula xongani


 


eduquemos para um mundo em que a tristeza desta mãe não se repita noutras mães.

todos os corações são vermelhos

todas as crianças são especiais, já sabemos.


há crianças que, dadas as suas características, exigem coisas diferentes.


ser mãe é entrar num mundo de inseguranças.


ser mãe de uma criança com características diferentes é duplicar as inseguranças e triplicar as dificuldades – o nosso país não está preparado para dar resposta igual às massas e aos casos especiais, sobretudo se não se viver num meio (verdadeiramente) urbano.


existem na blogosfera vários blogs nos quais são partilhadas as experiências de mães de crianças (mais) especiais.


 


porque é sempre bom e reconfortante sentir que não se está sozinho na jornada parental, partilho alguns dos blogs que fui conhecendo:


crónicas de uma mãe atrapalhada (2ªparte) é o blog de uma mãe, mamã gansa, onde, como ela própria diz “um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias”. no post ser mãe de uma criança especial, a mamã gansa, conta-nos como o seu filho gonçalo foi diagnósticado com  transtorno do espectro do autismo; no final do texto faz este sentido pedido “e para terminar queria pedir um favor: antes de julgarem ou criticarem uma mãe pela birra que a criança (que ela traz consigo), faz no chão, ou pelos gritos que dá, achando que tudo se trata de má educação e crianças "mimadas", lembrem-se que há meninos e meninas com incapacidades invisíveis.”



tomás my special baby - andreia, mãe do tomás, refere que “ser mãe foi sempre um sonho e quando o fui tive um dos maiores desafios da minha vida”. tomás tem trissomia 21 e o blog é uma partilha da vida do tomás e da família. “o nascimento” é um texto terno e honesto – impossível de se ler sem se emocionar - que termina com esta frase "tenho apenas um objetivo nesta vida, fazer o meu filho feliz dentro da sociedade dita “normal”."



a mãe da maria – refere a autora: “‘a mãe da maria’…foi assim que me apelidaram há 18 anos e não é que eu gosto? a maria é a nossa primogénita aquela que, mesmo quase sem falar, diariamente nos ensina o verdadeiro sentido da vida!” não posso deixar de destacar uma frase da ana rebelo, autora do blog, “no filme do homem aranha, o tio dele diz: com grandes poderes, chegam grandes responsabilidades. a frase ficou famosa. no caso de quem tem um filho deficiente, o raciocínio inverte-se: com grandes responsabilidades, vêm grandes poderes!”


no texto “num mundo de pessoas iguais” a ana escreve “num mundo de pessoas iguais a maria tem a coragem e ousadia de se aceitar como é, sem filtros nem preconceitos e sabem que mais – isto faz dela uma criança verdadeiramente feliz! a maria sabe…” como podem ver… um blogue que sorri à vida!



no reino dos 7, também encontrará vários post que abordam o autismo do martim, neste post poderá ler como foi o diagnóstico. e no texto "10 coisas que todas as crianças com autismo gostariam que você soubesse" encontra uma bela mensagem para promover a igualdade e a inclusão, sendo excelente para ler com os seus filhos e ajudá-los a compreender um pouco da realidade destas crianças especiais.



todos os corações são vermelhos


imagem retirada daqui


 


porque todos os corações são vermelhos, ternos e docinhos apelo a que analisem esta petição pública para a criação do "dia da inclusão" .


 


 


nota: atualizado a 26/07/2018

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