se não forem católicos, escolham um do vosso agrado.
para os católicos ou pseudo católicos, com medo de transmissão de doenças, aconselho a leitura das minhas estratégias para evitar uma orgia não sanitária de beijos no senhor (não têm de agradecer!)
entretanto deixo aqui também as 15 soluções da terceira e última parte do teste de inteligência
ups a última (resposta à questão n.º 40) não cabe na galeria
feito o teste e apurados os resultados... tirem as vossas conclusões
nota: todos os exercícios são retirados do livro “1000 testes e jogos de inteligência”
sempre andei à turra e à murra com a igreja católica.
sou católica por educação - já só me faltam dois sacramentos! -, mas desde a adolescência, quando comecei a pensar por mim, que não me identifico com as doutrinas da igreja.
a exclusão das pessoas em vez da sua inclusão, a descriminação, a promoção da culpa, a condenação dos pecados …a hipocrisia dos pecadores no coração da igreja…
tenho alguma esperança de que o chiquinho mude alguma coisa, mas um monopólio tão poderoso como o é o da igreja católica mais rapidamente derruba o homem, a qualquer custo, do que deixa derrubar os seus fundamentos mais tradicionalistas.
sendo que o dia de ressurreição de cristo, domingo de páscoa, se comemora, este ano, no dia das mentiras, estaremos perante um eclipse da fé? perante a constatação de que este “facto”, relatado milenarmente, não passa de uma mentira? ou simplesmente perante a impossibilidade de mentir num dia santo?
há pouco tempo a minha mãe comentou que achava que eu deveria batizar a minha filha. perguntei-lhe por que? ela disse apenas: porque seria bom para ela caso lhe aconteça alguma coisa. só fui capaz de lhe responder, de coração, que se lhe acontecer alguma coisa e se deus for bom, não preciso de me preocupar com isso. se o nosso argumento for a vontade de deus e não a acusação da sua ausência em diversas situações que ocorrem no mundo, deixamos a outra parte sem grande argumento.
eu acredito que há um deus, que existem energias, boas e más, que não existe um espaço e tempo estanques e que somos mais do que o corpo que habitamos. não há um céu prometido. há o dever de fazer o bem e de honrarmos a vida que temos. um compromisso com a evolução do nosso ser. o que acontece nos entretantos? não sei. se esta é a realidade? não sei. mas é nisto que vou acreditando.
claro que esta minha crença não dá, à minha filha, o direito a uma grande festa com fatiota e rituais; nem pessoas responsabilizadas por cuidar dela no caso da morte dos seus pais; não lhe dá presentes todas as páscoas, nem direito à personagem da madrinha e/ou padrinho na sua vida. mas acredito que lhe traga a possibilidade de uma compreensão mais ampla da fé, da aceitação do outro e da responsabilidade sem culpa.
respeito as escolhas de todos, mesmo aquelas que não entendo. no entanto, não consigo deixar de refletir sobre o que me mete confusão.
sim, eu sei que a páscoa já lá vai, mas como ando com um jet-lag emocional decidi partilhar convosco uma informação de utilidade publica a utilizar em anos vindouros.
na minha santa terrinha existe a tradição de o sr. padre ou alguém por ele indigitado, levar o cristo às casas da paróquia, permitindo aos cristãos comungarem do regozijo da ressuscitação do sr.
as famílias que desejarem receber a visita pascal deverão adornar o chão das suas entradas com flores e verdes. ao som dos sinos que a comitiva faz soar, e seguido do “aleluia, aleluia, cristo ressuscitou”, o sr. padre diz umas palavras, reza com a família uma oração, abençoa os presentes e a casa e dá o a cruz do sr. a ser beijada pelos presentes.
como católica, não praticante, bem dispenso estas cerimonias; mas a minha mãe não. assim, todos comungamos da festa da ressuscitação do sr. no entanto perturba-me colocar os beiços numa cruz beijada por muitos (onde está a delegada de saúde ou a asae nestes momentos?!). usava, até há pouco tempo, uma de duas estratégias: 1) o beijo a uma distância de segurança ou, 2) a colocação de dois dedos sobre o sr e o beijar os meus limpos dedos; ambos os gesto sempre acompanhados do olhar reprovador do portador da cruz.
uma amiga minha fez-me ver a luz. uma forma de reduzir o risco de doenças e nojices sem ficar mal vista pela comitiva do sr. a solução parece óbvia, discutível, mas a meu ver, eficaz. não sei se a ideia lhe surgiu numa epifania qualquer, numa simples reflexão entre copos sobre o assunto… ou mesmo num outro contexto sobre o qual prefiro não especular. mas vamos ao que interessa: como beijar o sr sem ficar conspurcado por uma doença qualquer ou ser mal visto por uma comitiva pascal? elementar meus queridos: beijem o sr no pénis! nenhum presado católico terá coragem de o fazer!