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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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intromissão ou dever?

amizade

sempre tive a perspetiva de que os amigos são as pessoas que devem dizer o que ninguém tem coragem ou o direito de dizer. aquele espelho sem filtro no qual nos vemos. aquele que sabe que podemos reagir mal à primeira (porque dói o que ouvimos) mas que depois iremos agradecer. isto para mim sempre foi um dever e uma responsabilidade.

porém a experiência mostrou-me que nem sempre os nossos amigos querem esta honestidade. não querem lidar com os factos que temos para lhes apresentar e querem viver na ilusão velada que criaram para si. 

"chapar na cara" aquilo que tentam esconder de sí mesmos é deixá-los entre a espada e a parede... situação que dispensam pois não querem ter de tomar uma decisão sobre esse assunto.

portanto, tenho tido vários debates de consciência nos últimos tempos. quem eu era não os teria. quem eu sou acha que devo respeitar a opção do meu amigo em "fechar" os olhos. contudo, onde fica a minha responsabilidade de amigo em querer o melhor para ele? Por outro lado, onde fica a liberdade dele para decidir o que considera ser melhor para ele?

quais são os limites da nossa intromissão na vida dos nossos amigos? devemos aguardar que nos perguntem e aí libertar a nossa honestidade ou devemos intervir libertando-os da sua cegueira autoimposta?

 

diz-se que: a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro

3 sites a evitar em compras online

como sabem sou adepta de compras online. facilita-me imenso a vida. neste período de licença de maternidade tem sido a minha salvação para não andar stressada no meio das lojas a comprar presentes de aniversário ou no supermercado a tentar comprar fraldas ou um belo bife.

mas nem tudo são rosas. já levei grandes banhadas. numa lógica de serviço público, depois dos 10 sites para compras online, venho hoje falar-vos de 3 sites a evitar em compras online.

.1. clubefashion.com. um dos primeiros sites que usei para fazer compras online. de início tudo correu bem…mas num belo dia comprei umas sabrinas que nunca recebi. questionei, reclamei e nada. adiaram respostas, chutaram para canto e eu nunca vi nem as sabrinas nem o dinheiro.

.2. patpat. somos bombardeados por publicidade desta loja online de roupa para crianças no facebook. algumas peças são muito fofas e originais. não resisti e fiz uma encomenda. recebi uma parte. um artigo ficou por entregar por não estar disponível. fiz a encomenda antes da pequena nascer, a princesa já tem 4 meses e a segunda parte da encomenda ainda não chegou e possivelmente não chegará!

há azares, tudo bem. pode ter havido uma falha do fornecedor, um extravio da encomenda, ou outra situação qualquer! mas ninguém gosta de perder o seu dinheiro. as lojas têm de se responsabilizar por este tipo de situações. o cliente não pode ser penalizado. quebra-se a confiança e perdem-se clientes.

.3. tecidos.com.pt. sou uma cachopa com mania que percebe de decoração e adepta do diy (do it yourself - faz tu mesmo).  para preparar o quarto da princesa encomendei um conjunto de tecidos neste site. a encomenda demorava em chegar e contactei o péssimo serviço de atendimento ao cliente. após vários emails, de um lado para o outro, informam-me que a encomenda não podia ser entregue pois a empresa não encontrava a minha morada! o valor foi reembolsado, mas passei um mês a chatear-me e ainda por cima não recebi um material que precisava com alguma urgência. de igual modo não recebi um único pedido de desculpas pelo sucedido.

não voltarei a fazer encomendas nestes 3 sites. e aconselho a que tenham cuidado se optarem por eles.

têm algum site que desaconselhem?

3 sites a evitar em compras online

imagem retirada daqui

esta semana merece umas rapidinhas

há muito que não me dedicava às rapidinhas da semana.

sei lá... nada me inspirava.

mas esta semana é riquíssima!

a louvar:

1 - o golazo do meu menino lindo - desculpe o abuso dona dolores. como sabem tenho uma paixão pelo cri-cri e senti um orgulho profundo naquele homem que faz magia e que é o exemplo de que com trabalho e esforço o que parece impossível se torna realidade. este  artigo do público ajuda-nos a compreender o porque deste golo ser tão espetacular.

o nosso cr7 conseguiu que os adeptos da equipa adversária o aplaudissem. quantos jogadores poderão dizer que obtiveram tal ovação?!

quer se goste do homem, quer se odeie, parece ser unanime o respeito que se lhe tem.

a magia de cr7

 imagem retirada daqui

 

2 - o meu benfica está mais perto do penta. nada mais tenho a acrescentar 

3 - esgotaram os bilhetes para a final do festival da eurovisão 2018. independentemente de tudo o que já se escreveu sobre este evento e a sua organização em portugal, independentemente de se gostar ou não da canção que nos representa, temos um altice arena cheio. compete-nos ser bons anfitriões naquilo que escrevemos e naquilo que fazemos. lisboa vai encher-se de maior diversidade. lisboa é a porta para despertar a curiosidade do mundo sobre o nosso país. E o turismo é uma excelente fonte de receitas para a nação.

4 - o lulinha desceu do pedestal. voltou a por o pé no chão. uma boa notícia para quebrar um sentimento de impunidade que pairava no ar num país que se perde nas redes de influências.

 

o que me deixou perplexa pela falta de chá:

1 - eu, mulher do povo, tenho uma não-relação muito conturbada com a minha sogrinha dos infernos. no entanto, pelo seu filho, que muito estimo, engulo sapos em atos "públicos" - o mais recente: a páscoa. ora bem, se eu, o faço, por entender que é uma questão de respeito com aqueles que nada têm a ver com a nossa relação, porque raios a rainha letícia não o faz sendo a imagem da coroa espanhola?! é parva a mulher? não sei, e na verdade não interessa nadinha qual das duas senhoras tinha razão, se a sofia ou a letícia - provavelmente nenhuma. aquela postura da letícia foi ridícula e de um exemplo terrível, quer para as filhas, quer para o "povo". um forte golpe na monarquia que se quer irrepreensível. 

das coisas que mais me chocaram ao visualizar o vídeo foi o sorriso espetado no rosto daquelas duas miúdas (a infanta e a mana). como pode a mãe colocar as miúdas sobre tal pressão?! não é isto uma forma de agressão? de negligência?

 

ó letícia, minha filha, ganha-me juízo ou levas ao fim da monarquia espanhola!

 

2 - o caga tacos do bruno de carvalho provoca-me urticária. está ao nível da maria vieira, só estão bem a tecer comentários idiotas e depreciativos no facebook- de peito cheio porque não têm papas na língua. como é que o presidente de um clube rebaixa os seus jogadores numa fase que estão na mó de baixo (perdendo tudo o que teriam a ganhar), quando o que precisam é que os inspirem e os façam acreditar?! como promove esta humilhação pública particularizando situações?! ó caros sportinguistas o que raio vos passou pela cabeça para reelegerem este homem?!

carneirinhos…somos todos carneirinhos!

o facebook é uma plataforma de interação muito simpática. pela manhã diz-me:  “bom dia mami”; em dias de chuva aconselha-me a levar o guarda-chuva; diz aos meus amigos para me enviarem boas energias no dia do meu aniversário; quando faço uma pesquisa online recorda-me, constantemente, as várias ofertas sobre as mesmas; quando engravidei o meu mural encheu-se de post relacionados com a gravidez e a primeira infância. o facebook se fosse uma pessoas era um fofinho.

como se isto não fosse suficiente para nos sentirmos acarinhados, no nosso mural vamos  descobrindo que os nossos defeitos e desvarios são afinal atributos positivos. tudo, obviamente, baseado em estudos recentes!

estes são alguns exemplos que ilustram esta minha visão:

- “beber vinho antes de dormir emagrece” – top, top, top… quiçá se beber também ao acordar intensifico o efeito!

- “chocolate preto e vinho tinto, o segredo para a juventude eterna” – tenho de ter cuidado ou volto a usar fraldas … esperem… o mais provável é que as use de qualquer maneira.

- “pessoas com mau feitio vivem mais tempo” – vou ser eterna! juntando isto ao chocolate e ao vinho tinto, quiçá é melhor pensar em criar uma conta poupança reforma e esquecer o seguro de vida.

- “o irmão mais velho é o mais inteligente” – coitados dos meus irmãos!

- “pessoas depois dos 40 só deveriam trabalhar 3 dias por semana” – há dúvidas?! quando lá chegar ( e não falta muito) espero que esta teoria já tenha aplicação prática!

- “a inteligência das crianças vem da mãe” – tão afortunada a minha filhota!

- “pessoas desorganizadas são mais inteligentes” – eu sou tão, tão inteligente que nem sei porque ainda não ganhei um nobel…ou melhor, porque não tenho instituído um prémio em meu nome.

 

que seria de mim sem os estudos científicos apresentados no facebook?!

ãh? ãh?

e se caírem na tentação, com o eu já o fiz, de abrir o estudo para compreender a afirmação, vão perceber que são artigos da treta, que pelos títulos que nos afagam o ego, lá vamos nós clicar e criar visualizações ao site!

carneirinhos…somos todos carneirinhos!

somos carneirinhos no facebook

imagem retirada daqui

qual o valor da tua vida?

mais uma questão do livro das perguntas* 

 

"você envolve-se romanticamente com alguém, mas passados seis meses conclui que precisa de terminar a relação. tendo a certeza de que a pessoa se iria suicidar se a deixasse, e tendo também a certeza de que nunca seria feliz com ela, o que faria?"

 

a mami responde:

esta parece, à partida, uma questão exagerada, mas a verdade é que já tod@s (penso eu de que) ouvimos histórias de pessoas que ameaçaram por termo à vida se @ outr@ @ deixasse - e embora se pense, viva o preconceito, que estas situações são “coisas de gaja”, tenho a dizer que nas duas situações que conheço partiu de gajos.

escolho as perguntas do livro que me obrigam a pensar. esta despertou a minha reflexão. não tem uma resposta inconsequente. e faz-nos pesar vários aspetos.

em primeiro lugar temos de perceber se a pessoa que pretendemos despachar seria ou não capaz desse ato. na dúvida, dar a lei da vantagem e acreditar que sim.

depois devemos refletir sobre a nossa capacidade de lidar com um possível sentimento de culpa, que pode surgir se o desgraçado bater a bota. eu, por exemplo, tenho muitos problemas a lidar com a culpa (a real e a imaginada – raios para a educação católica da culpa e do castigo que me foi incutida!).

numa situação paralela ponderar a vida que teremos ao lado de alguém com quem ficamos apenas por medo das consequências de tomar a decisão que desejamos. conhecendo-me, tornaria a minha vida e a do desgraçado uma tortura.

dada esta breve análise da situação, o desgraçado acabaria por suicidar-se de qualquer maneira. por isso, se desvaloriza tanto a sua vida, não vale a pena estarmos a empatar-nos uma ao outro!

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imagem retirada daqui

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#178). edições estrela polar.

qual o teu dress code da sensualidade?

é sexta-feira yeah …

é dia livro das perguntas* 

 

se quisesse ficar muito sexy, como se vestiria?

 

a mami responde:

lembro-me quando realizei o estudo altamente científico sobre o que atrai ou repudia o outro, verificando que o que por vezes as pessoas acham sexy não é efetivamente o que o sexo oposto acha atraente.

agora, acrescento a este raciocínio aquele que defende que as pessoas vestem-se para si, para se sentirem bem consigo mesmas. ora bem, se é verdade que no dia-a-dia sou-me fiel ao vestir, aos meus gostos e conforto, quando se trata de sair para deslumbrar ou ser sexy, visto-me para os outros – desculpem ser tão básica.

quando quero ser sexy, não o quero para mim, quero ser sexy para o(s) outro(s); claro que as peças escolhidas têm muito a ver com o nosso conceito de sensualidade.

quando me visto com o objetivo de ser sexy, escolho aquilo que considero ser sensual,  olho ao espelho e sinto-me sexy … e é aqui que tudo muda. não é o que se usa, mas como se usa. não interessa se o que eu estou a usar é sexy ou não aos olhos dos outros, o que define a minha sensualidade é a minha atitude ao sentir-me sexy.

muitas pessoas falham redondamente ao tentarem ser sensuais pois escolhem o que está convencionado como tal (minissaias, leopardos, saltos, transparências, decotes, maquilhagem…) e não aquilo com que se sentem genuinamente sensuais. não há nada pior do que vestir uma pele que não encaixa em nós.~

muitos de vós estarão a pensar “grande contradição neste texto” - tal não seria raro; sou um manancial de contradições, o que mostra a minha permeabilidade e flexibilidade…sendo, por isso, um ser mais resistente às contrariedades , ops! já divaguei. bem, não considero que haja propriamente uma contradição no meu discurso. visto-me para os outros mas com base nas minhas ideias de um conceito que, neste caso, é o se sensualidade. se eu não me vestisse para os outros, não me vestiria para me sentir sexy – vestiria o meu pijama quentinho e enfiava-me no sofá com uma manta -, não preciso de me sentir sexy comigo mesma, eu já me adoro e desejo só pelo facto de ser eu (lool).

após esta breve análise e divagação,  voltemos à questão. quando pretendo transbordar sensualidade existem 3 elementos essenciais: o salto alto, o perfume  quizás e o batom vermelho. tudo o resto é acessório. mas calma meus amores. não ando por aí perfumada e de lábios vermelhos apenas num saltinho alto. também há roupita. mas esse aspeto pode variar muito consoante a ocasião, a estação ou o mood.

 

dress code da sensualidade

 imagem retirada daqui

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#179). edições estrela polar.

os fantasmas existem?

de volta ao livro das perguntas*...

 

“acredita em fantasmas ou espíritos maléficos? estaria disposto a passar uma noite numa casa isolada, supostamente assombrada?”

 

a mami responde:

esta é uma daquelas questões difíceis de responder sem parecer anormal. qualquer intelectualoide afirmará a pés juntos que os fantasmas não existem. bem, eu não consigo ter essa certeza – o que me consagra, à partida, para o lugar das pessoas com um desenvolvimento intelectual e cultural menos evoluído.

cresci numa família católica numa aldeia perdida do centro do país. cresci ouvindo relatos das visitas das pessoas aos espíritas para saber somo estavam as almas que tinham partido. ouvi relatos de pessoas que falavam com os seus entes queridos, através da sra espírita – afirmando que estavam lá os jeitos de falar do defunto, ou a voz ou o olhar. as pessoas muitas vezes saiam destes encontros com uma lista de promessas que o falecido não tinha cumprido em vida e que a família teria de cumprir para a alma poder “ir em paz”. recordo também histórias de almas perdidas que não aceitavam a morte e que andavam por aí, irritadas, a fazer “mal” às pessoas, era preciso acalmar a sua alma.

bem, como podem imaginar, com coisas tão presentes - embora racionalmente saiba que muitas destas coisas podem não ser verdade e que há factos que as desmentem-, fica sempre aquele “ e se”. em pequena houveram fases em que não me deitava antes de abrir o roupeiro e espreitar debaixo da cama e atrás dos cortinamos – borradinha de medo dos espíritos que por lá poderiam estar, mesmo em pequena os monstros que me aterrorizavam eram humanos.

perante este cenário não sei bem no que acredito, mas não nego taxativamente a existência de “fantasmas”, “almas penadas” e afins.

claro que esta questão levar-nos-ia a uma reflexão mais prolongado sobre o que acreditamos relativamente ao pós-morte. em relação a esta questão, intimamente ligada à religião, já vi pessoas a passarem de um estremo ao outro quando imersas em situações de doença ou perda.

resumindo: sim, acredito em fantasmas (que não têm de ser maléficos) e não, nada de pernoitar, lanchar ou passear em casas “assombradas”.

 

acreditas em fantasmas?

imagem retirada daqui

 

nota: por favor, intelectualoides fofos, não deixem de me considerar.

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#20). edições estrela polar.

 

outras perguntas:

casamento sem sexo?

por amor?

desigualdades

sempre me considerei uma pessoa sensível.

penso, agora, que sobrevalorizei esta minha suposta característica.

talvez não era assim tão sensível ou, quiçá, não era sensível às coisas mais importantes.

mas isto do que é importante é também relativo.

estava, há umas semanas atrás, a ver num noticiário uma reportagem sobre algumas situações na guerra – não me recordo qual-, fiquei emocionada com um pormenor que suspeito que há meses não me abalaria tanto: era apresentada uma criança de três anos que pesava 7 quilos. instintivamente olhei para a minha princesa de 3 meses e 6 quilos! houveram segundos de irrealidade. retrocedi o programa (maravilha das box) para verificar que tinha ouvido bem, olhei para a criança e pensei em todas as limitações cognitivas que já teria.

lembrei-me do meu .mais.que.tudo., noutra situação, referir que não podemos comparar o desenvolvimento cognitivo (intelectual e cultural) de povos europeus e africanos, não porque haja uma superioridade racial, mas sim porque existem grandes diferenças nas condições da satisfação das necessidades básicas (alimentação, habitação, segurança, saúde, afetividade …). não podem ser colocadas na mesma tabela comparativa realidades completamente diferentes.

enquanto existirem desigualdades, enquanto se ignorarem realidades como a desta menina de três anos, vamos ter diferentes níveis de desenvolvimento e de acesso às oportunidades. irrita-me que quem tem poder para fazer alguma mudança permita que parte da população mundial não possa desenvolver todo o seu potencial.

fico feliz pela minha filha ser uma afortunada, mas ficaria ainda mais feliz se a realidade da minha filha fosse a norma.

desigualdades

imagem retirada daqui

por amor?

a semana passada falei-vos do livro das perguntas.

vamos a mais uma?

então vá:

 

“por uma pessoa que amasse profundamente, estaria disposto a mudar-se para um país distante, sabendo que seriam poucas as probabilidades de voltar a ver a sua família e os seus amigos”

 

a mami responde:

sei que já teria respondido que sim - quando era uma jovem romântica e tonta.

agora a minha resposta seria não. não tenho a capacidade de arriscar o incerto – e uma relação amorosa é sempre incerta -, pelo certo que é o afeto dos meus familiares e dos amigos de uma vida.

por amor, pela construção da minha família nuclear, sou capaz de viver noutra cidade, noutro país e até na lua, desde que possa manter a ligação àqueles que estiveram sempre lá e que sei, estarão sempre onde e quando eu precisar.

no entanto, mesmo nesta segunda situação a decisão deverá sempre basear-se num projeto comum, com cabimento para o desenvolvimento de ambos os elementos do casal. não mudaria a minha vida apenas para acompanhar alguém…pois se a coisa correr mal terei de ser capaz de prosseguir com a minha vida de forma independente. sei que parece um raciocínio frio, mas a experiência tem esta capacidade de fazer-nos antecipar cenários e salvaguardar situações sem que isto implique retirar magia às situações.

acredito, hoje, que podemos ser responsavelmente românticos.

 

por amor...

imagem retirada daqui.

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#19). edições estrela polar.

 

casamento sem sexo?

hoje ao deambular pela minha estante de livros fui interpolada pelo “livro das perguntas”. foi um livro que adquiri há muito quando dinamizava sessões de dinâmicas de grupo. o livro não é dirigido a esta temática, mas era uma estratégia que eu utilizava com frequência para gerar interação no grupo.

decidi então folhear o livro e escolher uma pergunta para partilhar com vocês. façam o exercício de refletir sobre a questão. de vocês para vocês. por vezes são exercícios simples que nos ajudam a (des)construir quem nós somos.

 

a pergunta escolhida foi:

“contentar-se-ia com um casamento perfeito em todos os sentidos menos num – total falta de sexo?” *

 

a mami responde:

a primeira coisa que me veio à cabeça quando li a pergunta foi a polémica da semana passada em relação à proposta do padre católico para os casais “recasados”.

existem, na minha opinião, várias razões para partilhar a vida com outro ser humano (amor, sexo, partilha, projetos comuns, cumplicidade, …). a decisão não se deve basear num desses fatores, mas sim na conjugação de vários; sendo que existem fatores estruturantes numa relação a dois e o sexo é, para mim, um desses fatores. neste sentido, não consigo conceber um casamento perfeito sem sexo - vejo o sexo num espetro alargado, onde vários aspetos da sexualidade estão incluídos, não o resumindo ao mero ato da penetração.

assim a minha resposta à questão seria: não. a vida não é para nos contentarmos, mas sim para transbordarmos.

casamento sem sexo

imagem retirada daqui 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#190). edições estrela polar.

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