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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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3 meses já passaram

olho para trás e lembro-me - como se tivesse há muito tempo-, das noites constantemente interrompidas - pelo choro, pela fome, pelo meu receio de algo não estar bem; dos dias de desespero pelo constante bolçar, pelas duras cólicas, pela rotina que esmaga - no final do dia sabemos que no dia seguinte tudo será igual.

olho para a minha princesa guerreira e penso o quanto evoluímos.

a minha menina já dorme mais pelas noites, não sofre de tantas cólicas e fica menos aflita ao bolsar; eu, estou menos insegura, menos ansiosa ao lidar com os "novos" desafios que vão surgindo – isto de ser mãe é uma roda viva!

neste período tive muitas dúvidas, que geraram inseguranças. se a maternidade é instintiva eu devo ter tido uma falha qualquer na programação do meu software. ou, quiçá, a maternidade era instintiva antes do surgimento da internet, antes das diversas teorias e correntes sobre como fazer cada – pequena - coisa, antes d@s nossas amig@s e conhecid@s (que têm sempre uma palavra a dizer) terem a solução ideal para cada situação – pena que por vezes sejam contraditórias.

houve alturas em que perante diversas opções me senti – quase - impossibilitada de tomar uma decisão sobre o que seria melhor para a catraia; a insegurança ia aumentando e a ansiedade começava a instalar-se.

a médica de família disse-me na primeira consulta: "você vai ouvir muita coisa, mas lembre-se sempre que você é que é a mãe da menina e sabe o que é melhor para ela" – sendo isto verdade, porque mui3 meses já passaramtas vez

es não soube? Dizerem-nos estas coisas e dão-nos uma responsabilidade avassaladora.

Por parvo que pareça foi ao ouvir um anúncio da dove "não existem mães perfeitas", que pus os pés no chão e percebi que só conseguiria manter a sanidade mental se começasse a confiar mais em mim e a aceitar, como normais, as minhas inseguranças e as minhas falhas.

sou hoje uma mulher diferente da que era há 3 meses atrás. Descobri uma fragilidade e uma força que desconhecia ter. descobri a calma e a paciência. (re)descobri que tudo passa: os choros intermináveis, as noites sem dormir, o receio na hora do banho, ... mas lembrei que as coisas boas também passarão - aquele momento único da amamentação, aquele corpinho todo enroscadinho nos nossos braços, aquele olhar que nós diz que somos o seu mundo...

 

uma vez mais, ponho os pés no chão e constato que não há felicidade sem perdas ou dor sem alegrias.

 

 

experiências profundas transformam-nos

todas as mulheres sem filhos já terão ouvido “quando fores mãe vais perceber” ou o mais desagradável “não és mãe, não percebes”.

eu sempre que ouvia este discurso respondia que desconhecia que a maternidade trazia uma atualização do software analítico.

 

agora que sou mãe não mudei de ideias sobre a prepotência de quem usa essas expressões, visto que se a pessoa não compreende determinada atitude por não ter filhos, também não entenderá está mensagem que contém um certo tom de superioridade.

sempre me considerei uma pessoa sensível aos outros – sem falsas pretensões ou modéstias. ouvi muitas vezes estas expressões. houveram coisas que entendi, outras que não percebi e algumas que considerei apenas exageros.

 

agora que sou mãe tenho de admitir que há coisas que efetivamente mudaram na minha perceção das questões relacionadas com a maternidade. sinto que posso ter sido fria e até mazinha em alguns comentários que tenha realizado em relação a uma “mãe” ou uma “cria”. ainda não sei se houve um upgrade do meu software ou um curto-circuito, mas seja como for operaram-se algumas mudanças:

- sou muito mais sensível ao comentar/criticar situações relacionadas com a forma como outras mães fazem ou gerem situações;

- sou menos dura na análise das birras e reações das crianças;

- grande parte das minhas certezas viraram incertezas;

- valorizo muito a experiência das outra mães – de um modo em que nunca valorizei outros pares;

- o meu.mais.que.tudo. não perdeu a minha atenção, mas convictamente, só tenho espaço mental para uma criança;

- aumentou  a minha admiração pelas mães que conheço e que nunca se queixaram das noites mal dormidas, das inseguranças ou das birras.

 

se acho que, agora que sou mãe, sou uma mulher mais completa? a resposta é não.

se sou uma melhor pessoa? a resposta é sim.

no meu caso é por ser mãe e viver esta nova experiência que tem tanto de maravilhoso quanto de duro e assustador; mas tenho noção que se estivesse a viver outra situação igualmente nova e exigente a nível emocional, estaria mais sensível a pessoas em situações semelhantes.

 

vivamos mais e julguemos menos as realidades que desconhecemos.

experiências profundas transformam-nos

 

maternidade daniel de matos

fatores vários levaram a que a minha princesa guerreira nascesse, numa cesariana de emergência, na maternidade daniel de matos (unidade que integra o centro hospitalar e universitário de coimbra).

entrei nas urgências da maternidade daniel de matos com contrações que tinham iniciado há mais de 24h. após registo, toque e ecografia verificou-se que a princesa guerreira estava em “pélvica” ou seja, com o rabinho para baixo e a cabeça para cima. a obstetra decidiu de imediato que o parto seria por cesariana.

toda a equipa médica foi extremamente competente. a vigilância nas últimas horas foi feita regularmente para assegurar que tudo correria bem. só tenho a agradecer o cuidado e profissionalismo de toda a equipa.

a minha princesa guerreira teve algumas questões quando nasceu o que implicou a intervenção diária dos pediatras de “turno”. a visita de anestesista e obstetra era também diária. equipas extremamente profissionais.

nunca cheguei a saber o nome do obstetra que me fez a cesariana, nem da médica que o assistiu (nem dos médicos que lhes seguiram nas visitas diárias). de todos os pediatras que viram a minha princesa só sei o nome da pediatra que a recebeu ao nascer e que teve a atenção de me vir acalmar dizendo “está tudo bem” (dra. lígia). houve uma pediatra que tratou do estudo clínico da princesa e que eu nunca vi e que nunca chegou a ver a bebé.

desde que entrei nas urgências, passando pelo bloco operatório e até ao dia em que tivemos alta, houveram profissionais que merecem todo o destaque e meu sincero agradecimento: a equipa de enfermagem.

profissionais sempre atentas, com palavras de conforto e com o cuidado de explicar todos os processos e/ou situações.

em cinco dias de “estadia” na maternidade lidei com várias profissionais de enfermagem e estagiárias, tendo estilos diferentes – quer no trato quer na amplitude do sorriso-, todas foram excecionais nos cuidados e orientações que prestaram.

de entre as grandes profissionais que nos acompanharam na maternidade daniel de matos, é impossível não destacar as excecionais, sem desprimor para as demais, mas com merecida distinção! deixo o meu muito obrigada à enfermeira margarida que me fez sentir toda a experiência e aconchego de uma mãe, sempre firme e cuidadosa, motivadora e com palavras de ânimo (nem imaginam o esforço que fiz em não chorar no momento da despedida – cheia de medo de dar aquele ar de mulher com descompensação hormonal!). e à enfermeira sónia que foi de um profissionalismo e empatia indiscritível. guardo o dia em que fez dois turnos seguidos, após ter entrado de manhã, à meia noite desse dia veio vernos e teve o cuidado de partilhar connosco os resultados dos exames que tinham sido feitos (de manhã) à nossa bebé. com muita calma e atenção esclareceu as nossas dúvidas e acalmou os nossos corações. um mimo também para a estagiária ana  em que se adivinha uma excelente profissional - contém em si toda o cuidado para com as pessoas com quem lida e um extremo afeto pelos bebés.

na maternidade daniel de matos encontrei excelentes profissionais de saúde, mas são as enfermeiras (no feminino, pois não lidei com nenhum profissional de enfermagem do sexo masculino) a quem mais agradeço todo o apoio dado nos momentos de maiores incertezas e fragilidade emocional; profissionais 100% completas, a nível técnico e humano 

chuc_5.png

imagem retirada daqui

 

ando ko

sabia que ter filhos rouba a possibilidade de dormir descansada.

o que ninguém me disse é que isso podia começar bem antes deles nascerem!

ainda tenho dois longos meses pela frente e já não consigo dormir em condições 

ando uma autêntica zombie!

gif retirado daqui

 

o que tem apaziguado o meu mau humor, falta de humor ou estado de transe, são as pessoas.

tenho estado a realizar várias entrevistas e muitas delas à população sénior... da rija! pessoas com 70, 75, 80 anos com ótimo aspeto físico e mobilidade,  bem como, detentoras das suas competências cognitivas.

estas senhoras e senhores fazem-me acreditar que ainda tenho, pelo menos, igual número de anos que já vivi, para viver!

o que quer dizer que poderia agora, neste momento, voltar a nascer, recriar-me, reinventar-me, descobrir novas paixões!

talvez seja com a maternidade que comece esta nova vida. e ao contrário da anterior, quero saboreá-la com calma, sorrir aos seus encantos, viver os seus desafios ao limite e deixar-me envolver por cada nova experiência.

 

mas gostava também, muito, de dormir!

lazy.jpg

imagem retirada daqui

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