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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

os livros, do volume I, da minha vida

em dia do livro decidi fazer uma viagem pelos livros da primeira parte da minha vida (comecei agora o segundo volume).

a leitura foi um hábito que adquiri na adolescência, surgiu de modo tímido, desbravou terreno e conquistou-me avassaladoramente.

já li muito. houveram livros que me marcaram pela forma como me puseram a pensar sobre determinados assuntos. outros pelo imaginário que faziam desenhar. outros pelas emoções que despertavam.

sendo eu algo esotérica a determinada altura comecei a compreender que não somos nós que escolhemos alguns livros, mas que são eles que nos escolhem. e isto torna este mundo muito mais interessante!

os livros que me escolheram:

- a metamorfose, franz kafka. o primeiro livro que me lembro de ter lido. foi aos 14 anos e teve um impacto abismal sobre mim. toda eu era transformações e em breve a minha vida também iria mudar de modo drástico, com uma mudança de país e de tudo aquilo que me era conhecido.

- a aparição, virgílio ferreira. um livro que despertou em mim imensas inquietações, fez-me questionar tudo. mexeu profundamente com as minhas certezas. um abanão que me levou a por tudo em perspetiva.

- todo o amor do mundo, harville hendrix.  um livro sobre relacionamentos que nos faz pensar no nosso papel na relação (nosso comportamento e atitudes) e na existência de uma outra pessoa também ela com uma perspetiva sobre as coisas (e desejos e receios).

 

o primeiro livro que me fez:

- rir: os meus problemas, miguel esteves cardoso

- chorar: as palavras quem nunca te direi, nicholas sparks

 

a saga fantástica que me apaixonou:

- harry potter, j. k. rowling

 

o que me manteve agarrada, página após página, fazendo com que o tico e o teco quase explodissem:

- o segredo, rhonda byrne

 

os que me fizeram por os pés na terra:

- diário de anne frank, anne frank

- queimada viva, souad

 

há muitos outros livros dos quais gostei, talvez melhores, mas foram estes que quando olho para trás saltam e se destacam…e se assim é, sem esforço de memória, é porque estão em mim!

livros da minha vida

imagem retirada daqui

e finalmente um passatempo!

passatempo mami/jb net

 

inspirada pelo coelhinho da páscoa trago miminhos para as pessoas bonitas que têm paciência para me "ler". quer dizer, para uma afortunada  ou afortunado  a jb net - comércio global teve a gentileza de me ajudar nesta missão.

 a prenda é para os mais pequenos/as: filhos, filhas, "filhastras", "filhastros", sobrinhos, sobrinhas, afilhados, afilhadas, netas, netos, irmã, irmão, vizinhos, vizinhas, filhos ou filhas de amigas ou de amigos... bem, penso que perceberam a ideia  ou para os mais crescidos que gostam de histórias renovadas e trabalhos manuais

assim, temos para oferecer um pack composto por:
- 1 livro “contos de meter medo (capa dura)” da editora Everest
- 1 mala com produtos da marca primo composta por: 1 frasco de guache, 1 frasco de cola vinílica, 1 boião de pintura a dedos, 1 plasticina, 1 tubo de guache, 2 lápis de cera, 1 lápis de cera jumbo, 1 triângulo de cera mágico, 2 marcadores de pintura, 1 marcador de pintura jumbo, 2 lápis de pastel, 2 lápis de pastel Maxi.


regras:
1) seguir a mami no instagram ou no facebook

2) gostar do post do passatempo (no instagram ou facebook) e identificar 3 pessoas nos comentários

3) seguir a jb net no instagram ou no facebook

4) preencher este formulário

 

o passatempo decorre de 15 a 30 de abril de 2019

passatempo válido no território nacional

as 4 regras acima mencionadas devem ser cumpridas

só é aceite uma participação por pessoa/perfil

os dados recolhidos serão utilizados apenas para efeito de apuramento do vencedor, através da atribuição de um número à participação, e posterior contacto

será premiada uma participação apurada em random.org

o resultado será publicado dia 2 de maio no blog - https://mami.blogs.sapo.pt

o/a vencedor/a será contactado por email para fornecer uma morada para o envio do prémio (da responsabilidade da jb net)

 

toca a participar e a partilhar a boa nova pelos vossos! 

uma experiência com a pedagogia montessori

os nossos interesses vão variando ao longo da nossa vida, estando muito relacionados com os contextos e situações que vamos experienciando. a maternidade fez-me entrar num novo universo. havia muito para descobrir e aprender. sendo curiosa por natureza, iniciei a viagem com entusiasmo. fui encontrando muitas coisas interessantes – outras assustadoras, na maternidade há fundamentalismos que arrepiam a espinha.

 

uma das descobertas que considerei muito ricas, dado o meu interesse pela leitura e a vontade de partilhar essa paixão com a pg, foi o grupo de facebook “contos e livros de inspiração montessori portugal”.  acho o conteúdo do grupo muito interessante, enriquecido pelas partilhas dos seus membros. convidei uma das administradoras do grupo a partilhar connosco a sua experiência com a pedagogia montessori e a sua aplicação à leitura. a diana foi muito gentil em aceitar o convite e extremamente generosa na sua partilha.

 

 

mães, pais, boadrastast, padrastos, tias, tios, avós, avôs, amigos e amigas, educador@s, professor@s…  leiam e deixem-se inspirar!

 

contos e livros de inspiração montessori portugal

(fotografia cedida pela diana com um dos livros que está a explorar com a filha de 6 anos)

 

 

quem é a diana? 

A Diana é um ser em construção, que vive em busca da luz para iluminar as suas sombras e auto-questionamentos. Habita na vida mundana e material, procurando cada vez mais viver em verdade e em movimentação calma.

A maternidade trouxe essa verdade, a do amor. A partir daí, nasce uma outra Diana - a Mãe. De todos os papéis diários, o de Mãe é o mais profundo, autêntico e curador. Não foi propriamente fácil aceitar esta realidade, porque eu achava que não era assim tão “mãe”. Com o tempo, percebi e aceitei que trazer um novo ser ao mundo é entrar numa esfera de transformação. Recebo essa transformação de coração aberto e aprecio cada momento. Agradeço todos os dias por essa verdade e transformação.

Ser mãe, levou-me ao reencontro da minha espiritualidade e desenvolvimento pessoal, e à descoberta de caminhos inesperados, como  a vivência do método montessori.

 

 

quem foi maria montessori?

No google encontram muita informação sobre Maria Montessori. Aqui, vou escrever o que representa para mim. Maria Montessori foi uma mulher de luz. No passado,  graças a ela, muitas crianças tiveram oportunidade de potenciarem o seu desenvolvimento. No presente, temos um legado de informação disponível para aplicarmos com as crianças de hoje e da nova era.  Maria Montessori olhou para a essência da criança e trabalhou para que essa essência fosse respeitada. Para mim, Maria Montessori é daquelas almas únicas que vieram à Terra com uma missão transformadora.

 

 

como entrou em contacto com a pedagogia montessori?

Sincronicidade. Durante os anos que dei aulas e formação, estudei diferente métodos pedagógicos e estratégias, mas nunca me tinha encontrado com o método montessori. Quando fui mãe, a sincronicidade foi perfeita, e aí essa informação chegou em flecha.

 

 

como explicaria, a quem nunca contactou com a pedagogia, em que é que ela consiste?

É uma resposta muito pessoal, porque cada um terá  a sua própria experiência. Não consigo dar uma definição certa (apesar de se encontrar no google), como às vezes as pessoas gostam de ouvir. Posso apenas falar da minha vivência. Para mim, é uma forma de vida, é um todo. É uma pedagogia de amor que se constrói ao ritmo da criança. É um olhar de humildade para com a criança. Talvez, seja mesmo isso, uma lição de humildade para o adulto. O adulto transforma-se ao trabalhar em si o método. Se não houver transformação do adulto, dificilmente é possível aplicar o método seja em contexto familiar, seja em contexto escolar. Montessori é mais do que um método pedagógico, é um encontro intenso com a essência da criança.

 

 

quem o desejar como pode aprofundar o seu conhecimento sobre esta pedagogia?

Quem quiser aprofundar o seu conhecimento deve ler os livros de Maria Montessori. São a fonte principal.

Pode também acompanhar as partilhas  no grupo “ montessori portugal” e neste grupo encontram muita informação e links para blogues escritos em português, muito interessantes.

 

 

porque optou por usar esta pedagogia na educação da sua criança?

Senti que me fazia sentido e segui a minha intuição. Assim, simples. Depois, foi deixar fluir e observar se continuava a fazer sentido. Fez sempre.

 

 

é administradora no facebook do grupo “contos e livros de inspiração montessori portugal”, como surgiu o grupo?

As redes sociais têm este lado bom, da conexão de mães que criam grupos de interesse comum, onde partilham e fazem imensos contributos. Este grupo surgiu por iniciativa de mães que valorizam muito os livros e a leitura na educação dos filhos. Todas as mães que participam ativamente, agregam muito valor às nossas vidas. Sou apenas um membro do grupo, administradora, seguidora, tanto faz… que tem sido enriquecido por outras mães bastante participativas. Aliás, é graças a essas pessoas e blogues que conhecemos muitos livros interessantes.

 

 

ao escolher um livro quais os principais critérios que temos de verificar para que se enquadre na pedagogia montessori?

Nos primeiros anos da criança, privilegiam-se livros com imagens reais ou com ilustrações próximas da realidade. Evitam-se livros fantasiosos, animais que falam, muito abstratos e saturados de imagens/texto/informação.

O livro é uma ferramenta poderosa para a criança construir a sua ideia do mundo. Em caso de dúvida, quando escolhemos um livro enquadrado no método, devemos ser atentas a este dado. Optar por livros que lhes mostrem o mundo de uma forma real, amorosa e simples. As crianças merecem esse reconhecimento.

 

 

quer deixar algumas “dicas” ou sugestões a quem quiser experimentar a pedagogia montessori na leitura para bebés e crianças? (livros, sites, estratégias)

- Seguir os grupos “contos e livros de inspiração montessori portugal”, “montessori portugal”. São boas fontes de informação, com muitas dúvidas já esclarecidas em diversos comentários.

- Seguir o grupo  “leituras descomplicadas - Livros para miúdos e graúdos” , que é de uma mãe muito ativa no tema de leitura infantil mais abrangente;

- Simplificar a biblioteca de casa, escolhendo livros de qualidade;

- Observar os interesses de leitura da criança, em qual tema mostra mais alegria em visualizar/ouvir/ler;

- Criar espaços com livros, espalhados pela casa;

- Criar uma rotina de leitura com as crianças;

- Deixar, junto dos livros, materiais para desenho e pintura. Assim, depois de lerem, podem desenhar algo inspirado no livro.

- Levar à biblioteca local e deixar explorar;

- Assistir a encenações/narração de contos em eventos ou bibliotecas.

 

como a infância marca as nossas relações futuras

como a infância marca as nossas relações futuras

imagem retirada daqui

 

recentemente comecei a ler o livro “todo o amor do mundo” de harville hendrix - casa das letras. é um livro de psicologia para casais. comecei a lê-lo por curiosidade, encontrei-o perdido no meio de outros livros que vou comprando para depois ler. não me recordo o que me fez adquiri-lo, mas parece que ainda não tinha sido o momento de o ler - acredito fortemente nisto: “não há acasos” e “tudo tem o seu tempo”.

tenho uma amiga com a qual partilho de uma grande empatia mental e já abordámos várias vezes, do ponto de vista de leigas na matéria, mas considerando as nossas vivências pessoais e capacidade de observação dos outros, a questão associada às nossas escolhas de parceir@.

sempre que uma de nós ou um(a) outro(a) amigo(a) via a sua relação terminada, surgia o lugar comum “são tod@s iguais” … mas a verdade é que não são todos iguais, nós – cada um de nós -  escolhe é sempre igual – mesmo que a embalagem mude. por isso os nossos relacionamentos acabam por ser “sempre a mesma coisa”.

com os nossos rudimentares conhecimentos de psicologia e a minha interminável paixão por freud, concluímos, nos nossos devaneios, que procuramos no nosso parceiro alguém à imagem do nosso pai (no caso das meninas), por ter sido este o nosso primeiro amor, por sempre nos ter transmitido segurança … e outras coisas que tal.

neste livro que agora leio, verifico que a nossa teoria existe, está validada e fundamentada (é bom saber que se tem espírito científico  ).

a teoria apresentada no livro tem alguns aspetos que diferem, ou melhor, que aprofundam a nossa própria teoria. o principal aspeto é que nós não procuramos no nosso companheiro o nosso pai. procuramos sim, uma pessoa que possua características dos nossos pais (ambos) ou de quem os substituiu na nossa educação, com as quais não conseguimos lidar na infância; assim, numa perspetiva extremamente masoquista, pretendemos resolver com a nossa cara metade as situações/questões que não conseguimos resolver com os nossos pais. o autor aprofunda os vários fenómenos psicológicos associados a esta questão (aconselho quem tem interesse nesta temática a ler o livro).

o aspeto que quero aqui destacar é a perspetiva do “peso” da infância em toda a nossa vida e a nossa teimosia em querer projetar os “problemas” não resolvidos na relação com o nosso parceiro, podendo por em causa esta relação (e outras que lhe sigam, assim como as que lhe antecederam). esta nossa postura, mesmo que inconsciente, não será mera cobardia de enfrentar a real causa desses problemas, ou seja, os nossos pais?

e o que faz de nós, enquanto pais, esta teoria? seres temerosos de condicionar para todo o sempre a vida destas pequenas e indefesas criaturas? devo aqui confessar uma das minhas grandes cobardias: a maternidade. sempre receei a responsabilidade ad eternum do “ser mãe”, sendo depois confrontada com o receio idiota de não o ser (gajas! diria o meu.mais.que.tudo.)

bem, voltando ao livro, o autor refere que somos seres insatisfeitos; que, quanto mais temos, mais queremos; e que, portanto, o facto de termos coisas a resolver com os nossos pais não quer dizer que tenhamos tido uma má infância, quer apenas dizer, a meu ver, que somos picuinhas 

assumindo esta teoria como certa ou pelo menos uma das possíveis, decidi fazer um quadro comparativo entre o meu pai e os meus namorados (mais) a sério. na verdade, encontro muitos pontos comuns que facilmente consigo identificar. e mais, consigo ver o meu pai em várias fases da sua vida, a sua evolução enquanto pessoa e companheiro e creio que, inclusive, as minhas escolhas têm acompanhado essa evolução. sendo que existem características transversais a todas essas escolhas.

Mas, a minha mãe onde está?

o terror da aceitação: está em mim! tudo o que me custou e mais me custa a lidar com a minha mãe, está nos comportamentos que não consigo controlar e mais detesto em mim!

toca e sente - cores

 

toca e sente cores.jpg

 

o livro apresenta às crianças cinco cores: vermelho, amarelo, laranja, verde, azul.


o texto está muito bem construído e é rico em conteúdo na perspetiva do desenvolvimento da linguagem e aquisição de conceitos. para além das cores, introduz nomes (carro, lagarta, girassol…) e adjetivos (rápido, brilhante, compridas, rugosas,…).


as texturas são diversificadas: o fofo pelo do pintainho, a rugosa casca da laranja, o áspero do papagaio… este livro, embora seja da coleção toa e sente, tem vários apelos visuais, para além das cores, o brilho das texturas.


os desenhos estão muito bem conseguidos num fundo simples, sem ruído.


o livro é cartonado e muito resistente.

 

 

 

 

apreciação mami: as imagens, cores e texturas são apelativas. o texto o é rico. o livro é resistente e de fácil exploração pela criança.


apreciação pg:  a pg gosta do livro, mas não o ama. gosta de o explorar, de sentir as texturas, mas não fica “presa” a ele - após uma viagem pelas suas páginas, passa para outro.

 

 

autora: vários autores, parragon books, lda – uk

coleção: little learners

editora: porto editora

dimensões: 18cm x 18cm

preço: 5€ (preço médio)

toca e brilha jacarandá

hoje vimos falar da coleção toca e brilha da jacarandá, composto por quatro títulos: animais da quinta, animais de estimação, animais bebés e animais selvagens.

 

toca e brilha

 

por cá temos os animais da quinta. tenho de confessar que a minha opinião sobre o livro é ambivalente.

livro cartonado muito resistente. as imagens são reais e de excelente qualidade, com um fundo sem ruído que permite facilmente compreende-las.  o elemento de toque é o pelo/pele do animal, também de muita qualidade. 

então, de que é que a mami não gosta?

do texto. este é apresentado em rima. não sei como será a versão original, mas a tradução para português não é muito interessante, por exemplo: "os cordeiros comer erva até fartar. no pelo macio podes tocar".

 

 

 

apreciação mami:   as imagens são o ponto forte do livro, de uma qualidade impressionante. o livro é fácil de explorar pela criança.

apreciação pg:   a relação da pg com o livro não é constante. quando vai à estante escolher, não é a sua primeira opção; mas quando pega nele gosta de o explorar e de explorar as opções de toque.

 

 

autora: make belive ideas, lda - uk

editora: jacarandá (editorial presença)

preço: 6,50€ (preço médio)

 

cucu com sons - ão, ão (dk)

quando temos uma criança que gosta de livros, temos vontade de a surpreender. estava ansiosa por ver a reação da pg a um livro pop-up, mas assim que comecei a explorá-los, ainda na loja, percebi que era uma péssima ideia. são lindos e surpreendentes, mas a pg ia destruí-los em dois tempos. como defendo que os livros são para ser tocados, sentidos, experienciados, não fazia sentido dar-lhe algo que ela ia romper e rasgar, destruindo assim a graça/sentido do próprio livro.

como queria algo diferente, achei que este “cucu com sons – ão, ão” seria uma boa aposta – como vêm ela concordou.

 

 

livro cucu com sons

 

 

as imagens do livro são reais e apelativas. a pg gosta muito de ver bebés, identifica-se com eles – não imaginam, nem eu imaginaria, a sua reação de deslumbramento quando recebeu um “bebé” no aniversário…a observação o tocar nos pormenores do rosto…foi lindo!

o texto do livro é simples e guia a criança na procura dos 5 animais escondidos, introduzindo conceitos como “detrás de”,  “por baixo de”. ao abrir a “janela” em que está o animal escondido, surge o som que este produz (vejam o vídeo).

o livro é cartonado e as suas páginas resistentes, mas tem um senão: as “janelas” que abrem para mostrar os objetos ocultos são frágeis, no vídeo verão que a primeira página está toda “remendada” - estranhamente ela só rompeu essa, deve ter sido num dia de fúria

a nível de dimensões é o maior livro que ela possui (sensivelmente 24cmx24cm), tem de o explorar sobre uma superfície, mas ela gosta de o fazer.

 

 

 

 

nota: o sensor para os sons é fotossensível, ou seja, exige luz. não imaginam o meu desagrado quando dou o livro à pequena (um dos seus presentes de aniversário) e era embora lhe ache graça, não se deslumbra porque o som não surge. o pior: por vezes emitia sons, outras vezes não o fazia. eu com o meu feitio (nada) adorável pego no livro e vou direitinha à loja. à saída do carro abro o livro e os bichos fazem todos os seus sons e, obviamente, para evitar vergonhas, entro no carro e vou-me embora. chego a casa, na sala, abro o livro e …nada! até sou moça esperta, pensei isto deve ser um mau contacto da pilha. desisti de em preocupar, ela gostava do livro na mesma. só passado algum tempo juntando a+b consegui perceber que era uma questão de intensidade de luz! demorou…mas cheguei lá!

 

apreciação mami:  acho um bom livro, fácil de explorar pela criança autonomamente e rico em aprendizagem quando a exploração é feita com o adulto (linguagem, conceitos de atrás de, debaixo de,…). pena a fragilidade das janelas.

apreciação pg: adora explorar as janelas, o destaque que as imagens têm em relação ao fundo (sempre colorido) e o facto de as imagens serem fotografias reais (prendem-lhe a atenção).

 

 

autora: dorling kindersley (dk - editora internacional)

editora: texto editores

preço: 13,50€ (preço médio)

já sei! helen oxenbury

hoje começamos a falar de livros. livros para as crianças da nossa vida, sejam elas filhos/filhas, sobrinhos/as, afilhados/as, netos/as… porque um livro é sempre um presente para a vida, não pelo facto de o podermos conservar, mas por tudo o que pode despertar e deixar em nós.

já sei! um pequeno livro, muito aclamado, que já tem 38 aninhos! (foi publicado pela primeira vez em 1985). as obras desta coleção resultam da observação da escritora das crianças, do seu contexto, do que as cativava e/ou surpreendia, das relações que estabeleciam com o mundo. todos os títulos - eu vejo (visão), eu ouço (audição), eu sinto (tato), eu sei (desenvolvimento motor) – mostram esta identificação sensorial da criança com o mundo.

 

helen oxenbury

 

a britânica de 80 anos, helen oxenbury, é, para além de escritor, uma genial ilustradora de livros infantis! as suas obras são vendidas em todo o mundo e já arrecadou vários prémios - há um livro dela, do qual falarei noutro dia, que é para mim simplesmente genial! (estou fã da senhora)

 

voltando ao já sei!

características físicas: livros cartonados, muito resistentes. 14x14. 12 páginas.

texto: simples e adequado à faixa etária. consiste no nomear da competência adquirida (tropeçar, dizer adeus, …)

ilustração: imagens simples em tons apelativos (não excessivos) sobre fundo branco. as ilustrações apresentam, para além do ato conseguido (sentar-me, gatinhar, ..), uma bem definida expressão facial – excelente para a identificação afetiva da criança.

 

 

apreciação da mami:  gostei. é aparentemente simples, mas rico em conteúdo. junta conquistas físicas com expressividade.

 

apreciação da pg:   não ligou muito. aos 13 meses não se identifica, ainda, com muitas das ações apresentadas no livro (ainda não dá pontapés, não corre, não dança (em pé), não bate o pé (graças aos céus), não salta… por isso não sentiu atraída. tentei três vezes ler com ela, deixei-o para exploração livre, e passadas duas páginas ignorava-o. livro para apresentar novamente após a aquisição das competências físicas apresentadas.

 

autora: helen oxenbury

editora: gatafunho

preço: 5€

plano nacional de leitura: livro recomendado para educação pré-escolar - leitura em voz alta.

livros pequeninos para os mais pequeninos

quando, ainda grávida, comecei a comprar livros para a pequena estava mais centrada na beleza das histórias e das ilustrações do que na usabilidade para a bebé – sorte a minha que os livros não têm prazo de validade! a partir dos três anos a minha princesa já tem belas histórias para explorar.

 

livros para bebés

 

com o tempo percebi que aqueles livros que eu achava muito pequenos e/ou básicos, eram os que a minha pg precisava para a sua introdução a este maravilhoso objeto que a ajudará a descobrir o mundo que a rodeia e muitos outros na construção de um imaginário inesgotável. dos primeiros livros que lhe comprei foram dois títulos – “as palavras” e “os animais” - da coleção primeiros livros do bebé da porto editora.

o tamanho e o peso permitiam que ela facilmente os manuseasse autonomamente. o robustez das suas páginas permitiu que ela os explore desajeitadamente – só após muita baba e mordidelas começaram a dar de si. o fundo simples permitia uma melhor compreensão de cada imagem (sem ruido). as palavras simples e do seu quotidiano facilitaram a aquisição de vocabulário, mesmo antes de conseguir expressar verbalmente as palavras. fita de velcro (fácil de retirar e lavar) também foi um bom auxiliar para evitar que o livro ficasse esquecido pelos sítios por onde andávamos.

 

 

agora com 13 meses está mais exigente. a sua vontade de manusear e explorar está mais vincada assim como o desejo de ser surpreendida.

tenho uma lista de livros a adquirir que assustaria o pai natal. encontrei um site que faz boas promoções e que está com 30% de desconto em alguns títulos maravilhosos para a exploração das/dos bebés.

 

animais bebés – o meu primeiro desliza e descobre (yoko books)

animais da selva - o meu primeiro desliza e descobre (yoko books)

embora os dois títulos anteriores sejam da mesma coleção, têm modos de interação distintos.

 

gabriela a gata - clap clap “uma coleção de livros que funciona como se fossem castanholas” - (yoko books)

 

animais de estimação – toca e brilha (jacarandá editora)

 

tenho optado, quando possível, por adquirir livros bilingues (na perspetiva de serem úteis agora na aquisição de vocabulário em português e futuramente na aquisição de vocabulário em inglês).

100 primeiras palavras – bilingue português/inglês – (civilização)

 

encontrei este que não encontro referências em pesquisas online, mas por 2€ vou arriscar!

alto, largo, grande e … - animais gigantes desdobráveis (panini)

 

o site da jb (não se apoquentem os mais distraídos que não falamos de whiskey) tem um motor de pesquisa muito intuitivo. se quiserem outros títulos é só escrever na "lupa" e ver se estão disponíveis e se têm desconto  ( e não é só para os mais pequenos).

os fantasmas existem?

de volta ao livro das perguntas*...

 

“acredita em fantasmas ou espíritos maléficos? estaria disposto a passar uma noite numa casa isolada, supostamente assombrada?”

 

a mami responde:

esta é uma daquelas questões difíceis de responder sem parecer anormal. qualquer intelectualoide afirmará a pés juntos que os fantasmas não existem. bem, eu não consigo ter essa certeza – o que me consagra, à partida, para o lugar das pessoas com um desenvolvimento intelectual e cultural menos evoluído.

cresci numa família católica numa aldeia perdida do centro do país. cresci ouvindo relatos das visitas das pessoas aos espíritas para saber somo estavam as almas que tinham partido. ouvi relatos de pessoas que falavam com os seus entes queridos, através da sra espírita – afirmando que estavam lá os jeitos de falar do defunto, ou a voz ou o olhar. as pessoas muitas vezes saiam destes encontros com uma lista de promessas que o falecido não tinha cumprido em vida e que a família teria de cumprir para a alma poder “ir em paz”. recordo também histórias de almas perdidas que não aceitavam a morte e que andavam por aí, irritadas, a fazer “mal” às pessoas, era preciso acalmar a sua alma.

bem, como podem imaginar, com coisas tão presentes - embora racionalmente saiba que muitas destas coisas podem não ser verdade e que há factos que as desmentem-, fica sempre aquele “ e se”. em pequena houveram fases em que não me deitava antes de abrir o roupeiro e espreitar debaixo da cama e atrás dos cortinamos – borradinha de medo dos espíritos que por lá poderiam estar, mesmo em pequena os monstros que me aterrorizavam eram humanos.

perante este cenário não sei bem no que acredito, mas não nego taxativamente a existência de “fantasmas”, “almas penadas” e afins.

claro que esta questão levar-nos-ia a uma reflexão mais prolongado sobre o que acreditamos relativamente ao pós-morte. em relação a esta questão, intimamente ligada à religião, já vi pessoas a passarem de um estremo ao outro quando imersas em situações de doença ou perda.

resumindo: sim, acredito em fantasmas (que não têm de ser maléficos) e não, nada de pernoitar, lanchar ou passear em casas “assombradas”.

 

acreditas em fantasmas?

imagem retirada daqui

 

nota: por favor, intelectualoides fofos, não deixem de me considerar.

 

*stock, gregory (2006). o livro das perguntas (#20). edições estrela polar.

 

outras perguntas:

casamento sem sexo?

por amor?

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