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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

ian

"ian nasceu com paralisia cerebral. como todas as crianças, ele quer ter amigos..."

lindo e enternecedor!

uma excelente ferramenta para trabalhar o respeito e a inclusão junto dos mais novos.

 

 

 

alerta aos mais sensíveis:

não vejam em locais públicos pois há uma forte probabilidade de as lágrimas brotarem.

 

ian

 

 

progenitor descomprometido

alerta aos leitores: este post contém azedume

os filhos são das mães, sempre ouvi dizer.

sempre achei esta ideia carregada de preconceito.

agora, passados alguns meses de ser mãe, compreendo a expressão e concordo – o que não quer dizer que esteja satisfeita com isso.

os filhos são, 24h por dia, da responsabilidade da mãe. a mãe pensa o que ele vai vestir, o que vai comer, a hora do banho, a hora de dormir… está atenta às brincadeiras, ao comportamento, à reação à creche, ao bem estar geral.

ninguém lhe recorda que tem de tratar destas coisas, ela fá-lo “naturalmente” – porque aprendeu que quem ama cuida. e os pais, para quem isto poderá não ser tão natural, inconscientemente (?!) desresponsabilizam-se – não tanto de cuidar, mas de tratar do cuidado – sei que não são todos, mas como se diz por aí: a exceção confirma a regra.

porque tem a mulher de “pedir” ou “recordar” ao progenitor que determinada coisa tem de ser feita – como se de um favor se tratasse!? já me questionei várias vezes: “raios mas será que não veem o mesmo que nós?!”

o facto de que “naturalmente” a mulher organize todos os cuidados e atenda a todos os inputs relacionados com a cria não quer dizer que o faça sem “esforço” - cognitivo e emocional. sentir esta responsabilidade, quando não partilhada, pode ser avassalador.

para as mães de primeira viagem tudo é novo. a margem de erro é abismal. não é por se ser mulher que vimos com o software da maternidade incluído.

na cabeça da mãe a primeira coisa é a cria e é em função desta que tudo é organizado, pessoal e até profissionalmente – tem de garantir sempre que o cuidado desta está assegurado. do outro lado isso não acontece, porque é “natural” que a mãe cuide da cria, acima de todas as outras coisas, ele não tem de se preocupar.

um filho é uma escolha que implica mudanças. desengane-se quem pense o contrário. mas as mudanças, as adaptações, o abdicar de coisas, não tem de ser só por parte da mãe. é uma chatice, é certo. mas é menos duro quando equilibrado.

ser a presença certa para o nosso filho, o seu porto de abrigo, o dono de seu mundo faz-nos sentir bem, amadas, valorizadas, mas também esgotadas. a velha expressão dos progenitores descomprometidos “só te quer a ti” é uma fuga magnífica. meus senhores pensem lá: porque quer só a mãe?! quiçá porque foi ela, e só ela, que esteve sempre lá, que salta assim que o vê chorar, que vai ao berço de hora a hora quando está doente, que brinca com ele diariamente…para além de todos os outros cuidados.

apercebi-me, e daí a minha bílis ter entrado em ação, que o problema do progenitor descomprometido não é com a cria. a esta ele ama, presta os cuidados “quando tem de ser”, faz as suas belas macaquices e passeia mostrando o seu encanto.

o problema é o desrespeito para com a progenitora. o não pensar nela como um ser cujo trabalho e, sobretudo, responsabilidade, cresceu exponencialmente. o não fazer “naturalmente”, a dois, o trabalho de organizar tudo e de fazer tudo. ou, se não se conseguir chegar tão longe - porque isto da evolução, da igualdade de género e da mudança de comportamentos, leva (muito) tempo -, partilhar responsabilidades no cuidar do dia a dia, aliviar a carga da mãe, permitir que esta possa fazer reset.

embora nos discursos todos sejam pela igualdade, na prática o belo do tuga ainda “entende” que deve ser cuidado pela mulher (seja esta mãe ou companheira). e na verdade acho que sim, que deve ser tratado e deve tratar; deve ser cuidado e deve cuidar; que deve ser amado e amar!

 

progenitor descomprometido

imagem retirada daqui

 

caro progenitor descomprometido,

 

não pense que pelo facto da sua companheira organizar e fazer, com amor e dedicação, tudo o que é relacionado com a vossa cria, que não o faz com esforço, abdicando muitas vezes do que gosta de fazer, ou do tempo tão necessário para manter o seu equilíbrio.

pense, caro progenitor descomprometido, seria você capaz, sem pirar, de fazer o que ela faz?

faça a sua parte, apoie-se nela e perceba as rotinas.

assuma responsabilidades - para ela saber que não tem de se preocupar com determinados aspetos (o banho, as refeições, a roupa, a creche… há tanto para partilhar!).

não se acomode hipocritamente à espera que lhe seja pedido que faça algo – a responsabilidade é também sua.

se precisa de tempo para os seus hobbies, para espairecer a cabeça… não acha que ela também precisa? não seja egoísta.

sendo um bom pai, não se esqueça de ser um bom companheiro!

a minha t-shirt fala por mim?

um amigo partilhou hoje no facebook um vídeo que mostra claramente o sexismo ainda hoje patente no nosso dia-a-dia (mas fico orgulhosa pelo vídeo ser partilhado por um dos meus gajos  pois destaca a reflexão sobre o assunto )

o vídeo é de uma miúda de 8 anos, a daisy, famosa no facebook - Lolly and Doodle e com canal no youtube. poderia fazer um longo post sobre crianças de 8 anos que têm (sabemos que não são elas o motor) páginas e canais nas redes sociais, e sobre o que essa exposição e postura poderá trazer para o desenvolvimento da sua personalidade, mas não será esse o caminho que irei seguir...hoje.

no vídeo a daisy (a mãe ou a prima) faz uma excelente comparação entre as mensagens estampadas em t-shirts para meninas e para meninos. uma diferença abismal na qual, confesso, nunca parei para pensar.

 

 

sendo eu, desde que me recordo, uma princesinha, nunca fui muito limitada pelo que dizia a roupa que vestia, mas na verdade creio que nada dizia. vestir um vestido aos folhos e andar à bulha com meninos não era incompatível. sempre fui fã da shena - a princesa guerreira, mas também adorava a branca de neve. a minha mãe nunca me impôs que "me portasse como uma menina" e o meu pai nunca me limitou nas minhas saídas e aventuras.

a liberdade da educação que recebi foi mais determinante do que a roupa que vestia, talvez por isso nunca prestei atenção às mensagens subliminares. no entanto a forma como esta miúda apresenta a questão neste breve vídeo é muito interessante. daquelas coisas obvias sobre as quais nunca pensei!

 

diz-se que: vou ao roupeiro analisar o que ando por aí a dizer com a minha roupa, porque isto não é só um assunto de crianças!

desigualdades

sempre me considerei uma pessoa sensível.

penso, agora, que sobrevalorizei esta minha suposta característica.

talvez não era assim tão sensível ou, quiçá, não era sensível às coisas mais importantes.

mas isto do que é importante é também relativo.

estava, há umas semanas atrás, a ver num noticiário uma reportagem sobre algumas situações na guerra – não me recordo qual-, fiquei emocionada com um pormenor que suspeito que há meses não me abalaria tanto: era apresentada uma criança de três anos que pesava 7 quilos. instintivamente olhei para a minha princesa de 3 meses e 6 quilos! houveram segundos de irrealidade. retrocedi o programa (maravilha das box) para verificar que tinha ouvido bem, olhei para a criança e pensei em todas as limitações cognitivas que já teria.

lembrei-me do meu .mais.que.tudo., noutra situação, referir que não podemos comparar o desenvolvimento cognitivo (intelectual e cultural) de povos europeus e africanos, não porque haja uma superioridade racial, mas sim porque existem grandes diferenças nas condições da satisfação das necessidades básicas (alimentação, habitação, segurança, saúde, afetividade …). não podem ser colocadas na mesma tabela comparativa realidades completamente diferentes.

enquanto existirem desigualdades, enquanto se ignorarem realidades como a desta menina de três anos, vamos ter diferentes níveis de desenvolvimento e de acesso às oportunidades. irrita-me que quem tem poder para fazer alguma mudança permita que parte da população mundial não possa desenvolver todo o seu potencial.

fico feliz pela minha filha ser uma afortunada, mas ficaria ainda mais feliz se a realidade da minha filha fosse a norma.

desigualdades

imagem retirada daqui

dia internacional das raparigas

assinala-se hoje

a 11 de outubro de 2011 a onu - organização das nações unidas - instituiu o dia internacional das raparigas.

 

“Recognizing that empowerment of and investment in girls, which are critical for economic growth, the achievement of all Millennium Development Goals, including the eradication of poverty and extreme poverty, as well as the meaningful participation of girls in decisions that affect them, are key in breaking the cycle of discrimination and violence and in promoting and protecting the full and effective enjoyment of their human rights, and recognizing also that empowering girls requires their active participation in decision-making processes and the active support and engagement of their parents, legal guardians, families and care providers, as well as boys and men and the wider community (…)”

 

procura-se assim alertar para a situação das raparigas no mundo, procurando contribuir para a diminuição (e utopicamente a erradicação) da violência e discriminação de que são alvo, promovendo os seus direitos enquanto seres humanos.

dia internacional das raparigas

 

perante o cenário mundial não posso negar o meu contentamento pela minha menina nascer num país como o nosso - por eu ter nascido no nosso país, que embora com várias questões sociais a resolver, respeita os seus cidadãos, não os descriminando em questões de género (não vou entrar aqui na temática do acesso a lugares de liderança, pois tenho uma perspetiva própria em relação a esse acesso)

 

sobre o tema deixo aqui um artigo interessante.

 

homem que é homem não ajuda em casa

porque tem o homem de ajudar em casa?

ele trabalha todo o dia, precisa de chegar a casa e relaxar, descansar!

esperem! a mulher também…

mas reafirmo a questão: porque tem o homem de ajudar em casa?

é uma questão de princípio, cultura ou educação?

e nós, mulheres, pelos mesmos princípios, cultura e educação não nos abeiramos deles, quase com medo de incomodar, a pedir ajuda? ou, coitados deles nem entendem o porque, desatinamos feitas loucas porque eles não nos ajudam e mais … não colaboram contribuindo ainda mais para o caos.

os homens são mais descontraídos do que as mulheres…pudera! quiçá se sentissem que têm a responsabilidade do trabalho, da casa, dos filhos… quiçá estariam um pouco mais cansados, preocupados, contraídos.

sim, há muitos que ajudam. mas não deviam.

homem que é homem não tem que ajudar a mulher em casa!

sabem porquê?

porque a casa e as suas lides não são uma responsabilidade da mulher.

no meu código genético não estão encriptadas as lides domésticas.

se assumimos uma relação de iguais, assumimos responsabilidades iguais.

e entre iguais se partilham tarefas, responsabilidades … e aí sim um pode ajudar o outro… como iguais.

mulheres: retiremos de nós este peso de achar que somos nós que temos de fazer as coisas. que se a camisa não está engomada é porque falhamos, se o pó abunda é porque somos porcas… libertemo-nos do preconceito e do peso cultural e assumamos que entre iguais, responsabilidades iguais.

não digo que seja fácil, mas como em tudo, se não se iniciar a mudança esta não ocorrerá. com o simplex, deliciosamente descontraído e distraído, uma vez tive que lhe por as coisas nestes termos: “estamos aqui duas pessoas, se tu não fizeres nada quem achas que fará tudo?” não digo que o tenha transformado a 100%, mas asseguro-vos que lhe “caiu a ficha”; a partir daí foi-se responsabilizando também. e acredito que com trabalho (de ambos - porque sim: temos de os educar) cheguemos ao equilíbrio, quase, perfeito.

homem que é homem não ajuda em casa

 

diz-se que: as mãezinhas dos nossos meninos poderiam ter sido um pouco mais feministas e contribuído gradualmente para a igualdade entre géneros, no entanto optaram por os apaparicar e perpetuar a sua inutilidade e desresponsabilização nas tarefas do lar. camaradas confio que eduquem os vossos filhos e filhas no princípio da igualdade, a eles por razões óbvias e a elas para não sentirem o peso da responsabilidade unilateral que nós hoje, embora recalcado, ainda sentimos.

 

#repost

no dia de hoje

hoje assinala-se o dia internacional de luta contra a homofobia e a transfobia, sabes porquê? 

porque a 17 de maio de 1990 foi retirada a homossexualidade da classificação internacional de doenças da organização mundial de saúde (oms).

a minha admiração, só em 1990? e do nada só me vem à memoria o filme philadelphia com tom hanks.

 

achei este vídeo delicioso e perfeito para assinalar esta data

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