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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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não comam os bebés desta mães

não tenho de o afirmar numa antecipada defesa, no entanto sinto essa necessidade.

quem passa por este espaço sabe que tenho uma visão inclusiva da sociedade. acredito na liberdade individual e na riqueza da diferença.

gosto de experimentar coisas novas e aprofundar visões alternativas sobre assuntos diversos.

neste manancial de experiências e pesquisas vou direcionando o meu caminho num processo constante. há um rumo baseado nos pilares da educação que recebi, há objetivos e responsabilidades assegurados, mas o meios para os atingir estão em aberto, sendo permeáveis a diversas influências.

não sou de modas. não uso, não faço, só porque os outros fazem ou porque alguém ditou uma tendência. mas vou sorver conhecimento e inspiração a essas tendências.

acredito que experimentando lá nos vamos encontrando.

mas neste processo todo há coisas que me irritam (profundamente), nomeadamente: os fundamentalismos.

que eu adore um bife de vaca, mal passado, acompanhado de um bom vinho tinto, não faz de mim herodes (vá, para fazer uma alusão à época em que estamos) que manda assassinar os bebés de belém para matar o messias recém-nascido.

eu não critico ou condeno quem não coma carne. respeito os valores e as crenças de quem opta por essa opção. espero o mesmo respeito. e não que me tentem “evangelizar” levando-me a ver o caminho errado que percorro - pecadora que sou já me fustiguei com 20 chicoteadas esta manhã...só para criar crédito para os pecados do dia  )

 

exageros

 

imagens como estas irritam-me. comparar uma relação humana de mãe e filha com a mesma relação nos animais é patética (com ressalva para algumas espécies).

“não comam os bebés desta mães”?! wtf?! sou tolerante…mas não abusem!

apetece dizer: não comam as mães destes bebés! - referindo-me à espécie humana 

 

bem já desabafei...vou lavar roupa.

fundamentalismos na maternidade - ainda sobre amamentação

a maternidade trouxe-me um coração cheio de incertezas num mundo onde as certezas parecem abundar. se aqui falei da “obrigação” social de amamentar o bebé, hoje falo da “crítica” social de quem “ainda” amamenta o filho. 


parece que isto da amamentação tem medida certa e prazo de validade.


quem nunca ouviu ou proferiu um comentário do género: “tão grande e ainda mama!” ou “assim que põe o pé no chão é tempo de deixar a mama” - parece que uma conquista no desenvolvimento da criança deve implicar uma perda. 


não entendo a condenação das mães que decidem prolongar a amamentação. - pois é, também eu caio nestas coisas… porque escrevi “prolongar”? qual o tempo estalecido como o certo? - pesquisei e encontrei este artigo que me parece uma boa referência, pois o que indica é que o ideal será amamentar até ao primeiro ano do bebé, podendo prolongar enquanto for o desejo de ambos. o artigo refere também a indicação da organização mundial da saúde que aconselha o aleitamento até, pelo menos, os 2 anos.


se a mãe decide continuar a amamentar, se se sente bem ao fazê-lo, se a criança aprecia esse momento de intimidade com a mãe, quem são os “outros” para mandar bitaites sobre a relação daquela díade?


quem pode determinar se uma criança é crescida demais para mamar? para ser alimentada? para receber afeto?


não estaremos a cair no falso puritanismo e eventual erotismo associado às mamas? já quando se discutia a questão do amamentar em público me questionei sobre qual o alarido à volta do assunto. parece que as mamas são uma questão sensível. ou melhor, o mamilo, porque levamos recorrentemente com generosos decotes onde as mamas prendem o nosso olhar – sim, eu, mulher heterossexual, por vezes tenho dificuldade em olhar para algo para além daquelas mamas que parecem querem saltar da sua prisão a qualquer momento!; evitando, mas não conseguindo, cair no argumento fácil de ser permitido o topless em toda uma região do nosso país. que se note que nada tenho contra os decotes ou o topless, cada quem mostra o que quer; o que genuinamente me incomoda é o duplo critério associado às mamas; e, por favor, não me venham com o argumento de proteger a intimidade da criança!


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nunca amamentei a minha filha numa casa de banho ou mudador num espaço público; o cheiro, as condições, eram, a meu ver, incompatíveis com o ato da alimentação. se isso condicionou a minha vida? sim condicionou. geri sempre tudo em função dos horários da pequena e muitas vezes recorri ao carro, achava um espaço mais digno. sempre me questionei, quem raio vê erotismo numa mama que mais não é do que a fonte de alimentação de um bebé/criança?!


voltando à questão da idade para se acabar com a amamentação, senhoras e senhores não sexualizem as mamocas para uma criança que não vê mais do que a sua mãe alimentando-a. não transformem um ato natural, numa depravação social. respeitem a opção de cada um  dar o melhor de si - dedicação e afeto à sua cria- quer seja através da amamentação, quer seja através de um biberão e muito cafune 


fundamentalismo na maternidade - amamentação


imagem retirada daqui 


 


ainda sobre este tema, aconselho a leitura do texto: mãe bio-lógica | amamentação prolongada e o direito da mulher à escolha

fundamentalismos na maternidade - amamentação

neste meu recente percurso pela maternidade tenho-me apercebido que, infelizmente, este está repleto de fundamentalismos.


acredito e defendo que cada mãe, pai e/ou ambos, fazem o que acreditam ser melhor para as suas crias, mesmo que isso não seja o que está em voga ou a escolha da maioria.


se temos razão nas nossas escolhas só o futuro o dirá; ou quiçá nada diga. acredito não existir uma escolha única; a nossa recairá nas nossas crenças e estilos de vida.


um dos mais acérrimos fundamentalismos com os quais me tenha deparado é o da amamentação.


são consensuais os benefícios da amamentação quer para o bebé, quer para a mãe. mas será nefasto para o desenvolvimento do bebé se a mãe não o amamentar? não, não será. eu sou a prova viva disso, a minha mãe nunca me amamentou e sou um ser bastante saudável.


senti por parte dos técnicos de saúde, durante a gravidez e após o parto, respeito pela opção da mãe em não amamentar, sem juízos de valor - se os tinham, não os exteriorizaram.


então, perguntam vocês, porque falo eu de fundamentalismo? porque há muitas pessoas que estão certas de que a amamentação é o “caminho” e condenam quem não o segue.


há muitas e diversas razões pelas quais as mães decidem não amamentar ou deixar de o fazer em determinado momento. amamentar pode não ser o momento mágico que muitos descrevem. as razões só a cada uma dizem respeito, a decisão é pessoal e intransmissível – ninguém vive a vida do outro, pelo que também não decide sobre a vida do outro. 


mamãs sejam menos duras com quem não segue as vossas escolhas. não sejam arrogantes ao acharem que as vossas escolhas são as melhores – a não ser para os vossos filhos, para eles são, indubitavelmente, as melhores.


fundamentalismo na maternidade


 


nota:


optei por amamentar a minha filha, ainda hoje, com 7 meses, o faço. até agora tem-me feito sentido. tive a sorte de ser um processo sem dor e satisfatório para ambas. tive a sorte de começar a trabalhar e, embora tenha diminuído a produção de leite, ainda tenha o suficiente para satisfazer as suas necessidades.

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