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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

foi tão bom, não foi?!

já era tarde, estávamos cansados, aconchegados no banco debaixo do alpendre com a velha manta sobre o nosso colo. num silêncio cúmplice que acariciava as nossas almas.

no meio do silêncio, com a sua voz melodiosa e aveludada ele simplesmente diz: foi tão bom, não foi?!

olho para ele, sorrio, aceno com a cabeça e encosto a minha cabeça no seu ombro.

continuamos em silêncio, relembrando, cada um nos recantos da sua memória, aquele momento de perfeita felicidade.

alpendre

imagem retirada daqui

 

se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias?

acredito que o autoconhecimento é a melhor forma de atingir a paz interior. descobrir e resolver questões que fomos enterrando no nosso íntimo na esperança que desaparecessem.

assim desafiei-me a responder à pergunta: se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias? 

não foi fácil nem rápida a escolha.

dilema: deveria escolher um dia feliz para reviver todas as sensações boas, ou escolher um dia menos feliz mas que me possibilitasse rever acontecimentos e melhor compreender as coisas?

quando surgiu a questão soube quem queria rever. só não sabia “quando”. como sempre é da reflexão que surge a luz.

 assim, escolhi um dia banal, pois é no somatório desses dias que se constrói o extraordinário de uma relação. decidi reviver um dia sem dramas, sem stress, sem euforias, sem nada que condicionasse o simples e genuíno prazer de estarmos juntas (rir, desatinar, gozar com as gafes da outra, decidir o que vamos jantar…). mais, queria reviver esse dia sem ter a consciência que em breve ela desapareceria para sempre da minha vida. queria (re)viver a inocência de acreditar no para sempre, de pensar impossível que uma jovem cheia de garra possa desaparecer aos 17 anos num acidente incompreensível. perder alguém que amo, que conheço desde que nasceu, sangue do meu sangue, foi a experiência mais dolorosa que já vivi. lembrar-me dela desperta em mim um sorriso nostálgico, não triste; sinto-me feliz por ela ter existido, por ter feito parte da minha vida, a dor que senti ao perdê-la foi justificada por tudo o que vivemos e não abdicaria disso por nada.

 

saudade

 

imagem retirada daqui

 

diz-se que: o amor pode ser eterno; o amor é imortal!

lição de vida

para quem quer ser feliz

sou um ser egoísta, não posso negar.

procuro o que me dá prazer e o que me faz bem. não prejudico ninguém, pelo menos de forma consciente, e vivo conscientemente.

não tenho paciência para o aiai, aiaiai de muita gente.

acredito que não tenho de gostar de toda a gente, nem toda a gente tem de gostar de mim!

também já fui uma aiai, aiaiai! não profissional, mas admitindo que tinha algum prazer em lamentar-me ao nível de uma atriz de uma qualquer telenovela mexicana.

num daqueles dias de aiai, aiaiai por causa de um qualquer mal de amor, que era incontestavelmente o homem da minha vida (como foram outros a seguir), estava eu afundada numa brutal infelicidade, quando por outra adversidade do universo - o de não ser milionária - tive de me arrastar para o trabalho. tinha agendada uma entrevistar com uma rapariga especial para fazer uma peça sobre a sua história de vida.

 tive nesse dia uma grande lição.

a miúda tinha uma doença congênita rara. embora tivesse um desenvolvimento cognitivo normal para qualquer pessoa de 26 anos, o seu corpo não se tinha desenvolvido (não tinha formados membros superiores ou inferiores, e o tronco era semelhante ao de uma criança de 4 anos, apenas a cabeça era proporcional à de uma pessoa adulta - um ser humano totalmente dependente de outros). esta pequena sorriu durante toda a entrevista, contou piadas (com efetiva graça), enquanto descrevia as dificuldades que foi e vai encontrando na sua vida e na sua procura de autonomização. partilhou também as suas conquistas. estava, naquele momento, a trabalhar e a concluir o seu mestrado.

com todas as condicionantes da sua vida, era feliz.

 

lição de vida

 imagem retirada daqui

 

eu, no meu íntimo, enquanto a ouvia, sentia-me extremamente envergonhada do meu aiai, aiaiai

desde esse dia relativizei todos os aiai, aiaiai, - os meus e os dos outros.

a nossa vida é uma construção nossa. a nossa felicidade depende da nossa atitude perante as coisas negativas da vida. 

acabemos com o aiai, aiaiai, que nos consome energia - a nossa e a dos que nos amam - e é um ato de cobardia e passividade.

 

hygge

estupidamente óbvio

no final de 2016 bombaram títulos de notícias no facebook com a palavra hygge que, segundo lemos na visão, não tem tradução mas aproxima-se de um "aconchego com consciência e entre amigos". esta definição deu-me um grande nó! ora vejamos:

"aconchego com consciência" o que raio é um aconchego com consciência?! ou que raio é o contrário! um conchego é um aconchego. ou não será? pode-se racionalizar o aconchego? podemos abeirar-nos de um amigo e dizer-lhe como nos aconchegar? ou seja: "ó francelina se faz favor aconchega-me aqui com a tua mão direita ligeiramente aquecida, pousada no meu ombro esquerdo e a mão esquerda firme e segura a envolver-me a cintura, permitindo-me inclinar a cabeça 90º e encostá-la com a ligeireza adequada ao teu peito"

no mesmo artigo da visão podemos ler "mas o que é isso de hygge? os exemplos são simples – por exemplo, beber um chá quente à frente de uma lareira. mas pode ser uma reunião de famílias e amigos, um jantar à luz das velas ou tempo para ler um bom livro" - desculpem lá... mas porque acha este povo que descobriu a pólvora?! (não é esse um mérito dos chineses?!) “não é algo que se possa comprar, é preciso investir tempo”...sim?! exato eis a minha teoria...não consigo ser mais feliz pois não tenho mais tempo...talvez também devesse escrever um livro sobre hygge! in tuga way o título seria simplesmente “aproveita as coisas boas da vida” – acham que alguém comprava?!

lê-se ainda no mesmo artigo: "(...) é algo para ser sentido. (...) comecemos pelo paladar: o sabor a hygge é quase sempre familiar, doce e reconfortante. se quiser preparar uma chávena de chá mais hygge, basta juntar mel. se quiser fazer um bolo mais hygge, acrescente cobertura. se quiser um guisado mais hygge, junte vinho." fico cada vez mais confusa... não é isto que todos fazemos? procurar comer o que nos dá prazer?!

"segue-se a audição: saiba que o crepitar dos troncos na lenha a arder é dos sons mais hygge que podemos encontrar" acredito que assim seja para os dinamarqueses pois rapam um frio que se pelam (neste momento para mim é também o som da felicidade!) ... continuo a não encontrar a grande descoberta científica!

"o olfato (...). já cheirou algo que o faça recordar de um tempo e lugar onde se sentiu seguro, que lhe relembre o mundo quando era criança? o aroma hygge é esse (…)” sei que vou ser repetitiva: siiiiiiiiiimmmmm?! qual a novidade?

"vamos então ao tato. (…) no fundo, é [o toque de] qualquer coisa feita pela mão humana: um objeto de madeira, cerâmica, lã, pele, couro..." já nem sei  que acrescentar à profunda reflexão já desenvolvida

"(...) podemos também ver o hygge. (...) depende muito da luz (...) no verão, é hygge comemorar o solstício à beira-mar; no inverno, ver a neve cair lentamente". certo.

pasma-se a minha alma: “o livro já está traduzido em 25 línguas. criámos o happiness research institute para estudar o tema”

o que isto diz do mundo? quanto perdidas não estão as pessoas para precisarem de um livro que lhes ensinem a valorizar o que já lhes dá prazer?! será a necessidade de um nome “pomposo” para a coisa…ou será mesmo que as pessoas deixaram de ser pessoas  e não sabem mesmo/ não fazem mesmo estas coisas?!

descobri ao ler este artigo que sou uma pessoa com imensos momentos de felicidade…olhem cá um dos meus preferidos citados na entrevista ao autor do livro: “passar uma tarde preguiçosa a aproveitar o bom tempo é hygge mas só se o fizermos sem culpa”

mas para não ser só mazinha há uma frase no artigo que vale a pena ficar registada, não apenas no post, em nós:

penso que é possível ser-se mais feliz se apostarmos em boas experiências no dia a dia e isso é muito hygge! em vez de apostar tudo numa conquista de uma vida, muito mais difícil de alcançar.” e que podemos nunca lá chegar … não hipotequemos a nossa felicidade!

 

nota: isto não é uma crítica aos srs dinamarqueses...mas estou estupefacta perante a simplicidade e o óbvio de tamanha descoberta. mais, como a conseguem rentabilizar.

a música da felicidade

top 10

o dr. jacob jolij da universidade holandesa de groningen realizou um estudo para identificar as músicas que produzem maior felicidade quando são ouvidas (estudo realizado com 2 mil pessoas e 126 músicas dos últimos 50 anos).

jolij determinou que os elementos-chave para uma canção "feel-good" são: letras positivas e um ritmo de 150 batidas por minuto. o estudo revela ainda que as canções dos últimos 25 anos não são tão "bem-dispostas" como as dos anos 80. 

gostos à parte este é o top10 das músicas da felicidade:

10 - “walking on sunshine” — katrina & the waves (1983)

09 - “i will survive” — gloria gaynor (1978)

08 - “livin’ on a prayer” — jon bon jovi (1986)

07 - “girls just wanna have fun” — cyndi lauper (1983)

06 - “i’m a believer” — the monkees (1966)

05 - "eye of the tiger” — survivor (1982)

04 - “uptown girl” — billie joel (1983)

03 - “good vibrations” — the beach boys (1966)

02 - “dancing queen” — abba (1976)

 

01 - “don’t stop me now” — queen (1978)

 

 

diz-se que: agora é por a tocar e deixar a música fazer-nos feliz! 

 

 

 

o segredo da felicidade

para refletir

todos (penso eu de que) queremos ser felizes.

mas isto da felicidade tem muito que se lhe diga.

já muitos pensadores refletiram e escreveram sobre ela.

não tenho para partilhar a fórmula da felicidade, também eu estou a afinar o gps.

partilho, no entanto, um vídeo que encontrei e que acho que é um bom ponto de partida para a reflexão (individual) sobre a felicidade.

o vídeo apela a distinção entre conceitos. 

prazer - identificando a limitação inerente ao mesmo e a sua dependência de fatores externos

ter - "tem tudo para ser feliz" quando a felicidade depende do que se tem, é externa e frágil, ao faltar um elemento tudo se desmorona.

no vídeo há uma referência de uma visita de dalai lama a portugal, onde perante construções de belos edifícios modernos e tecnológicos se questiona se os indivíduos estariam também a investir no seu desenvolvimento interior.

vale a pena ver o vídeo

  

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