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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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macdonaldes

uma fofura!

independentemente de tudo o que se possa dizer sobre a marca, temos de admitir que tem excelentes campanhas!

 

 

 

e esta, em particular, ressalta o que melhor temos por cá: a solidariedade nas pequenas aldeias e a ternura familiar!

ah! e é de não esquecer a beleza do talasnal 

carta a um pai ausente

sei que os tempos eram outros.

sei que não tínhamos muito dinheiro.

sei que querias dar-nos o melhor.

hoje olho para trás e questiono:  terá valido a pena?

é verdade que conseguiste que os teus filhos estudassem - os primeiros na família a terem um curso superior.

é verdade que tens filhos trabalhadores e íntegros.

é verdade que tens três filhos que te amam e admiram.

mas… terá valido a pena?

quando era pequena apenas te via nas tardes de domingos, sais para trabalhar e regressavas e eu a dormir. gostava que estivesses estado mais presente, gostava de te ver ao acordar e de ter um beijo de boa noite.

é incrível como uma pessoa tão ausente tinha tanto peso nas minhas ações, na minha educação. nunca me assentaste uma palmada, mas assim que levantavas o tom de vós as lágrimas surgiam. lembro-me que quando a mãe me ameaçava com “contar ao pai” eu ficava logo em sentido, e ao contrário do que a mãe pudesse pensar, não era por ter medo de ti, era por receio de te desiludir.

cada momento contigo valia ouro. como nunca te tinha, quando te tinha sentia-me a dona do mundo.

todas as minhas decisões, todo o desenho do meu percurso foi no sentido de ir ao encontro das tuas espectativas … era o mínimo que eu podia fazer para agradecer todo o teu esforço.

todos aqueles anos de trabalho extremo, fazem-se sentir agora no teu corpo. és jovem, mas o teu corpo foi muito maltratado. agora tens tempo para aproveitar a família, para brincar com os teus netos …mas as dores assombram-te.

questiono: terá valido a pena?

hoje, enquanto escrevo este texto e as lágrimas escorrem-me pelo rosto, sei que não poderia ter sido doutro modo. sinto-me mimada e ingrata ao cobrar-te a tua presença.

depois de tudo o que fizeste para me dar “tudo”, depois de tudo o que abdicaste, não tenho o direito de te questionar; fizeste o que consideraste melhor e fizeste-o tão bem que mesmo na tua ausência foste o princípio estruturante da minha personalidade. devo-te tanto, devo-te tudo.

respondo agora: sim, valeu a pena.

sei que olhas para nós e o teu coração enche-se de orgulho.

obrigada pai pela tua presença mesmo na tua ausência.

carta a um pai ausente

imagem retirada daqui

desenrasque

procriação

imagem retirada daqui

 

o português é um indivíduo maravilhoso e polivalente.

se por um lado é criticada a nossa postura do desenrasque – pois tudo se resolve, tudo se faz, mas nem sempre se assegure a qualidade; por outro, temos de admitir que  esta é uma capacidade criativa e de resolução de problemas que em muito nos facilita a vida e permite avançar e mesmo contornar injustiças.

há pouco tempo, em consequência de mais um debate sobre o alargamento a todas as mulheres da procriação medicamente assistida, refletia em voz alta num grupo de amig@s o como seria o antes desta lei, sobretudo no caso das mulheres ou homens (situação que ainda prevalece) que não tivessem posses económicas para fazer face às despesas do processo.

nesse grupo estavam presentes uma amiga e um amigo homossexuais. olharam para mim como se eu fosse um et de cauda cor-de-rosa e disseram-me que sempre houveram alternativas, para além daquelas que são obviamente pagas. referiram que, por exemplo, eles já tinham ponderado ter um filho juntos.

eu questionei: mas iam ter relações sexuais? (na verdade usei o calão, mas por correção linguística evitei fazê-lo aqui)

a cara de nojo de ambos foi deliciosa!

ambos: claro que não!

foi aí que me explicaram, como se eu fosse mesmo uma et de cauda cor-de-rosa, que ele poderia ceder o esperma e este ser introduzido na vagina dela através de uma seringa (sem agulha é óbvio), e que poderiam tentar este método várias vezes. que há imensa gente a fazê-lo, e se ambos forem viáveis do ponto de vista biológico a gravidez acaba por acontecer.

senti-me mesmo doutro planeta…dada a minha ignorância (espero que alguns de vós o sejam também, para eu me sentir um pouco menos tótó).

a criança seria registada por ambos, pai e mãe. claro que o princípio que defendem é que isto deve ser um direito, livre de esquemas de desenrasque - o direito a constituir família.

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