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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

os livros, do volume I, da minha vida

em dia do livro decidi fazer uma viagem pelos livros da primeira parte da minha vida (comecei agora o segundo volume).

a leitura foi um hábito que adquiri na adolescência, surgiu de modo tímido, desbravou terreno e conquistou-me avassaladoramente.

já li muito. houveram livros que me marcaram pela forma como me puseram a pensar sobre determinados assuntos. outros pelo imaginário que faziam desenhar. outros pelas emoções que despertavam.

sendo eu algo esotérica a determinada altura comecei a compreender que não somos nós que escolhemos alguns livros, mas que são eles que nos escolhem. e isto torna este mundo muito mais interessante!

os livros que me escolheram:

- a metamorfose, franz kafka. o primeiro livro que me lembro de ter lido. foi aos 14 anos e teve um impacto abismal sobre mim. toda eu era transformações e em breve a minha vida também iria mudar de modo drástico, com uma mudança de país e de tudo aquilo que me era conhecido.

- a aparição, virgílio ferreira. um livro que despertou em mim imensas inquietações, fez-me questionar tudo. mexeu profundamente com as minhas certezas. um abanão que me levou a por tudo em perspetiva.

- todo o amor do mundo, harville hendrix.  um livro sobre relacionamentos que nos faz pensar no nosso papel na relação (nosso comportamento e atitudes) e na existência de uma outra pessoa também ela com uma perspetiva sobre as coisas (e desejos e receios).

 

o primeiro livro que me fez:

- rir: os meus problemas, miguel esteves cardoso

- chorar: as palavras quem nunca te direi, nicholas sparks

 

a saga fantástica que me apaixonou:

- harry potter, j. k. rowling

 

o que me manteve agarrada, página após página, fazendo com que o tico e o teco quase explodissem:

- o segredo, rhonda byrne

 

os que me fizeram por os pés na terra:

- diário de anne frank, anne frank

- queimada viva, souad

 

há muitos outros livros dos quais gostei, talvez melhores, mas foram estes que quando olho para trás saltam e se destacam…e se assim é, sem esforço de memória, é porque estão em mim!

livros da minha vida

imagem retirada daqui

vilalara thalassa - ideal para lavar a capa

o algarve é sempre uma boa escolha quando se procura um tempo agradável – a nível climatérico e a nível do ritmo a que se vive o dia.

encontrei um local onde a paz é total, onde o ritmo esmorece, a pressa desaparece e onde se podem apreciar pormenores que nos fazem sorrir.

a natureza enquadra cada edifício do resort e as cores intensas em tons de verde, bege e azul, fundem-se em total harmonia.

espaços grandes (quartos e áreas comuns), sem confusões, pequeno-almoço divinal e acesso direto à praia…assim é o vilalara thalassa resort, em porches.

 

quarto super clean e confortável

 

 

 

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um belo romance 

 

 

 

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a casinha de brincar é um mimo   

há também um espaço de atividades para crianças e um parque infantil (o hotel é completamente baby friendly!)

 

 

 

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a praia das gaivotas... o nome encaixa na perfeição

 

 

 

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natureza diversa um pouco por todo lado

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belos pormenores perfeitamente enquadrados no todo

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uma piscina de água salgada partilhada 

 

 

 

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momentos perfeitos 

 

 

 

vilalara thalassa é um pequeno luxo, é certo, mas sempre acreditei que temos direito aos nossos desejos de requinte...e uma vez não são vezes 

 

 

miminhos para todos 

 

 

não tem sido um ano fácil, entre as exigências do trabalho e as da maternidade sinto-me cansada, sem energia e, constantemente, à beira de um ataque de nervos. um fim-de-semana neste pequeno paraíso em terras lusas permitiu que quebrasse com a rotina que aligeira-se a carga que me imponho, que deixa-se fluir a energia contida! não estou como nova, mas estou bem melhor ;)

neste belo local ou noutro qualquer, o fazer este corte com a realidade deveria ser obrigatório, como se de uma prescrição médica se tratasse. muitas vezes deixamos que as responsabilidades, as preocupações, os problemas nos engulam, nos roubem o ar, a energia, a alegria. e muitas vezes quando damos conta já estamos tão longe de nós que reencontrar-nos se torna difícil.

somos super mulheres e super homens, mas de vez em quando é preciso parar um pouco para lavar a capa, tirar-lhe todo o peso que carrega, para não deixar que o seu peso nos afunde e nos impeça de voar. não há maior mostra de coragem, do que reconhecer (sobretudo perante nós próprios) que precisamos de parar um pouco.

 

por do sol Vilalara Thalassa Resort

um pôr-do-sol inspirador

mercure figueira da foz - uma desilusão

detesto escrever sobre desilusões, sobretudo por isso implicar que houve algo que não me fez feliz.

estive recentemente, por motivos profissionais, na figueira da foz. foi uma viagem curta, o tempo livre para lazer não era muito pelo que a escolha do hotel teve como critérios primordiais o preço e a localização.

depois de alguma pesquisa optei pelo mercure figueira da foz. um hotel 4 estrelas em frente ao mar, a um preço razoável. optei por pagar um pouco mais para poder ter o quarto com vista mar (quando o tempo é pouco a vista ajuda a aproveitar o que o local nos proporciona).

 

na escolha do quarto esta é a fotografia que o site me apresenta: 

 

mercure figueira da foz desilusão

 

 

este foi o quarto que me atribuiram

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vamos lá fazer um jogo: encontre as 8 diferenças!

e ganhe uma grande banhada!

(sei, a luz é diferente...nem a beleza do pôr-do-sol faz milagres!)

 

para além de o quarto nada ter a ver com o que foi pago, embora tenha de admitir a vista mar, os vidros estavam de tal forma sujos que mar se podia apreciar a tal vista.

 

tenho de confessar que o que mais me incomodou foi o aspeto descuidado do quarto, que a nível do material e equipamentos, quer ao nível da limpeza.

mercure figueira da foz nunca mais

 

com os nervos esqueci-me de tirar fotografias à casa de banho, mas acreditem que é na mesma linha do que aqui vêm.

 

outra das maravilhas deste alojamento foi trazer-me o que há muito não ouvia: as cambalhotas dos vizinhos. obrigadinha pelo áudio-porno ao vivo. tão vivido que me acordou e me fez questionar, na loucura de quem está semi-acordado, se estariam no mesmo quarto que eu! (parabéns ao protagonista que me deixou com certa inveja de seu par).

 

 

 se forem à figueira da foz, ponderem bem as vossas alternativas de alojamento. certamente que por 60€/noite, arranjam melhor.

este hotel de 4 estrelas, não faz jus a tal categoria.

 

o hotel veste-se muito bem - lembrou-me a minha mãe a falar de algumas pessoas que são só aparência.

mercure figueira da foz, não!

 

estas fotografias são da entrada do hotel e espaços comuns… nada têm a ver com o quarto. vestem-se de pele e vendem plástico!

 

um aspeto positivo a realçar, o único, é a simpatia dos funcionári@s.

 

 

 

pisamonas - a qualidade mora ao lado

em 2017 houve um grande alarido em torno de uma marca de sapatos produzidos por nuestros hermanos, por ter sido a escolhida para calçar o principe george de inglaterra no seu primeiro dia de escola– até há suspeitas de que a kate – mãe do cachopo real-, terá feito a compra  no site da pisamonas com os seus próprios dedos! 

lembro-me de na altura ter pensado que se uma família com garantidos recursos económicos opta por uma marca acessível a todos, só pode ser pela qualidade do produto. e guardei o ficheiro mental para mais tarde explorar.

 

entretanto a pg nasceu e, embora tivesse presente a marca, para os primeiros passos achei melhor outra alternativa – curiosamente também da vizinha espanha.

quando a pg adquiriu a marcha de modo consistente e começou a explorar com segurança todos os territórios - tendo deixado para trás dois pares de desolados e maltratados sapatos e a garantia de que a mãe não precisa de ir ao ginásio-, soube, então, que tinha chegado o momento de explorar o que a pisamonas tinha para nos oferecer.

 

às pessoas com estilo e bom gosto como eu (gaba-te cesto) e sem a disponibilidade financeira dos papás do george (mas que como eles exige qualidade), o pior que lhes pode acontecer é entrar num site, superintuitivo, com coisas encantadoras!

agradou-me o facto de ter disponível calçado para todas as estações - isto porque o coelhinho da páscoa vai levar-nos a passear para o quentinho e a pg não tinha ainda calçado de verão.

a escolha era muita – modelos, estilos, cores, tamanhos -, mas confesso que fiquei rendida aos clássicos, nomeadamente às botas safari e às menorquinas.

 

e agora, aqui vem o pormenor que vagueia nas margens de uma fina linha entre o adorável e o piroso. estão preparadas? estão preparados? tcham (rufam os tambores): eu e a pg podemos usar sapatos iguais!!! melhor, vamos usar! é uma realidade… à qual não resisti (o papá também podia…mas não alinhou ).

e pronto, depois de muita contenção e bom senso, lá fiz a encomenda (para a menina e para a mamã). dois dias depois chegava a casa (até o raio do saco é giro!). confirma-se muita qualidade – material e acabamentos-, conforto e fofura.

 

pisamonas

fofo ou piroso? 

 

 

como sabem sou fã de compras online: pela facilidade da compra, a liberdade de horários e a economia (quando os portes e devoluções são gratuitas, como no caso da pisamonas, até poupamos o dinheiro da deslocação à loja!); acrescentando, ainda, o facto da web nos permitir aceder a diversos produtos que dificilmente encontraríamos na aldeia (sei que não vivo numa aldeia, mas muitas vezes parece que sim). mas para quem ainda não se rendeu ao mundo virtual, e gosta da marca, a pisamonas tem loja física no porto e lisboa – não será de admirar se, num dia destes, encontrarem o william na invicta a comprar sapatos para os infantes enquanto malha um finito!

 

 

menorquinas pisamonas

à espera da primavera

 

vá, se quiserem dar uma espreita aqui têm o site: https://www.pisamonas.pt

 

sejam fof@s, sejam piros@s ...o importnate é que sejam felizes!

hoje comemora-se o dia internacional da felicidade!

 

toca e brilha jacarandá

hoje vimos falar da coleção toca e brilha da jacarandá, composto por quatro títulos: animais da quinta, animais de estimação, animais bebés e animais selvagens.

 

toca e brilha

 

por cá temos os animais da quinta. tenho de confessar que a minha opinião sobre o livro é ambivalente.

livro cartonado muito resistente. as imagens são reais e de excelente qualidade, com um fundo sem ruído que permite facilmente compreende-las.  o elemento de toque é o pelo/pele do animal, também de muita qualidade. 

então, de que é que a mami não gosta?

do texto. este é apresentado em rima. não sei como será a versão original, mas a tradução para português não é muito interessante, por exemplo: "os cordeiros comer erva até fartar. no pelo macio podes tocar".

 

 

 

apreciação mami:   as imagens são o ponto forte do livro, de uma qualidade impressionante. o livro é fácil de explorar pela criança.

apreciação pg:   a relação da pg com o livro não é constante. quando vai à estante escolher, não é a sua primeira opção; mas quando pega nele gosta de o explorar e de explorar as opções de toque.

 

 

autora: make belive ideas, lda - uk

editora: jacarandá (editorial presença)

preço: 6,50€ (preço médio)

 

revisitando são tomé e príncipe

a minha viagem a são tomé e príncipe foi feita de emoções contraditórias.

a ilha (só conheci são tomé) tem uma beleza natural encantadora e uma beleza humana esmagadora!

locais de imensa beleza a deteriorar-se a olhos vistos.

pessoas com aparentemente nada, aparentemente muito felizes.

uma realidade que não consegui compreender. mas que definitivamente mexeu comigo.

uma viagem que me apeteceu, só porque  sim, revisitar em algumas imagens.

viagem comigo!

 

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roça monte do café

 

 

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um paraíso cheio de contrastes

 

 

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roça de s. joão - com restaurante imperdível

 

 

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a verde paisagem salpicada pela roupa a secar à beira da estrada e

pelas lavadeiras com as suas roupas coloridas.

 

 

 

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locais despretensiosos que captam a nossa atenção - cascata de são nicolau

 

 

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casa almeida garrett, com um bom restaurante de comida tradicional

 

 

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viagem pela costa norte da são tomé

 

 

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roça agostinho neto

 

 

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paz total

 

 

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pescadores

 

 

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o tempo tem outra forma de se fazer sentir

 

 

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cada pormenor está repleto de encanto

 

 

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uma lixeira a céu aberto frente a um dos restaurantes mais visitados pelos turistas!

 

 

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pormenores da intervenção do homem que fazer realçar a beleza natural da ilha

 

 

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junto à marginal de são tomé

 

 

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um paraíso ao acordar!

 

 

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da boca do inferno vê-se o paraíso!

 

 

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um brinde à sorte de podermos partilhar de imensa beleza natural!

- com uma das minhas bebidas preferidas da ilha, quase em paralelo com a rosema (cerveja local sem rótulo!) -

 

se forem a são tomé não deixem de visitar a dona tété 

 

já visitaram s. tomé? o que trouxeram no coração?

douro 41

sei que é segunda-feira.

sei que as saudades do fim-de-semana sentem-se intensamente.

sei que temos 5 dias de trabalho pela frente.

quiçá por saber tudo isto é que hoje é um bom dia para vos falar de um hotel onde o relax é garantido 

 

douro 41 é um hotel situado em castelo de paiva – se o objetivo é conhecer a zona do douro vinhateiro, não se deixem enganar pelo nome. Este hotel é ideal para relaxar, com um enquadramento deslumbrante em tons de azul e verde.

 

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a pg, através da janela do quarto, a contemplar o mundo a seus pés 

 

 

 

douro 41

 

ao chegar ao hotel encontramos um edifício, aparentemente, despretensioso perfeitamente enquadrado no meio envolvente.

 

 

 

douro

 

vista desde uma das zonas de lazer do hotel, localizado ao quilómetro 41 do rio douro

(a contar desde a sua foz)

 

 

 

vista douro

 

passear pelos espaços exteriores do hotel é uma experiência relaxante e cativante pela beleza natural que nos envolve.

 

 

 

douro 41 piscina

 

uma piscina que parece camuflada no próprio rio. um dos aspetos mais positivos do hotel é a sua arquitetura e a forma como respeita o meio envolvente. infelizmente a piscina exterior ficou por experimentar 

 

 

 

quarto douro 41

 

o quarto é maravilhoso (e está muito longe de ser o melhor do hotel), a vista é inspiradora, a cama super confortável e a casa de banho gigante com uma boa temperatura pressão de água (um dos meus critérios de excelência para avaliar o quarto de hotel!)

 

 

 

douro 41 mimos

 

uma cafeinodependente como eu, adora quartos de hotéis com máquina de café. poder beber um café ao acordar, com aquela vista, e quando todos ainda dormem, é um momento de relax prazeroso que muito valorizo.

os biscoitos são um plus, miminho do hotel.

o pequeno almoço é também repleto de detalhes e com muita variedade e qualidade!

 

 

 

hotel douro 41

 

a vista do hotel é maravilhosa. em vários espaços somos invadidos pela beleza exterior que o envolve.

 

 

mami não gostou (e a pg também não):

da temperatura da piscina interior.

demasiado fria para ser confortável na perspetiva de relax, obviamente que se fosse para lá fazer piscinas aquecia mas objetivo de uma piscina de spa não é esse! 

 

da demora no atendimento no bar do hotel - no qual servem refeições ligeiras muito boas e com muita simpatia...mas o tempo que demora...ai o tempo!

lip sync: playback total

Lip Sync Portugal

imagem retirada daqui

 

 

domingo à noite, após o jantar, é um momento em que gosto de não pensar (isto implica que normalmente penso, sendo, portanto, um sinal de inteligência).

adoro ver séries, mas isso implica atenção, e neste espaço temporal eu não quero concentrar-me. quero ser um ser passivo e (quase) amorfo.

programas de entretenimento português são ideias para a prossecução dos meus objetivos (não por serem melhores ou piores, apenas porque não exigem esforço de tradução ou leitura de legendas! – eu disse: preguiça total!).

a sic estreou a semana passada o lip sync. eu consegui assistir aos primeiros 15 minutos, mesmo em postura de lontra acéfala achei demasiado mau, tão mau que me obrigou a pensar sobre isso, desvirtuando o objetivo da minha escolha.

depois assisti a alguma “animação” nas redes pela participação da sara matos e do raul meireles e, obviamente, lá fui espreitar. achei graça ao meireles e achei excelente a sara. mesmo assim não me apaixonou.

no entanto, por teimosia, característica que extravaso por todos os poros do meu corpo, este domingo lá fui outra vez. aguentei menos. nem sei se atingi os 10 minutos. não. não consigo achar graça.

posso achar alguma piada a algumas piadas dos apresentadores ou à interação entre os participantes, ou ainda, à desconstrução das jornalistas, mas não chega para me cativar. e não é o programa português que é mau perante os seus congéneres estrangeiros. é o conceito que não me cativa.

veredicto: a mami não gosta.

o prazer de comer

gosto de comer. adoro experimentar coisas novas. adoro sabores complexos, mas também os delicados. a criatividade na cozinha apaixona-me, mas também o saborear a nossa cozinha tradicional - este país, de brandos costumes, é uma ode ao prazer de comer.

uma das coisas que gosto em viajar é experimentar coisas novas, quer seja em portugal ou pelo mundo fora.

com a bebida acontece o mesmo (quentes, frias, naturais, processadas, com e sem álcool – o importante é a sua irreverência).

até há pouco tempo não tinha percebido a importância que o paladar tinha para mim. de como pode afetivamente ser uma fonte de prazer.

heis alguns exemplos:

- queijo da serra amanteigado, uvas e vinho tinto .o sabor característico e intenso do queijo da serra é suavemente domado pela uva – que o aprisiona respeitando a sua personalidade e permitindo-o mostrar o melhor de si. o quente e aveludado do (bom) vinho tinto (alentejano ou do douro) funde-se com o sabor deixado na boca, transformando-o em algo delicadamente intenso, que apela à contemplação do momento numa relaxante descompressão.

- café expresso (delta), puro e sem açúcar, e magnum caramel & nuts. um gole de café amargo, quente e intenso põe o palato em alerta; este estremece com a trica no crocante e estaladiça gelado, abrindo caminho ao doce e frio sabor da nata que deixa escorrer do seu interior o suave caramelo. uma diversidade de texturas, temperaturas e sabores que me deixam simplesmente em êxtase!

- espumante e ostras. comer uma ostra é sentir o mar a invadir a nossa boca. delicada e salgada, a sua suave textura brinda-nos com uma sensação única. beber o espumante, é como ter, na nossa boca, o mar a banhar areia – o suave e fresco borbulhar, na quente e ansiosa areia.

bem…só de recordar já tive o meu momento do dia!

o meu paladar e as memórias que me traz são uma grande fonte de satisfação! por isso não deixo nunca de o mimar 

prazer de comer

imagem retirada daqui

suíça: doce e branca

as nossas férias de inverno levaram-nos à suíça.
não foi uma viagem com a qual eu sonhasse, quiçá pela questão incontornável do frio.
mas, após a experiência, é uma viagem que aconselho. cada local (fora das grandes cidades) parece um cenário de filme - muitas vezes pasmei com a sensação de irrealidade pela beleza e dimensão.
em 5 dias percorremos o país. viajamos para zurique, alugamos carro e fizemo-nos à estrada - calma, não fomos à descoberta, uma viagem de 5 dias exige alguma preparação e rigor, no risco de não conhecermos quase nada e, é importante não esquecer, viajamos com uma bebé de um ano.

suíça


de zurique partimos para lucerna. cidade linda! 

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aqui encontrei uma das mais belas igrejas nas quais já entrei (a mais bela continua a ser o sacre coeur em paris). as ruas junto ao rio, as casas, as flores... um encanto.

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sou perdida por queijo e foi nesta cidade que comi a minha primeira raclette - em território suíço, numa esplanada maravilhosa (com aquecedores exteriores e mantinhas para por nas pernas). e embora o vinho seja também uma das minhas perdições, combinando perfeitamente com o queijo, na suíça beber vinho num restaurante é um atentado à nossa carteira!
ficamos alojados no hotel astoria. não é o tipo de hotel que preferimos, por ser muito "internacional" e citadino. mas pelo valor e as condições que oferecia era a escolha acertada.


interlaken foi uma zona que nos apaixonou. os lagos, as montanhas, as casas, o ambiente vivido pelas pessoas.
ficamos alojados no hotel tell, uma residencial simples mas com excelentes condições, com uma pastelaria em frente para o pequeno almoço e perto de um dos restaurantes melhores conotados na zona - o ..... na noite seguinte ficamos no chalet maria, um mimoso apartamento que aconselho, pelas excelentes condições e a simpatia dos donos.

 

a partir de interlaken fomos à descoberta das montanhas, da neve e das vaquinhas 

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ao chegar a grindelwald apanhariamos o comboio que nos levaria ao topo da europa - jungfraujoch.

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logo percebemos que não iriamos subir tanto. as razões: o tempo de viagem, o pouco afeto da nossa filha pelo frio e vento que se fazia sentir e o valor (aproximadamente 150€ por pessoa).

optámos, por isso por subir até "meio" - kleine scheidegg (aproximadamente 50€ por pessoa) - e foi a melhor opção que fizemos, tendo em conta que estávamos com a bebé, pois mesmo em kleine scheidegg ela não estava muito satisfeita com o tempo que se fazia sentir.

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embora o frio é inegável a beleza do lugar 

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almoçamos no restaurante da estação... perfeitamente enquadrado e o melhor: quentinho 

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no regresso das montanhas visitamos o lago blausee com águas cristalinas em tons de azul e verde, emoldurado neste outono pelos tons terra das árvores. uma verdadeira ovação à beleza da natureza. 

suíça: beleza e encanto

 

após um dia entre montanhas e lagos viajamos rumo aos encantos gastronómicos da suiça: chocolate e queijo.

fomos rumo a fábrica do chocolate em broc - que para sorte nossa está aberta ao domingo. caillers é a fábrica mãe, mas na verdade é a nossa conhecida nestlé. o museu é muito engraçado e fazemos provas do delicioso chocolate...não deixem de ir!

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depois do chocolate a fábrica do queijo (fomos muito gordos neste dia ). após a visita à fábrica deliciamo-nos com um maravilhoso fondue.

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fechamos o dia com a visita à vila medieval de gruyères. linda! - tive pena de não ter ido mais cedo para a apreciar também de dia. 

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nesta vila existe o museu e o bar do criador do alien (o filme) - rh giger. não tenho palavras para descrever sobretudo o bar. imperdível!

 

montreux foi o próximo destino. ficamos alojados no swiss historic hotel masson. o hotel estava em obras o que cria sempre um desconforto. gosto de edifícios antigos mas não gosto de coisas velhas. ao pequeno almoço apercebi-me que o local era gerido por portuguese. como percebi eu isso? porque a chefe de sala do pequeno almoço dirige-se ao empregado pedindo-lhe para "ir tratar daquela merda"...pura classe!

 

para descontração...conseguem perceber onde acaba a parede e começa o cortinado? 

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ao jantar fomos ao davinda lounge um espaço de tapas muito agradável. 

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fizemos o percurso junto ao rio em direção ao castelo ...

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vale a pena! pouco antes do castelo há um quiosque muito catita onde paramos para beber um café quentinho. a senhora é muito simpática e quando percebemos... é portuguesa. uma bela surpresa - desconstruindo a imagem negativa gravada ao pequeno almoço.

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fotografando o château chillon

 

seguimos viagem rumo a genebra. passando por lausana - outra cidade que fiquei com pena de não explorar melhor. 

 

algumas considerações:

relativamente às maiores cidades nas quais estivemos, zurique e genebra, tenho de confessar que fiquei desiludida. são cidades. apenas isso. estar numa delas ou estar em tantas outras na europa seria semelhante. não lhes encontrei uma identidade própria como encontramos em lisboa, roma, madrid ou amsterdão. claro que têm uma arquitetura que as distingue, mas apenas isso. são bonitinhas mas falta-lhes, no meu ponto de vista, personalidade.

achei a suíça muito comercial. muitas lojas, atrás de lojas em quase todas as cidades.

novembro não é o melhor mês para visitar o país, há muita coisa fechada na preparação para o inverno.

sim, é um facto: na suíça tudo é (muito) mais caro... mesmo no supermercado!

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