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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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avareza e egoísmo em pedrogão grande

o egoísmo das pessoas é algo que me incomoda profundamente.

claro que todos nós somos um pouco egoístas e … ainda bem; temos de nos valorizar e proteger - por vezes é preciso pensar em nós em primeiro lugar.

mas calma. priorizar as nossas necessidades não quer dizer que temos de atropelar as necessidades dos outros. o ideal seria poder concilia-las. não sendo possível, diz-nos a consciência que para atingir os nossos objetivos não devemos prejudicar os outros.

a avareza, um dos 7 pecados capitais - ou mortais na visão cinematográfica, leva as pessoas a fazerem coisas que mostram, muitas vezes, o pior da natureza humana.

"o compadrio" - investigação da jornalista ana leal, apresentada pela tvi, mostra um dos exemplos da avareza e do egoísmo das pessoas. desrespeitando as necessidades de pessoas que efetivamente precisavam de recuperar as suas habitações, pois nela habitam permanentemente. pessoas de parcos recursos que muitas vezes não têm como se “remediar” e vão vivendo em situações de algum desconforto e insegurança enquanto esperam que chegue o dinheiro para as obras. e sabemos que estas pessoas são sempre as mais desprotegidas – pela idade, pela pobreza, pela incapacidade de aceder e compreender os processos.

o poder autárquico é eleito pelo povo local para defender os seus direitos; como podem estes ter o atrevimento de desrespeitar tal compromisso?! como foram capazes de ignorarem os seus compromissos com quem mais precisa para alinhar na avareza de outros?

segundo a reportagem da tvi “o objetivo era assegurar que segundas habitações e até mesmo terceiras habitações passassem a figurar como primeiras habitações, de forma a terem acesso aos subsídios que garantissem a recuperação das respetivas casas.” mas o que me choca não é tanto a lógica do chico esperto tuga de querer papar todos os subsídios, a esse estou habituada, mas o egoísmo de não haver preocupação com o facto de que enquanto a sua casa de férias está a ficar mais bonita para lá passar uma semana por ano ou fazer mais uns tostões em turismo de habitação, há algures na mesma aldeia um casal de idosos que vive apenas em parte da sua casa, mesmo esta em más condições, porque ainda não “chegou a sua vez” de fazer obras.

egoismo e avareza em pedrogão

imagem retirada daqui

habituei-me a estar sozinha

habituei-me a estar sozinha

em conversa com um gajo, que no dia em que me conheceu ganhou o meu respeito quando ao final da noite me disse: não gosto da tua postura (gosto de frontalidade), descobri mais acera de mim.

ele saiu recentemente de um relacionamento de mais de 20 anos. estava a explicar como estava a reestruturar a sua vida (casa, namorada, filho, finanças...) e no que sentia mais dificuldades.

com tristeza genuína referiu que o que mais lhe custava era acordar e não ter a quem dizer "bom dia", sentir-se sozinho. e que o maior receio que tinha era habituar-se a estar sozinho.

enquanto ele falava eu pensava no quanto gosto de estar sozinha, de ter o meu espaço e gerir o meu tempo. quando ele referiu a habituação, caí em mim. foi isso que me aconteceu. habituei-me a estar sozinha. mas será isso mau?

quiçá sim. sobretudo quando queremos estar com outra pessoa. quando ponderamos a maternidade e o deixar para sempre este domínio total do nosso espaço e tempo.

quando os relacionamentos amorosos se consolidam na "juventude" poucas pessoas experimentaram o viver sozinhas (pelo menos em tempo suficiente para a habituação); vivem com a família, depois com os amigos de faculdade, de regresso à família, a casas partilhadas com amigos, colegas e/ou namorad@s. 

quando os relacionamentos amorosos vão acontecendo sem se assentarem alicerces e a vida profissional dá-nos condições para viver sozinhos, deixando de partilhar casa com outros seres, vamos tornando-nos mais egoístas. a nossa vontade impera e ninguém exige ou contradiz. e este gostinho de plena liberdade nas decisões mais básicas vai-se incorporando-se em nós, tipo lapa que não larga.

o meu simplex teve um percurso semelhante ao meu. somos dois seres egoístas que estão a aprender a ceder um pouco (a pouco) do seu espaço, para permitir incluir o outro no seu dia-a-dia. nas grandes decisões tem sido fácil, nos pequenos pormenores é que verificámos o difícil que é desgrudar a lapa.

 

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