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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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cucu com sons - ão, ão (dk)

quando temos uma criança que gosta de livros, temos vontade de a surpreender. estava ansiosa por ver a reação da pg a um livro pop-up, mas assim que comecei a explorá-los, ainda na loja, percebi que era uma péssima ideia. são lindos e surpreendentes, mas a pg ia destruí-los em dois tempos. como defendo que os livros são para ser tocados, sentidos, experienciados, não fazia sentido dar-lhe algo que ela ia romper e rasgar, destruindo assim a graça/sentido do próprio livro.

como queria algo diferente, achei que este “cucu com sons – ão, ão” seria uma boa aposta – como vêm ela concordou.

 

 

livro cucu com sons

 

 

as imagens do livro são reais e apelativas. a pg gosta muito de ver bebés, identifica-se com eles – não imaginam, nem eu imaginaria, a sua reação de deslumbramento quando recebeu um “bebé” no aniversário…a observação o tocar nos pormenores do rosto…foi lindo!

o texto do livro é simples e guia a criança na procura dos 5 animais escondidos, introduzindo conceitos como “detrás de”,  “por baixo de”. ao abrir a “janela” em que está o animal escondido, surge o som que este produz (vejam o vídeo).

o livro é cartonado e as suas páginas resistentes, mas tem um senão: as “janelas” que abrem para mostrar os objetos ocultos são frágeis, no vídeo verão que a primeira página está toda “remendada” - estranhamente ela só rompeu essa, deve ter sido num dia de fúria

a nível de dimensões é o maior livro que ela possui (sensivelmente 24cmx24cm), tem de o explorar sobre uma superfície, mas ela gosta de o fazer.

 

 

 

 

nota: o sensor para os sons é fotossensível, ou seja, exige luz. não imaginam o meu desagrado quando dou o livro à pequena (um dos seus presentes de aniversário) e era embora lhe ache graça, não se deslumbra porque o som não surge. o pior: por vezes emitia sons, outras vezes não o fazia. eu com o meu feitio (nada) adorável pego no livro e vou direitinha à loja. à saída do carro abro o livro e os bichos fazem todos os seus sons e, obviamente, para evitar vergonhas, entro no carro e vou-me embora. chego a casa, na sala, abro o livro e …nada! até sou moça esperta, pensei isto deve ser um mau contacto da pilha. desisti de em preocupar, ela gostava do livro na mesma. só passado algum tempo juntando a+b consegui perceber que era uma questão de intensidade de luz! demorou…mas cheguei lá!

 

apreciação mami:  acho um bom livro, fácil de explorar pela criança autonomamente e rico em aprendizagem quando a exploração é feita com o adulto (linguagem, conceitos de atrás de, debaixo de,…). pena a fragilidade das janelas.

apreciação pg: adora explorar as janelas, o destaque que as imagens têm em relação ao fundo (sempre colorido) e o facto de as imagens serem fotografias reais (prendem-lhe a atenção).

 

 

autora: dorling kindersley (dk - editora internacional)

editora: texto editores

preço: 13,50€ (preço médio)

ian

"ian nasceu com paralisia cerebral. como todas as crianças, ele quer ter amigos..."

lindo e enternecedor!

uma excelente ferramenta para trabalhar o respeito e a inclusão junto dos mais novos.

 

 

 

alerta aos mais sensíveis:

não vejam em locais públicos pois há uma forte probabilidade de as lágrimas brotarem.

 

ian

 

 

já sei! helen oxenbury

hoje começamos a falar de livros. livros para as crianças da nossa vida, sejam elas filhos/filhas, sobrinhos/as, afilhados/as, netos/as… porque um livro é sempre um presente para a vida, não pelo facto de o podermos conservar, mas por tudo o que pode despertar e deixar em nós.

já sei! um pequeno livro, muito aclamado, que já tem 38 aninhos! (foi publicado pela primeira vez em 1985). as obras desta coleção resultam da observação da escritora das crianças, do seu contexto, do que as cativava e/ou surpreendia, das relações que estabeleciam com o mundo. todos os títulos - eu vejo (visão), eu ouço (audição), eu sinto (tato), eu sei (desenvolvimento motor) – mostram esta identificação sensorial da criança com o mundo.

 

helen oxenbury

 

a britânica de 80 anos, helen oxenbury, é, para além de escritor, uma genial ilustradora de livros infantis! as suas obras são vendidas em todo o mundo e já arrecadou vários prémios - há um livro dela, do qual falarei noutro dia, que é para mim simplesmente genial! (estou fã da senhora)

 

voltando ao já sei!

características físicas: livros cartonados, muito resistentes. 14x14. 12 páginas.

texto: simples e adequado à faixa etária. consiste no nomear da competência adquirida (tropeçar, dizer adeus, …)

ilustração: imagens simples em tons apelativos (não excessivos) sobre fundo branco. as ilustrações apresentam, para além do ato conseguido (sentar-me, gatinhar, ..), uma bem definida expressão facial – excelente para a identificação afetiva da criança.

 

 

apreciação da mami:  gostei. é aparentemente simples, mas rico em conteúdo. junta conquistas físicas com expressividade.

 

apreciação da pg:   não ligou muito. aos 13 meses não se identifica, ainda, com muitas das ações apresentadas no livro (ainda não dá pontapés, não corre, não dança (em pé), não bate o pé (graças aos céus), não salta… por isso não sentiu atraída. tentei três vezes ler com ela, deixei-o para exploração livre, e passadas duas páginas ignorava-o. livro para apresentar novamente após a aquisição das competências físicas apresentadas.

 

autora: helen oxenbury

editora: gatafunho

preço: 5€

plano nacional de leitura: livro recomendado para educação pré-escolar - leitura em voz alta.

quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê

ontem foi assinalado o dia da leitura em voz alta, espero que tenham aceite o desafio. e, como em todas as coisas que nos acrescentam, não deixem esta prática só para um dia por ano, incorporem-na na vossa rotina literária (nem que seja na leitura de um jornal ou deste modesto blog ;) ).

nesta fase da minha vida o meu interesse pela leitura infantil está no seu auge. encontrei um curso gratuito online de leitura para bebés, que embora dirigido a educador@s é muito interessante e inspirador para pais. são 9 vídeos enriquecidos por material complementar.

existem algumas sugestões que nos ajudam a fazer melhores leituras para @s noss@s pequen@s. uma delas é a interação entre o adulto e a crianças, a academia de pediatria americana sugere que "enquanto se lê para a criança parar, para que olhe as imagens, perguntar o que vê nas imagens e falar da relação da imagem com a história; usar vozes divertidas e sons de animais, sem medo de exagerar, ajuda a criança a ficar entusiasmada com a história." 

o tom de voz que damos as palavras é muito importantes para que a criança comece a compreender e a distinguir emoções. o espaço/contexto de leitura é também muito importante pois "quando realizada em um ambiente tranquilo, a leitura induz o desenvolvimento de partes importante do cérebro do bebê e o acalma ao reconhecer o timbre e a cadência da voz.

 

a pg adora livros. para ela é um brinquedo que gosta de manusear e explorar. desde que se senta sozinha (6 meses) que gosta de os manusear (olhando para eles facilmente se percebe o uso que ela lhes dá).
nesta fase os livros devem conter imagens de fácil compreensão e pouco texto. o facto de permitirem interação são um plus para a pequena.
comprei dois livros com abas da panini books (penso que no continente), foram uma aposta ganha! são grossos (resistentes) e fáceis de manusear (a pg consegue abrir com facilidade as abas e explorar a imagem – há livros onde até eu me vejo aflita para abrir as abas!). ela adora!


deixo aqui a partilha de um dos livros – ela fez questão de ajudar: "vamos aprender as cores"

 

 

também temos o "vamos aprender os animais"

vamos aprender os animais

 


“quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê."
 - monteiro lobato

 

leitura em voz alta

a leitura é uma paixão que, como muitas outras, se constrói.

são muitas as vantagens da leitura regular. e é desde cedo que a sua importância se manifesta no desenvolvimento do ser humano.

a visão apresentou um artigo sobre um estudo norte-americano que prova os benefícios de ler aos bebés de seis meses, e destaca que “não é só a leitura em si que importa, mas também a conversa com os bebés, neste caso a propósito dos livros.” o ler a história, acompanhar as imagens, interpelar a criança tem efeitos duradouros na capacidade de leitura e literacia das crianças. faz ainda referência a um outro estudo onde as crianças envolvidas, em idade pré-escolar, às quais “eram habitualmente lidas histórias mostravam maior atividade [ressonância magnética] nas partes do cérebro que ajudam à compreensão das narrativas e visualização das imagens.”

 

ler para a minha pequena é um momento de brincadeira. não o consigo fazer antes de a deitar, pois ela gosta de mexer de interagir e fica alerta e não relaxada. é um momento de intimidade e partilha. há coisas desenvolvidos nesses momentos que são só nossas, uma linguagem de gestos e sons, que só nós entendemos. o livro, que nesta idade é ainda (aparentemente) bastante simples, baseado em imagens e palavras, é um meio para eu perceber o que vai naquela cabecinha, os conceitos que entende e as relações que já faz. ao longo da exploração do livro ela interpela-me, questionando ou contando-me a história (através de uma linguagem bastante simples que relaciona sons, palavras, expressões faciais e gestos).

 

no dia 1 de fevereiro assinala-se o dia mundial da leitura em voz alta. nós, mães e pais, lê-mos regularmente em voz alta, somos quase especialistas. estudos vários mostram que a leitura em voz alta não é um aspeto positivo apenas para os filhotes que nos ouvem, é para todos aqueles, pais ou não, que a praticam.

 

o plano nacional de leitura lançou os desafios de leitura em voz alta, para assinalar este dia e, quem sabe, criar novas práticas de leitura (poderá encontrar aqui outras propostas).

 

desafio de leitura em voz alta

imagem retirada daqui

 

aventuram-se?!

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