Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

mãe em burn out

a minha filha é muito boa para a mamã: dorme desde o 1.º mês a noite toda, come sem se queixar, adormece sozinha na caminha dela, adora tomar banho, é sociável e só chora se algo não estiver bem.

 

pelo menos assim era até há uma semana atrás.

 

agora dorme mal, acorda várias vezes durante a noite e chega a demora até três hora até voltar a adormecer (chorando sempre). durante o dia é exigente de atenção, não está bem de forma alguma - no chão, no colo, sentada, deitada, a brincar, a olhar para a tv. crise de crescimento lê-se por . quiçá. se for, que passe rápido… por favor!

 

ando exausta. ela nunca me preparou para isto.

 

hoje caiu da cama.

 

eu desabei.

 

foi como se toda a pressão acumulada na última semana se soltasse.

 

senti-me perdia.

 

culpada.

 

má mãe.

 

pedi desculpas. chorei (mais que ela que mal se queixou).

 

sei que a culpa é um sentimento que atormenta as mães. é horrível senti-lo. somos suscetíveis de falhar. mas não nos permitimos fazê-lo. tenho consciência disso. racionalmente deveria ser capaz de aceitar que “estas coisas acontecem” por mais atenção e cuidado que se tenha. e aceito. mas depois há a parte emocional do cérebro que me fustiga com o sentimento de culpa: “sim, pode acontecer, mas não deverias permitir que acontecesse. deverias ter mais cuidado. estar mais atenta.”

 

passados 8 meses sinto-me naquele limiar entre o estar bem e o definitivamente não o estar. aguantei-me sem pirar durante 8 meses. já não é mau. quer dizer… houve uma fase por volta dos dois meses que também não foi nada fácil – a fase das cólicas e das dores/choro constante.

 

sou boa mãe. sei que o sou. estou sozinha com a pequena 80% do tempo (o pai esta ausente por logos períodos por questões profissionais e não tenho família por perto). no entanto, o peso da responsabilidade autoimposta é avassalador.

 

se as crianças têm assua crises de crescimento, quiçá as mães também tenham as suas de “burn out”. e, se assim é, eu estou, sem dúvida, a passar por uma dessas.

 

desde que voltei ao trabalho que não tenho hora de almoço para a pequena passar o menos tempo possível na creche. estou cansada. hoje decidi que a vou buscar mais tarde.

 

se me sino em com esta decisão, não.

 

se preciso de o fazer, sim.

 

preciso de um tempo sozinha, sem choro, sem exigência, sem medo de estar a falhar ou de não ser o boa o suficiente.

 

enquanto escreve este texto escorrem-me as lágrimas pela tomada de consciência da minha fragilidade e pela culpa de precisar de “um tempo” sem ela.

 

raios que isto da maternidade é complicado!

 

girl-863686_1920.jpg

 

 imagem retirada daqui

 

 

nego-me a acreditar

no outro dia o mais.que.tudo chegou a casa, após jantar com um amigo que é médico e disse-me que este lhe terá dito que a nossa filha só nos identificará, como mãe e como pai, a partir dos 14 meses.

 

eu, que não sou nada romântica nestas questões da maternidade, nego-me a aceitar esta informação. não vou sequer pesquisar sobre a mesma.

 

eu já disse várias vezes que se, por alguma razão, nós (pais) desaparecêssemos da vida da princesa, e outras pessoas tomassem o nosso lugar, com dedicação e afeto, numa semana ela já se teria esquecido de nós – e fico feliz por saber que ela estaria feliz.

 

mas nego-me a acreditar que ela, ao olhar para mim, não saiba que sou a sua mãe. vá podem dizer-me que não tem consciência do conceito. aceito. mas que não sente o que nele se traduz? não engulo, seja médico ou carpinteiro a dizê-lo.

 

sou a única constante na vida daquele ser desde que nele despertou a consciência. asseguro a satisfação de todas as suas necessidades – físicas e emocionais. e vêm agora dizer que ela só me reconhece como mãe aos 14 meses?!

 

 

nego-me a acreditar

 

 imagem retirada daqui

5 coisas que comprei para a bebé ... e me arrependi

ser mãe pela primeira vez traz uma excitação única. um misto de ansiedade, felicidade e inexperiência. as tentações espreitam por todo lado. há tanta coisa linda e “imprescindível” para o novo papel que vamos assumir! claro que na verdade não precisamos de metade do que nos oferecem e outra metade pouca utilidade real tem.

 

ficam aqui os meus principais erros de mãe de primeira viagem nas aquisições que fiz para  a pequena:

 

- ninho de anjo. quando o vi pensei: que coisa mais fofa, mais quentinha. depois, com todo o meu atrofio por causa da morte súbita… a miúda nunca o usou!

 

- mochila ergonómica. é obvio que precisava de uma. era essencial ter as mãos livres para poder fazer coisas enquanto aconchego a minha princesa junto a mim; e o jeitão que me ia dar no supermercado. a-hã. até agora, a boneca tem 7 meses, usei-a 4 vezes. ela sente-se apertada e desatina, para além de ser muito quente (duas brasas em contacto  )

 

- proteção de chuva para o ovo. a bebé nasceria em novembro e certamente iria chover muitas das vezes em que tivéssemos que sair com ela – mal adivinhava eu que ainda choveria recorrentemente em julho! a proteção do ovo para a chuva seria um indispensável. a-hã. usei-o 3 vezes. a verdade é que não saí muito de casa durante a minha licença e evitei fazê-lo em dias de chuva ou de muito frio. quando comecei a trabalhar a pequena já pesava tanto que a transportava ao colo, o ovo só funciona como cadeira de retenção no automóvel. o facto de não achar a capa muito prática de utilizar fez também com que a pusesse de lado.

 

- roupa em excesso. tive algum tino, mas mesmo assim cometi excessos. comprei algumas peças tamanho zero pois não queria que a menina andasse a nadar na roupa. grande erro. não vestiu nenhuma. a oferta de roupa para menina é enorme e exige um grande controlo da nossa parte, pois muitas das vezes as coisas “fofas e com estilo” não são muito práticas e acabamos por não lhes dar grande uso. nos primeiros tempos o bebé precisa de roupa quentinha e prática – para o seu conforto e para nos facilitar a vida.

 

- chupetas – vários materiais, marcas, formatos …e graus de fofice. tive dificuldades, mas lá me resignei ao facto de a minha filha não gostar de chupetas.

 

 

 

5 coisas que comprei para a bebé e me arrependi

 

 imagem retirada daqui

 

 

 

claro que há quem seja pior do que eu  esta mamã tem também uma - grande - lista de arrependiemendos ... e mais um  

 

partilha de mamãs no blogue: 

[comprei] "um dispositivo que se punha na fralda e apitava quando a bebê para-se de respirar... escusado será dizer que aquilo apitava por tudo e por nada e que não dava jeito a trocar de fralda a noite. Se a bebê estivesse a dormir apitava e acordava-a" - wonder woman

 

 

 

 mamãs que por aqui passam, partilhem a vossa experiência e se as mamãs bloggers tiverem post sobre este tema enviem-me o link - depois atualizo o post. 

fundamentalismos na maternidade - ainda sobre amamentação

a maternidade trouxe-me um coração cheio de incertezas num mundo onde as certezas parecem abundar. se aqui falei da “obrigação” social de amamentar o bebé, hoje falo da “crítica” social de quem “ainda” amamenta o filho. 

 

parece que isto da amamentação tem medida certa e prazo de validade.

 

quem nunca ouviu ou proferiu um comentário do género: “tão grande e ainda mama!” ou “assim que põe o pé no chão é tempo de deixar a mama” - parece que uma conquista no desenvolvimento da criança deve implicar uma perda. 

 

não entendo a condenação das mães que decidem prolongar a amamentação. - pois é, também eu caio nestas coisas… porque escrevi “prolongar”? qual o tempo estalecido como o certo? - pesquisei e encontrei este artigo que me parece uma boa referência, pois o que indica é que o ideal será amamentar até ao primeiro ano do bebé, podendo prolongar enquanto for o desejo de ambos. o artigo refere também a indicação da organização mundial da saúde que aconselha o aleitamento até, pelo menos, os 2 anos.

 

se a mãe decide continuar a amamentar, se se sente bem ao fazê-lo, se a criança aprecia esse momento de intimidade com a mãe, quem são os “outros” para mandar bitaites sobre a relação daquela díade?

 

quem pode determinar se uma criança é crescida demais para mamar? para ser alimentada? para receber afeto?

 

não estaremos a cair no falso puritanismo e eventual erotismo associado às mamas? já quando se discutia a questão do amamentar em público me questionei sobre qual o alarido à volta do assunto. parece que as mamas são uma questão sensível. ou melhor, o mamilo, porque levamos recorrentemente com generosos decotes onde as mamas prendem o nosso olhar – sim, eu, mulher heterossexual, por vezes tenho dificuldade em olhar para algo para além daquelas mamas que parecem querem saltar da sua prisão a qualquer momento!; evitando, mas não conseguindo, cair no argumento fácil de ser permitido o topless em toda uma região do nosso país. que se note que nada tenho contra os decotes ou o topless, cada quem mostra o que quer; o que genuinamente me incomoda é o duplo critério associado às mamas; e, por favor, não me venham com o argumento de proteger a intimidade da criança!

 

36711061_2175959759098463_8822475919680602112_n.jp

 

 

 

nunca amamentei a minha filha numa casa de banho ou mudador num espaço público; o cheiro, as condições, eram, a meu ver, incompatíveis com o ato da alimentação. se isso condicionou a minha vida? sim condicionou. geri sempre tudo em função dos horários da pequena e muitas vezes recorri ao carro, achava um espaço mais digno. sempre me questionei, quem raio vê erotismo numa mama que mais não é do que a fonte de alimentação de um bebé/criança?!

 

voltando à questão da idade para se acabar com a amamentação, senhoras e senhores não sexualizem as mamocas para uma criança que não vê mais do que a sua mãe alimentando-a. não transformem um ato natural, numa depravação social. respeitem a opção de cada um  dar o melhor de si - dedicação e afeto à sua cria- quer seja através da amamentação, quer seja através de um biberão e muito cafune 

 

fundamentalismo na maternidade - amamentação

 

imagem retirada daqui 

 

 

 

ainda sobre este tema, aconselho a leitura do texto: mãe bio-lógica | amamentação prolongada e o direito da mulher à escolha

fundamentalismos na maternidade - amamentação

neste meu recente percurso pela maternidade tenho-me apercebido que, infelizmente, este está repleto de fundamentalismos.

 

acredito e defendo que cada mãe, pai e/ou ambos, fazem o que acreditam ser melhor para as suas crias, mesmo que isso não seja o que está em voga ou a escolha da maioria.

 

se temos razão nas nossas escolhas só o futuro o dirá; ou quiçá nada diga. acredito não existir uma escolha única; a nossa recairá nas nossas crenças e estilos de vida.

 

um dos mais acérrimos fundamentalismos com os quais me tenha deparado é o da amamentação.

 

são consensuais os benefícios da amamentação quer para o bebé, quer para a mãe. mas será nefasto para o desenvolvimento do bebé se a mãe não o amamentar? não, não será. eu sou a prova viva disso, a minha mãe nunca me amamentou e sou um ser bastante saudável.

 

senti por parte dos técnicos de saúde, durante a gravidez e após o parto, respeito pela opção da mãe em não amamentar, sem juízos de valor - se os tinham, não os exteriorizaram.

 

então, perguntam vocês, porque falo eu de fundamentalismo? porque há muitas pessoas que estão certas de que a amamentação é o “caminho” e condenam quem não o segue.

 

há muitas e diversas razões pelas quais as mães decidem não amamentar ou deixar de o fazer em determinado momento. amamentar pode não ser o momento mágico que muitos descrevem. as razões só a cada uma dizem respeito, a decisão é pessoal e intransmissível – ninguém vive a vida do outro, pelo que também não decide sobre a vida do outro. 

 

mamãs sejam menos duras com quem não segue as vossas escolhas. não sejam arrogantes ao acharem que as vossas escolhas são as melhores – a não ser para os vossos filhos, para eles são, indubitavelmente, as melhores.

 

fundamentalismo na maternidade

 

 

 

nota:

optei por amamentar a minha filha, ainda hoje, com 7 meses, o faço. até agora tem-me feito sentido. tive a sorte de ser um processo sem dor e satisfatório para ambas. tive a sorte de começar a trabalhar e, embora tenha diminuído a produção de leite, ainda tenha o suficiente para satisfazer as suas necessidades.

12 coisas que aprendi com a gravidez

1 – a gravidez é um mundo de incertezas. eu detesto incertezas. o não saber a cada dia como estava a bebé. se tudo estava a desenvolver-se como devia. o saber que por mais exames que fizesse só teria a certeza (???) de que estaria tudo bem quando a tivesse nos braços.

 

2 – as pessoas têm dificuldade em compreender que a barriga de uma grávida “não é do povo”, faz parte do seu corpo e da sua intimidade; que não se pode andar indiscriminadamente a passar a mão ou fazer festinhas!

 

3 – a gravidez não nos torna frágeis, mas também não temos de tentar ser super mulheres. numa perspetiva de que “a gravidez não é doença” muitas tentamos mostrar a normalidade das nossas vidas - tretas do século xxi em que as mulheres são capazes de tudo o que os homens são, sempre!

 

mas calma lá, se os homens não conseguem ter filhos (entenda-se engravidar) quer dizer que haverá uma diferençazinha entre nós, certo? vamos respeitar o nosso corpo, os nossos bebés. somos um casulo que deve, dentro da normalidade possível, procurar as melhores condições (físicas, psicológicas e emocionais) para um percurso harmonioso e equilibrado.

 

4 – todos sabem tudo sobre a gravidez, menos nós. todos sabem o que é melhor para nós - o que nos faz mal, o que nos faz bem - mesmo que muitas vezes as opiniões se contradigam.

 

5 - a generalidade das pessoas, independentemente do género, idade, classe social ou educação, genuinamente simpatizam com uma mulher grávida - não sei bem porquê. 

 

6 – até ao último momento tudo pode acontecer. tudo pode mudar. tive uma gravidez mega certinha e na véspera de nascer a pequenina decidiu “por-se em pé” – não sei como conseguiu, com a falta de espaço que tinha e considerando o seu tamanho, mas a verdade é que conseguiu virar e dificultar tudo.

 

7 – as mulheres são diferentes, as gravidezes também. a gravidez está cheia de mitos. por exemplo, a minha princesa nasceu mega-hiper cabeluda e eu, nunca tive azia durante a gravidez!

 

8 - vamos adquirir um novo léxico. palavras e conceitos que nem sabíamos existir. algumas vão criar-nos ansiedade "rolhão mucoso", outras receio "mastite", outras... tantas outras... lá sei eu 

 

9 – não vamos precisar nem de metade das coisas criadas, promovidas e vendidas para grávidas.

 

10 -  é questionável a necessidade/utilidade de muitas das coisas que vamos comprar para o bebé (a minha bebé nasceria em novembro, comprei um ninho de anjo que certamente seria necessário para a manter quetinha, nunca o usei!).

 

ninho de anjo

 

ninho de anjo

 

 

 

11 - não somos nós que decidimos quando o bebé nasce. não há sexo, subida e descida de escadas, pilates, rezinhas ou mezinhas que despachem a criatura se ela entender que não lhe apetece!

 

12 – a gravidez é um estágio para a maternidade: as privações, as inseguranças, as incertezas, o medo, a cumplicidade, o amor, os sonhos… a ternura que brota em nós.

 

coisas sobre gravidez

 

 imagem retirada daqui

 

 

deem colo aos vossos filhos, sempre!

há páginas no facebook cheias de amor.

 

maternidade de cabelos em pé é uma dessas páginas.

 

está cheia de afeto e anecdotas de uma mãe real.

 

o texto que trago de lá espelha o que sinto em relação a sermos mães afetivas, mães de toque, mães de colo, mães melosas de miminhos 

 

espero que gostem.

 

e não se esqueçam de dar colo...mesmo que os vossos pimpolhos já tenham 30 anos 

 

 

 

“Deem colo aos vossos filhos, sempre!
Colo é amor, é carinho, é aconchego. É no colo que eles deixam os seus medos, os seus receios as suas ansiedades. 
Deem colo.

 

Deem colo mesmo quando estão cansadas. Mesmo quando as costas doem, quando o cansaço abate.

 

Deem colo mesmo quando a paciência está esgotada e o stress está no limite.
Deem colo mesmo quando as pessoas dizem para não o fazer.
Deem colo, porque aquele momento em que os temos no aconchego dos nossos braços, tudo desaparece, os problemas dissolvem-se, o stress esvai-se, e o cansaço transforma-se em amor.

 


Deem colo.


Porque um dia eles já não vão querer mais. E o tempo já não volta atrás para remediar os momentos perdidos."


 


fonte do texto maternidade de cabelos em pé


deem colo


imagem retirada daqui


 


o texto "não dar colo a um bebé de colo", do blog 2am stories, dá também um belo enquadramento a esta questão. assim como o texto "para os pais de colo sem fundo" que apela à liberdade de quem faz a escolha de dar colinho sempre.


 

optem por respeitar mais

opte por amar mais é a nova campanha antitabágica da direção geral de saúde e anda a incomodar muita gente.

ora bem, se não fosse para incomodar, não faria sentido existirem campanhas. 

as campanhas que chocam, são faladas. ao serem faladas, fazem com que o assunto alvo seja debatido.

esta é uma campanha dura. não partilho a opinião da deputada socialista, isabel moreira, de ser uma campanha misogenica. poupem-me tanta sensibilidade. se somos pela igualdade, aceitemos todo o tipo de igualdade e não exijamos formas veladas de discriminação positiva e um "ai ai não façamos das mulheres seres reais com defeitos reais". 

a personagem principal é uma mulher, mas poderia ser um homem. é uma mãe. poderia ser um pai, um avô.

o consumo de tabaco embora maior no sexo masculino, aumenta entre as mulheres, enquanto a tendência tem sido diminuir entre os homens. neste contexto, não choca que o alvo da campanha seja a mulher. embora, eu acredito que sejam os pais num sentido lato. pois ser mulher não é sinónimo de ser mãe, e esta conversa levar-nos-ia por outras paragens.

o que a mim me preocupa é que esta é uma campanha cruel para as crianças. 

já imaginaram o pânico de uma criança ao ver a campanha e ao rever a sua mãe na personagem?

o alvo deveria ser a mãe, os pais, não as crianças, frágeis e com pavor de perderem os pais.

os filhos de pais fumadores são um "dano colateral" muito expressivo.

e não me venham dizer que vale a pena sensibilizar as crianças pois assim se tornam o motor de mudança nos pais. os filhos não têm de ser adultos responsáveis pelos pais. os filhos têm de ser protegidos pelos pais. as crianças têm de ser protegidas pela sociedade. pelo governo. pelo ministério da saúde.

  

 

o tabaco não são só tumores malignos.

o tabaco é a segunda causa de doenças cardiovasculares.

o tabaco é mau. todos sabem.

os adultos são crescidos e tomam as suas decisões.

não ponham as crianças ao barulho.

a campanha já obteve elogios de elementos da organização mundial da saúde. algo me está a escapar. talvez seja a minha sensibilidade maternal ao rubro.

em dia mundial da criança e, já agora, em todos os outros, optem por respeitar mais as crianças.

 

opte por respeitar mais

imagem retirada daqui 

 

 

 

amamentação

durante o curso de preparação para o parto, que melhor se deveria chamar, curso de preparação para a maternidade, pois, no meu caso, os temos abordados iam muito para além da gravidez e do parto. confesso que houve uma fase em que me senti em "burnout" com tanta informação e com alguma vergonha de fazer perguntas tontas – pois o que era dito parecia óbvio para toda a gente!

 

sempre me considerei uma pessoa informada, mas a verdade é que nunca tive curiosidade em nada relativo à maternidade ou aos bebés. assim, aquela informação era toda nova para mim...uma nova terminologia - vasta - que eu deveria adquirir, bem como, lidar com todas as minhas inseguranças - que teimavam em aumentar a cada dia.

 

uma das primeiras sessões foi sobre amamentação. eu já tinha decidido que, se me fosse possível, iria amamentar. pensava eu que isso seria a coisa mais normal e natural à face da terra, mas o que é natural pode não ser assim tão fácil – nem sei como a minha mãezinha, sem estes cursos nem internet, conseguiu criar-me!

 

a mamã tranquila apresenta-nos um conjunto de excelentes post que retratam muito bem os temas abordados nos cursos de preparação relativamente à amamentação:

 

 

 

amamentar na primeira hora de vida

 

amamentação - colostro e o tamanho do estômago do rn

 

amamentação - boa pega e sinais de fome do rn

 

amamentação - posições 

 

amamentação - posições com gémeos

 

amamentação - diferenças entre o colostro, leite transição e maduro

 

amamentação - conservação do leite 

 

amamentação - mamilos gretados/fissuras

 

amamentação - tipo de mamilos

 

 

 

no meu caso nem tudo aconteceu "by the book":

 

- não amamentei na primeira hora de vida. foi uma cesariana difícil para ambas. só pude amamentar no quarto, passadas quase duas horas após o nascimento.

 

- a minha filha teimou em não mamar. fizemos de tudo, eu e as excelentes enfermeiras que me acompanharam na maternidade daniel de matos. perdeu mais peso do que o “aceitável”. prolongou a nossa estadia na maternidade. em casa, na primeira semana, as coisas não correram muito melhor. depois, aos pouco, tudo se orientou. mas é terrível quando não conseguimos fazer uma das coisas mais "naturais do mundo: "alimentar o nosso bebé”! 

 

- não foi fácil resistir à tentação de desistir da amamentação e optar pelo biberão. mas a cada pequeno avanço da pequenina eu ia ganhando forças para não desistir. e tudo se compôs.

 

- sou uma privilegiada. amamentar nunca foi doloroso. se fosse não sei se teria optado por desistir. a amamentação, a meu ver, não deve ser uma tortura. acredito que para o nosso bebé estar bem, nos também devemos estar.

 

 

 

indispensáveis na amamentação:

 

- site e-lactancia. aconselhado pelo pediatra da minha pequena é excelente para esclarecer dúvidas relacionadas com a amamentação (alimentação, medicação, ...). está disponível em inglês e espanhol.

 

- app da mymedela – um excelente apoio para registar a alimentação do bebé (hora, tempo, a mama). para mim foi uma ajuda indispensável sobretudo quando estava na luta de conseguir que a pequena, progressivamente, comesse mais. a app permite também registar a mudança de fraldas, o peso e altura do bebé,…

 

bomba tira leite elétrica simples swing medela – ajusta-se muito bem a mama e tem duas formas de extração, uma das quais muito semelhante à sucção feita pelo bebé. podemos ajustar a intensidade de sucção. muito confortável e fácil de lavar.

 

- sacos para conservação de leite materno philips avent - de excelente qualidade, fácil utilização (ao guardar e ao descongelar o leite materno), com uma capacidade (180ml) adequada, pelo menos até aos 6 meses do bebé, e a um preço muito acessível - 25 unidades a 7€ (na bebitus consegui sempre comprar a este preço).

 

sacos de conservação de leite materno

 

 

 

- creme protetor de mamilos purelan – o creme é muito rico e compatível com a amamentação, ou seja, não é prejudicial para o bebé. não acho que seja muito fácil de aplicar (muito espesso), mas é muito eficaz na hidratação do mamilo.

 

purelan

 

- discos absorventes da chicco – os mamilos muitas vezes libertam leite ao longo do dia. utilizei estes discos e foram muito eficazes na absorção entre mamadas. acho, no entanto, que têm um ponto negativo: a fixação ao sutiã (num sistema semelhante aos pensos higiénicos). eu tinha que trocar a cada mamada, mesmo não estando molhados, porque ficavam todos amarrotados com o tirar da “janela” do sutiã. foram úteis, mas não fiquei fã.

 

- sutiãs de amamentação – um aspeto que acho muito importante, e aconselho, é sutiãs sem armação, pois o peito vai tendo várias formas e tamanhos ao longo do dia. comprei os meus em la redoute. estes são super confortáveis; a mama assenta muito bem. este, embora bonito, não “recebe” bem a mama, é muito aberto. o tamanho a comprar  é o mesmo que usamos antes da garvidez.

Mais sobre mim

Mensagens

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

leitura para crianças

facebook

pinterest

diz não à violência doméstica

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

rasurando

logo.jpg