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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

cantas bem, mas não m’encantas!

disse-me uma vez o meu professor de português desconfiando dos meus argumentos sobre um determinado tema que ele dera para a escrita de um texto crítico.

ignorando a frase feita e a ironia do seu tom de voz, respondi-lhe, de modo arrogante, que o meu objetivo não era encantá-lo mas sim levá-lo a ver o meu ponto de vista, mesmo que divergente do seu. não respondeu, apenas anuiu e fez aquele gesto com a mão de quem dá passagem a alguém a quem estava a obstruir o caminho. "cantei bem" e mesmo sem o encantar tive uma excelente nota 

 

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imagem retirada daqui

 

andei a espalhar magia por outros cantos da saposfera vejam lá se vos encanto com as palavras partilhada no blog liberdade aos 42

e elas saltaram e saltaram, sem nunca mais parar!

a ana conheceu a beatriz numa soalheira tarde de primavera. passeavam as duas no parque da cidade. a ana porque lá vivia e diariamente passeava o carlão. a beatriz porque veio a casa da dia débora passar uns dias na tentativa de fugir do maranhado de emoções que vivia, e procurava um local tranquilo e agradável para ler o seu livro.

o carlão decidiu aliviar a bexiga no banco onde a beatriz lia. a ana tinha-se distraído na conversa com a vizinha, a d. elisa. quando, salpicada pelo enérgico jato do carlão, a beatriz deu um guincho ao qual a beatriz reagiu, envergonhada ao som dos risinhos que a d. elisa não conseguiu conter.

a d.elisa despede-se apressada, ainda a rir. a beatriz afasta o carlão e desfaz-se em desculpas. a ana encolhe os ombros e murmura “só isto é que me faltava”, num tom desolado e desanimado.

beatriz perguntou se se podia sentar a seu lado, ana anuiu. passado alguns momentos, sem se saber como, a ana contava as suas ansiedades a beatriz enquanto afagava o pelo do carlão. a beatriz como boa ouvinte, como sempre fora, intervirá apenas para reforçar a comunicação ou pedir alguns detalhes.

o sr fernando, tio da beatriz, abeirou-se delas para perceber quem ela a jovem com quem a sobrinha conversava. mas nem foi visto. percebendo o envolvidas que estavam na conversa, afastou-se.

pouco mais de duas horas depois, aquele banco de jardim era local de risadas - a ana tinha um jeito único para por as pessoas bem dispostas. num ímpeto a ana levantou-se e exclamou: “tu precisas é de uma visitinha ao gervásio!”

“ao gervásio?!” questionou a beatriz.

“claro! salta daí.”  responde a ana

e a beatriz, imbuída do bom humor que está desconhecida lhe trouxe, decidiu obedecer e saltar…e saltou em vez de caminhar.

a ana, espantada, riu e alinhou! - até o carlão tentou -, e lá foram elas a saltar sem parar ao encontro do gervásio!

amizade

imagem retirada daqui

 

Desafio: quem ou o que é o Gervásio?!

atualizem-me, por favor!

acordo à hora do costume - o meu despertador vintage com ponteiros luminosos é das poucas peças que trouxe de casa dos meus pais. carrego no interruptor, mas o quarto não se ilumina. levanto-me caminho “aos apalpões”. chego à casa de banho e aqui, também, a lâmpada nega-se a sorrir. vou à primeira gaveta do móvel à entrada da cozinha, onde penso ter guardado uma lanterna – cheguei lá apenas com um incidente com o vaso do corredor e um ligeiro surfar no tapete da entrada. abro a gaveta, apalpo e encontro a dita cuja, começo a dar ao dínamo – esta é de sobrevivência e ecológica. ilumino o caminho até ao quadro elétrico. verifico e está tudo bem. será que não paguei a conta?! toina, claro que pagaste…tens débito direto dahhhh. será que tenho dinheiro na conta?! bem… penso que sim!

e assim, num ápice, caio em mim. se não há eletricidade, não há internet. não há televisão, nem rádio! como vou eu saber do mundo?! comunicar com o mundo?! eu bem sabia que devia ter resolvido a questão do telemóvel. mas estando em casa e constantemente ao computador, comunicando com todos por meios digitais, fui sempre adiando. e agora…estou isolada!

 

angústia

imagem retirada daqui

 

não posso sair de casa, não tenho telemóvel nem eletricidade. começo a sentir-me ansiosa. angustiada. não consigo parar de andar de um lado para o outro. estou demasiado agitada, não consigo acalmar. sinto que o mundo pode estar a desabar e eu sem nada saber! respiro fundo, tento lembrar-me do curso de meditação que fiz (e que nunca consegui aplicar no meu dia-a-dia). nada funciona. sinto-me a sufocar. apetece-me gritar mas a voz não sai. começo a sentir tremores frios. aprisiono-me nos meus braços mas a calma não chega. vou a janela, respiro profundamente, o ar “dói” ao entrar-me nas narinas. as ruas estão desertas. fecho os olhos, encosto-me a parede e deixo-me cair lentamente até me sentar no chão. fico assim, estática, até que ouço um ruído que reconheço bem: o ruido do modem quando está a ligar. voltou! estou de novo ligada ao mundo. corro para o computador, ligo-o e entro na minha rede social que me questiona: “em que está a pensar, mami?” eu, ainda emocionada, consigo apenas escrever: “atualizem-me, por favor!”

após publicar a minha mensagem, olho para o canto inferior direito do meu computador e verifico que passaram apenas 15 eternos minutos desde que acordei. 15 longos e dolorosos minutos de isolamento social!

não tenho tempo para vos aturar

quer dizer, tempo até tenho, mas paciência…  ai que essa está com as reservas em baixo.

a culpa não é (só) tua. é tudo isto, envolto em incerteza, que consome as minhas energias.

neste cenário o teu queixume em nada ajuda, nada traz de novo ou de profícuo para melhorar a situação e, assim sendo, torna-se dispensável.

por isso, com um grande sorriso agradeço que não partilhes a tua bílis com quem tenta estar bem, finta os receios, procura passar este tempo da melhor forma, aproveitando o estar juntos com o tempo que nunca tivemos e que, quando voltarmos à normalidade - porque voltaremos, nunca teremos.

não me ligues para partilhar a tua negatividade - que é tão exagerada quanto o silicone de muitas!

confesso que nunca percebi as pessoas que preferem viver na desgraça, no lado negro da vida, no “ai, ai, ai que me dói o dedo gordo do pé”. por favor pensa, pensem, em quem está efetivamente com problemas sérios, que em muito (anos luz) superam a desgraça de ter de ficar no quentinho das suas casas. claro que pessoas como tu irritam-se pelo queixume. outras irritam-me pela desvalorização de tudo isto e pelo seu comportamento irresponsável - quiçá o problema sou eu que ando irritadiça! 

arrepiam-me as pessoas que sabendo que estão doentes com este vírus usurpador e promiscuo que está sempre pronto para “saltar à espinha” da próxima vítima, se andam a pavonear por espaços comuns com uma total falta de noção cívica ou respeito pelo outro. quem raio consegue ser tão egoísta e irresponsável?! custa-me que indivíduos adultos precisem de amas (forças de segurança) para cumprir as regras dos paizinhos! (entenda-se governo). raios, mas quem educou estes energúmenos?! sim, para todos vocês, que provavelmente não me leem porque estão a passear numa praia ou num supermercado, façam-me um favor: cresçam! humanizem-se! destrumpem-se! desbolsonarem-se!

irresponsabilidade no covid

imagem retirada daqui

tive uma (boa?!) ideia!

não sei se é uma boa ideia. mas a verdade é que a qualidade de uma ideia só é validada após a sua implementação. por isso vamos, por enquanto e por simpatia, assumir que poderá se uma boa ideia.

estou em casa, com a minha família nuclear (companheiro e rebentos), há 14 dias. não contactámos fisicamente com ninguém, não saímos de casa para nada. falamos, por videochamada, diariamente com a família alargada. vamos ao jardim apanhar uns raios de sol nas "ventas" sempre que possível. 
estou a enlouquecer. tratar de um recém-nascido (e a privação do sono que isso implica) e lidar com uma bebé de dois anos que não está a lidar nada bem com a invasão da nossa família por parte daquele pequeno ser que ocupa muito espaço, está a deixar-me sem paciência.
o big brother da vida real é muito desafiante e esgotaste! a minha energia cai a pique, enquanto a deles se exponencia!

foi neste contexto que tive a ideia. a ideia simples de explicar ao papá o maravilhoso que seria se ele fosse acampar no jardim com a pequena durante a próxima semana. podiam aprender tantas coisas novas! fazer fogueiras, cozinhar no camping gás, tomar banho de mangueira ...tantas possibilidades para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional da pequena. estranhamente o papá não achou boa ideia. referiu uma acentuada descida da temperatura e outras coisas que mal ouvi... coisas insignificantes perante todas as potencialidades da minha proposta.

criatividade

imagem retirada daqui

 

bem, parece que a ideia terá de ficar "suspensa", mas pelo tempo que durará a pandemia ... voltarei ao ataque quando o calor chegar! 💪☺️🙏

 

foi tão bom, não foi?!

já era tarde, estávamos cansados, aconchegados no banco debaixo do alpendre com a velha manta sobre o nosso colo. num silêncio cúmplice que acariciava as nossas almas.

no meio do silêncio, com a sua voz melodiosa e aveludada ele simplesmente diz: foi tão bom, não foi?!

olho para ele, sorrio, aceno com a cabeça e encosto a minha cabeça no seu ombro.

continuamos em silêncio, relembrando, cada um nos recantos da sua memória, aquele momento de perfeita felicidade.

alpendre

imagem retirada daqui

 

desafio de escrita dos pássaros #2.6 - apelo ao equilíbrio

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a minha rotina matinal é simples: acordo, vou à casa de banho, tiro um café e ligo a tv para me inteirar de como vai o mundo.

hoje não foi diferente. confesso, no entanto, que o pensamento que me assolou assim que comecei a ouvir o pivô do canal do costume foi: "oh não, um vírus outra vez!"

não nego que um vírus altamente contagioso nesta altura é uma ideia que muito me agrade, no entanto todo o alarido que se cria à sua volta é o que mais me preocupa. o medo torna as pessoas irracionais, e os meios de comunicação social, numa ânsia de conquista de audiências, alimenta de modo feroz o medo das pessoas.

também não acredito que a desvalorização dos riscos reais seja a forma adequada de atuar - como fazem ao comparar o número de mortos por gripe, cancro ou ataques cardíacos. há riscos que devem ser controlados pelo bem de todos, numa postura cívica e de saúde pública.

o equilíbrio, nesta situação como em todas, parece-me a aposta certa. e como atingir esse equilíbrio?! com informação correta e adequada - quer pelas entidades competentes, quer pelos órgãos de comunicação social, quer por cada um de nós nas nossas interações sociais.

sejamos parte da solução é não do problema!

 

 

desafio de escrita dos pássaros #2.5 - a vida por vezes não é madrasta

nem seis da manhã são ainda … mas não consigo ficar mais na cama. a minha alma agita-se a cada pensamento e o meu corpo reage instintivamente. a expetativa é grande. hoje é o dia. o grande dia.

nunca pensei que fosse possível que isto acontecesse, mas a vida, essa danada, arranja sempre forma de nos surpreender.

levanto-me e vou diretamente para o duche. deixo a água quente escorregar pelo meu corpo, despertando cada centímetro de pele. a minha cabeça, graças à intensidade da água, cede àquele pequeno prazer, esquecendo tudo e deliciando-se com a sensação de leveza. agora a água a cair sobre os meus ombros, aumento a temperatura, o meu corpo reage, entregando-se depois à sensação de plena descontração.

afago a minha pele com a suave e cheirosa toalha recentemente tirada da máquina de secar. espalho o creme, após o aquecer entre as mãos, e o seu perfume espalha-se pelo meu corpo e inunda a minha mente com belas memórias.

desço e faço café, simples e intenso, o aroma que faltava para trazer lucidez a todos os pensamentos que invadem a minha mente.

agora, completamente desperta, sinto a ansiedade aproximar-se. o receio de que não aconteça, de que tudo não passe de uma confusão, de que aquele convite não seja mais do que o delírio da minha mente cansada.

o encontro estava agendado para as onze horas, numa modernidade aparentemente incompatível com a ocasião: um brunch. falta tanto que não sei o que fazer… a minha capacidade de concentração em qualquer tarefa é igual a zero. não quero pensar mais no assunto, criar expectativas… são oito horas, vou acordar a criançada e perder-me nos seus mimos e gargalhadas – excelente estratégia!

conversa aqui, miminho ali, cocegas e muita gargalhada são os ingredientes essenciais para entrar numa nuvem de amor que eclipsa todo o resto.

o mais que tudo acorda e junta-se à “festa”. inquire-me com o olhar, para saber se estou bem. aposto que ficou sem perceber a resposta…pois nem eu sei!

lá vamos nós, para o local marcado, na hora combinada.

ao chegar percorro o local com o olhar, verificando se estão todos, mas sobretudo procurando por ela. ao vê-la, imobilizo. deslumbro-me por aquele sorriso só seu. afasto os pensamentos que me dizem que é impossível, que o que vejo não passa de um oásis no deserto. continuo a caminhar na direção dela e perco-me no calor do seu abraço.

no teu abraço

imagem retirada daqui

desafio de escrita dos pássaros #2.3 - manual para iniciar relacionamentos

cá estamos nós em mais um dia dos namorados, um dos dias mais comerciais e menos românticos do ano.

numa perspetiva de utilidade pública - atribuindo algum valor a este dia -, a mami vai partilhar com tod@s os encalhad@s o seu best-seller “manual para iniciar relacionamentos”. como sabem a mami é especialista em estudos científicos sobre a atração entre os seres humanos (podem consultar os estudos aqui, aqui, aqui e aqui apresentados).

o manual para iniciar relacionamentos by mami é constituído por vários capítulos. hoje partilho convosco o capítulo 1 - o que fazer para iniciar um relacionamento com um desconhecido.

se seguir rigorosamente os oito passos abaixo apresentados estará garantido o início do relacionamento:

1- escolha o alvo;

2- analise o alvo – deverá fazer uma rápida avaliação exterior para compreender as suas escolhas no vestir, na alimentação, na bebida… assim poderá adequar o seu comportamento às preferências do seu alvo;

3 - consiga que o alvo lhe seja apresentado (conheça um dos seus amigos/as, a mãe/o pai, a prima/o, a vizinha…escolha o elemento mais acessível e faça com que o/a adore);

4 - mostre desinteresse quando o alvo lhe for apresentado, dê preferência aos outros elementos do grupo e nem pensar em pedir amizade ou seguir nas redes sociais! se o alvo lhe enviar um convite ou o seguir aguarde pelo menos 48h para retribuir;

5 - após conhecer o alvo faça com que ele/ela repare na vossa extrema compatibilidade – vestindo o mesmo estilo, optando pelo mesmo tipo de alimentação (carnívora, vegetariana, vegan, …), consumindo ou evitando bebidas alcoólicas – consoante a opção do alvo;

6 - após serem apresentados absorva informações essenciais (através do alvo ou da sua rede social – presencial ou virtual): religião, política, postura sobre assuntos essenciais (conflitos internacionais, subsidiariedade, ambiente, eutanásia, casamento, filhos, …) e já sabe, aproveite todas as ocasiões para mostrar que pensa como ele (em conversas de grupo, em compromissos agendados, em post nas redes sociais, em likes em páginas);

7 - quando surgir o primeiro convite para um encontro a dois, mostra-se hesitante, afinal nunca reparou bem nele/nela; aceite mostrando que o faz por simpatia;

8 - arrase na sua imagem para o encontro e dê-lhe sinais de que começa a reparar nele/nela. nesta fase “estará no papo” e você estará a dizer-lhe “podes avançar”.

 

parabéns o seu objetivo será atingido com sucesso e, para o manter, viverá uma farsa para o resto da vida!

como iniciar um relacionamento com um desconhecido

imagem retirada daqui

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