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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

quero tanto ficar em forma … sem grande esforço

passado pouco mais de dois anos decidi voltar a fazer uma dieta.

a gravidez foi muito boa comigo, eu também portei-me muito bem com ela.

o pós-parto foi generoso – bendita amamentação que me consumia toda.

mas após ter deixado de amamentar, há 3 meses, chegou a hora de restabelecer o corpinho (estou a ser meiga com o trato carinhoso que lhe estou a dar).

não que sinta que há muito a fazer, mas preciso de lhe dar “um jeito”. comecei na segunda-feira a fazer a minha dieta de eleição, a dieta dukan. o meu objetivo é perder 3 chatos quilos que deixei que se alojassem durante estes dois anos.

nunca tive dificuldade em fazer dieta, mas desta vez está a custar-me imenso. mas a teimosia mantem-se fiel à minha essência razão pela qual resisto heroicamente às forças da perdição.

hoje é um quinto dia, sem deslize algum. já me dei palmadinhas nas costas e beijinhos ao espelho.

limito o meu apetite e barro-me, duas vezes por dia, com creme redutor; sendo que, a única coisa necessária seria fazer exercício físico. parece tosca a minha escolha. mas o tempo e a energia (e a vontade) são tão poucos para o exercício.

vamos lá ver se quando o sol decidir instalar-se por estes lados eu ganho determinação e volto a fazer algum exercício, nem que sejam caminhadas de final de tarde com a pg – simples e saudável para ambas! – não se preocupem que não sou uma louca tirana, a pg irá no seu carrinho de passeio 

 

 

 

fica o bom som do boss ac ... impossível não sorrir  

vá e quiçá mexer um pouco o corpinho 

há cada uma! #1

tod@s nós tivemos situações que nos deixaram incapazes de processar a informação, pelo inadequado, desenquadrado, inusitado ou ridículo da situação.

eu tenho uma carrada de situações - talvez porque me “ponho a jeito”, lá sei, respiro!

porque estes momentos desconcertantes acabam sempre por nos deixar incrédulos, numa perspetiva de “terapia de grupo”, proponho a sua partilha.

como cá por casa – entenda-se blog - eu quero, posso e mando, decidi criar a rubrica “há cada uma!” – expressão roubada à minha mãe, para nos distrair um pouquito a meio da semana. esta rubrica será um guest post pelo que não apanharão seca com uma longa lista das minhas desventuras ;)

mas como o anfitrião tem de dar o exemplo, trago-vos uma das histórias da minha vida. para não fugir ao integral relato dos factos, e para não roubar intensidade à mensagem, aviso que o texto que irão ler de seguida contém linguagem que poderá perturbar os mais sensíveis e/ou púdicos.

sempre fui uma rapariga que gosta de festas, de conhecer pessoas, de beber uns copos e de conversa da treta, para descomplicar o dia-a-dia (embora confesso que com os anos a intensidade deste “gosto” tem diminuído).

 

numa noite, no regresso a casa de uma festa da aldeia que agora se chama festival, dois rapazes aproximaram-se do nosso grupo e cumprimentaram uma amiga minha, que de imediato os apresentou. caminharam connosco até casa da minha amiga (cerca de 10 minutos), local onde o grupo começa as despedidas. um destes moços quando se vem despedir diz-me “então mami, vamos foder” – só para frisar: estava numa terra que não era a minha, conhecia o indivíduo há 10m e nem lhe tinha dirigido a palavra.

eu, que tenho a mania que tenho resposta para tudo, fiquei sem palavras e burra a olhar para o indivíduo. o rapaz tinha a virtude da persistência e, como se eu não tivesse ouvido à primeira, repete a pergunta. o grupo está tão perplexo quanto eu - olhem que não sou de me ofender, mas aquilo foi demasiado ordinário. despedi-me do resto do grupo enquanto o moço aguardava a resposta.

a minha amiga, já em casa, tentou acalmar a minha inquietação dizendo para não ligar porque ele estava bêbado. e questiono eu “o que tenho eu a ver com isso?!” há limites de boa educação que não devem/podem ser ultrapassados.

 

há cada uma

imagem retirada daqui

 

o estado do país #1

 

incêndios em portugal

 

considero-me uma moça com um coeficiente intelectual razoável.

sou socialmente adaptável às mudanças e exigências com as que constantemente me defronto.

as minhas competências pessoais e empáticas enquadram-se na média dos meus pares.

perante estes factos custa-me muito (muito mesmo) entender porque há coisas que não consigo entender.

uma destas questões é o "escândalo" no erro das contagens das vítimas do incendio de pedrogão. não se entenda com isto que considero indiferente haver mais uma ou menos uma vítima. não é isso. o que não entendo é porque se fazem manchetes atacando o governo e as entidades porque os números não estavam corretos e que os reais estão acima dos apresentados! depois de desmontada a(s) noticia(s) percebe-se que afinal estamos a falar que o (grande) erro de contagem é referente a uma vítima.

não seria mais pertinente e construtivo começar-se a trabalhar/ acelerar a reconstrução das aldeias, as indemnizações às vítimas, a prevenção de novas situações? porque esta perca de tempo? é um tapa olhos, uma desvio das atenções do cerne da questão? jogadas políticas em anos de eleições?

cada vez me identifico menos com os nossos meio de comunicação social nesta necessidade de esmifrar assuntos (quase) até ao ridículo.

 

 

 

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