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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

quando passas a pensar em como sorrir...

olá!

o meu nome é mami e tenho um problema: estou a envelhecer.

claro que sei que envelhecer é bom: é sinal de que estamos vivos! que a vida continua e sortudos somos se for essa a nossa única preocupação.

nunca fui vítima da minha, arrogante ou vaidosa...em demasia (pese as opiniões dos outros).

tive a sorte de nascer "bonitinha". nunca tive de me preocupar muito em embelezar-me ou disfarçar os meus defeitos (que obviamente também os tinha), mas o kit básico era satisfatório.

agora que as rugas emolduram o meu olhar, decoram o meu pescoço e subtilmente, de forma quase terna, delineiam os meus lábios... começo a sentir a pressão da idade no que à beleza toca.

nunca me ocorreu pensar em como sorrir, ou melhor, não sorrir para uma fotografia. simplesmente abria os lábios e partilhava a emoção que inundava o meu ser. agora, volta e meia, "apanho-me" a corrigir o meu sorriso para este não ser tão aberto e revelador dos meus "pés de galinha".

assumo: isto começa a incomodar-me.

quero sorrir livremente sem pensar. mas o meu inconsciente começa a ganhar caminho e castra o meu sorriso.

como boa obcecada que sou experimento tudo à procura do meu milagre. não tenho tido grande sucesso. nem caros, nem baratos,  ainda não encontrei o produto que me faça ver as rugas menos acentuadas.

sei que muitos dirão - eu também o diria - que o que tenho de encontrar é a forma de resolver esta minha obsessão. sei que a aceitação das rugas virá com o tempo (que remédio!), mas até lá preciso sentir que estou a fazer algo para as combater.

a experimentar no momento: óleo de rosa mosqueta 100% puro da "the ordinary"

 

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mãe em burn out

a minha filha é muito boa para a mamã: dorme desde o 1.º mês a noite toda, come sem se queixar, adormece sozinha na caminha dela, adora tomar banho, é sociável e só chora se algo não estiver bem.


pelo menos assim era até há uma semana atrás.


agora dorme mal, acorda várias vezes durante a noite e chega a demora até três hora até voltar a adormecer (chorando sempre). durante o dia é exigente de atenção, não está bem de forma alguma - no chão, no colo, sentada, deitada, a brincar, a olhar para a tv. crise de crescimento lê-se por . quiçá. se for, que passe rápido… por favor!


ando exausta. ela nunca me preparou para isto.


hoje caiu da cama.


eu desabei.


foi como se toda a pressão acumulada na última semana se soltasse.


senti-me perdia.


culpada.


má mãe.


pedi desculpas. chorei (mais que ela que mal se queixou).


sei que a culpa é um sentimento que atormenta as mães. é horrível senti-lo. somos suscetíveis de falhar. mas não nos permitimos fazê-lo. tenho consciência disso. racionalmente deveria ser capaz de aceitar que “estas coisas acontecem” por mais atenção e cuidado que se tenha. e aceito. mas depois há a parte emocional do cérebro que me fustiga com o sentimento de culpa: “sim, pode acontecer, mas não deverias permitir que acontecesse. deverias ter mais cuidado. estar mais atenta.”


passados 8 meses sinto-me naquele limiar entre o estar bem e o definitivamente não o estar. aguantei-me sem pirar durante 8 meses. já não é mau. quer dizer… houve uma fase por volta dos dois meses que também não foi nada fácil – a fase das cólicas e das dores/choro constante.


sou boa mãe. sei que o sou. estou sozinha com a pequena 80% do tempo (o pai esta ausente por logos períodos por questões profissionais e não tenho família por perto). no entanto, o peso da responsabilidade autoimposta é avassalador.


se as crianças têm assua crises de crescimento, quiçá as mães também tenham as suas de “burn out”. e, se assim é, eu estou, sem dúvida, a passar por uma dessas.


desde que voltei ao trabalho que não tenho hora de almoço para a pequena passar o menos tempo possível na creche. estou cansada. hoje decidi que a vou buscar mais tarde.


se me sino em com esta decisão, não.


se preciso de o fazer, sim.


preciso de um tempo sozinha, sem choro, sem exigência, sem medo de estar a falhar ou de não ser o boa o suficiente.


enquanto escreve este texto escorrem-me as lágrimas pela tomada de consciência da minha fragilidade e pela culpa de precisar de “um tempo” sem ela.


raios que isto da maternidade é complicado!


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 imagem retirada daqui


 

nego-me a acreditar

no outro dia o mais.que.tudo chegou a casa, após jantar com um amigo que é médico e disse-me que este lhe terá dito que a nossa filha só nos identificará, como mãe e como pai, a partir dos 14 meses.


eu, que não sou nada romântica nestas questões da maternidade, nego-me a aceitar esta informação. não vou sequer pesquisar sobre a mesma.


eu já disse várias vezes que se, por alguma razão, nós (pais) desaparecêssemos da vida da princesa, e outras pessoas tomassem o nosso lugar, com dedicação e afeto, numa semana ela já se teria esquecido de nós – e fico feliz por saber que ela estaria feliz.


mas nego-me a acreditar que ela, ao olhar para mim, não saiba que sou a sua mãe. vá podem dizer-me que não tem consciência do conceito. aceito. mas que não sente o que nele se traduz? não engulo, seja médico ou carpinteiro a dizê-lo.


sou a única constante na vida daquele ser desde que nele despertou a consciência. asseguro a satisfação de todas as suas necessidades – físicas e emocionais. e vêm agora dizer que ela só me reconhece como mãe aos 14 meses?!



nego-me a acreditar


 imagem retirada daqui

basta

eu sei que já te vieram com esta conversa, que se fala disto em cada canto, que me vou repetir, que te vou dizer mais do mesmo, mas não consigo resistir! peço, desde já, desculpas pelo abuso na linguagem, mas

apelo

imagem retirada daqui

 

já chega de chuva.

não há bom humor que tolere dias cinzentos em catapulta. se quisesse viver em monocromático ter-me-ia mudado para londres!

eu quero ver as tuas belas cores, o teu verdejante manto salpicado de cor, o intenso azul do oceano que te contorna, as nuances coloridas das tuas cidades.

quero mostrar à minha filha que nasceu num país que inspira fotógrafos, pintores e poetas. que passear pelas tuas ruas e viver as tuas esplanadas é pacificador e prazeroso. que acordamos e temos de ir trabalhar, mas ao sair ainda temos “dia” para brincar e namorar.

portugal portugal, deixa, por favor, o sol voltar a brilhar.

atentamente grata,

uma portuguesa com saudades da tua luz

 

constatações

a semana passada foi de loucos a nível de trabalho (penso que se notou por cá).

não sou rica, não tenho pais ricos, (ainda) não ganhei o euromilhões.

tenho excelente bom gosto, mas estou limitada (economicamente) na sua demonstração.

tenho por opção e por prazer uma vida social exigente.

adoro criar, aprender novas coisas, agarrar desafios!

sou dirigente associativa e voluntária por considerar fazer parte do meu dever cívico.

detesto segundas. detesto manhãs. super detesto segundas de manhã.

não suporto os “ai, ai, ai”, o dói-me o cabelo, nem o não sou capaz em vez do não me apetece.

 

isto tudo porquê?

porque as pessoas deveriam ser proibidas de me irritarem profundamente às segundas de manhã!

mais,

no geral e na eliminação do risco, as pessoas deveriam ser proibidas de comunicar comigo às segundas de manhã!

 constatações

 imagem retirada daqui

 

diz-se que: já estava com saudades de passar por cá de corpo, alma e mau feitio!

nem sei ...

sou uma rapariga que gosta de sair, viver novas experiências, conhecer coisas novas.

gosto de gastronomia, música, exposições, desporto, viagens…tupo o que desperte os meus sentidos e amplie a minha visão do mundo.

há uma profissão transversal a todos estes tipos de eventos: segurança privada. eventos com a participação de muitas pessoas têm de prever um conjunto de aspetos que assegurem a proteção/segurança dos participantes (e dos bens), o que entendo e agradeço enquanto frequentadora.

sempre trabalhei em contacto direto com pessoas (beneficiárias dos meus serviços), nem todos os dias estava bem disposta, nem todos os dias me apetecia lá estar, nem todos os dias o sorriso brotava naturalmente no meu rosto. no entanto, assim que alguém entrava pela sala adentro eu repetia na minha cabeça: esta pessoa nada tem a ver com a tua vida e as suas circunstâncias, estás qui para ela, dá o teu melhor. e isso fazia. o sorriso e o bom dia lá saiam e as coisas fluíam. se era fácil? por vezes não, mas eu estava a trabalhar, tinha uma missão ética e profissional a cumprir.

voltando aos seguranças, com os quais já tenho uma bagagem de experiências pouco positivas, não é que tenha uma situação a cada evento, mas já tive algumas. estava eu no fim de semana sossegadinha, desta vez estada mesmo sossegada, quando no final de um evento um segurança abeira-se de mim e convida-me a sair. simpaticamente informei o sr. que estava a aguardar que a minha amiga saísse da casa de banho. o sr. diz que terei de esperar “lá em baixo”. eu, tentando não o mandar dar uma volta ao bilhar grande, expliquei que tinha a carteira da minha amiga e por tanto não devia sair dali pois ela teria dificuldades em encontrar-me. o parvo do homem (sim já mudei o tom) insiste que devo sair e faz aquele gesto de me tocar no braço para me indicar o caminho.

.pa.r.o.u. .t.u.d.o.

disse-lhe que agradecia que não me voltasse a tocar. ele respondeu duas ou três barbaridades e retirou-se. entretanto já se tinham aproximados mais 3 seguranças (eu devia ser mesmo muito importante). chega a minha colega. e um deles diz-me: já pode então retirar-se. pronto, prendi o burro e disse que só o faria quando o colega me pedisse desculpas pelo modo em como me tratou.

lindo.

outro segurança – o ameaçador - bem de trás e diz-me: sai pelo seu pé ou sai com a psp. (coitados, mal sabem eles da minha experiência nestas andanças). disse que aguardaria então pela psp ou pelo pedido de desculpas do colega.

outro segurança – o pacificador – tenta uma abordagem emocional: sabe que estamos cansados e só queremos ir para nossas casas descansar, por favor, colabore.

eu questiono: não estão eles a trabalhar? colabore? um imberbe qualquer, brutamontes achando que manda em alguém, é rude e mal educado e eu tenho de ter pena do sr. porque está cansado?!

os seguranças têm de ter formação e têm de estar preparados para lidar com pessoas aos mais diversos níveis. ter pulso para gerir estas situações, encontrarem alternativas. é impensável um segurança maltratar uma pessoa sem razão alguma – só porque não a venceu com argumentos bacocos e irracionais.

respeito todas as profissões e respeito os bons profissionais. senhores seguranças como estes (o mal educado e o ameaçador) ateiam o rastilho, não podem de todo cumprir este tipo de funções. não podem, de todo, lidar com o público. onde está a entidade que regula este tipo de profissões? como são escolhidos estes profissionais?

por vezes é bom estar errado

amizade

 

tenho andado por aqui com dilemas internos, que na verdade de dilemas têm pouco, pois nada tenho a fazer.

é mais uma questão de preocupação e agora desabafo.

sabem quando percebemos que há alguém que está a ir pelo caminho errado, não porque sejamos os donos da verdade ou mestres em futurologia, mas porque tudo isso indica? aliás sabemos que se a pessoa alvo da nossa preocupação, não estivesse envolvida, teria exatamente a mesma visão.

então que fazer? pois, nada.

não tem a ver com cobardia. nunca me abstive de dar a minha opinião (os que me rodeiam bem o sabem, coitados). mas uma coisa é alertar para o evidente, outra coisa é insistir e imiscuir.

feita a primeira parte, responsabilidade para com quem amamos, agora só me resta apoiar e acompanhar. esperando que a queda não seja (muito) grande ou aspirar a que, mesmo que tudo diga o contrário, eu esteja errada.

por vezes é bom estar errado.

por outras, temos de respeitar o direito de quem amamos a errar

 

 

 

 

um desabafo de 2008

no meio da azafama das minhas arrumações encontrei o meu diário de 2008!

venho partilhar um texto, que há distância já não faz doer, e que me orgulha pela decisão tomada:

"passei o fim-de-semana no algarve, o tempo estava ótimo, a minha vida nem por isso!

embora tudo convidasse ao relax e descontração, ele estava comprimido como sempre.

nada o torna feliz, tudo provoca ira e não há forma de penetrar nessa muralha. para fora só vem mágoa e ataques...não sou capaz de continuar assim... não somos amigos e agora também já não somos amantes, que sentido faz continuarmos juntos? somos apenas sócios na compra da habitação, só isso nos une, uma relação comercial.

se pelo menos não me ataca-se constantemente, eu poderia aguardar, ter esperança de que as coisas melhorassem.... mas chega!

não quero passar a minha vida ao lado de alguém que não quer ser feliz.

avizinham-se momentos complicados, mas sinto-me aliviada pela decisão tomada... todas as brigas, as ofensas vão finalmente terminar. preciso de paz. preciso de espaço para ser feliz."

este texto foi escrito no início de março... no final de abril estava tudo resolvido!

só somos infelizes se decidirmos sê-lo. somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas! nem sempre são fáceis, mas têm de ser firmes.

 

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