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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

o meu contributo para um 2020 mais sustentável

Um dos meus objetivos recentes e compromisso com a humanidade é o de reduzir o consumismo, sobretudo em determinadas áreas, nomeadamente o vestuário.

Nos últimos anos a roupa tornou-se extremamente acessível (refiro-me às marcas comerciais e não às marcas brutalmente dispendiosas).

Ontem fui ao shopping, na tentativa de encontrar uma bela secretária a bom preço – tentativa falhada-, e aproveitei para ver algumas lojas de roupa para a miúda – normalmente aproveito os saldos para comprar para o próximo inverno. Confesso que é extremamente difícil, tendo um gostinho por trapinhos e tendo uma miúda que bem os veste, controlar o meu desejo de comprar e comprar, pois tudo parece essencial e necessário. Mas respeitando o meu compromisso comprei só peças essenciais: camisolas de algodão (3) e um pack de leggins.

Com peças a 1,50€ é difícil não cair na tentação de “só mais uma”. Agrada-me a existência de preços acessíveis, mas por outro lado, estes levam a um maior consumo apenas porque é barato, obrigando a uma maior disciplina por parte do consumidor.

Mas qual é efetivamente o custo de produzir uma camisola que é vendida a 1,50€?! A matéria-prima, a mão-de-obra na produção – e as condições desta, a logística (etiquetar, armazenar, distribuir), o transporte, a logística da venda… para além de não compreender como é que todo o processo se reduz a um preço tão baixo, é assustador imaginar a pegada ecológica desta peça de 1,50€, que por norma vem de “longe” e que muitas vezes nem gostamos muito mas compramos porque é barata e usamos pouquíssimas vezes.

Neste meu processo de consciencialização e de compra do essencial assumi alguns princípios na compra de roupa para a pequena: comprar peças confortáveis e de qualidade (duradouras mantendo o bom aspeto lavagem após lavagem); peças neutras (facilmente combináveis); privilegiar peças cuja composição seja (maioritariamente) em algodão - este é um aspeto dúvio do ponto de vista ecológico, mas em consequência da pequena ter pele atópica é a escolha mais funcional; evitar comprar peças que, embora lindas, tenham reduzida usabilidade (pelo material, conforto ou especificidade); evitar comprar por impulso, sobretudo em virtude do preço reduzido. Na compra de vestuário para mim apenas dois princípios: ir substituindo os essenciais à medida do seu desgaste e adquirir apenas duas peças ícone por estação (sei que ainda poderia fazer mais, mas tendo em conta o meu comportamento habitual este é um salto de guerreira que espero concluir com sucesso).

ciclo de vida de uma peça de vestuário

 

sei que para além de reduzir na adquisição, deveria aumentar a reutilização. em virtude do meu roupeiro eu facilmente investirei na reutilização. com a pequena é mais complicado, embora já tenha encontrado vários grupos no facebook de troca de vestuário, por norma as pessoas estão dispersas e o encontro para troca não é o mais fácil, mas é uma opção que terei de explorar melhor. existe também uma loja local para o efeito que irei explorar em 2020.

e olhem, na medida das minhas capacidades e disponibilidade mental, esta é a minha única e efetiva resolução para 2020: reduzir o consumismo e aumentar a reutilização. sendo uma e apenas uma, espero (prometo) não falhar.

para aprofundar este tema aconselho a leitura do artigo do público a pegada da nossa roupa (fonte da imagem partilhada).

 

a regra dos quatro presentes

estou numa luta para mudar os meus comportamentos, numa perspetiva de minimalismo e de combate ao consumismo (um dos meus pecados capitais - versão séc. xxi).

não sou ambientalista (acreditando que o “ista” pode ser sinónimo de conhecedora de), mas acredito que tod@s nós temos de repensar comportamentos e melhor gerir as nossas opções. a economia circular e a reutilização a meu ver não são chavões da moda, mas sim uma tendência para reduzir o nosso impacto negativo no mundo que nos acolhe.

o natal é por si um apelo ao consumismo. a vontade de agradar a quem amamos e o bombardeamento de coisas que há por todo lado faz-nos desejar tudo! e, como diria o outro (que nunca sabemos quem é o outro), a carne é fraca.

presentes-natal.jpg

no que toca às crianças, sobretudo às nossas, pequenos seres merecedores do mundo, parece que tudo lhes faz falta e que nada é demais para os fazer felizes. mas, em boa verdade, elas têm imensas dificuldades em lidar com muitos estímulos em simultâneo, e o receberem muitos presentes faz com que não valorizem verdadeiramente (quase) nenhum; para além de quê, na maioria das vezes, o que as faz dar gargalhadas e serem felizes não são coisas!

num momento de morte aos neurónios, quando passava pelo feed do facebook, encontrei um artigo, num site espanhol que acompanho, sobre a regra dos quatro presentes de natal para crianças, mas que acredito que se aplique também para o aniversário ou outras datas em que sejam merecedoras de afagos materiais.

as regras são simples e, como quase sempre, bastante óbvias. o objetivo é procurar o equilíbrio, permitir que a criança valorize o que recebe e mantenha acesso o desejo.

fiz uma breve pesquisa junto do dr. google e não consegui descobrir a sábia mente que criou estas regras, pelo que não podendo citar uma fonte, cito a sra. “é tão óbvio que me apetece esbofetear-me por não ter pensado nisto”.

as quatro regras são então:

.1. uma peça para usarem (roupa, calçado ou acessórios)

.2. um livro

.3. algo que ela precise (para a escola, para o desporto que pratica ou o seu passatempo preferido …)

.4. algo que deseje (por norma bem espelhado na carta que escreve ao pai natal – um sinal da mudança dos tempos é quando uma carta ao pai natal tem uma lista de presentes e não apenas “aquele” presente tão desejado)

os tais especialistas afirmam também que estes presentes têm de ser selecionados tendo em conta a idade e as características/gostos da criança, devendo favorecer a interação social e com o meio envolvente/natureza, contribuindo para o saudável e harmonioso desenvolvimento físico, cognitivo e emocional – ou seja, coisa pouca!

este natal já não vou a tempo de cumprir com a regra dos quatro presentes – compro tudo com muita antecedência para ter a certeza que está tudo perfeito no dia (montado e verificada a usabilidade) e também para fugir ao stress das prendas de última hora-, mas intuitivamente safei-me nas características que as prendas devem ter (ufa).

assim, a minha pequena de dois anos vai receber: um triciclo que promove o desenvolvimento motor e a coordenação, a resistência a frustração e a persistência, bem como, favorece as atividades ao ar livre! (um ponto para a mami!); uma cozinha que promove o desenvolvimento da imaginação e a interação social, ambos através do “jogo do faz de conta” (e vão dois pontos para a mami); o livro “da cabeça até aos pés” de eric carle que para além de promover o gosto pela leitura convida o pequeno “leitor” a imitar os movimentos das várias personagens  e a relação afetiva com o seu/sua companheiro/a de leitura (desenvolvimento cognitivo + motor + emocional, boa mami! mais um ponto); dois jogos: um de encaixe e outro de equilíbrio, ambos visando o desenvolvimento de competências cognitivas e de motricidade fina (aqui a mami por ultrapassar o n.º de presentes aconselhado não ganha pontos!)

confesso que nesta idade não considero os objetos de vestuário, calçado e afins como presentes, vejo-o como um bem essencial – embora assuma que ultrapasso em larga medida o que é essencial, mas juro que estou a trabalhar no sentido de melhorar esta característica!

bom natal e boas compras – controladas e certeiras!

 

nota: o site que inspirou este artigo

os saldos e a gestão dos impulsos

consumismo & responsabilidade

os saldos são um fenómeno económico que poderia dar azo a profundos estudos psicológicos.

ir aos saldos – de modo presencial ou virtual – é um exigente exercício de autocontrolo.

eu tenho de “ter mão em mim” ou a desgraça acontece. tantas boas oportunidades, tudo tão “em conta”, aquelas peças que dão tanto jeito … tudo serve de pretexto para querermos tudo! e juro que eu desenvolvo uma lógica extremamente racional para que tudo faça sentido.

sexta-feira começaram os saldos e qui a menina já tem uma encomenda a caminho da bershka, da women´secret, da stradivarius, da pull & bear e da mango. juro que são apenas coisas que fazem sentido e imensa falta. bem, imensa falta talvez seja um exagero, mas sentido, têm-no todo.

agora mais a sério (pelo menos tentando não parecer uma bimba fútil), quando se tem um orçamento reduzido e trapinhos novos são um dos nossos pontos fracos, o investimento tem de ser cauteloso. as compras online (as minhas preferidas) permitem-nos calmamente avaliar todas as opções e fazer escolhas em vários sites em simultâneo, comparando o que está disponível e fazendo as escolhas certas respeitando o orçamento.

isto de ser rapariga de bom gosto e com um estilo eclético é uma complicação.

não digo que seja fácil controlar estes impulsos de tudo querer, mas a consciência e a responsabilidade a isso obrigam.

 

 confesso ter alguma dificuldade em compreender as pessoas que vão para além das suas possibilidades. não me refiro a fazer escolhas e a priorizar umas coisas em detrimento de outras. cada quem sabe do que necessita para ser feliz - podem haver pessoas que são mais felizes em gastar 30€ numa peça de roupa do que a jantar numa marisqueira.

o que não entendo é quem gasta o que não tem em coisas fúteis. por exemplo, gastando 300€ nos saldos e não pagando a renda desse mês…pois o dinheiro não chega p´ra tudo – acreditem ou não, isto acontece e não é tão raro assim. pessoas que ficam sem água e luz em casa porque não pagaram as contas, pois tiveram “outras prioridades” como passar todas as tardes no café para umas minis after work.

é obvio que o ideal seria que todos tivéssemos dinheiro para tudo o que precisamos e para o que nos dá prazer. mas como diz a minha santa mãe “o dinheiro não estica” … e, assim sendo, devem ser feitas escolhas conscientes.

que o consumismo não ofusque as nossas responsabilidades.

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