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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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porque podem haver amores para a vida toda

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imagem retirada daqui

 

amanhã é dia dos namorados.

a internet já destila amor há semanas (eu destilado prefiro a vodka).

as lojas destilam amor desde o início do ano, parece que o amor também se pode comprar.

e porque não quero parecer uma cabra insensível no dia da celebração comercial do amor (mas não sei se o irei conseguir), venho de véspera partilhar um vídeo lindo que, embora seja uma campanha publicitária a umas pastilhas elásticas, é uma maravilhosa projeção do que pode o amor ser!

deixem esses corações amolecerem um pouquinho :)

 

 

amor

sempre tive inveja daqueles seres que têm o seu companheiro a olhar embebecido para elas, que lhe veem beleza em cada poro e admiração em cada ato.

nunca tive isso.

isso deixa-me algo triste.

nunca perspetiva romântica penso que quiçá ainda não tenha encontrado o tal, que quiçá nunca o encontre.

hoje, no trabalho, atendi um casal peculiar.

a sra. leva-me ao desespero pelo discurso “de o mundo está contra mim”, ele pacientemente chama-a a realidade e foca-se na situação. sempre de forma empática e conciliadora.

ela vai iniciar um processo que ele também anseia, mas o dinheiro não dá para os dois. dinheiro esse que é auferido por ele e que ele sem hesitar lhe diz que tem tempo depois, que ela está primeiro.

assim, sem importar-se, pelo prazer que lhe dá fazê-la feliz, ele põe-se em segundo plano.

está é quiçá uma bela e simples definição de amor.

amor

imagem retirada daqui

 

perdidos e achados

há quem há muito não o veja.

há quem passe por ele e não o reconheça.

há quem o tenha idealizado e que não o aceite como ele realmente é.

há quem tenha alguém a oferecê-lo mas que não deseje aceitá-lo.

há quem tenha a quem oferece-lo mas que não o aceite.

há quem nunca o tenha conhecido, há quem já conheceu vários.

há quem viva em sucessivos desencontros.

há que pense que ele é gratuito, um dado adquirido (estes estão condenados).

o amor não é pera doce. é complexo e trabalhoso. é exigente e gratificante.

o amor não é um ato de magia. a paixão, a tesão podem parecer que sim. o amor é outra coisa.

toda a gente acha que está preparada para amar, mas não é verdade.

toda a gente acha que está preparada para ser amada, mentira também.

cada vez mais amamos pior.

desistimos mais fácil, exigimos mais, damos menos.

ou

persistimos mais do que devíamos, exigimos menos e damos (de) mais.

quiçá, por causa da poluição emocional e outras mazelas, haja um problema de frequências e sintonização.

quiçá há quem diga que quer amar, mas está tão cheio de si, das suas necessidades e vontades que seja incapaz de dar espaço ao outro, às suas necessidades e vontades.

há um problema grave no que se respeita ao amor.

depois da estreia do “casados à primeira vista”, que confesso ter acompanhado todos os domingos, surgem agora mais dois programa para por em contacto as pessoas: “o carro do amor” (sic) e “first dates” (tvi). eu tenho sempre uma grande necessidade de tentar compreender o que leva as pessoas a exporem-se desta maneira. depois de ter acompanhado o casados à primeira vista e ter ficado algo surpresa com o modo como, supostamente, aquelas pessoas conseguiam ignorar as câmaras, e de não conseguir perceber o que era real e encenado, fico com muitas reticências sobre se o que leva as pessoas a participar é o desejo de “encontrar o amor”. mais uma vez o amor é desvirtuado. as pessoas andam perdidas naquilo que querem e esperam ser achadas nos holofotes da “fama”.

ai amor que será de ti?!

amor

imagem retirada daqui

músicas & momentos

todas nós temos aquela(s) música(s) que ouvimos no final de uma relação. músicas que nos ajudam a martirizar e a abrir as torneiras :)

acho terapêutico cantar aos berros entre lágrimas o nosso desamor.

as nossas amigas são companheiras na nossa viagem e pesquisa no youtube das nossas músicas.

a coisa acaba mais ou menos sempre igual: gargalhadas entre lágrimas, um "copito" (adoro eufemismos) a mais e um gang feminino contra o sexo masculino - o visado e todos os outros, pois claro, são todos iguais.

este é um belo exemplo desses momentos:

fica a letra e o original de massiel

deja de pensar, y cuéntame,
ya se que ayer estabas junto a él y hoy
se ha ido.
ya se que has compartido junto a él
la noche tibia y el amanecer.
ya se que as descubierto junto a él,
la dicha.
ya se que se a parado tu reloj,
pero ahora mismo vas a echarlo andar,
es pronto para dar por un amor,
la vida.
coro
bailaremos un vals,
tomaremos después una copa de más,
y hasta que salga del sol cantaremos al son
de una vieja guitarra.
brindaremos por ti,
brindaremos por el porque le vaya bien,
y mañana verás que es mejor olvidar
que llorar un amor.

vuelve a sonreír, olvídate,
la vida es ancha y estos golpes del amor
se olvidan.
después de cada noche sale un sol,
y vuelven las gaviotas a volar,
después de la tristeza nacerá
la dicha.
sí hoy te han maltratado el corazón,
y duerme junto a ti la soledad,
no importa porque empieza un día más,
la vida.

 

diz-se que: no hay mal que dure 100 años ni cuerpo que lo aguante

quero-te bem

olho para ti e sei o que vejo; mas não encontro palavras para descrever o que sinto – e olha que é raro eu ficar sem palavras!


pensava saber o significado do amor, mas não sabia.


agora que sei não o consigo descrever.


talvez seja mesmo assim. talvez colocar em palavras algo tão intenso, tão pleno, seria ultrajar a sua essência.


talvez o amor não seja conceitualizável. deixa que lhe sejam atribuídos adjetivos, mas não se deixa adjetivar.


mas o amor não veio sozinho. trouxe consigo outro intenso sentimento. mais fácil de descrever, mas mais difícil de gerir: o medo.


nunca antes senti tanto medo de perder alguém. nunca antes tive tanto medo de morrer.


não sou uma pessoa romântica. acredito que ninguém pertence a ninguém. sei que a vida corre num ciclo natural com episódios contranatura à mistura.


mas agora que te tenho, pela primeira vez, tenho medo de perder alguém. sei que não me pertences. mas quero-te bem e, sempre que possível, pertinho de mim.


quero-te bem


 

carta a um pai ausente

sei que os tempos eram outros.

sei que não tínhamos muito dinheiro.

sei que querias dar-nos o melhor.

hoje olho para trás e questiono:  terá valido a pena?

é verdade que conseguiste que os teus filhos estudassem - os primeiros na família a terem um curso superior.

é verdade que tens filhos trabalhadores e íntegros.

é verdade que tens três filhos que te amam e admiram.

mas… terá valido a pena?

quando era pequena apenas te via nas tardes de domingos, sais para trabalhar e regressavas e eu a dormir. gostava que estivesses estado mais presente, gostava de te ver ao acordar e de ter um beijo de boa noite.

é incrível como uma pessoa tão ausente tinha tanto peso nas minhas ações, na minha educação. nunca me assentaste uma palmada, mas assim que levantavas o tom de vós as lágrimas surgiam. lembro-me que quando a mãe me ameaçava com “contar ao pai” eu ficava logo em sentido, e ao contrário do que a mãe pudesse pensar, não era por ter medo de ti, era por receio de te desiludir.

cada momento contigo valia ouro. como nunca te tinha, quando te tinha sentia-me a dona do mundo.

todas as minhas decisões, todo o desenho do meu percurso foi no sentido de ir ao encontro das tuas espectativas … era o mínimo que eu podia fazer para agradecer todo o teu esforço.

todos aqueles anos de trabalho extremo, fazem-se sentir agora no teu corpo. és jovem, mas o teu corpo foi muito maltratado. agora tens tempo para aproveitar a família, para brincar com os teus netos …mas as dores assombram-te.

questiono: terá valido a pena?

hoje, enquanto escrevo este texto e as lágrimas escorrem-me pelo rosto, sei que não poderia ter sido doutro modo. sinto-me mimada e ingrata ao cobrar-te a tua presença.

depois de tudo o que fizeste para me dar “tudo”, depois de tudo o que abdicaste, não tenho o direito de te questionar; fizeste o que consideraste melhor e fizeste-o tão bem que mesmo na tua ausência foste o princípio estruturante da minha personalidade. devo-te tanto, devo-te tudo.

respondo agora: sim, valeu a pena.

sei que olhas para nós e o teu coração enche-se de orgulho.

obrigada pai pela tua presença mesmo na tua ausência.

carta a um pai ausente

imagem retirada daqui

num aniversário especial

o.meu.mais.que.tudo. e eu festejamos hoje o nosso aniversário!

este último ano foi uma loucura.

um pedido em casamento (que me levou mais uma vez a perspetivar o tema)

e

um compromisso para toda a vida: a nossa filha

 

 

 

só posso pedir que, no mínimo, o próximo ano seja tão rico quanto este.

a ignorância é uma bênção

ontem em conversa com um amigo, sobre o que gostaríamos para as nossas filhas, surgiram vários aspetos. hoje, vou aqui destacar um: a ignorância (que ele teimosamente chamava de inocência).

há uma expressão em inglês que “my person” costuma usar “ignorance is bliss”, na qual eu acredito piamente.

fazíamos a analogia entre o acreditar no pai natal e no amor.

é verdade que o natal, depois do reinado do pai natal, continuará a ser uma época especial de reencontro familiar e de troca de presentes, mas terá perdido a magia no imaginário das crianças. deixará de ter o encanto e a magia do senhor de barbas brancas que lhes vinha deixar uma prenda especial (que a criança desejou e pediu…e para a qual se terá portado bem durante o ano  ).

algo semelhante acontece com a crença no amor. eu sempre fui uma sonhadora, uma devota do amor. até que cresci. e vi muita coisa. soube de muita coisa. percebi que o amor é um sentimento construído, que implica duas pessoas e que pode ser quebrado pelo cansaço, ou pela mudança de interesses, ou por nada, ou por tudo, ou unilateralmente, ou ... é um sentimento vivo que se alimenta do que o rodeia, que se distrai e que por vezes se perde. esta consciência fez-me começar a ser cautelosa, a medir afetos e investimentos. fez-me racionalizar o amor, portanto retirou toda a magia a este “nobre” sentimento.

tenho saudades de acreditar no pai natal, assim como de acreditar no amor!

espero que a minha pequena princesa guerreira acredite por muito tempo na magia, que se deixe encantar, que viva feliz cada amor, que acredite que se não acertou numa relação é porque não era essa a “tal”, que a sua cara-metade estará por chegar; mas que se valorize, que nunca perca a sua essência, que não aceite nunca menos do que merece, do que a faça sonhar, do que a faça sentir especial … que viva feliz na ignorância de que o amor pode acabar.

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imagem retirada daqui

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