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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

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liberdade de expressão exige responsabilidade

na semana passada andava eu a fazer aquele exercício vazio que nos rouba tempo mas que nos permite fazer um reset, ou seja, andava a passear pelo facebook, quando me deparo com uma publicação que captou a minha atenção:

 

apelo à ódio

 

 

achei de imediato a segunda imagem agressiva e homofóbica. e tive a curiosidade de ler a "informação" da primeira imagem - que levaria a tal alarme:

 

adaptação à realidade

 

li a informação, com a qual concordo, e pensei: que besta homofóbica e ignorante.

quanto ao besta homofóbica penso não ter de me explicar. quanto ao ignorante já terei de me justificar.

durante 8 anos trabalhei com população em risco com diversas vulnerabilidades. posso dizer-vos que contavam-se pelos dedos das mãos os agregados familiares com a configuração "tradicional". as famílias tinham composições diversas: monoparentais (com a mãe ou com o pai); fraternas (irmãos mais velhos que tomavam conta dos mais novos); avó, avô ou ambos a assumir o papel parental; a mãe/pai com a avó; a mãe/pai com o avô; famílias de acolhimento; crianças e jovens institucionalizadas... e outras. estranhamente, quiçá pela intervenção ser feita em meio rural, onde o preconceito ainda é muito, não haviam situações de pai/pai ou mãe/mãe. no entanto, em qualquer uma das configurações apresentadas comemorar o dia do pai e o dia da mãe era sempre muito penoso. era recordar uma situação que causava dor àquelas crianças e jovens. era lembrar-lhes que o pai ou a mãe não quis saber deles e os deixou por um(a) novo/a namorado/a,  ou que estava preso por ter violado o irmã mais nova, ou que tinha morrido de overdose, ou que não lhe tinha sido reconhecida a capacidade para cuidar deles (por já o ter posto em risco em diversas situações)...era recordar-lhes que quem mais os devia amar, não o fazia. era recordar-lhes que o seu pai não era o melhor do mundo (mesmo que fantasiassem que o eram). de que valia fazerem uma lembrança se não tinham a quem a entregar?!

pois é, senhor besta homofóbica e ignorante, não sãos as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros que destroem o conceito tradicional de família. é toda a sociedade na qual eu e o sr nos incluímos.

questiono, sr besta homofóbica e ignorante, porque é para si importante a comemoração do dia do pai ou da mãe? sente-se menos pai se na escola da sua criança não fizerem uma lembrança para o agraciar? necessita de ser enaltecido nesse dia, que os seus descendentes lhe digam o quão especial é? é mais pai no dia do pai? 

sei que não pediu, mas vou dar-lhe dois conselhos (de borla!):

1) olhe para além do seu umbigo. olhe para além da "perfeição" da sua família tradicional. pense que há famílias diferentes por seus condicionalismos ou, simplesmente, por opção dos seus membros. e, acima de tudo, entenda que uma família é um lar onde há amor, independentemente dos elementos que a constituem (onde, imagine lá, até pode não haver filhos!) - e, acredite ou não, mais vale uma família diferente do que uma família tradicional que esconda maus-tratos e negligência.

2) respeite os outros. não tem o direito de se achar superior, muito menos de tentar que as pessoas que optam por vidas diferente da sua, se sintam inferiores. não promova o ódio, muito menos quando baseado na ignorância.

 

acredite que não deve ser o sr a envergonhar-se deste país, é este país que se deve envergonhar de cidadãos como o sr.

 

 

 

não discriminação

 

 

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