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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

fraternidade

querer ser mãe não foi para mim uma certeza.

a minha vida sempre foi muito preenchida do ponto de vista afetivo e social. nunca excluí a maternidade, mas  nunca fiz dela uma prioridade; até que chegou o momento em que soube que o tempo/idade iria impedir que a escolha continuasse a depender da minha vontade. 

foi nessa tomada de consciência que questionei o.mais.que.tudo. sobre a sua vontade de ser pai. e assim, de forma consciente e adulta, avançamos para o projeto mais importante e de maior responsabilidade das nossas vidas.

o processo foi moroso, com alguma ansiedade à mistura - a possibilidade de não ser possível tornava a gravidez ainda mais desejada, estranho feitio humano! - finalmente, pouco mais de uma ano após termos começado a tentar, lá engravidamos (sim, sei que que engravida é a mulher, mas acredito que o estado é do casal). a gravidez decorreu dentro da normalidade (não sou apaixonada pelo estado de graça, pois os meus medos e o não ter a certeza que está tudo bem, a cada momento, atrofia-me o cérebro!). o parto não correu como previsto, mas no final correu tudo bem e a minha princesa veio iluminar os meu dias (e noites!).

com ela nasceu também uma certeza: queria que ela pudesse vivenciar a relação fraterna. quiçá por eu ser de uma família onde somos três irmãos e saber do bem que nos fazemos, de amar os meus sobrinhos e adorar as festas de família com casa cheia. também por me assombrar a ideia de que a pequena não tem pais muito jovens e tendo em conta a esperança média de vida, ela ficaria "sozinha" no mundo relativamente cedo - na consciência que os laços de sangue nada garantem, mas acreditando numa educação promotora dos valores da família e da fraternidade.

o problema: o papá não partilhava da mesma visão e, assumamos, um filho não é algo que se imponha a ninguém.

após algum tempo, vários lembretes do tic-tac biológico feminino, e alguma persistência de quem acredita nas suas certezas... o papá lá se convenceu (ou desistiu pelo cansaço ). agora, olhando para trás, acho que sempre gostou da ideia, mas não estava preparado visto estarmos no meio da tempestade de pais de primeira viagem.

e lá entramos, novamente, no processo. cinco meses depois o jackpot. e agora o misto entre a felicidade e, novamente, a ansiedade, o nervoso miudinho e o ardente desejo que corra tudo bem - porque agora não somos só dois.

amor fraterno

imagem retirada daqui

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