gostar de escrever é uma paixão. mas a escrita nem sempre flui e muitas vezes torna-se um desafio.
como não gosto de desistir de paixões, tento encontrar maneiras de aguçar a criatividade e de me obrigar a escrever - no meu caso, muitas vezes não é a falta de conteúdos, mas o não saber como lhe dar forma, interesse, vida!
acompanho desde 2019 os desafios do plano nacional de leitura - quer para a leitura, quer para a escrita. em 2020 decidi abraçar um desafio mensal de escrita. embora os desafios sejam pensados para crianças e jovens em idade escolar, a verdade é que qualquer um de nós pode neles inspirar-se, e é isso que decidi fazer.
paralelamente, inscrevi-me na segunda edição do desafio de escrita "os pássaros" (após ter falhado a primeira edição). pelo que consegui acompanhar da primeira edição este desafio permite uma grande interação entre os blogs e seus autores, para além do comprometimento com o projeto e a escrita - sem pretensões, só pelo prazer de criar. consultem aqui o desafio e inscrevam-se!
acordei desorientada e com pensamentos turvos. foi uma noite inquieta, com sonhos desconexos e uma ansiedade latente. algo estaria a acontecer, a minha intuição assegurava-o.
tentando afastar estas inquietações da minha mente, lentamente acordo o meu corpo e levanto-me na procura do intenso cheiro do café acabado de fazer.
dou um gole no meu café, forte e sem açúcar, e pouco a pouco, sinto a energia, timidamente, a percorrer o meu ser. respiro fundo, fazendo com que as minhas narinas absorvam o ar fresco que se faz sentir nesta manhã de inverno. tomo consciência de mim. olho à minha volta e apercebo-me das decorações de natal e de uma mesa ainda bem composta. ouço o crepitar da lenha na lareira e sinto um arrepio no corpo, não pelo frio, mas pela ausência.
abate-se sobre mim a realidade.
está tudo igual.
foi tudo feito à semelhança do que sempre fizeste.