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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

vamos brincar ...

de modo simples, inconsciente e não intencional...formatamos desde cedo as crianças para serem meninas que é necessariamente diferente de serem meninos, e vice-versa.

nascemos de sexos diferentes - com diferenças biológicas.

a partir desse momento o género ao qual pertencemos é definido socialmente. as nossas diferenças biológicas servem de mote, sem fundamento na maior parte dos casos, para condicionar as nossas opções.

nascemos livres num mundo colorido e somos educados num mundo rosa e azul.

 

- por um mundo colorido -

igualdade de género

a igualdade de género está na moda, pensarão alguns.

fica bem falar de igualdade, dirão outros.

é tudo muito bonito mas na prática ..., comentarão (sobretudo) muitas.

 

Pirâmide Social.jpg

efetivamente existe atualmente um maior investimento nesta temática - não fomos nós que nos lembramos, mas a europa que sugeriu -, proliferam as ações de formação (financiadas) nesta área.

como trabalho na área da educação achei que era meu dever fazer formação nesta temática. e, eu que me achava muito inclusiva percebi que ainda tenho, integrados de modo latente, alguns estereótipos ligados ao género e ao que "corresponde" a cada um. por outro lado, nos debates de grupo, percebo que muita da sensibilidade que temos para a discussão desta temática está associado ao próprio género: porque eles "estão a outorgar um direito a elas", estão a ser uns fixes  verifico também a esperteza das pessoas a dizerem o que "fica bem" e a agir, no momento a seguir, de modo contraditório (elas e eles).

Mas sejamos honestos, não se pode almejar numa ação de formação de 25h, 50h, 100h, alterar o que culturalmente está enraizado em nós desde que começamos a interagir com o mundo. acredito que estas ações são um "abrir de olhos" para a realidade que nos rodeia e para uma gradual mudança de comportamentos (em nós e, consequentemente, nos que nos rodeiam).

se eu já era sensível a esta questão, estando a fazer a formação, estou ainda mais atenta e preocupada com as questões de género. o facto de ter uma filha aprimora a vontade de que a igualdade seja atingida.

ontem cheguei à creche que a minha filha frequenta e a educadora partilha comigo esta sua grande frustração:

"estou a fazer chapéus para o dia das bruxas e os azul bebé não ficam nada bem. sabes que para meninas é cor de rosa e para meninos é azul, mas neste caso acho que os azuis não têm nada a ver. estou a fazer estes em roxo, o que achas?

eu respondo: - estão lindos! gosto muitos mais desses, têm mais a ver com dia, podes dar um desses a minha pequena!

e ela diz: - não. para a menina é cor-de-rosa!"

é esta mulher que formalmente "educa" a minha filha. ela nem conseguiu perceber o meu desagrado, a minha frustração. a minha filha no dia das bruxas vai ter um chapéu cor de rosa...porque é menina!

tive a sorte de nascer neste país

sou mulher.

sou portuguesa.

gosto do meu país.

gosto de ser mulher e ter nascido neste país.

gosto de ter nascido num país livre e democrático.

a história poderia ser outra.

poderia ter nascido noutro país no qual pelo simples facto de ter dois cromossomas x, poderia não ter direitos, poderia não ter escolhas. podia ver os meus sonhos vetados ou quiçá nem seria capaz de sonhar. 

ontem, a propósito do dia internacional da rapariga, pensei nisto.

li dados sobre o não cumprimento dos direitos humanos (educação, saúde), a descriminação e a violência contra as mulheres, o casamento infantil ou mutilação genital. direitos negados, práticas ultrapassadas.

tenho grande respeito pela cultura de cada povo. é de grande pretensão avaliar e julgar estando de fora. no entanto, quando da vida humana se trata, não deverá ser a diferença de um cromossoma que ditará a supremacia da cultura sobre a integridade física e psicológica.

desde 2014, quando a jovem paquistanesa, malala yousafzai, recebeu o prémio nobel da paz, a luta pelo direito à educação ganhou um rosto, e muito já se fez. mas há ainda muito a ser feito.

Malala Yousafzai

imagem retirada daqui 

 

enquanto mulher ser humano fico chocada com muito do que leio. queimada viva foi dos livros que mais me custou a ler. durante a sua leitura só pensava na sorte que tive em nascer onde nasci.

estive este ano no dubai. não querendo entrar muito na religião, mas sendo aqui quase inevitável, considerei sempre a religião muçulmana opressora das mulheres (reconheço a minha análise ocidental e com pouco aprofundamento sobre a matéria, pois o que chega a nós é sempre o pior).

voltando ao dubai. visitei a mesquita jumeirah (bela obra arquitetónica) e de extrema simplicidade no seu interior (um espaço de culto sem ostentação - como me pareceu que deve ser). no entanto, lá está a minha veia profissional em destaque, o que mais me cativou foi "quem" e "como" é realizada a visita. a visita, feita por uma mulher, é enquadrada no projeto "open doors, open minds" do centro para o entendimento cultural sheikh mohammed. de forma simples e com bom humor desmistificou muitas das ideias preconcebidas sobre a mulher na cultura muçulmana; por exemplo referiu que o uso de burka é uma escolha de cada mulher  (claro que desconfiada como sou, questiono a veracidade total do testemunho). 

 

independentemente de tudo o que foi feito e há a fazer pelo reconhecimento do direitos das raparigas e das mulheres, reitero: tive a sorte de nascer neste país à beira mar plantado

 

eduquemos para a igualdade

eduquemos os nossos filhos para a inclusão.


para o respeito pela diferença.


 


eduquemos os nossos filhos para o amor pelo outro.


 


não eduquemos com um sentimento implícito de superioridade e de coitadinhos.


eduquemos pelo exemplo. pela naturalidade.


 


eduquemos para o amor.


eduquemos para o respeito.


eduquemos para a sensibilidade.


eduquemos para uma visão em que a diferença enriquece.


eduquemos cidadãos do mundo.


 



ana paula xongani


 


eduquemos para um mundo em que a tristeza desta mãe não se repita noutras mães.

vazio de valores?!

ensino em portugal

tenho andado algo fora deste mundo. aos poucos vou sintonizando-me. e, embora achasse difícil, surpreendendo-me. 

como, como raio saia para o exterior o enunciado de um exame nacional?!

como raio uma jovem, sem problema algum, partilha publicamente no whatsapp o nome/função de quem proporcionou a fuga?! - não que o tenha de manter em confidencialidade, mas a falta de consciência das consequências do seu ato, choca-me!

 

"ó malta, falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar alberto caeiro e contos e poesia do século xx. ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. e pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória e outra sobre a importância dos vizinhos no combate à solidão. e pronto basicamente é isto. se isto não sair eu não tenho nada a ver com isto, ok?! ".

 

não estou por dentro do programa de português mas, pelo menos, parte do que foi divulgado é claramente verificável no enunciado da prova.

pondera-se agora a anulação da mesma, que por justiça e equidade nos resultados deveria ser isso a ser feito, sem desculpas ou considerações. mas mais, o que nos garante que esta professora não teve o mesmo comportamento em anos anteriores?! "ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive"

como explicar a ética aos jovens de hoje se não for pelo exemplo?! estamos a voltar ao vazio de valores defendido por lipovetsky?!

 

na mesma semana que se torna viral o vídeo de rodrigo guedes de carvalho a encerrar o jornal da noite da sic em que concluí a sua história afirmando que "devemos todos ajudar a construir um mundo onde as crianças vejam que os adultos não faltam à sua palavra".

 

temos uma comunicação social a ser fustigada (a meu ver com razão) pela abordagem crua, selvagem e desleal com que tem abordado o drama dos incêndios, e surge este jornalista a provar que nem todos são iguais.

temos uma classe profissional, os professores, que se queixam da forma como o estado os trata, e surge esta situação em que num egoísmo latente, sem ética ou moral, um (?) professor (?) decide que é legítimo beneficiar (com informação) uns estudantes, sabendo como isso prejudicará outros.

não gosto quando o meu país me mostra que não há honra nem compromisso profissional, mas cativa-me desmesuradamente quando há pessoas que nos mostram que ainda há esperança!

 

dia do pijama

há três anos o meu sobrinho, então com dois anos, abeirou-se de mim com um mealheiro em forma de casa. fiquei a olhar à esperar do que teria para me dizer. disse apenas: "tostões para os meninos". foi então que a minha irmã me explicou a missão pijama e o projeto que estava a ser desenvolvido na escolinha do pequenito.

desde então todos os anos ele participa nesta iniciativa levando toda a família a envolve-se. acho o projeto muito interessante e considero que mais do que damos, este é um claro caso em que recebemos, pois para o pequenito é obvio que temos de ajudar as crianças que como ele não têm por perto o papá e a mamã (o discurso foi desenvolvendo ao longo dos anos), o projeto naturalmente desperta nele a capacidade de olhar e ajudar o outro e, em simultâneo, valorizar o que tem.

"a missão pijama é uma iniciativa criada pela mundos de vida, em 2012, com a finalidade de sensibilizar o país para o 'direito de uma criança crescer numa família', promover o acolhimento familiar de crianças e reduzir o número de crianças institucionalizadas."

 

missão pijama

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