ser mãe é ... #27

san valentim, nesta relação, acertou em cheio ![]()
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san valentim, nesta relação, acertou em cheio ![]()
hoje começamos a falar de livros. livros para as crianças da nossa vida, sejam elas filhos/filhas, sobrinhos/as, afilhados/as, netos/as… porque um livro é sempre um presente para a vida, não pelo facto de o podermos conservar, mas por tudo o que pode despertar e deixar em nós.
já sei! um pequeno livro, muito aclamado, que já tem 38 aninhos! (foi publicado pela primeira vez em 1985). as obras desta coleção resultam da observação da escritora das crianças, do seu contexto, do que as cativava e/ou surpreendia, das relações que estabeleciam com o mundo. todos os títulos - eu vejo (visão), eu ouço (audição), eu sinto (tato), eu sei (desenvolvimento motor) – mostram esta identificação sensorial da criança com o mundo.

a britânica de 80 anos, helen oxenbury, é, para além de escritor, uma genial ilustradora de livros infantis! as suas obras são vendidas em todo o mundo e já arrecadou vários prémios - há um livro dela, do qual falarei noutro dia, que é para mim simplesmente genial! (estou fã da senhora)
voltando ao já sei!
características físicas: livros cartonados, muito resistentes. 14x14. 12 páginas.
texto: simples e adequado à faixa etária. consiste no nomear da competência adquirida (tropeçar, dizer adeus, …)
ilustração: imagens simples em tons apelativos (não excessivos) sobre fundo branco. as ilustrações apresentam, para além do ato conseguido (sentar-me, gatinhar, ..), uma bem definida expressão facial – excelente para a identificação afetiva da criança.
apreciação da mami: ![]()
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gostei. é aparentemente simples, mas rico em conteúdo. junta conquistas físicas com expressividade.
apreciação da pg:
não ligou muito. aos 13 meses não se identifica, ainda, com muitas das ações apresentadas no livro (ainda não dá pontapés, não corre, não dança (em pé), não bate o pé (graças aos céus), não salta… por isso não sentiu atraída. tentei três vezes ler com ela, deixei-o para exploração livre, e passadas duas páginas ignorava-o. livro para apresentar novamente após a aquisição das competências físicas apresentadas.
autora: helen oxenbury
editora: gatafunho
preço: 5€
plano nacional de leitura: livro recomendado para educação pré-escolar - leitura em voz alta.
como prometido hoje trago a solução do desafio deixado aqui no sábado.

de referir que houveram respostas para além das aqui apresentadas, o que prova, mais uma vez, que a imaginação não tem limites!
eu sei o básico e obvio que este post vai ser, mas como diria o nosso querido diácono remédios "não havia nexexidade"
juro que questionei se a miúda é totó/ingénua e não sabia o que isto ia dar ou se é uma cabra dissimulada em pele de ovelha fofinha que sabia exatamente no que isto ia dar. aqui tem de ser uma ou outra, não (pode?!) há meio termo.
então não é que a graviderrima duquesa de sussex se lembra de "dar força" às prostitutas escrevendo mensagens motivacionais em...bananas!
ok, para os britânicos (e americanos, até canadianos) as bananas podem não ser objetos fálicos... não, esqueçam...as bananas são objetos flicos até na china (não resisti ao estereótipo), é uma linguagem metafórica e visual universal!

imagem retirada daqui
leiam as frases: "tu és especial", "tu és forte", "tu és corajoso"...quantos homens não terão dito isto aos seus pénis?! (reparem que a banana do strong até é mais grossa do que as outras!)
como é que a moça se mete nestas situações?!
"meghan was inspired by a school in virginia where a teacher wrote positive affirmations to students" vaos lá ver meghan, nem todas as boas ideias são repicaveis em contextos diferentes, uma banana é uma banana para um estudante de uma escola na virginia, uma banana para uma prostituta pode ser uma banana, mas traz implícito um conjunto de alusões sexuais.
o que acham: inocência ou (para se integrar na cultura inglesa) humor britânico?
o que eu acho mesmo é que a duquesa, na sua vontade de ser cool, meteu o pé na poça. foi imprudente e irresponsável. é verdade que a banana dá mais jeito para escrever, mas na tangerina também se escrevia bem, e um papelinho colado no muffin funcionava igual.
é verdade que as prostitutas alvo do seu funny ou sarcástico gesto não se queixaram da banana mas sim do facto de não ser uma mensagem escrita numa banana que muda alguma coisa, que ela terá, alegadamente, outras formas de ajudar. tudo porque estas senhoras estão habituadas a que uma banana traga sempre uma recompensa económica (lamento, não resisti!)
xoxo meghan, gosto muito de ti...mas não havia nexexidade!
bom dia pessoas lindas ![]()
hoje deixo-vos um desafio para relaxar enquanto tomam o vosso café no sofá de casa.
quantos animais vêm nesta figura?

quais são?
aguardo as vossas respostas ![]()
solução aqui
quando, ainda grávida, comecei a comprar livros para a pequena estava mais centrada na beleza das histórias e das ilustrações do que na usabilidade para a bebé – sorte a minha que os livros não têm prazo de validade! a partir dos três anos a minha princesa já tem belas histórias para explorar.

com o tempo percebi que aqueles livros que eu achava muito pequenos e/ou básicos, eram os que a minha pg precisava para a sua introdução a este maravilhoso objeto que a ajudará a descobrir o mundo que a rodeia e muitos outros na construção de um imaginário inesgotável. dos primeiros livros que lhe comprei foram dois títulos – “as palavras” e “os animais” - da coleção primeiros livros do bebé da porto editora.
o tamanho e o peso permitiam que ela facilmente os manuseasse autonomamente. o robustez das suas páginas permitiu que ela os explore desajeitadamente – só após muita baba e mordidelas começaram a dar de si. o fundo simples permitia uma melhor compreensão de cada imagem (sem ruido). as palavras simples e do seu quotidiano facilitaram a aquisição de vocabulário, mesmo antes de conseguir expressar verbalmente as palavras. fita de velcro (fácil de retirar e lavar) também foi um bom auxiliar para evitar que o livro ficasse esquecido pelos sítios por onde andávamos.
agora com 13 meses está mais exigente. a sua vontade de manusear e explorar está mais vincada assim como o desejo de ser surpreendida.
tenho uma lista de livros a adquirir que assustaria o pai natal. encontrei um site que faz boas promoções e que está com 30% de desconto em alguns títulos maravilhosos para a exploração das/dos bebés.
animais bebés – o meu primeiro desliza e descobre (yoko books)
animais da selva - o meu primeiro desliza e descobre (yoko books)
embora os dois títulos anteriores sejam da mesma coleção, têm modos de interação distintos.
gabriela a gata - clap clap “uma coleção de livros que funciona como se fossem castanholas” - (yoko books)
animais de estimação – toca e brilha (jacarandá editora)
tenho optado, quando possível, por adquirir livros bilingues (na perspetiva de serem úteis agora na aquisição de vocabulário em português e futuramente na aquisição de vocabulário em inglês).
100 primeiras palavras – bilingue português/inglês – (civilização)
encontrei este que não encontro referências em pesquisas online, mas por 2€ vou arriscar!
alto, largo, grande e … - animais gigantes desdobráveis (panini)
o site da jb (não se apoquentem os mais distraídos que não falamos de whiskey) tem um motor de pesquisa muito intuitivo. se quiserem outros títulos é só escrever na "lupa" e ver se estão disponíveis e se têm desconto
( e não é só para os mais pequenos).


imagem retirada daqui
a maternidade acarreta um conjunto de coisas, umas boas, outras complexas.
uma das coisas que me trouxe foi uma maior sensibilidade a tudo o que está relacionado com crianças. uma nova realidade deixa-nos em alerta para tudo o que lhe está relacionado.
agora sei que antes era uma cabra insensível para as crianças e mais, para as suas mães. ok, talvez uma cabra seja um exagero. mas pouco lhes ligava. agora, as lágrimas escorrem-me enquanto conduzo por ouvir na rádio a notícia de uma criança morta pelo pai.
isto foi ontem. não quis escrever sem antes, tentar perceber o que teria acontecido. não que algo o possa justificar, mas para tentar entender.
passou um dia e ainda não consigo perceber.
que há pessoas estragada, já sei há muito. que há seres incapazes de amar, também já descobri. mas, olho para a minha filha, para a sua pureza, para a sua inocência, para o sorriso fácil e o olhar cheio de brilho e questiono: quem pode destruir um ser assim?
como é que quem lhe deve amor e proteção pode roubar-lhe a vida?
como se pode trair a inocência de um anjo que confia em nós?
segundo a comunicação social, o assassino terá deixado uma carta, no carro onde abandonou o corpo da filha, na qual pode ler-se "não é minha não é de ninguém".
tanto amor que este senhor nutria pela sua filha. amor esse que o impedia de a imaginar com outra pessoa. é de mim ou este tipo de discurso não se aplica a uma relação paternal? desconheço as razões que, naquela mente distorcida, o levaram a fazer o que fez. a sogra ainda é como ou outro, a ex-mulher também…agora a filha?! (nota: não estou aqui a dizer que apoio ou aceito a morte de outro ser humano, apenas compreendo melhor a loucura).
meu caro falecido, o que sentia pela sua filha não era amor. é que nem foi uma morte poética à romeu e julieta. matou a filha e ainda conduziu por 200 quilómetros (certamente a tentar decidir o que ia fazer, quiçá a pensar pedir ajuda aos pais…).
isto devia ter acontecido tudo ao contrário. podia ter começado por matar-se. fim da história. mas sabia, certamente, que ninguém ia importar-se, que quiçá seria um alívio para muitos, então vai de estragar 3 vidas – e não, as 3 às que me refiro não o incluem a si.
não sou apologista de mensagens de ódio, mas perante esta situação não sou capaz de ser melhor.
tenho certeza que muitas pessoas, como eu, terão dito que nunca usariam a televisão para ocupar os bebés.
pela boca morre o peixe. a minha princesa é exigente de atenção. e o querido panda ajuda .i.m.e.n.s.o. a entretê-la para a mamã poder fazer-lhe o jantar.
para minimizar a culpa andei a ver os desenhos animados para selecionar os menos "prejudiciais" do ponto de vista educativo (há alguns assustadores nas mensagens que passam, "os três irmãos" são de gritos).
entre os três vencedores temos a patrulha pata. a serie é engraçada, transmite respeito e valorização pela diferença entre todos e "estão sempre prontos a ajudar". o problema: em seis cachorros só têm uma cadela (para além do protagonista que comanda as tropas ser um menino).

não consigo compreender a falta de representatividade do sexo feminino nestes desenhos animados. o género está claramente presente nas personagens (pelo nome e caracterização). questionei inicialmente se poderia ser o absurdo das profissões "para homens" o que seria um horror perfeito. quiçá será por só existirem dálmatas do sexo masculino. calma, ironia minha, claro que há dálmatas "meninas". não encontro razões para na patrulha pata, desenhos animados claramente destinado a todas as crianças, haverem 6 cachorros e só uma do sexo feminino.
têm alguma teoria para isto acontecer?
sempre tive inveja daqueles seres que têm o seu companheiro a olhar embebecido para elas, que lhe veem beleza em cada poro e admiração em cada ato.
nunca tive isso.
isso deixa-me algo triste.
nunca perspetiva romântica penso que quiçá ainda não tenha encontrado o tal, que quiçá nunca o encontre.
hoje, no trabalho, atendi um casal peculiar.
a sra. leva-me ao desespero pelo discurso “de o mundo está contra mim”, ele pacientemente chama-a a realidade e foca-se na situação. sempre de forma empática e conciliadora.
ela vai iniciar um processo que ele também anseia, mas o dinheiro não dá para os dois. dinheiro esse que é auferido por ele e que ele sem hesitar lhe diz que tem tempo depois, que ela está primeiro.
assim, sem importar-se, pelo prazer que lhe dá fazê-la feliz, ele põe-se em segundo plano.
está é quiçá uma bela e simples definição de amor.

imagem retirada daqui
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