partilho tanto convosco mas apercebi-me que esta minha paixão nunca teve grande destaque.
vamos já mudar isso!
este fim-de-semana entrei em modo de natal. para além de montar a árvore de natal fiz várias decorações – umas para mim, outras para oferecer.
hoje partilho com vocês as minhas grinaldas de natal feitas com rolhas de vinho – uma outra grande paixão (os apreciadores deste elixir dos deuses poderão conhecer os meus gostos através de análise das minhas grinaldas).
esta já está na porta
o azevinho deu-lhes um toque simples mas indubitavelmente de natal.
o que precisas para fazer esta grinalda?
- rolhas
- uma base em aro (usei um prato para definir o tamanho exterior) com cerca de 5 cm de largura – usei cortiça mas se não tiveres podes usar outro material.
para não se "mal habituarem". cá venho eu fazer um pequeno grande pedido/desafio.
lembrar-se-ão os mais atento que no ano transato - não sei porque mas acho chic esta expressão - lancei o desafio "
guia de lazer blogs 2017" . pedindo o vosso contributo na partilha dos locais/experiências que mais gostaram nesse ano. como a partilha é boa e como as experiencias são inspiradoras, venho repetir o pedido
contem-me onde foram (viajar, comer, brincar...) o que fizeram (desportos, spa, workshops), que experiencias tiveram que vos trouxe sensações positivas, que vos deixou mais felizes. vamos inspirar-nos uns aos outros.
até dia 16 de dezembro receberei os vossos contributos (textos ou links para post que tenham feito em blogs ou redes sociais). dia 17 de dezembro sairá quentinho o guia de lazer para 2019 da mami e seus leitores (com base nas experiências de 2018).
quem tiver curiosidade não deixe de consultar o guia para 2018 ... vai sempre a tempo de ter boas experiências ou de mimar quem ama.
a minha filha para adormecer precisa de estar em contacto comigo. é assim desde que esteve doente (embora naquela altura também eu necessitasse desse ponto de contacto).
segurar-me num dedo, brincar com o meu cabelo, afagar-me o rosto… qualquer gesto a satisfaz.
e eu gosto tanto.
questiono-me como perdemos nós, adultos, esta capacidade e vontade de interagir com outros seres humanos.
a facilidade com que as crianças se entregam ao afeto e ao toque é enternecedora. elas têm essa necessidade e não a negam , mascaram ou escondem.
os adultos encontramos formas “estranhas” de nos ligarmos aos outros: redes sociais, tinder, speed dating, e agora, o “casados à primeira vista”.
não pretendo de todo criticar estas formas de “encontro entre pessoas” ou as pessoas em si. apenas questiono o como chegamos a este ponto.
não acredito no argumento da falta de tempo (que todos temos), das exigências profissionais ou da ambição a esta associada.
sendo nós seres sociais, e não ilhas isoladas como já dizia john donne, como raio nos transformamos nesta espécie de calhaus sem rumo ou direção?!
vivemos na era em que um like alimenta o ego e desperta um sorriso e onde começa a escassear o calor de um abraço.
há uma presencialidade ilusória nas redes sociais, o tempo e a proximidade ganham uma dimensão etérea. por ver fotografias de pessoas no nosso mural e irmos acompanhando as suas vidas – pelo menos a faceta que elas desejam dar a conhecer-, temos a sensação de proximidade mesmo não falando com elas!
não pretendo demonizar as redes sociais. sou assídua utilizadora. pretendo apenar alertar para esta transformação nas relações e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre o virtual e o presencial.
estamos cada vez mais sozinhos, isolados e carentes.
sobrevalorizamos o eu, tornamo-nos mais egoístas e incapazes de abrir espaço afetivo ao outro. não queremos abdicar de nada. não fazemos cedências. exigimos muito. “i want it all, i want it now”. eu, as minhas necessidades, o meu prazer. tudo “à minha maneira”, incapazes de olhar genuinamente para o outro, para as suas necessidades e desejos.
assim não é fácil estabelecer e, sobretudo, manter um relacionamento – amoroso ou outro.
na vida não basta mudar de filtros para a “fotografia” ficar mais bonita.
na vida temos de construir o cenário, dia-a-dia, criar com o(s) outro(s) a fotografia que nos faça feliz, mesmo que não seja a que está na moda ou a que receba mais likes.
os relacionamentos presenciais dão trabalho, exigem dedicação.
os amigos virtuais exigem likes e comentários que alimentem o ego. dão menos trabalho.
os relacionamentos presenciais dão abraços e afagam-nos o cabelo. limpam-nos as lágrimas e partilham uma garrafa de vinho (bom de preferência).
compete a cada um medir as vantagens e desvantagens do trabalho e das recompensas que os relacionamentos com os outros lhes traz ... e fazer as suas escolhas.