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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

uber eats - estou rendida!

sou daquelas pessoas que quando via filmes ou séries americanas ficava com inveja da quantidade de restaurantes/tipo de comida a que as pessoas podiam aceder através de uma simples chamada telefónica.

não sou bicho do mato. mas há alturas que não me apetece sair – sobretudo no inverno quando, se pudesse, hibernaria-, e também não me apetece cozinhar ou apetece-me comer uma coisa diferente, ou seja, algo que não sei cozinhar!

a minha relação com lisboa é de uma amizade colorida. não temos - ainda - uma relação estável, mas passo algum tempo na capital. e gosto muito. não sei como será quando tivermos uma relação mais estável… todos sabemos que numa relação estável se descobrem aquelas coisas que teimávamos em não ver… bem…já estou a divagar.

voltemos à questão que me traz hoje aqui: comida!

na minha ultima estadia em lisboa experimentei a uber eats e fiquei m.a.r.a.v.i.l.h.a.d.a.

instalei a aplicação, procurei o tipo de comida, escolhi o que queria e passados 40m estava a comer um sushi maravilhoso.

a entrega foi de acordo com o previsto na aplicação, o pagamento foi via paypal – não tive de fazer nada pois já tenho conta na uber, o senhor que entregou o pedido foi super educado e simpático e a comida vinha bem acondicionada e era de qualidade.

o preço do restaurante era muito semelhante ao que encontro normalmente nos restaurantes do género e pela entrega paguei 2,90€ - achei muito razoável, tendo em atenção que fiz a encomenda arremessada no sofá, não sujei louça a cozinhar, só gastei sola de sapato para ir à porta do prédio e deliciei-me com a comida.

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nota: este post não contém nenhum tipo de publicidade paga, apenas um louvar da minha parte pela existência da uber eats … e a tristeza por esta não existir também na aldeia 

bolachas de aveia

sem açúcar

olha o belo do biscoito 

 

quando a princesa começou a querer “trincar” e aliviar o desconforto das gengivas, comecei a   pesquisar várias receitas de bolachas – quis evitar as de compra por terem adição de açúcar (de forma expressa ou velada).

 

após várias tentativas – algumas com resultados tão rijos que nem o cão lhes pegou, heis que cheguei a uma receita que nos deixou verdadeiramente satisfeitas. fiz apenas uns pequenos ajustes à receita original do blog as papinhas da xica - este blog é uma deliciosa perdição. 

 

 

 

- bolachas de aveia -

 

esta receita dá para 8 biscoitos 

 

4 colheres de sopa de farelo de aveia

 

2 colheres de sopa de flocos finos de aveia

 

1 colher de chá de óleo de coco

 

1 banana madura

 

2 damascos secos pequenos (cortados aos pedacinhos)

 

 

 

preparação:

 

esmaga a banana e mistura a aveia. adiciona o óleo de coco e o damasco. envolve bem. verifica a consistência, se necessário acrescenta mais farelo de aveia (a massa fica húmida mas sem escorrer de modo a conseguires moldar as bolachas). faz as bolachas do tamanho que preferires, coloca num tabuleiro sobre papel vegetal e leva ao forno (pré-aquecido a 180.ºc) durante 15 minutos (aproximadamente).

 

 

 

notas:

 

1) como o tamanho da banana e a sua consistência é uma variável, poderá ser necessário ajustar a quantidade de aveia.

 

2) o tempo no forno também poderá variar em função do tamanho dos biscoitos e do próprio forno.

 

3) a receita pode ser feita sem a adição dos damascos. caso optes por os colocar tenta comprar os que são secos sem adição de açúcar.

 

4) a princesa come estas bolachas desde os 7 meses e meio quanto tinha apenas os dois dentinhos de baixo - mas a verdade é que as gengivas são bastantes duras e funcionam quase como dentes. come-as sempre com a supervisão de um adulto; já tivemos que, por precaução, tirar-lhe da boca um bocado maior … e nem imaginam como ficou danada 

 

 

 

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estas bolachas foram uma excelente companhia nas nossas idas à praia, sobretudo ao final da tarde… ajudavam a “atrasar” o jantar.

há cada uma! #18

e hoje, em semana de regresso à labuta, encerramos – por enquanto - o ciclo de participações da bruxa mimi nesta rubrica.

 

“O terceiro episódio passou-se comigo, no parto do Feitiço. Embora o parto tenha sido induzido para que fosse a minha médica a ajudar a pôr a criança cá fora, acabou por não ser ela a fazê-lo, porque o chefe a tinha posto, naquele dia, simultaneamente nas urgências e a dar consultas. Brilhante, da parte do chefe!

A minha médica passou a manhã de um lado para o outro. As coisas estavam a evoluir bem. Já tinha levado a epidural, as dores nunca foram muito fortes… Uma maravilha.

Às treze horas e alguns minutos, entram no meu quarto umas enfermeiras parteiras, fazem o ponto da situação e dizem que o bebé está pronto para nascer. Eu e o Rogério ficamos assim a olhar um para o outro… queríamos que fosse a minha médica a terminar o serviço! Mas, parvos (ou parva, eu apenas), não disse(mos) nada.

O Feitiço nasceu sem complicações. Tinha apenas 2750 g, mas mesmo assim a enfermeira fez um corte «para não rasgar». O corte não foi problema. O problema foi a costura. Uma enfermeira mais experiente estava a dar indicações à outra. A avaliar pelo que ia sendo dito, a nova não era particularmente habilidosa. E eu sentia os puxões e aquilo estava a doer-me. E queixei-me (ou simplesmente disse uns «ais» e «aus», sinceramente não me lembro). Do que não me esqueci, foi da resposta da enfermeira: «Não pode estar a doer, porque está no auge do efeito da epidural».

Ainda hoje me arrependo de não ter feito queixa da situação. Não eram as enfermeiras que sabiam se me doía ou não. O efeito da epidural não é sempre igual. Não é como 2+2=4. Para mais, eu tinha a experiência do parto da Vassoura, em que, quando a (minha) médica me estava a coser e eu me queixei, ela não duvidou do que eu dizia e me colocou uma anestesia local, em spray, tendo cosido o que faltava sem que eu sentisse nada.

 

há cada uma#18

imagem retirada daqui

 

Com esta história termino a minha participação nesta rubrica. Obrigada, mami!”

obrigada a ti por toda a tua generosidade!

 

é pena constatarmos que existem ainda profissionais que parecem viver no “auge” da estupidez e da falta de respeito pelo utente.

por norma nestas situações nos estamos fragilizados e incapazes de responder/agir como seria exigido para romper com o ciclo de desrespeito.

 

 

de sábios e de loucos todos temos um pouco

estação do oriente

sempre gostei de estações e aeroportos. conseguimos ali, de forma concentrada - versão sunquick da vida, sentir um pouco da diversidade humana.

hoje estava na estação à espera do comboio e enquanto olhava para os carris e vagueava nos meus pensamentos veio-me a memoria uma situação que aconteceu há cerca de dois anos: um puto (21 anos) super maduro, divertido e com muita pinta (com quem conversava sem nunca lhe atribuir a idade real - tirando a imberbe beleza do seu sorriso) tinha-se suicidado, atirando-se a um comboio de mercadoria.

na zona em que vivo há em média uma situação por ano deste modo de pôr termo à vida. este miúdo de todo não se enquadrava no perfil (que eu tinha idealizado) das pessoas que desistem da viver.

em simultâneo com esta reflexão, veio a lembrança de um pavor imenso que tinha de mim mesma nos tempos do liceu. um receio que só muitos anos depois fui capaz de partilhar com outra pessoa. 

fiz o secundário numa localidade distinta daquela em que residia. o meio de transporte utilizado para ir para a escola era o comboio. enquanto esperava por aquele que me levaria ao meu destino, sempre que passava um comboio sem paragem (assim anunciava o sr. da cp) eu sentia uma forte inquietação.

ouvia o som intenso comboio a aproximar-se a alta velocidade e tinha uma forte vontade de me levantar e correr até ele.

nada teve a ver com vontade de me matar. não consigo ainda hoje explicar o que sentia. era um desejo irracional. o som excitava-me, a velocidade puxava por mim. eu conseguia visualizar-me a levantar e correr em direção a esse som que me chamava. parece loucura eu sei. sempre pensei o mesmo.

sempre que tal acontecia concentrava-me e fixava as minhas mãos com força, por debaixo das pernas, no banco frio da estação. nunca estava sozinha, mas nunca ninguém reparou nestes meus momentos de isolamento.

na altura pensei contar à minha mãe, mas desisti da ideia. conhecendo-a iria certamente dizer que era o espirito de alguém no meu corpo. sim, ela acredita nessas coisas. ela e as irmãs. por exemplo, tive um primo claramente toxicodependente que quando tinha crises de ressaca a minha tia dizia que estava a ser possuído pelo espírito do meu avô!

pensei contar às minhas amigas, mas como qualquer adolescente, tinha medo do que aquilo ia dar. por isso calei e lidei o melhor que soube com a situação, e vamos assumir que lidei muito bem, visto que não mergulhei em nenhuma linha da refer.

com o passar dos anos, sem saber porque este desejo foi acalmando. é verdade que agora ando muito menos de comboio, mas quando ando, já não me surgem estes pensamentos.

hoje tive tempo para pensar em tudo isto. hoje pensei que aquele puto com uma sabedoria estranha para a idade, talvez não quis por fim à sua vida; talvez, apenas não foi capaz de controlar os seus impulsos.

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