a receita - deliciosa - de hoje foi inspirada aqui.
receita
muffins de banana e cacau
sem lactose
(7 unidades)
preparação:
1 – coloca os flocos de aveia numa misturadora e transforma em farinha;
2 – esmaga a banana;
3 – junta todos os ingredientes (exceto as nozes) numa grande taça e mistura bem;
4 – quando obtenhas uma massa homogénea acrescenta, envolvendo bem, as nozes;
5 – distribui a massa pelas formas e cozinha no forno – pré-aquecido - a 200ºc, durante aproximadamente 15m (o tempo depende do forno e do tamanho dos muffins).
há momentos na vida em que sou tão desconectada que chego a duvidar da minha inteligência.
levei o carro a inspeção. só entrar no locar e o iniciar o processo faz com que o meu teco e o tico se zanguem: ouço mal as instruções dos técnicos e não percebo metade do que me dizem…emburreço. isto é trama anual, até aqui nada de novo.
quando o técnico conclui a inspeção a todos os itens, temos de esperar pela carta e correspondente selo da inspeção num gabinete. enquanto espero apercebo-me que a folha que o sr. está a colocar na impressora é vermelha e penso – graças aos céus que não abri a boca - “que giro este ano mudaram a cor” .
o técnico abeira-se de mim e diz-me: “tens aqui algumas situações a ver pois põem em causa a tua segurança na estrada”
eu, linda e burra, respondo “ok, farei isso. obrigada. até p´ro ano.”
o sr. olha para mim com aquele ar de cachorro a tentar perceber uma situação estranha – logo percebi-me que tinha feito alguma burrice – e diz-me “tens 30 dias para cá voltar com as situações resolvidas e convém que não circules com a viatura até resolveres as coisas”.
aí caiu-me a ficha. pela primeira vez o meu carro chumbou na inspeção… e a folhinha vermelha não era uma inovação…apenas uma novidade para mim
lembro-me quando realizei o estudo altamente científico sobre o que atrai ou repudia o outro, verificando que o que por vezes as pessoas acham sexy não é efetivamente o que o sexo oposto acha atraente.
agora, acrescento a este raciocínio aquele que defende que as pessoas vestem-se para si, para se sentirem bem consigo mesmas. ora bem, se é verdade que no dia-a-dia sou-me fiel ao vestir, aos meus gostos e conforto, quando se trata de sair para deslumbrar ou ser sexy, visto-me para os outros – desculpem ser tão básica.
quando quero ser sexy, não o quero para mim, quero ser sexy para o(s) outro(s); claro que as peças escolhidas têm muito a ver com o nosso conceito de sensualidade.
quando me visto com o objetivo de ser sexy, escolho aquilo que considero ser sensual, olho ao espelho e sinto-me sexy … e é aqui que tudo muda. não é o que se usa, mas como se usa. não interessa se o que eu estou a usar é sexy ou não aos olhos dos outros, o que define a minha sensualidade é a minha atitude ao sentir-me sexy.
muitas pessoas falham redondamente ao tentarem ser sensuais pois escolhem o que está convencionado como tal (minissaias, leopardos, saltos, transparências, decotes, maquilhagem…) e não aquilo com que se sentem genuinamente sensuais. não há nada pior do que vestir uma pele que não encaixa em nós.~
muitos de vós estarão a pensar “grande contradição neste texto” - tal não seria raro; sou um manancial de contradições, o que mostra a minha permeabilidade e flexibilidade…sendo, por isso, um ser mais resistente às contrariedades , ops! já divaguei. bem, não considero que haja propriamente uma contradição no meu discurso. visto-me para os outros mas com base nas minhas ideias de um conceito que, neste caso, é o se sensualidade. se eu não me vestisse para os outros, não me vestiria para me sentir sexy – vestiria o meu pijama quentinho e enfiava-me no sofá com uma manta -, não preciso de me sentir sexy comigo mesma, eu já me adoro e desejo só pelo facto de ser eu (lool).
após esta breve análise e divagação, voltemos à questão. quando pretendo transbordar sensualidade existem 3 elementos essenciais: o salto alto, o perfume quizás e o batom vermelho. tudo o resto é acessório. mas calma meus amores. não ando por aí perfumada e de lábios vermelhos apenas num saltinho alto. também há roupita. mas esse aspeto pode variar muito consoante a ocasião, a estação ou o mood.
acho que já deu para perceber que apaixonei-me por muffins
nunca imaginei que fossem tão fáceis de fazer, tão versáteis e deliciosos!
para a minha pequena guerreira quinta-feira é o dia de sol (pois toma a vitamina de d), para mim é o dia de muffins!
hoje partilho a receita de uns muffins deliciosos de maça, cenoura e curgete poquem encontrar aqui a receita original.
receita
muffins de maça, cenoura e curgete
sem lactose
(9 unidades)
preparação
1 - mistura o açúcar, os ovos e o óleo. reserva..
2 - noutra taça mistura a farinha, o sal, o bicarbonato de sódio e a canela.
3 - adiciona lentamente a mistura da farinha à mistura do açúcar – obterás uma massa espessa.
4 - acrescenta, misturando bem, a curgete, a maçã e a cenoura.
5 – distribui a massa pelas formas e cozinha no forno – pré-aquecido - a 200ºc, durante aproximadamente 20m (o tempo depende do forno e do tamanho dos muffins).
olho para trás e lembro-me - como se tivesse há muito tempo-, das noites constantemente interrompidas - pelo choro, pela fome, pelo meu receio de algo não estar bem; dos dias de desespero pelo constante bolçar, pelas duras cólicas, pela rotina que esmaga - no final do dia sabemos que no dia seguinte tudo será igual.
olho para a minha princesa guerreira e penso o quanto evoluímos.
a minha menina já dorme mais pelas noites, não sofre de tantas cólicas e fica menos aflita ao bolsar; eu, estou menos insegura, menos ansiosa ao lidar com os "novos" desafios que vão surgindo – isto de ser mãe é uma roda viva!
neste período tive muitas dúvidas, que geraram inseguranças. se a maternidade é instintiva eu devo ter tido uma falha qualquer na programação do meu software. ou, quiçá, a maternidade era instintiva antes do surgimento da internet, antes das diversas teorias e correntes sobre como fazer cada – pequena - coisa, antes d@s nossas amig@s e conhecid@s (que têm sempre uma palavra a dizer) terem a solução ideal para cada situação – pena que por vezes sejam contraditórias.
houve alturas em que perante diversas opções me senti – quase - impossibilitada de tomar uma decisão sobre o que seria melhor para a catraia; a insegurança ia aumentando e a ansiedade começava a instalar-se.
a médica de família disse-me na primeira consulta: "você vai ouvir muita coisa, mas lembre-se sempre que você é que é a mãe da menina e sabe o que é melhor para ela" – sendo isto verdade, porque muitas vez
es não soube? Dizerem-nos estas coisas e dão-nos uma responsabilidade avassaladora.
Por parvo que pareça foi ao ouvir um anúncio da dove "não existem mães perfeitas", que pus os pés no chão e percebi que só conseguiria manter a sanidade mental se começasse a confiar mais em mim e a aceitar, como normais, as minhas inseguranças e as minhas falhas.
sou hoje uma mulher diferente da que era há 3 meses atrás. Descobri uma fragilidade e uma força que desconhecia ter. descobri a calma e a paciência. (re)descobri que tudo passa: os choros intermináveis, as noites sem dormir, o receio na hora do banho, ... mas lembrei que as coisas boas também passarão - aquele momento único da amamentação, aquele corpinho todo enroscadinho nos nossos braços, aquele olhar que nós diz que somos o seu mundo...
uma vez mais, ponho os pés no chão e constato que não há felicidade sem perdas ou dor sem alegrias.
“acredita em fantasmas ou espíritos maléficos? estaria disposto a passar uma noite numa casa isolada, supostamente assombrada?”
a mami responde:
esta é uma daquelas questões difíceis de responder sem parecer anormal. qualquer intelectualoide afirmará a pés juntos que os fantasmas não existem. bem, eu não consigo ter essa certeza – o que me consagra, à partida, para o lugar das pessoas com um desenvolvimento intelectual e cultural menos evoluído.
cresci numa família católica numa aldeia perdida do centro do país. cresci ouvindo relatos das visitas das pessoas aos espíritas para saber somo estavam as almas que tinham partido. ouvi relatos de pessoas que falavam com os seus entes queridos, através da sra espírita – afirmando que estavam lá os jeitos de falar do defunto, ou a voz ou o olhar. as pessoas muitas vezes saiam destes encontros com uma lista de promessas que o falecido não tinha cumprido em vida e que a família teria de cumprir para a alma poder “ir em paz”. recordo também histórias de almas perdidas que não aceitavam a morte e que andavam por aí, irritadas, a fazer “mal” às pessoas, era preciso acalmar a sua alma.
bem, como podem imaginar, com coisas tão presentes - embora racionalmente saiba que muitas destas coisas podem não ser verdade e que há factos que as desmentem-, fica sempre aquele “ e se”. em pequena houveram fases em que não me deitava antes de abrir o roupeiro e espreitar debaixo da cama e atrás dos cortinamos – borradinha de medo dos espíritos que por lá poderiam estar, mesmo em pequena os monstros que me aterrorizavam eram humanos.
perante este cenário não sei bem no que acredito, mas não nego taxativamente a existência de “fantasmas”, “almas penadas” e afins.
claro que esta questão levar-nos-ia a uma reflexão mais prolongado sobre o que acreditamos relativamente ao pós-morte. em relação a esta questão, intimamente ligada à religião, já vi pessoas a passarem de um estremo ao outro quando imersas em situações de doença ou perda.
resumindo: sim, acredito em fantasmas (que não têm de ser maléficos) e não, nada de pernoitar, lanchar ou passear em casas “assombradas”.