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mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

relacionamentos tóxicos

no meio da azafama das minhas arrumações encontrei o meu diário de 2008!

venho partilhar um texto, que à distância já não faz doer, e que me orgulha pela decisão tomada:

"passei o fim-de-semana no algarve, o tempo estava ótimo, a minha vida nem por isso!

embora tudo convidasse ao relax e à descontração, ele estava comprimido como sempre.

nada o torna feliz, tudo provoca ira e não há forma de penetrar nessa muralha. para fora só vem mágoa e ataques...não sou capaz de continuar assim... não somos amigos e agora também já não somos amantes, que sentido faz continuarmos juntos? somos apenas sócios na compra da habitação, só isso nos une, uma relação comercial.

se pelo menos não me atacasse constantemente, eu poderia aguardar, ter esperança de que as coisas melhorassem.... mas chega!

não quero passar a minha vida ao lado de alguém que não quer ser feliz.

avizinham-se momentos complicados, mas sinto-me aliviada pela decisão tomada... todas as brigas, as ofensas vão finalmente terminar. preciso de paz. preciso de espaço para ser feliz."

relacionamentos abusivos

imagem retirada daqui

 

este texto foi escrito no início de março... no final de abril estava tudo resolvido!

só somos infelizes se decidirmos sê-lo. somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas! nem sempre são fáceis, mas têm de ser firmes.

 

bolachas de coco e limão

cá por casa continuamos com as experiências culinárias. esta semana criamos umas deliciosas bolachas de coco e limão. em metade adicionamos uma “moldura” de chocolate preto - para aqueles momentos mais gulosos. deixamos a outra metade simples para refeições ligeiras e a pensar na pequenota.

inspirem-se, façam e devorem!

bolachas de coco e limão

 

bolachas de coco e limão

- 20 unidades -

- ingredientes -

.100 g de farinha de aveia*

.65 g de farinha de coco

.3 colheres (sopa) de coco ralado

.1 colheres (sopa)  de açúcar de coco

.1 colher (café) de fermento em pó

.180ml de bebida de soja (ou outra bebida vegetal)

.raspa de um limão

.1 ovo

.chocolate preto 70% cacau (opcional)

 

*se só tiveres flocos de aveia basta tritura-los até ficarem em farinha

 

- preparação -

.1. junta todos os ingredientes secos (farinha de aveia, farinha de coco, coco ralado, açúcar e fermento), mistura bem e reserva

.2. bate o ovo e mistura-o com a bebida vegetal. adiciona a raspa de limão

.3. forra um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal e liga o forno a 150º

.4. adiciona à mistura seca a mistura líquida; envolve bem e amassa com a mão

.5. faz pequenas bolas e achata-as com a mão ou com a ajuda de um garfo (para obter as quadriculas que vês na foto); dispõe as bolachas no tabuleiro

.6. cozinha a 150º  durante aproximadamente 25min ou até ficarem douradas

 

caso desejes adicionar chocolate (eu usei cerca de 30g) corta-o em bocados e leva ao micro-ondas a baixa potência por um minuto. passado esse tempo mexe e coloca-o novamente no micro-ondas e vai mexendo a cada 15 segundos até obter um creme homogéneo – tem cuidado para não o deixar “cozer”.

quando o chocolate estiver pronto, “rola” as bolachas pelo mesmo. coloca-as novamente sobre o papel vegetal e leva ao frigorífico para solidificar. depois podes servir ou guardar num frasco.

queques de beterraba e manteiga de amendoim

a pandemia confinou-nos a casa. vivemos um “big brother” familiar com um novo concorrente que a concorrente pg queria expulsar logo na primeira semana. isso fez com que se vivessem tempos conturbados por estes lados. o meu refúgio, para não enlouquecer ou ir ao confessionário pedir para sair ou expulsar toda a gente, foi a cozinha.

o cozinhar no dia-a-dia não é uma coisa que me anime, mas o fazer ou criar novas receitas é algo que me desafia: a incerteza do resultado final, a curiosidade do sabor que se irá obter, a satisfação do sucesso ou a resiliência perante o fracasso …

por norma partilho as receitas de sugestões para pequeno-almoço ou lanche e não os pratos principais, pois esses são sempre mais complexos de descrever de forma “certinha” pois sigo muito o meu instinto – quiçá consiga amadurecer este aspeto.

outra razão que me levou à cozinha foi o facto de fazermos todas as refeições em casa, incluindo os snacks. assim, para mim, era importante encontrar alternativas saudáveis aos produtos processados e para isso nada melhor que os confecionar em casa! (já que parece que em quarentena comemos mais do que em “liberdade”).

a receita que trago hoje surgiu da vontade de experimentar um novo ingrediente: beterraba em pó; e, modestamente, foi um sucesso. os queques ficam divinais – o sabor dominante é o da manteiga de amendoim -, e húmidos.

queques de beterraba e manteiga de amendoim

 

queques de beterraba e manteiga de amendoim

(10 unidades)

- ingredientes -

.100 g de farinha de aveia*

.60 g de beterraba em pó

.3 colheres (sopa) de manteiga de amendoim

.2 colheres (sopa)  de açúcar de coco

.2 colheres (sopa – bem cheias) de amido de milho

.180 ml de bebida de soja (ou outra bebida vegetal)

.1 colher (sobremesa) de fermento em pó

*se só tiveres flocos de aveia tritura-os até ficar em farinha

 

- preparação -

.1. “dissolve” a manteiga de amendoim na bebida vegetal e reserva (podes fazê-lo manualmente ou com a ajuda de um liquidificador ou varinha mágica)

.2. junta todos os ingredientes secos (aveia, beterraba, açúcar, amido e fermento) e mistura bem

.3. junta a mistura líquida à mistura seca e envolve bem até obter uma massa homogénea (nota: vai ficar algo líquida)

.4. deixa a massa repousar por cerca de 15m e durante esse tempo aquece o formo a 150º

.5. coloca a massa numa forma para queques (untada ou não, dependendo do material. eu uso de silicone, assim não tenho de untar). os queques não deverão ficar muito altos, coloca a massa à altura de uma queijada ou pastel de nata

.6. cozinha a 150º durante aproximadamente 25min (o tempo depende sempre do forno, a partir dos 20m podes fazer o teste do palito)

bolachas de alfarroba

ola!

nada melhor para acabar a semana do que uma inspiração culinária simples e saudável!

desde o nascimento da pg que procuro e desenvolvo receitas saudáveis e sem açúcar. coisas simples que substituem muitos produtos de compra - nada de masterchef

quando iniciamos esta aventura culinária percebemos que o tempo exigido não é muito e que cozinhar é uma forma de terapia. percebendo as regras básicas e experimentando sem receio dos erros (que acontecem) é um processo que chega a ser desafiante e divertido.

há muito que não partilho receitas mas hoje trago uma de bolachas de alfarroba. as bolachas não são muito doces, têm a meu ver o docinho q.b. para darem satisfação à alma e saciar a gula. podem ser feitas fininhas (que é como eu gosto) ou um pouco mais altas. a diferença estará, sobretudo, na crocância. 

bolachas de alfarroba

bolachas de alfarroba 

 - ingredientes -

1 ovo grande

1 chávena* de farinha de aveia**

1/2 chávena de farinha de amêndoa

1/2 chávena de farinha de alfarroba

1 colher (sopa) de açúcar de coco***

2 colheres (sopa) de azeite ou de óleo de coco (derretido)

1 colher (chá) de canela em pó

1 colher (chá) de fermento

1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (café) gengibre em pó (opcional mas aconselhável)

 

- preparação -

.1. junte todos os ingredientes secos numa taça e envolva bem

.2. bata o ovo com o azeite e adicione, depois, ao preparado "seco"

.3. misture tudo muito bem e amasse com as mãos até a massa ficar homogénea (fica bastante seca)

.4. ligue o forno a 180º

.5. estenda a massa, deixando-a com a altura a seu gosto, e corte com a(s) forma(s) que quiser. 

.6. leve ao forno, num tabuleiro forrado com papel vegetal, por 15m se forem fininhas ou 25m se forem mais altas (+/- 0,5cm) - como faço as bolachas finíssimas rende-me dois tabuleiros.

.7. tirar do forno, deixar arrefecer e devorar e/ou guardar num frasco bem fechado (eu como prefiro o vidro, costumo reaproveitar os frascos grandes de conservas).

*chávena de 200ml **pode obter-se triturando os flocos de aveia *** duas se gostarem docinhas 

veneza ... uma viagem fotográfica

estar em casa por tanto tempo e não saber quando poderá ser a próxima viagem faz-me ter saudades dos momentos passados na descoberta doutros lugares e outras realidades.

veneza


a última viagem que fiz foi a veneza em novembro de 2019. exatamente nos dias em que a cidade inundou de forma épica.
veneza é um local turístico por excelência. um local que muitos desejam conhecer. pela sua singularidade e pela mística criada à sua volta.
fomos dois dias apenas. chegamos de manhã cedo e regressamos no dia seguinte noite tarde. honestamente achei suficiente para sentir a essência da cidade (mesmo com as cheias). claro que para aprofundar recantos seria necessário mais tempo; mas o que me atrai no sentir o viver das cidades, das rotinas do seu povo, dificilmente se sentiria no centro de veneza, pelo menos foi a sensação com que fiquei, pois é uma cidade tão turística que está tudo muito direcionado para esse aspeto, havendo pouco espaço para o que é inerente à vida corriqueira da população local.
veneza é uma bela cidade para se passear a pé, para nos perdermos nos seus becos, canais e ruas estreitas (não é preciso grande esforço para nos perdermos  ).

postais da cidade

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venice

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pormenores que captaram a minha atenção

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dicas da mami (boas e gratuitas):

- vale mesmo a pena fazer o passeio de barco pelas ilhas de murano, burano e torcello, a viagem dura cerca de 4 horas, custa apenas 20€ e ficamos a conhecer outras realidades de veneza – durante os percursos de barco a/o guia vai fazendo uma introdução à ilha e conta um pouco da sua história. nós compramos online antes de ir e funcionou tudo muito bem, mas se for época baixa dá perfeitamente para comprar no local – como íamos com pouco tempo não queríamos desperdiça-lo em filas, mas a verdade que havia muita gente por todo lado, mas nada de asfixiante.

- achei interessante fazer o percurso do aeroporto para o centro da cidade de vaporetto (autocarro versão barco), é uma forma diferente de chegar a uma cidade também ela diferente (custa 15€ por pessoa). no regresso ao aeroporto optamos pelo autocarro para ver outras paisagens e porque queríamos conhecer a parte da cidade onde se apanham os mesmos – passando pela cidade universitária (8€ por pessoa).

- quem viaja com crianças pequenas tem de pensar muito bem em levar ou não carro de passeio. nós levamos (criança 2 anos) e arrependemo-nos. a maior parte do tempo tínhamos de carregar a bebé e o carrinho, pois com tantos canais, pontes e pontesinhas, as escadas são muitas e o carrinho não dava jeito nenhum. se a criança aceitar o marsúpio é a melhor opção ou então o colinho e as cavalitas.

- no inverno aproveitem qualquer desculpa para beber um delicioso chocolate quente 

 

life is a beach

eu, do alto da minha arrogância, ri-me das pessoas que exageradamente andavam nesta figura

(chovia, tudo bem, mas não era para tanto)

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(10€ o par)

no dia seguinte, a praça de s.marcos acordou assim

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passadas duas horas a água já me chegava a meio da canela e as minhas maravilhosas dr. martens estavam inundads (pois a água entrava por cima!) ainda hoje têm um cheiro pestilento  mas mantive a minha teimosia e não comprei os preservativos para sapatos!

aqui não podemos dizer que tenha sido esperta, fui apenas (muito) teimosa 

 

 

 

 

 

cantas bem, mas não m’encantas!

disse-me uma vez o meu professor de português desconfiando dos meus argumentos sobre um determinado tema que ele dera para a escrita de um texto crítico.

ignorando a frase feita e a ironia do seu tom de voz, respondi-lhe, de modo arrogante, que o meu objetivo não era encantá-lo mas sim levá-lo a ver o meu ponto de vista, mesmo que divergente do seu. não respondeu, apenas anuiu e fez aquele gesto com a mão de quem dá passagem a alguém a quem estava a obstruir o caminho. "cantei bem" e mesmo sem o encantar tive uma excelente nota 

 

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imagem retirada daqui

 

andei a espalhar magia por outros cantos da saposfera vejam lá se vos encanto com as palavras partilhada no blog liberdade aos 42

e elas saltaram e saltaram, sem nunca mais parar!

a ana conheceu a beatriz numa soalheira tarde de primavera. passeavam as duas no parque da cidade. a ana porque lá vivia e diariamente passeava o carlão. a beatriz porque veio a casa da dia débora passar uns dias na tentativa de fugir do maranhado de emoções que vivia, e procurava um local tranquilo e agradável para ler o seu livro.

o carlão decidiu aliviar a bexiga no banco onde a beatriz lia. a ana tinha-se distraído na conversa com a vizinha, a d. elisa. quando, salpicada pelo enérgico jato do carlão, a beatriz deu um guincho ao qual a beatriz reagiu, envergonhada ao som dos risinhos que a d. elisa não conseguiu conter.

a d.elisa despede-se apressada, ainda a rir. a beatriz afasta o carlão e desfaz-se em desculpas. a ana encolhe os ombros e murmura “só isto é que me faltava”, num tom desolado e desanimado.

beatriz perguntou se se podia sentar a seu lado, ana anuiu. passado alguns momentos, sem se saber como, a ana contava as suas ansiedades a beatriz enquanto afagava o pelo do carlão. a beatriz como boa ouvinte, como sempre fora, intervirá apenas para reforçar a comunicação ou pedir alguns detalhes.

o sr fernando, tio da beatriz, abeirou-se delas para perceber quem ela a jovem com quem a sobrinha conversava. mas nem foi visto. percebendo o envolvidas que estavam na conversa, afastou-se.

pouco mais de duas horas depois, aquele banco de jardim era local de risadas - a ana tinha um jeito único para por as pessoas bem dispostas. num ímpeto a ana levantou-se e exclamou: “tu precisas é de uma visitinha ao gervásio!”

“ao gervásio?!” questionou a beatriz.

“claro! salta daí.”  responde a ana

e a beatriz, imbuída do bom humor que está desconhecida lhe trouxe, decidiu obedecer e saltar…e saltou em vez de caminhar.

a ana, espantada, riu e alinhou! - até o carlão tentou -, e lá foram elas a saltar sem parar ao encontro do gervásio!

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imagem retirada daqui

 

Desafio: quem ou o que é o Gervásio?!

ser sénior na era covid

o meu filho nasceu no início da pandemia, estamos em casa há quase dois meses, nenhum familiar ou amigo o conhece pessoalmente.

no passado domingo, numa vídeo chamada a minha mãe suspirou e lançou a questão: “será que ainda lhe pegarei ao colo?”

a minha resposta imediata foi “não sejas tonta, claro que lhe vais pegar e até te vais fartar de o fazer!”

sei que a minha mãe está cansada de estar longe dos filhos e dos netos (mesmo que alguns morem quase ao lado). sei também que está assustada pois ouve diariamente que está no grupo de risco (quer pela idade, quer pelas suas doenças do foro respiratório).

está fragilizada e insegura. sei que a sua cabeça não para de pensar e sei também que os pensamentos não são em tons de arco-íris.

a minha mãe tem a sorte de ter a seu lado o marido e um filho, que vão preenchendo o seu dia, dando-lhe trabalho e inspirando-lhe sorrisos. mas quantas pessoas não há que se encontram sozinhas ou em situações de maior fragilidade?

por cá, numa primeira fase, tivemos dificuldade em que os meus pais percebessem o real risco que este vírus trazia. achavam que era uma moda e um alarmismo produzido pela comunicação social – nada significativo perante aquilo que já tinham vivido e enfrentado. do “alto” das suas idades não estavam abertos a seguir as imposições de ninguém. quando casos próximos começaram a surgir e, pouco tempo depois, os primeiros óbitos, tocou o sinal de alerta nas suas mentes e começaram a acatar as diretrizes do confinamento.

há a velha frase “a idade é um posto”, com uma conotação positiva, associada a experiência e ao conhecimento adquirido ao longo da vida; mas agora não resisto a usá-la para colocar os mais seniores num lugar físico, a sua casa, o lar ou outro local onde resida; impedido de serem visitados por aqueles que amam, impedidos de visitar aqueles que ama. condicionados nas suas escolhas e vontades pelo “simples” facto de ter uma determinada idade (associada ou não a determinadas doenças de maior risco).

fala-se agora de diminuir as medidas de contenção e gradualmente voltar às nossas rotinas e construir uma nova “normalidade”. as crianças para as creches, infantários e atls, para libertar os pais para voltar ao trabalho, os jovens em casa a estudar autonomamente e os mais crescidos nos liceus em aulas presenciais. o comércio a abrir e até o futebol poderá (re)começar! mas tudo com apertadas regras de contacto social (ainda em preparação). e é aqui que se coloca a questão: como vão ser os relacionamentos pessoais? todos voltarão às suas responsabilidades, mas como será com os seniores? terão liberdade para fazer as suas escolhas? para decidirem se mesmo sendo uma população de risco lhes apetece arriscar e abraçar os que amam enquanto o podem fazer. e os outros que como eu, que andarão na rua e sujeitos às possibilidades de serem infetados, aceitarão o risco de contagiar aqueles que tanto amam sabendo que poderá ser letal?

esta dualidade entre a vontade e o risco é das coisas que me provoca mais ansiedade nesta pandemia, mas penso no peso que isto terá em quem sente que não tem tempo para esperar, que tem de aproveitar cada dia com abraços apertados e beijos repenicados. não será, em muitos casos, este isolamento social dos mais seniores mais prejudicial do que benéfico? como encontrar o equilíbrio? como respeitar as vontades – justificáveis – sem os por em risco? como afagar os corações e acalmar as mentes de quem está, já por si, mais fragilizado?

seniores em covid

imagem retirada daqui

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