Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

mami

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

viver | amar | sentir | pensar | lutar | conquistar | desafiar | refletir | descobrir | experimentar | partilhar | aprender | acreditar | sonhar * ser mãe sem me perder de mim *

fraternidade

querer ser mãe não foi para mim uma certeza.

a minha vida sempre foi muito preenchida do ponto de vista afetivo e social. nunca excluí a maternidade, mas  nunca fiz dela uma prioridade; até que chegou o momento em que soube que o tempo/idade iria impedir que a escolha continuasse a depender da minha vontade. 

foi nessa tomada de consciência que questionei o.mais.que.tudo. sobre a sua vontade de ser pai. e assim, de forma consciente e adulta, avançamos para o projeto mais importante e de maior responsabilidade das nossas vidas.

o processo foi moroso, com alguma ansiedade à mistura - a possibilidade de não ser possível tornava a gravidez ainda mais desejada, estranho feitio humano! - finalmente, pouco mais de uma ano após termos começado a tentar, lá engravidamos (sim, sei que que engravida é a mulher, mas acredito que o estado é do casal). a gravidez decorreu dentro da normalidade (não sou apaixonada pelo estado de graça, pois os meus medos e o não ter a certeza que está tudo bem, a cada momento, atrofia-me o cérebro!). o parto não correu como previsto, mas no final correu tudo bem e a minha princesa veio iluminar os meu dias (e noites!).

com ela nasceu também uma certeza: queria que ela pudesse vivenciar a relação fraterna. quiçá por eu ser de uma família onde somos três irmãos e saber do bem que nos fazemos, de amar os meus sobrinhos e adorar as festas de família com casa cheia. também por me assombrar a ideia de que a pequena não tem pais muito jovens e tendo em conta a esperança média de vida, ela ficaria "sozinha" no mundo relativamente cedo - na consciência que os laços de sangue nada garantem, mas acreditando numa educação promotora dos valores da família e da fraternidade.

o problema: o papá não partilhava da mesma visão e, assumamos, um filho não é algo que se imponha a ninguém.

após algum tempo, vários lembretes do tic-tac biológico feminino, e alguma persistência de quem acredita nas suas certezas... o papá lá se convenceu (ou desistiu pelo cansaço ). agora, olhando para trás, acho que sempre gostou da ideia, mas não estava preparado visto estarmos no meio da tempestade de pais de primeira viagem.

e lá entramos, novamente, no processo. cinco meses depois o jackpot. e agora o misto entre a felicidade e, novamente, a ansiedade, o nervoso miudinho e o ardente desejo que corra tudo bem - porque agora não somos só dois.

amor fraterno

imagem retirada daqui

desafios de escrita para 2020

gostar de escrever é uma paixão. mas a escrita nem sempre flui e muitas vezes torna-se um desafio. 

como não gosto de desistir de paixões, tento encontrar maneiras de aguçar a criatividade e de me obrigar a escrever - no meu caso, muitas vezes não é a falta de conteúdos, mas o não saber como lhe dar forma, interesse, vida!

acompanho desde 2019 os desafios do plano nacional de leitura - quer para a leitura, quer para a escrita. em 2020 decidi abraçar um desafio mensal de escrita. embora os desafios sejam pensados para crianças e jovens em idade escolar, a verdade é que qualquer um de nós pode neles inspirar-se, e é isso que decidi fazer.

desafios de escrita 2020

fonte: plano nacional de leitura

 

paralelamente, inscrevi-me na segunda edição do desafio de escrita "os pássaros" (após ter falhado a primeira edição). pelo que consegui acompanhar da primeira edição este desafio permite uma grande interação entre os blogs e seus autores, para além do comprometimento com o projeto e a escrita -  sem pretensões, só pelo prazer de criar. consultem aqui o desafio e inscrevam-se!

boas escritas e leituras 2020!

o meu contributo para um 2020 mais sustentável

Um dos meus objetivos recentes e compromisso com a humanidade é o de reduzir o consumismo, sobretudo em determinadas áreas, nomeadamente o vestuário.

Nos últimos anos a roupa tornou-se extremamente acessível (refiro-me às marcas comerciais e não às marcas brutalmente dispendiosas).

Ontem fui ao shopping, na tentativa de encontrar uma bela secretária a bom preço – tentativa falhada-, e aproveitei para ver algumas lojas de roupa para a miúda – normalmente aproveito os saldos para comprar para o próximo inverno. Confesso que é extremamente difícil, tendo um gostinho por trapinhos e tendo uma miúda que bem os veste, controlar o meu desejo de comprar e comprar, pois tudo parece essencial e necessário. Mas respeitando o meu compromisso comprei só peças essenciais: camisolas de algodão (3) e um pack de leggins.

Com peças a 1,50€ é difícil não cair na tentação de “só mais uma”. Agrada-me a existência de preços acessíveis, mas por outro lado, estes levam a um maior consumo apenas porque é barato, obrigando a uma maior disciplina por parte do consumidor.

Mas qual é efetivamente o custo de produzir uma camisola que é vendida a 1,50€?! A matéria-prima, a mão-de-obra na produção – e as condições desta, a logística (etiquetar, armazenar, distribuir), o transporte, a logística da venda… para além de não compreender como é que todo o processo se reduz a um preço tão baixo, é assustador imaginar a pegada ecológica desta peça de 1,50€, que por norma vem de “longe” e que muitas vezes nem gostamos muito mas compramos porque é barata e usamos pouquíssimas vezes.

Neste meu processo de consciencialização e de compra do essencial assumi alguns princípios na compra de roupa para a pequena: comprar peças confortáveis e de qualidade (duradouras mantendo o bom aspeto lavagem após lavagem); peças neutras (facilmente combináveis); privilegiar peças cuja composição seja (maioritariamente) em algodão - este é um aspeto dúvio do ponto de vista ecológico, mas em consequência da pequena ter pele atópica é a escolha mais funcional; evitar comprar peças que, embora lindas, tenham reduzida usabilidade (pelo material, conforto ou especificidade); evitar comprar por impulso, sobretudo em virtude do preço reduzido. Na compra de vestuário para mim apenas dois princípios: ir substituindo os essenciais à medida do seu desgaste e adquirir apenas duas peças ícone por estação (sei que ainda poderia fazer mais, mas tendo em conta o meu comportamento habitual este é um salto de guerreira que espero concluir com sucesso).

ciclo de vida de uma peça de vestuário

 

sei que para além de reduzir na adquisição, deveria aumentar a reutilização. em virtude do meu roupeiro eu facilmente investirei na reutilização. com a pequena é mais complicado, embora já tenha encontrado vários grupos no facebook de troca de vestuário, por norma as pessoas estão dispersas e o encontro para troca não é o mais fácil, mas é uma opção que terei de explorar melhor. existe também uma loja local para o efeito que irei explorar em 2020.

e olhem, na medida das minhas capacidades e disponibilidade mental, esta é a minha única e efetiva resolução para 2020: reduzir o consumismo e aumentar a reutilização. sendo uma e apenas uma, espero (prometo) não falhar.

para aprofundar este tema aconselho a leitura do artigo do público a pegada da nossa roupa (fonte da imagem partilhada).

 

tic-tac

vamos lá fazer verificar o que temos para este natal:

árvore de natal ✅

árvore de natal

 

decoração de natal ✅

Decoração de natal

 

centro de mesa ✅

Centro de mesa de natal

 

presentes personalizados ✅

 

pessoas que enchem o meu ♥️ ✅

natal

um feliz e aconchegante natal para todas e para todos! 😘

 

 

 

tu

acordei desorientada e com pensamentos turvos. foi uma noite inquieta, com sonhos desconexos e uma ansiedade latente. algo estaria a acontecer, a minha intuição assegurava-o.

tentando afastar estas inquietações da minha mente, lentamente acordo o meu corpo e levanto-me na procura do intenso cheiro do café acabado de fazer.

dou um gole no meu café, forte e sem açúcar, e pouco a pouco, sinto a energia, timidamente, a percorrer o meu ser. respiro fundo, fazendo com que as minhas narinas absorvam o ar fresco que se faz sentir nesta manhã de inverno. tomo consciência de mim. olho à minha volta e apercebo-me das decorações de natal e de uma mesa ainda bem composta. ouço o crepitar da lenha na lareira e sinto um arrepio no corpo, não pelo frio, mas pela ausência.

abate-se sobre mim a realidade.

está tudo igual.

foi tudo feito à semelhança do que sempre fizeste.

mas faltas tu.  

 

conto de natal

(imagem retidara daqui)

 

 

desafio lançado pela autora do blog pessoas e coisas da vida
os contos dos participantes aqui

para quem (ainda) acredita na magia do natal

sei que muitos de vós estão desiludidos e cansados com o consumismo que se vive nesta época.

e paradoxalmente trago (mais) uma campanha publicitária que mostra que ainda existe magia no natal e que essa magia está em nós!

 

riam, chorem...deixem-se tocar (salvo seja )

depois do daniel chega a elsa

a propósito da chegada da depressão elsa, ouvia há pouco na rádio um ouvinte a afirmar "eu ainda sou do tempo em que lhe chamava inverno".

ora bem, não sendo especialista na matéria (nem nada que se lhe assemelhe) diria que o sr. é capaz de ter alguma razão.

o certo é que tudo indica (pelo menos para o centro e norte do país) que teremos um natal molhado, por isso, não havendo nada a fazer contra o daniel, a elsa ou o próximo a vir (fabien) para a noite de consoada, o melhor é aproveitar para estar no quentinho rodeados de quem amamos, enquanto ouvimos a madeira na lareira a crepitar. há sempre um lado b(om) na vida, olhemos para esse lado e sejamos felizes 

 

espada de são jorge

as plantas nunca foram o meu forte. por razões que desconheço nunca sobreviveram muito ao meu lado (quiçá, admita eu, tenha sido alguma falta de cuidado da minha parte). um de tantas relações falhadas!

aconselharam-me agora, que estou numa fase em que procuro uma maior comunhão com a natureza, a espada de são jorge. quem me aconselhou esta planta que até aqui só conhecia como “línguas de sogra”, disse que o fazia por dois motivos:

1.º -  não é uma planta exigente ao nível de cuidados (rega duas vezes por semana), é muito resistente e adapta-se bem ao interior e ao exterior da casa;

2.º - (conhecendo a minha panca pelo equilíbrio das energias) esta planta é conhecida por ser um escudo protetor contra as energias negativas e por purificando o ar (graças à produção noturna de oxigênio).

assim, à primeira vista, diria que é uma planta talhada à minha medida. vamos lá ver se se verifica a sua resistência e se encontrei finalmente a minha compatibilidade no mundo das plantas!

 

espada de são jorge

para além da sua resistência e das suas propriedades esotéricas dá uma bela cor à decoração!

(obviamente que as restantes plantas da imagem são artificiais )

 

espada de são jorge no quarto

pelas suas características purificadoras do ar coloquei uma espada de são jorge bebé no quarto da minha princesa!

a regra dos quatro presentes

estou numa luta para mudar os meus comportamentos, numa perspetiva de minimalismo e de combate ao consumismo (um dos meus pecados capitais - versão séc. xxi).

não sou ambientalista (acreditando que o “ista” pode ser sinónimo de conhecedora de), mas acredito que tod@s nós temos de repensar comportamentos e melhor gerir as nossas opções. a economia circular e a reutilização a meu ver não são chavões da moda, mas sim uma tendência para reduzir o nosso impacto negativo no mundo que nos acolhe.

o natal é por si um apelo ao consumismo. a vontade de agradar a quem amamos e o bombardeamento de coisas que há por todo lado faz-nos desejar tudo! e, como diria o outro (que nunca sabemos quem é o outro), a carne é fraca.

presentes-natal.jpg

no que toca às crianças, sobretudo às nossas, pequenos seres merecedores do mundo, parece que tudo lhes faz falta e que nada é demais para os fazer felizes. mas, em boa verdade, elas têm imensas dificuldades em lidar com muitos estímulos em simultâneo, e o receberem muitos presentes faz com que não valorizem verdadeiramente (quase) nenhum; para além de quê, na maioria das vezes, o que as faz dar gargalhadas e serem felizes não são coisas!

num momento de morte aos neurónios, quando passava pelo feed do facebook, encontrei um artigo, num site espanhol que acompanho, sobre a regra dos quatro presentes de natal para crianças, mas que acredito que se aplique também para o aniversário ou outras datas em que sejam merecedoras de afagos materiais.

as regras são simples e, como quase sempre, bastante óbvias. o objetivo é procurar o equilíbrio, permitir que a criança valorize o que recebe e mantenha acesso o desejo.

fiz uma breve pesquisa junto do dr. google e não consegui descobrir a sábia mente que criou estas regras, pelo que não podendo citar uma fonte, cito a sra. “é tão óbvio que me apetece esbofetear-me por não ter pensado nisto”.

as quatro regras são então:

.1. uma peça para usarem (roupa, calçado ou acessórios)

.2. um livro

.3. algo que ela precise (para a escola, para o desporto que pratica ou o seu passatempo preferido …)

.4. algo que deseje (por norma bem espelhado na carta que escreve ao pai natal – um sinal da mudança dos tempos é quando uma carta ao pai natal tem uma lista de presentes e não apenas “aquele” presente tão desejado)

os tais especialistas afirmam também que estes presentes têm de ser selecionados tendo em conta a idade e as características/gostos da criança, devendo favorecer a interação social e com o meio envolvente/natureza, contribuindo para o saudável e harmonioso desenvolvimento físico, cognitivo e emocional – ou seja, coisa pouca!

este natal já não vou a tempo de cumprir com a regra dos quatro presentes – compro tudo com muita antecedência para ter a certeza que está tudo perfeito no dia (montado e verificada a usabilidade) e também para fugir ao stress das prendas de última hora-, mas intuitivamente safei-me nas características que as prendas devem ter (ufa).

assim, a minha pequena de dois anos vai receber: um triciclo que promove o desenvolvimento motor e a coordenação, a resistência a frustração e a persistência, bem como, favorece as atividades ao ar livre! (um ponto para a mami!); uma cozinha que promove o desenvolvimento da imaginação e a interação social, ambos através do “jogo do faz de conta” (e vão dois pontos para a mami); o livro “da cabeça até aos pés” de eric carle que para além de promover o gosto pela leitura convida o pequeno “leitor” a imitar os movimentos das várias personagens  e a relação afetiva com o seu/sua companheiro/a de leitura (desenvolvimento cognitivo + motor + emocional, boa mami! mais um ponto); dois jogos: um de encaixe e outro de equilíbrio, ambos visando o desenvolvimento de competências cognitivas e de motricidade fina (aqui a mami por ultrapassar o n.º de presentes aconselhado não ganha pontos!)

confesso que nesta idade não considero os objetos de vestuário, calçado e afins como presentes, vejo-o como um bem essencial – embora assuma que ultrapasso em larga medida o que é essencial, mas juro que estou a trabalhar no sentido de melhorar esta característica!

bom natal e boas compras – controladas e certeiras!

 

nota: o site que inspirou este artigo

Mais sobre mim

leitura para crianças

com um xi-coração podes ajudar!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

rasurando

logo.jpg

diz não à violência doméstica

instagram

facebook

pinterest

segues-me?

Mensagens

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D