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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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respeito pelo corpo alheio

sempre fui uma pessoa com aversão ao toque.

o nosso corpo é uma coisa muito nossa. o nosso espaço interpessoal, o nosso refúgio.

quem convive comigo sabe disso. não sou uma pessoa de muitos abraços e amassos. sinto grande desconforto quando estes existem e ainda mais, quando têm uma duração (mais) prolongada (e aqui entenda-se que, quando tem mesmo de haver este contato físico, para mim o suportável é um chega cá, vai pra lá, quase instantâneo – existirão psicólogos na blogosfera a analisar este meu trauma ).

agora com a gravidez as pessoas, estupidamente, acham que o meu corpo é do povo. agarra aqui, abraça ali e um constante e promiscuo toque na minha barriga. esta situação tem-me desagradado m.u.i.t.o. eu evito ser antipática e rude. fujo discretamente, viro, afasto-me… mas as pessoas parecem não perceber. sei que a frontalidade é o caminho – ou ficar fechada em casa, mas porra que as pessoas parecem tão sensíveis! fico sempre com a sensação que me vou sentir uma grande cabra se pedir que “por favor não me toque na barriga” ou “importa-se de respeitar o meu espaço” ou “a quem pediu autorização para espetar as suas patas em cima de mim” (sem desprimor para os seres de patas).

acredito imenso em energias…e essa passagem de mãos pela pele que protege a minha bebé do meio exterior, perturba-me!

acho que vou ter de adquirir uma destas maravilhosas t-shirts (ver slide… vale a pena) …agora o difícil é escolher qual. mais, tenho de assegurar que tem também tradução em português e que o tamanho é razoável para uma leitura ao longe! talvez não seja má ideia acrescentar luzes de sinalização, para evitar um “não reparei”.

 

 imagens retiradas do google

 

pessoas lindas que por aqui passam, assim como não entramos na casa de uma pessoa sem ser convidados ou sem autorização, não toquem na barriga de uma grávida a não ser que ela vos autorize. pode ser mesmo muito desagradável para a pessoa e muitas vezes poderá não ter a ver convosco… mas sim com o sentir da grávida. respeitem o corpo e o sentimento alheio (depois envio-vos discretamente uns quantos emails para que, como quem não quer a coisa, lhes enviem este post! )

o desconforto do toque

o natal é dar...e receber. não falo de coisas. falo de nós, de nos darmos e recebermos o outro.

estamos a dar-nos a quem amamos? estamos a deixar que nos amem?

art-painting-285919_1920.jpg

 há umas semana li uma crónica de clara pinto correia sobre o toque. a crónica era já antiga, de início do século XXI, prendia-se com a realidade da escritora que a essa data residia dos estados unidos.

foi uma das melhores crónicas do livro. prendia-se com a ausência de toque entre as pessoas, e como isso as afetava. existem hoje diversas terapias e sessões de grupo para as pessoas se tocarem (sem ordinarices se faz favor), se abraçarem, de sentirem o toque e o calor do outro.

confesso que sou algo adversa ao toque. não sei o porque mas não reajo bem. sinto uma invasão do meu espaço. sabem aquela questão do abraço? os meus quando ocorrem são fugazes. mais do que anda cá toma lá é um suplicio! abraços prolongados? um pesadelo! o abraço deixa-me " a descoberto".

tenho um problema, eu sei. a verdade é que não penso que seja um caso assim tão raro (quiçá pelos vossos comentários venha a descobrir que tenho de me internar).

com o mais que tudo há um quebrar de barreiras total. pelo que o toque é confortável e acolhedor. mas se alguma coisa está menos bem, evitar o toque é a minha primeira reação, uma defesa instintiva.

com os meus pais e irmãos o toque médio-rápido é tolerável, mas não abunda. é aquele beijo de olá e do adeus e uma abraço aqui e ali.

sei que há pessoas que gostam de beijos, abraços e afins (mesmo com amigos, colegas e outros que tal) e até tenho uma certa inveja.

o que me irrita são aqueles que nos querem impor esse seu gosto ou necessidade. tenho um colega de trabalho que amuou comigo porque me neguei a cumprimentá-lo .t.o.d.o.s. .o.s. .d.i.a.s. com um beijo. desculpem lá, uma coisa é picar o ponto outra coisa é que o senhor decida que tenho de lhe dar dois beijinhos diariamente. um bom dia é o exigível por educação. o mesmo para os amigos regulares. eriça-me a pele quando vejo os pais a obrigar as crianças a darem beijos quando os miúdos não querem.

cada qual com as suas limitações. com aqueles que estão presentes na minha vida por condicionalismos sociais ou profissionais, manterei a minha postura de respeito pela defesa do meu espaço táctil. com a minha família e amigos chegados quero deixar de ser fisicamente tão distante, porque sei que alguns precisam deste toque amigo e fraterno e porque reconheço que também me fará bem.

 

assim introduzo o desafio do advento #21

identifiquem uma característica da vossa personalidade que tenha influência naqueles que amam, e que vocês gostariam que fosse diferente. identifiquem como poderão trabalhar no sentido de atingir as alterações que desejam. e deem esse projeto de mudança como prenda neste natal a vocês e a quem amam.

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