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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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quanto tempo o tempo tem?

o tempo é uma coisa estranha. sempre o soube.

a sua gestão é - muitas vezes - uma ilusão.

quando precisamos que “corra devagar” transforma-se numa veloz avestruz. quando precisamos que “se despache” até o mais lento caracol parece ser capaz de o ultrapassar.

o mais fantástico é quando vivemos as duas situações em simultâneo. num mesmo momento na vida temos coisas que passam a voar e outras que se eternizam!

estou atualmente a viver esta ambivalência temporal. por um lado não tenho tempo para nada, por outro a catraia demora uma eternidade a dar um ar da sua graça ao mundo.

estou paradoxalmente presa entre o desejo de ter mais tempo e o desejo que o tempo passe depressa.

 

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 a perssitência da memória - salvador dalí

os erros e a crítica gratuita

como referi ontem ando ko. tenho dormido pouco e mal. isso dá cabo do meu sistema.

por cansaço e distração hoje cometi um erro terrível no trabalho – daqueles que se eu “o apanhasse” certamente comentaria no blog.

detesto errar e detesto, ainda mais, que os meus erros possam prejudicar terceiros.

sou tolerante à crítica, acho que ela deve existir para se refletir sobre as coisas e para estas melhorarem. mas incomoda-me dar argumentos às pessoas para criticarem o meu desempenho.

esta situação levou-me a pensar sobre os erros dos outros. e sobre em que condições estarão quando os cometem. a crítica e o julgamento saem-nos fácil, a empatia e compreensão exigem mais tempo.

o ver-me nesta situação, pôs-me “em sentido” relativamente à crítica espontânea, aquela que está sempre na ponta da língua, tipo míssil da coreia do norte prontinho a ser disparado.

senti-me mal. por ter errado. e por ter criticado gratuitamente, sem aprofundar – tipo aquelas pessoas que ao lerem os títulos sensacionalistas das notícias do facebook, as tomam por factos incontestáveis, sem sequer ter lido a notícia em si e que, na maioria dos casos, nada tem a ver com o burburinho que o título produziu.

tenho de refrear o meu impulso da crítica fácil; numa perspetiva egoísta, terei de confessar, pois ganho mais eu do que os outros. ganho mais serenidade, mais energia positiva, mais capacidade empática e mais tolerância.

com isto não quero, de todo, dizer que desejo perder a minha capacidade crítica. nada disso. quero realizar, apenas, críticas fundamentadas e que visem um objetivo válido de melhoria ou mudança positiva.

e agora que me tornarei um exemplo para alguém, quero ser um exemplo positivo. tanto quanto possível, humanamente irrepreensível (no respeito e aceitação do outro).

estou cansada. mas isso não desculpa nem o erro, nem a crítica gratuita.

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ando ko

sabia que ter filhos rouba a possibilidade de dormir descansada.

o que ninguém me disse é que isso podia começar bem antes deles nascerem!

ainda tenho dois longos meses pela frente e já não consigo dormir em condições 

ando uma autêntica zombie!

gif retirado daqui

 

o que tem apaziguado o meu mau humor, falta de humor ou estado de transe, são as pessoas.

tenho estado a realizar várias entrevistas e muitas delas à população sénior... da rija! pessoas com 70, 75, 80 anos com ótimo aspeto físico e mobilidade,  bem como, detentoras das suas competências cognitivas.

estas senhoras e senhores fazem-me acreditar que ainda tenho, pelo menos, igual número de anos que já vivi, para viver!

o que quer dizer que poderia agora, neste momento, voltar a nascer, recriar-me, reinventar-me, descobrir novas paixões!

talvez seja com a maternidade que comece esta nova vida. e ao contrário da anterior, quero saboreá-la com calma, sorrir aos seus encantos, viver os seus desafios ao limite e deixar-me envolver por cada nova experiência.

 

mas gostava também, muito, de dormir!

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imagem retirada daqui

porque eu posso!

a minha querida fátima, do blog porque eu posso, lançou-me este belo "desafio desarrumações mentais"…que eu com muito prazer aceito!

 

 1 - se te pagassem 100.000€ para posares na capa de uma revista, a segurar uma garrafa de champanhe numa mão e com alguém ao teu lado a dar-te morangos à boca vestido com o fato-de-banho verde do borat, preferias que essa pessoa fosse o manuel luís goucha ou o fernando mendes?

manuel luís goucha. estranhamente imagino que isto acabaria comigo a dar-lhe os morangos na boca enquanto o chapinhava de espumante!

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imagem retirada daqui

 

2 - ias num cruzeiro, o teu barco naufragava, só havia dois sobreviventes e ambos davam à costa na mesma ilha deserta, com 4 metros x 4 metros. teriam que obrigatoriamente conviver um com o outro todas as 24 horas do dia e ajudar-se mutuamente para sobreviver. escolhias naufragar com o donald trump ou com o kim jong-un?

 kim jong-un, simplesmente pela esperança de não perceber patavina das parvoíces que o homem teria para dizer! 

claro que em qualquer um dos casos seria um risco para a minha existência, pois o que ficaria de fora arranjaria maneira de para lá mandar uma bombinha!

  

imagem retirada daqui

 

3 - estás de olhos vendados numa câmara de tortura a ouvir em loop os mesmos 5 cd's. não sabes quanto tempo vais lá estar, pode ser 1 dia, pode ser um ano. que banda sonora escolhias: quim barreiros ou ana malhoa?

 quim barreiros. lido melhor com vozes masculinas…e este senhor traz-me boas memórias de queimas e casamentos!

 

4 - escolhe, rápido: uma martelada no meio da mão direita ou bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel?

 bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel. é uma dor fina e acutilante … mas a longo prazo tem menos consequências.

 

5 - última pergunta desta ronda: se fosses eleito presidente de portugal, e te fosse concedido um génio da lâmpada que só te pudesse realizar um único desejo relativamente às tuas ações políticas, tu optavas por aumentar o salário mínimo para 1100€/mês ou fazer com que nunca mais houvesse um incêndio em portugal?

 com que nunca mais houvesse um incêndio em portugal. o aumento de salário nessa proporção iria fazer com que todo o resto aumentação (impostos, despesas, juros…), portanto em pouco tempo o poder de compra seria o mesmo. já a outra opção parece-me “mais” definitiva.

 

já agora e porque estamos em dias de follow friday … visitem o blog da fátima, vão amar! uma mulher resolvida, sem papos na língua e com muito bom senso! aviso já que é impossível resistir-lhe 

a greve que não mais acaba

a liberdade de expressão é uma das maiores conquistas dos povos; assim como, a defesa dos nossos direitos fundamentais, entre os quais o direito ao trabalho “toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” (declaração universal dos direitos humanos, artigo 23º)

 

que o emprego e as suas condições andam, em portugal, pelas ruas da amargura é já do conhecimento de todos. têm havido várias mobilizações promovidas por sindicatos e não só, numa perspetiva de luta pela melhoria das condições dos trabalhadores.

 

confesso que esta situação dos enfermeiros está, a meu ver, a tomar proporções descabidas. a saúde e a educação são duas áreas sensíveis para a qualidade de vida (e desenvolvimento) da sociedade. quiçá por isso, é verdade, deveriam ser mais acarinhadas pelo estado; mas não o sendo, acredito que os profissionais não podem abdicar do código de ética que rege a sua profissão e por em causa os seus utentes, aqueles que à partida motivaram a sua vocação.

 

quando li esta manhã “cerca de seis mil cirurgias adiadas” senti tristeza. tenho tido situações na família de pessoas que esperaram muito tempo por uma cirurgia, na expectativa de recuperarem a sua saúde e qualidade de vida. imagino a desilusão das pessoas quando foram informadas do cancelamento da cirurgia.

 

não acuso os enfermeiros por se manifestarem. estes têm o direito de lutar por melhores condições. o que pedem parece-me razoável (retirando o valor remuneratório – por implicar um investimento que tendo em conta outros trabalhadores do estado, em situação não muito distintas – é incomportável).

 

car@s enfermeiros, não se percam nesta luta. não percam o respeito por aqueles que precisam de vós. negoceiem, exijam mas sejam razoáveis.

 

 

já imaginaram os bombeiros a fazerem greve massiva na altura dos fogos?!

 

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imagem retirada daqui

voltei, voltei

ai como estava com saudades de escrever, de partilhar, de vos visitar!

isto das férias é cansativo, e ainda mais o enfrentar o regresso à rotina onde tudo parece um caos.

ao regressar verifiquei com (muito) agrado que a minha querida fátima bento do blog porque eu posso queria saber um pouco mais de mim ... bem, na verdade, queria uma companheira para os copos, mas isso agora vai ter de esperar um pouquinho 

 

assim, aceite o desafio, aqui fica (mais) um pouco de mim:

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1 - oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. que época escolhias?

este seria um sonho realizado (havia uma séria que acompanhava em adolescente que era sobre isto e eu amava… agora vejo a time after time no axn).

tendo de escolher apenas uma época creio que optaria pelo séc xix, fazendo uma viagem a viena de áustria para dançar uma valsa junto da corte da princesa sissi  (este brincar às princesas não me sai das veias ).

 

2 - um filme que te arrependes de ter visto?

ora aqui está uma difícil questão. houveram vários filmes dos quais não gostei, mas creio que nenhum entra na categoria “arrependes de ter visto”.

raramente me arrependo de algo, não que faça sempre as melhores escolhas, mas porque procuro uma aprendizagem nas “barracadas”.

 

3 - fotografar ou ser fotografado?

ambos.

adoro fotografar, procurar e descobrir novas perspetivas e pormenores.

sou também bastante fotogénica (como diria a minha mãe: gaba-te cesto!) pelo que gosto de ser fotografada.

muitas vezes vivo um paradoxo: não conseguir que me tirem a foto que eu perspetivei como fotógrafa… o não conseguir explicar a minha visão (conceptual) ao outro.

 

4 - se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

 “os deuses estão a ficar loucos”

 

5 - tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

não sou muito de ídolos. mas existem diversas “celebridades” que admiro pela sua obra e contributo: mandela, schindler, austen, guevara, lennon, freire, entre tantos outros.

 

6 - uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

desde adolescente que fujo de discotecas pelo facto de ser (quase) impossível manter uma conversa com alguém – e sempre tive o meu quarto para dançar livremente com música aos altos berros.

eu gosto de estar com pessoas e conversar (por vezes das coisas mais parvinhas do universo). onde? é-me indiferente, desde que estejamos confortáveis! pelo que, não fugindo da questão, opto pela segunda opção!

 

7 - qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

“na vida, evita usar duas palavras: sempre e nunca”

 

8 - quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

ouço a rádio mas mais pelos programas e a parvalheira do que pelas músicas! ao ir para o trabalho ouço as manhãs da comercial… ao regressar a casa o já se faz tarde – também da comercial.

 

9 - se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

 teria dito que sim ao convite de uma pessoa que passado um mês perdi.

 

10 - se pudesses conhecer mais alguém dos blogs, quem seria? 

ai ai … tantas jeitosas e jeitosos neste canto da blogosfera!

mas vá… sendo comedida, confesso ter curiosidade de saber um pouco mais d' o último fecha a porta, do blog da osa e da miss queer 

 

intrigas da aldeia

estas últimas semanas antes das férias têm sido uma loucura! como diz alguém que conheço "não tenho tido tempo nem para me coçar"!

há muito que queria vir partilhar um episódio que ainda nem sei bem como designar. na passada semana andava eu nesta azáfama e a minha best friend ou como gosto de chamar "my person" começa uma conversa por sms, no mínimo, hilariante! ela tinha feito uma descoberta sobre algo que eu lhe tinha ocultado (estava a ser irónica pois sabe que para ela a minha vida é um livro aberto).

então vejam esta maravilhosa história: "o meu ex namorado gostava imenso de mim mas não conseguia manter a farsa e acabou comigo por ser homossexual". vejam o que uma mulher descobre passados tantos anos! 🤣 juro que gostava de entender porque as pessoas se entretém a inventar histórias sobre a minha vida! e nem imaginam elas que sou uma blogger famosa 🤣🤣🤣 o hilariante da história não se esgota aqui. estava eu a receber as sms com uma outra amiga e a rirmos às gargalhadas pela estupidez humana. até que a "my person" me diz que quem contou a história à pessoa que lhe contou a ela, era a pessoa que estava a meu lado (facto que ela desconhecia). eu soltei uma gargalhada ainda maior, pois sabia tal não ser possível! a amiga a meu lado ficou verde de raiva por ser acusada de ter dito o que não disse! e bem, assim anda meio mundo a tramar outro meio!

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imagem retirada daqui

homem que é homem não ajuda em casa

porque tem o homem de ajudar em casa?

ele trabalha todo o dia, precisa de chegar a casa e relaxar, descansar!

esperem! a mulher também…

mas reafirmo a questão: porque tem o homem de ajudar em casa?

é uma questão de princípio, cultura ou educação?

e nós, mulheres, pelos mesmos princípios, cultura e educação não nos abeiramos deles, quase com medo de incomodar, a pedir ajuda? ou, coitados deles nem entendem o porque, desatinamos feitas loucas porque eles não nos ajudam e mais … não colaboram contribuindo ainda mais para o caos.

os homens são mais descontraídos do que as mulheres…pudera! quiçá se sentissem que têm a responsabilidade do trabalho, da casa, dos filhos… quiçá estariam um pouco mais cansados, preocupados, contraídos.

sim, há muitos que ajudam. mas não deviam.

homem que é homem não tem que ajudar a mulher em casa!

sabem porquê?

porque a casa e as suas lides não são uma responsabilidade da mulher.

no meu código genético não estão encriptadas as lides domésticas.

se assumimos uma relação de iguais, assumimos responsabilidades iguais.

e entre iguais se partilham tarefas, responsabilidades … e aí sim um pode ajudar o outro… como iguais.

mulheres: retiremos de nós este peso de achar que somos nós que temos de fazer as coisas. que se a camisa não está engomada é porque falhamos, se o pó abunda é porque somos porcas… libertemo-nos do preconceito e do peso cultural e assumamos que entre iguais, responsabilidades iguais.

não digo que seja fácil, mas como em tudo, se não se iniciar a mudança esta não ocorrerá. com o simplex, deliciosamente descontraído e distraído, uma vez tive que lhe por as coisas nestes termos: “estamos aqui duas pessoas, se tu não fizeres nada quem achas que fará tudo?” não digo que o tenha transformado a 100%, mas asseguro-vos que lhe “caiu a ficha”; a partir daí foi-se responsabilizando também. e acredito que com trabalho (de ambos - porque sim: temos de os educar) cheguemos ao equilíbrio, quase, perfeito.

homem que é homem não ajuda em casa

 

diz-se que: as mãezinhas dos nossos meninos poderiam ter sido um pouco mais feministas e contribuído gradualmente para a igualdade entre géneros, no entanto optaram por os apaparicar e perpetuar a sua inutilidade e desresponsabilização nas tarefas do lar. camaradas confio que eduquem os vossos filhos e filhas no princípio da igualdade, a eles por razões óbvias e a elas para não sentirem o peso da responsabilidade unilateral que nós hoje, embora recalcado, ainda sentimos.

 

#repost

como a infância marca as nossas relações futuras

recentemente comecei a ler o livro “todo o amor do mundo” de harville hendrix - casa das letras. é um livro de psicologia para casais. comecei a lê-lo por curiosidade, encontrei-o perdido no meio de outros livros que vou comprando para depois ler. não me recordo o que me fez adquiri-lo, mas parece que ainda não tinha sido o momento de o ler - acredito fortemente nisto: “não há acasos” e “tudo tem o seu tempo”.

tenho uma amiga com a qual partilho de uma grande empatia mental e já abordámos várias vezes, do ponto de vista de leigas na matéria, mas considerando as nossas vivências pessoais e capacidade de observação dos outros, a questão associada às nossas escolhas de parceir@.

sempre que uma de nós ou um(a) outro(a) amigo(a) via a sua relação terminada, surgia o lugar comum “são tod@s iguais” … mas a verdade é que não são todos iguais, nós – cada um de nós -  escolhe é sempre igual – mesmo que a embalagem mude. por isso os nossos relacionamentos acabam por ser “sempre a mesma coisa”.

com os nossos rudimentares conhecimentos de psicologia e a minha interminável paixão por freud, concluímos, nos nossos devaneios, que procuramos no nosso parceiro alguém à imagem do nosso pai (no caso das meninas), por ter sido este o nosso primeiro amor, por sempre nos ter transmitido segurança … e outras coisas que tal.

neste livro que agora leio, verifico que a nossa teoria existe, está validada e fundamentada (é bom saber que se tem espírito científico J ).

a teoria apresentada no livro tem alguns aspetos que diferem, ou melhor, que aprofundam a nossa própria teoria. o principal aspeto é que nós não procuramos no nosso companheiro o nosso pai. procuramos sim, uma pessoa que possua características dos nossos pais (ambos) ou de quem os substituiu na nossa educação, com as quais não conseguimos lidar na infância; assim, numa perspetiva extremamente masoquista, pretendemos resolver com a nossa cara metade as situações/questões que não conseguimos resolver com os nossos pais. o autor aprofunda os vários fenómenos psicológicos associados a esta questão (aconselho quem tem interesse nesta temática a ler o livro).

o aspeto que quero aqui destacar é a perspetiva do “peso” da infância em toda a nossa vida e a nossa teimosia em querer projetar os “problemas” não resolvidos na relação com o nosso parceiro, podendo por em causa esta relação (e outras que lhe sigam, assim como as que lhe antecederam). esta nossa postura, mesmo que inconsciente, não será mera cobardia de enfrentar a real causa desses problemas, ou seja, os nossos pais?

e o que faz de nós, enquanto pais, esta teoria? seres temerosos de condicionar para todo o sempre a vida destas pequenas e indefesas criaturas? devo aqui confessar uma das minhas grandes cobardias: a maternidade. sempre receei a responsabilidade ad eternum do “ser mãe”, sendo depois confrontada com o receio idiota de não o ser (gajas! diria o meu.mais.que.tudo.)

bem, voltando ao livro, o autor refere que somos seres insatisfeitos; que, quanto mais temos, mais queremos; e que, portanto, o facto de termos coisas a resolver com os nossos pais não quer dizer que tenhamos tido uma má infância, quer apenas dizer, a meu ver, que somos picuinhas :D

assumindo esta teoria como certa ou pelo menos uma das possíveis, decidi fazer um quadro comparativo entre o meu pai e os meus namorados (mais) a sério. na verdade, encontro muitos pontos comuns que facilmente consigo identificar. e mais, consigo ver o meu pai em várias fases da sua vida, a sua evolução enquanto pessoa e companheiro e creio que, inclusive, as minhas escolhas têm acompanhado essa evolução. sendo que existem características transversais a todas essas escolhas.

Mas, a minha mãe onde está?

o terror da aceitação: está em mim! tudo o que me custou e mais me custa a lidar com a minha mãe, está nos comportamentos que não consigo controlar e mais detesto em mim!

escolhas

temos medo de envelhecer?

eu tenho! numa perspetiva algo diferente – penso eu.

tenho medo de não conseguir viver tudo o que desejo viver.

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imagem retirada daqui 

 

houveram já coisas que deixei para trás porque só faziam sentido em determinada fase da vida ou em determinada idade – não partilho da frase “nunca é tarde para fazermos o que queremos”.

isto entristece-me.

sei que é impossível fazer, numa vida só, tudo o que a minha vontade exige, por uma questão de tempo e de dinheiro.  esta consciência trouxe uma nova relevância à palavra “escolhas”. mas surge aqui uma dualidade: como “esquecer” a opção que se deixou para trás?; como não sobrevaloriza-la por ser a preterida?; como gerir os “se’s”?

uma seca eu sei.

tenho imensa dificuldade em fazer escolhas. sobretudo porque quero tudo, fazer tudo, ter tudo. frustra-me a realidade de assim não ser. no entanto, passada a pressão da escolha, o sentimento de insegurança, o receio de estar a errar … (na maioria das vezes) vivo tranquilamente com a minha decisão. embora, surja por vezes, uma certa melancolia pelo que poderia ter sido, se a escolha fosse outra.

 

somos o resultado das nossas escolhas

e

muitas vezes é o que deixamos para trás que nos permite seguir em frente.

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