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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil

relacionamentos

como explicar a amálgama de sentimentos que tantas vezes sentimos?

será verdade que é uma característica inerente ao género feminino? seremos umas mais voláteis do que outras?

ou, no que diz respeito a relacionamentos amorosos temos todas as mesmas sombras?

 

 

confesso ter saudades do meu "primeiro amor"; não pela pessoa com quem partilhei essa história – embora o recorde com ternura, mas pela magia, a inocência e a certeza da eternidade daquele sentimento.

sei, agora, que nada é eterno. nem o bom, nem o mau. chata a vida que nos ensina a desconfiar!

à medida que fui crescendo e acumulando desgostos, as minhas entregas passaram a ser "acauteladas", as decisões ponderadas - levando ao extremo a racionalização do subjetivo - e o jogo de poder constante - para garantir que deixo claro que não estou para que me magoem.

agora, até prova em contrário, e inevitavelmente aberta a essa possibilidade em consequência dos meus relacionamentos passados e de tantos outros que acompanhei e acompanho, tenho o namorido p.e.r.f.e.i.t.o.! para além de lindo – sim, sei que o amor pode deturpar a minha análise, mas o que interessa é como eu o vejo - é inteligente, tem princípios firmes, sentido de humor e, o mais importante, paciência de santo para as minhas inseguranças a variações de humor! tem, no entanto, uma forte falha para um ser sensível como eu: é autocentrado e nada romântico. mas é bom recordar que referi ter o namorido p.e.r.f.e.i.t.o. e não o príncipe encantado!

perante este cenário, deveria estar feliz e aproveitar cada segundo na sua companhia... e é o que acontece... quando não sou possuída pela névoa da insegurança e o meu desejo irracional de ser o centro do seu mundo. por vezes sou tão infantil que nem eu mesma sei como lidar comigo! e é aqui que vejo naquele ser toda a perfeição e afeição do universo. lida comigo de forma tão assertiva que me faz sentir “idiota” pelos meus desvarios!

porque o faço pagar pelas minhas deambulações amorosas? porque não acredito cegamente no seu amor?

a vida torna-nos frios e racionais, desprovidos do encanto e a magia de acreditar no "foram felizes para sempre". este aspeto não te de ser um fator negativo. ter noção das fragilidades de um relacionamento permite-nos lidar com ele de uma forma mais construída e até prevenir certas situações que possam surgir e fazer mossas na relação.

um relacionamento implica sempre duas pessoas. e cada uma delas é um ser único e especial, com as suas “taras e manias”. cada um tem as suas necessidades, os seus valores e exigências … nem sempre são compatíveis ou entendidos pela outra pessoa. a consciência disto dá-nos uma arma poderosa para “salvar o amor”.

a experiência traz-nos a consciência de que as relações são frágeis e por isso têm de ser trabalhadas e alimentadas.

traz-nos também a sabedoria para aceitar que as pessoas não mudam. ou seja, não mudam traços da sua personalidade, podem mudar alguns comportamentos, mas não mudam a base destes. assim, se o nosso companheiro tiver uma característica com a qual não conseguimos lidar, o melhor é deixar o barco enquanto a maré está calma.

a paixão surge naturalmente e é maravilhosa, mas um relacionamento estável e feliz é construído. essa construção exige trabalho, aceitação, entrega, partilha, empatia, sentido de humor, respeito e valorização do outro.

nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil… todavia a cumplicidade atingida e a certeza do afeto do outro, valem bem a pena!

 

vinho no porto | 2 eventos a mesma paixão

eventos vinho

 

sou amante confessa de vinho.

gosto da diversidade que nos oferece e das surpresas que encerra.

os bons vinhos contam histórias únicas, fazem-nos sentir aromas, texturas e sabores incomparáveis. beber um bom vinho é uma experiência que envolve todos os sentidos…desde o som o saca-rolhas a extrair a rolha ao da garrafa a verter o vinho no copo; o brilho e intensidade da cor; os aromas frescos, exóticos, quentes ou envolventes que exala; a reação que produz na nossa boca, desde o adstringente ao suave aveludado; o sabor…tão diverso que impossível é generalizar!

por tudo isto e pelo prazer que me dão as experiências vínicas, tenho andado a questionar-me o porquê de se fazerem dois eventos para amantes de vinho no mesmo fim-de-semana (24 e 25 de fevereiro), na mesma cidade (porto).

limitam a nossa vontade e impõe uma escolha.

no ano transato fui ao simplesmente vinho. por 10€ deram-me um copo e com ele eu lá ia passeando pelos produtores fazendo as provas. supostamente havia também comida (para a qual recebemos senhas à entrada), mas como fomos já tarde (o evento encerrava às 22h) já pouco restava - o que não achei nada simpático! valeu-nos umas provas de azeite (maravilhoso) para ajudar a "ensopar" o vinho, porque embora sejam provas...depois de alguma até o mais forte se ressente!

este ano irei à essência do vinho, mais caro, 20€ se adquirido online (25€ se comprado na bilheteira -  ambos dão acesso a descontos em transporte - metro e comboio). a dinâmica do evento é semelhante; tem, no entanto, mais produtores (350) e atividades paralelas.

sendo os dois no mesmo fim-de-semana, faz sentido experimentar um "novo" mas para quem ainda não experimentou o simplesmente vinho e não quiser investir menos esta é uma boa opção (não vão é "tarde" e se for...vá de estômago forradinho ;))

a sapo lifestyle tem um passatempo a decorrer para quem quer (eu quero) bilhetes duplos para a essência do vinho 2017. por isso, se o vinho também é tua paixão, lança-te no passatempo.

 

 

 

30 dias de gratidão #15. por que estação estás grata?

a minha estação favorita é a primavera. o renascimento da energia, o sol, o calor, as tardes na esplanada 

se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

berlim

viajar sempre foi uma paixão. a europa com tantos locais a conhecer, aqui tão perto e graças às low cost tão acessíveis.

viajar anos atrás era um projeto a longo prazo, financeiramente enquadrado... agora saímos passar o fim de semana a madrid, paris ou londres com o mesmo custo de ir a lisboa ou ao porto e isto mudou tudo!
quando comecei a trabalhar eu e um grupo mais ou menos fixo de gajas fixes íamos onde a ryanair queria que nos fossemos. volta e meia nos lembrávamos e íamos ao site ver o que andava barato e para quando e … la íamos nós! 
lembro-me da viagem a paris  por 18€ (ida e volta com taxas incluídas!) ou a londres por 30€ ... em 4 anos fomos a todas as capitais europeia que a companhia aérea proporcionava: paris, londres, dublim, madrid, amsterdão, edimburgo... depois outras cidades “menos” importantes como barcelona, valência, milão, marselha. com outra low cost pude ainda conhecer menorca, maiorca, tenerife, gran canária, s. miguel, budapeste, viena de áustria... 
e novos destinos hajam que novas viagens se fariam!

o meu entusiasmo esmoreceu um pouco. os vários atentados que assolaram a europa criaram em mim o receio de me aventurar na descoberta de novos lugares. sempre perspetivei as viagens como fontes de prazer onde o medo não se enquadra.
este ano não viajei para nenhuma cidade europeia, até agora.
uma viagem agendada para berlim rompeu com esta fase de privação. nunca antes senti o receio de viajar que agora sinto. para além de berlim ser berlim e só por isso um alvo como qualquer outra grande capital europeia, a minha viagem decorre enquadrada numa prova internacional que enche a cidade com pessoas dos 4 cantos do mundo... a maratona de berlim. 
sei que pode ser um receio estupido por razões egoístas, porém incomoda-me não poder passear pela minha europa sem este receio pairar na minha mente.

nos dias que precederam a prova olhava com desconfiança para qualquer pessoa “suspeita” na minha mente estereotipada. no dia da prova imaginei imensos cenários possíveis. sabemos que do nada alguém com uma arma, munido de explosivos, ou no comando de um qualquer veículo pode matar e ferir pessoas por puro capricho em nome de algo que nem sei se ele entende bem (eu certamente não entendo).
qualquer ato de missão, não refletida na sua essência é pura estupidez.

as pessoas não poderem viajar sem o receio destes lunáticos é pura estupidez. 
sempre defendi o "vive e deixa viver", por favor senhores chateados com o capitalismo ocidental vivam com isso e deixem- nos viver... se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

 

diz-se que: ao escrever isto dou uma prova viva de medos infundados. 

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