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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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qual a semelhança entre a interrupção voluntária da gravidez e a eutanásia?

quando existiu a primeira discussão sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, andava eu no liceu, chegava a casa e ligava a tv na rtp2 para ver a discussão no parlamento. vejam lá que na altura o meu ídolo político era odete santos! 

das coisas que mais retenho dessa fase em que começou o meu interesse pela política foi entender a importância de se criarem leis que permitam a liberdade de escolha do indivíduo, sem interferir na liberdade dos outros. 

na altura havia uma forte questão de linguagem sobre o se ser a favor das despenalização da interrupção voluntária da gravidez ou o se ser a favor do aborto; para muitos era a mesma coisa. as campanhas contra a despenalização optavam pela segunda abordagem, pois ninguém queria ser a favor da morte de "bebés"!

este tema foi, à segunda, ultrapassado. recordo-o porque estamos perante uma situação semelhante, ao nível da abordagem da questão, agora a respeito da eutanásia. não estamos aqui a discutir quem é a favor da morte ou se quisermos do homicídio ou suicídio.

discute-se o direito a cada pessoa poder escolher sobre a sua vida.

porque pode uma pessoa saudável, ou pelo menos capaz de cometer o ato, suicidar-se e, uma pessoa doente e fisicamente incapaz, não? não terá ela o mesmo direito de decidir sobre a sua vida?

quem somos nós para impedir que alguém decida sobre a sua própria vida? essa decisão compete a cada um. ninguém vive na pele do outro e por isso não tem o direito de limitar as escolhas do outro à sua visão do mundo!

a eutanásia terá, obviamente, de ser legislada para que o indivíduo fragilizado seja protegido e a decisão, de pôr termo à sua vida, seja sua e não doutros. porém, não deverá ser pela dificuldade em legislar e pela sensibilidade do tema, que se limite a liberdade do cidadão.

por questões alheias à minha vontade no passado domingo fui à missa. foi bom, lembrei-me porque deixei de ir! no final da missa o sr. padre vomita o seguinte discurso (numa igreja com 75% de seniores): "vai estar em discussão a questão da eutanásia. como bons cristãos temos de ser a favor da vida, portanto contra estas iniciativas. há muitos filhos que para ficarem com a herança dos pais, maltratam-nos para estes perderem a vontade de viver, pedindo assim para morrer. se os pais se sentirem amados, mesmo em sofrimento, vão querer viver."

i rest my case

 

 

 

para respirar fundo e aligeirar, vamos continuar com o desafio da gratidão.

gratidão#3 - por qual cor estás grata?

estranhamente esta é um questão complicada para mim ... e não por ser daltónica

gosto de uma palete de cores que têm diferentes efeitos em mim e com as quais me sintonizo de acordo com o meu estado de espírito.

estou grata pela existência das cores e da sua capacidade de emoldurarem o nosso sentir.

mas tendo de escolher só uma, será o azul pastel. esta cor traz-me muita tranquilidade e paz.

é a cor do mar no verão e do céu iluminado pelo sol. é a cor do olhar do meu amado. e, sobretudo, é a cor dos estrunfes 

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 fonte da imagem: digipd

  

se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

berlim

viajar sempre foi uma paixão. a europa com tantos locais a conhecer, aqui tão perto e graças às low cost tão acessíveis.

viajar anos atrás era um projeto a longo prazo, financeiramente enquadrado... agora saímos passar o fim de semana a madrid, paris ou londres com o mesmo custo de ir a lisboa ou ao porto e isto mudou tudo!
quando comecei a trabalhar eu e um grupo mais ou menos fixo de gajas fixes íamos onde a ryanair queria que nos fossemos. volta e meia nos lembrávamos e íamos ao site ver o que andava barato e para quando e … la íamos nós! 
lembro-me da viagem a paris  por 18€ (ida e volta com taxas incluídas!) ou a londres por 30€ ... em 4 anos fomos a todas as capitais europeia que a companhia aérea proporcionava: paris, londres, dublim, madrid, amsterdão, edimburgo... depois outras cidades “menos” importantes como barcelona, valência, milão, marselha. com outra low cost pude ainda conhecer menorca, maiorca, tenerife, gran canária, s. miguel, budapeste, viena de áustria... 
e novos destinos hajam que novas viagens se fariam!

o meu entusiasmo esmoreceu um pouco. os vários atentados que assolaram a europa criaram em mim o receio de me aventurar na descoberta de novos lugares. sempre perspetivei as viagens como fontes de prazer onde o medo não se enquadra.
este ano não viajei para nenhuma cidade europeia, até agora.
uma viagem agendada para berlim rompeu com esta fase de privação. nunca antes senti o receio de viajar que agora sinto. para além de berlim ser berlim e só por isso um alvo como qualquer outra grande capital europeia, a minha viagem decorre enquadrada numa prova internacional que enche a cidade com pessoas dos 4 cantos do mundo... a maratona de berlim. 
sei que pode ser um receio estupido por razões egoístas, porém incomoda-me não poder passear pela minha europa sem este receio pairar na minha mente.

nos dias que precederam a prova olhava com desconfiança para qualquer pessoa “suspeita” na minha mente estereotipada. no dia da prova imaginei imensos cenários possíveis. sabemos que do nada alguém com uma arma, munido de explosivos, ou no comando de um qualquer veículo pode matar e ferir pessoas por puro capricho em nome de algo que nem sei se ele entende bem (eu certamente não entendo).
qualquer ato de missão, não refletida na sua essência é pura estupidez.

as pessoas não poderem viajar sem o receio destes lunáticos é pura estupidez. 
sempre defendi o "vive e deixa viver", por favor senhores chateados com o capitalismo ocidental vivam com isso e deixem- nos viver... se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

 

diz-se que: ao escrever isto dou uma prova viva de medos infundados. 

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