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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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coisas que fazes aos 20 que não deverias fazer aos 40

juízo

 ontem foi um dia complicado. dia um de novembro é sempre um dia "chato". nunca gostei do que representa. não concordo com a hipocrisia de certos atos praticados.

há três anos deixei de poder fugir às cerimónias deste dia. um pedido do meu pai que não fui capaz de recusar. assim todos os dia 1 de novembro (ou na ausência do feriado, o domingo que o antecedia) lá rumava eu à bela da aldeia para acompanhar o meu pai. de referir que o meu problema com as cerimónias prende-se com o facto de eu não acreditar que as pessoas que amei se ressumem àquele local e não quero que a visão de uma sepultura se sobreponha a todas as vivas recordações que tenho com cada uma das minhas pessoas que jazem num ou outro cemitério.

este ano, na véspera, fui a uma festa de halloween que se estendeu até ao raiar do dia. uma festa entre amigos que me aqueceu o coração e me entorpeceu o corpo (dada a bela da sangria de espumante!).

péssima ideia.

dormi 4h. acordei com uma dor de cabeça do outro mundo. rumei a aldeia.

almoço em família. cemitério. terço e missa baixo um sol quente com uma luz insuportável. 

memórias de família. saudade. ressaca a fazer-se sentir. sono. quebra de tensão.

já devia ter juízo. isto de acreditar que conseguimos fazer tudo e que tudo se resolve, por vezes é uma bela treta.

devia ter sido contida na véspera. ir cedo p´ra casa. conseguir cumprir com o meu compromisso familiar sem padecer do castigo terrível imposto ao meu corpo.

aos 20 conseguia fazer isto com uma perna às costas. aos 40 deveria é ter juízo!

senti na pele toda a punição da igreja católica pelo meu pecado da gula e da luxúria.

como garantir qualidade de vida a um cidadão português em marte

mami.pngrecentemente, após se validar a existência de vida em marte, fui contactada pela ‘nasa’ para fazer parte de uma equipa de investigação que descobrisse como garantir qualidade de vida a um cidadão português em marte.

fiquei muito surpresa com o convite. sei que tinha vantagens perante vários colegas: era portuguesa! no entanto o meu currículo, ainda bebé, não adivinharia um convite desta envergadura.

na entrevista tentei perceber as razões do convite (sem nunca retirar-me mérito ou diminuir as minhas competências).

o entrevistador afirmou que embora o currículo académico seja de extrema importância, pois assegura que o indivíduo possui o conhecimento teórico e terá desenvolvidos algumas competências práticas, ficaria desprovido de sentido se não fosse enquadrado numa experiência de vida em que esses saberes e competências fossem colocados em prática num contexto real.

enquanto eu sorvia cada uma das palavras deste deus científico ao estilo hollywood, possuidor de uma bela voz e com um inglês perfeito – sentindo-me eu num episódio do x-file (o verdadeiro e não a caricatura que lançaram este ano) – ele saca de um dossiê (bem compostinho) com o meu nome impresso.

continuou o seu discurso - pois eu nem piava de admiração (em ambos os sentidos da palavra) – dizendo: verificamos que assinou contrato com um serviço do estado português em 2010 – deixando um emprego melhor remunerado no setor privado, decidindo apostar numa carreira na função pública.

o deus-científico fixou-me com o seu meu olhar, intenso e reprovador, e disse apenas: este factor quase nos levou a exclui-la. a decisão que tomou foi irresponsável, quase suicida. mas como o objetivo da nossa investigação é a sobrevivência, decidimos ignorar este seu ato em prol do todo.

continuou: após mudar de emprego, mudou o governo. as condições para os funcionários do estado caíram drasticamente e certamente terá tomado consciência da merda que fez – ok esta não foi a expressão utilizada pelo deus científico, mas é a melhor tradução que consigo para a bela linguagem utilizada naquele inglês perfeito.

manteve o seu emprego, a meio tempo, sempre precário, perdendo no primeiro ano dois meses de vencimento, no segundo quase o mesmo pois com novo imposto o 13.º mês, em duodécimos, quase nãos e cheirava. quando se restituiu o subsídio de férias passou a recibos verdes, pois não se faziam contratos sem termo no estado - demonstrou aqui que para sobreviver consegue “fechar os olhos” a algumas regras, pois é evidentemente ilegal passar de contrato a recibo verde (para a mesma entidade e cumprindo as mesmas funções), no quinto ano voltou a um contrato, novamente meio tempo, precário e a começar do zero (valor remuneratório, tempo de serviço,…). ao longo destes anos teve sempre trabalhos suplementares em diversas áreas de maneira a conseguir equilibrar o orçamento e fazer face as despesas com as quais se tinha comprometido antes do que por no seu país se chamou “crise” (acreditamos que não terá sido fácil, pois se para o vosso governante sobreviver com 10000€ mês foi complicado, para si fazê-lo com 900€ não deve ter sido nada fácil) – resiliência creio que lhe chamam por cá.

após todas estas situações de desafio e privações não apresenta síndromes de stress pós-traumático. e mais, no meio desse cenário conseguiu sempre ser feliz, por vezes chateada, irritada e frustrada, mas feliz. descobriu novas formas de se divertir, de passar tempo com os amigos e aprendeu muito. cresceu, tornou-se mais crítica e menos fútil.

agora procura viver cada situação e cada momento presente em vez de possuir.

percebeu que o que vive é o único que ninguém lhe tira, que não paga juros e que a faz feliz de dentro para fora.

é hoje uma pessoa complexa e rica que, aliado aos seus conhecimentos teórico-científicos torna-se a candidata perfeita nesta missão! - estes americanos sabem mesmo como nos convencer!

posto isto, como negar fazer parte desta missão?!

nota: no primeiro treino de preparação descobri que os portugueses, pela sua capacidade de adaptabilidade, criatividade e resiliência, são o único povo no mundo considerado para fazer parte da primeira vaga que povoamento do planeta vermelho. pois se nós não conseguirmos, ninguém consegue!

última hora: estão a ser negociados subsídios, a pagar pelo estado norte-americano ao estado português, por cada cidadão português deslocado para marte.

 

diz-se que: obrigada Robinson Kanes pelo tema ... diverti-me muito a escrever este post :)

 

a não perder:

robinson kanes - um feijão frade no deserto

melhor amiga procura-se - férias que deixaram uma grande azia

erreguê -  o papel das pedras da calçada (paralelos) relativamente ao aumento da boa disposição dos portugueses & 

marshmallows de chili um mimo de boa camaradagem a yue :)

r & p - o amor do conde drácula e nerfertiti 

o último fecha a porta - crise no alto mar: a fuga do sal

Yue - marshmallows de chili 

 

doce e travessuras

halloween

no seguimento do desafio lançado no post doces ou travessuras deixo aqui a listagem dos temas já atribuidos e que poderão ser lidos no respetivo blog no próximo dia 31 de outubro :)

 

robinson kanes - um feijão frade no deserto

yue - marshmallows de chili

o ultimo fecha a porta - crise no alto mar: a fuga do sal

melhor amiga procura-se - férias que deixaram uma grande azia

mami - como garantir qualidade de vida a um cidadão português em marte

erreguê -  o papel das pedras da calçada (paralelos) relativamente ao aumento da boa disposição dos portugueses

r & p - o amor do conde drácula e nerfertiti 

 

se forem aparecendo novos loucos que aceitem o desafio...irei atualizando :)

muita inspiração a tod@s ;)

 

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