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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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será que o governo acha que somos parvos?!

isto de estar de baixa à espera que a catraia dê um ar da sua graça dá-me mais tempo para me atualizar do panorama nacional. o que tem sido um erro...grande!

ontem andava eu, ainda, irritada com a treta criada à volta do panteão quando distraída na minha vida começo a ser bombardeada com as sucessivas notícias sobre a greve dos professores, as exigências da classe e as propostas do governo.

no meio de tanto disparate e desigualdade entre funcionários da função pública - não entendo existirem diferentes critérios para um mesmo patrão e não me refiro à situação atual mas à discriminação positiva da qual a classe docente sempre beneficiou ao nível da progressão na carreira e valores auferidos (pena daqueles que entraram a partir de 2010 ... assim como eu) -, ouço a proposta/compromisso do governo de contabilizar todo o tempo de serviço numa próxima legislatura.

mas, mas, mas os senhores acham que somos todos burros.

que governação é esta que empurra tudo para a frente, para que os outros cumpram as suas promessas e que “se amanhem”?

ou pior, será esta uma "rasca" estratégia política para assegurar os votos dos professores portugueses nas próximas legislativas de modo a estes assegurarem a concretização da "promessa".

governo goza com a nossa cara

imagem retirada daqui

 

fiquei enjoada e garanto que nada tem a ver com o meu estado!

 

como garantir qualidade de vida a um cidadão português em marte

mami.pngrecentemente, após se validar a existência de vida em marte, fui contactada pela ‘nasa’ para fazer parte de uma equipa de investigação que descobrisse como garantir qualidade de vida a um cidadão português em marte.

fiquei muito surpresa com o convite. sei que tinha vantagens perante vários colegas: era portuguesa! no entanto o meu currículo, ainda bebé, não adivinharia um convite desta envergadura.

na entrevista tentei perceber as razões do convite (sem nunca retirar-me mérito ou diminuir as minhas competências).

o entrevistador afirmou que embora o currículo académico seja de extrema importância, pois assegura que o indivíduo possui o conhecimento teórico e terá desenvolvidos algumas competências práticas, ficaria desprovido de sentido se não fosse enquadrado numa experiência de vida em que esses saberes e competências fossem colocados em prática num contexto real.

enquanto eu sorvia cada uma das palavras deste deus científico ao estilo hollywood, possuidor de uma bela voz e com um inglês perfeito – sentindo-me eu num episódio do x-file (o verdadeiro e não a caricatura que lançaram este ano) – ele saca de um dossiê (bem compostinho) com o meu nome impresso.

continuou o seu discurso - pois eu nem piava de admiração (em ambos os sentidos da palavra) – dizendo: verificamos que assinou contrato com um serviço do estado português em 2010 – deixando um emprego melhor remunerado no setor privado, decidindo apostar numa carreira na função pública.

o deus-científico fixou-me com o seu meu olhar, intenso e reprovador, e disse apenas: este factor quase nos levou a exclui-la. a decisão que tomou foi irresponsável, quase suicida. mas como o objetivo da nossa investigação é a sobrevivência, decidimos ignorar este seu ato em prol do todo.

continuou: após mudar de emprego, mudou o governo. as condições para os funcionários do estado caíram drasticamente e certamente terá tomado consciência da merda que fez – ok esta não foi a expressão utilizada pelo deus científico, mas é a melhor tradução que consigo para a bela linguagem utilizada naquele inglês perfeito.

manteve o seu emprego, a meio tempo, sempre precário, perdendo no primeiro ano dois meses de vencimento, no segundo quase o mesmo pois com novo imposto o 13.º mês, em duodécimos, quase nãos e cheirava. quando se restituiu o subsídio de férias passou a recibos verdes, pois não se faziam contratos sem termo no estado - demonstrou aqui que para sobreviver consegue “fechar os olhos” a algumas regras, pois é evidentemente ilegal passar de contrato a recibo verde (para a mesma entidade e cumprindo as mesmas funções), no quinto ano voltou a um contrato, novamente meio tempo, precário e a começar do zero (valor remuneratório, tempo de serviço,…). ao longo destes anos teve sempre trabalhos suplementares em diversas áreas de maneira a conseguir equilibrar o orçamento e fazer face as despesas com as quais se tinha comprometido antes do que por no seu país se chamou “crise” (acreditamos que não terá sido fácil, pois se para o vosso governante sobreviver com 10000€ mês foi complicado, para si fazê-lo com 900€ não deve ter sido nada fácil) – resiliência creio que lhe chamam por cá.

após todas estas situações de desafio e privações não apresenta síndromes de stress pós-traumático. e mais, no meio desse cenário conseguiu sempre ser feliz, por vezes chateada, irritada e frustrada, mas feliz. descobriu novas formas de se divertir, de passar tempo com os amigos e aprendeu muito. cresceu, tornou-se mais crítica e menos fútil.

agora procura viver cada situação e cada momento presente em vez de possuir.

percebeu que o que vive é o único que ninguém lhe tira, que não paga juros e que a faz feliz de dentro para fora.

é hoje uma pessoa complexa e rica que, aliado aos seus conhecimentos teórico-científicos torna-se a candidata perfeita nesta missão! - estes americanos sabem mesmo como nos convencer!

posto isto, como negar fazer parte desta missão?!

nota: no primeiro treino de preparação descobri que os portugueses, pela sua capacidade de adaptabilidade, criatividade e resiliência, são o único povo no mundo considerado para fazer parte da primeira vaga que povoamento do planeta vermelho. pois se nós não conseguirmos, ninguém consegue!

última hora: estão a ser negociados subsídios, a pagar pelo estado norte-americano ao estado português, por cada cidadão português deslocado para marte.

 

diz-se que: obrigada Robinson Kanes pelo tema ... diverti-me muito a escrever este post :)

 

a não perder:

robinson kanes - um feijão frade no deserto

melhor amiga procura-se - férias que deixaram uma grande azia

erreguê -  o papel das pedras da calçada (paralelos) relativamente ao aumento da boa disposição dos portugueses & 

marshmallows de chili um mimo de boa camaradagem a yue :)

r & p - o amor do conde drácula e nerfertiti 

o último fecha a porta - crise no alto mar: a fuga do sal

Yue - marshmallows de chili 

 

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