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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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conversas de criança

sou fã incondicional do meu sobrinho (4 anos). ele tem uma personalidade única e uma postura de "não estou nem aí".
 
estou em mês de aniversário e a minha mana partilhou esta conversa entre o meu sobrinho e a minha mãe - que estava claramente a meter-se com ele:
 
mãe: ricardo já compraste a prenda à tua tia?
sobrinho: não tenho tempo, ainda tenho de pensar (com ar ocupado)
mãe: eu acho que vou comprar-lhe umas cuecas....
sobrinho: se for (com marcada indiferença), não te esqueças que têm de ser grandes que a tia é grande!
 
juro que o meu imc está dentro da média 
 

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como a infância marca as nossas relações futuras

recentemente comecei a ler o livro “todo o amor do mundo” de harville hendrix - casa das letras. é um livro de psicologia para casais. comecei a lê-lo por curiosidade, encontrei-o perdido no meio de outros livros que vou comprando para depois ler. não me recordo o que me fez adquiri-lo, mas parece que ainda não tinha sido o momento de o ler - acredito fortemente nisto: “não há acasos” e “tudo tem o seu tempo”.

tenho uma amiga com a qual partilho de uma grande empatia mental e já abordámos várias vezes, do ponto de vista de leigas na matéria, mas considerando as nossas vivências pessoais e capacidade de observação dos outros, a questão associada às nossas escolhas de parceir@.

sempre que uma de nós ou um(a) outro(a) amigo(a) via a sua relação terminada, surgia o lugar comum “são tod@s iguais” … mas a verdade é que não são todos iguais, nós – cada um de nós -  escolhe é sempre igual – mesmo que a embalagem mude. por isso os nossos relacionamentos acabam por ser “sempre a mesma coisa”.

com os nossos rudimentares conhecimentos de psicologia e a minha interminável paixão por freud, concluímos, nos nossos devaneios, que procuramos no nosso parceiro alguém à imagem do nosso pai (no caso das meninas), por ter sido este o nosso primeiro amor, por sempre nos ter transmitido segurança … e outras coisas que tal.

neste livro que agora leio, verifico que a nossa teoria existe, está validada e fundamentada (é bom saber que se tem espírito científico J ).

a teoria apresentada no livro tem alguns aspetos que diferem, ou melhor, que aprofundam a nossa própria teoria. o principal aspeto é que nós não procuramos no nosso companheiro o nosso pai. procuramos sim, uma pessoa que possua características dos nossos pais (ambos) ou de quem os substituiu na nossa educação, com as quais não conseguimos lidar na infância; assim, numa perspetiva extremamente masoquista, pretendemos resolver com a nossa cara metade as situações/questões que não conseguimos resolver com os nossos pais. o autor aprofunda os vários fenómenos psicológicos associados a esta questão (aconselho quem tem interesse nesta temática a ler o livro).

o aspeto que quero aqui destacar é a perspetiva do “peso” da infância em toda a nossa vida e a nossa teimosia em querer projetar os “problemas” não resolvidos na relação com o nosso parceiro, podendo por em causa esta relação (e outras que lhe sigam, assim como as que lhe antecederam). esta nossa postura, mesmo que inconsciente, não será mera cobardia de enfrentar a real causa desses problemas, ou seja, os nossos pais?

e o que faz de nós, enquanto pais, esta teoria? seres temerosos de condicionar para todo o sempre a vida destas pequenas e indefesas criaturas? devo aqui confessar uma das minhas grandes cobardias: a maternidade. sempre receei a responsabilidade ad eternum do “ser mãe”, sendo depois confrontada com o receio idiota de não o ser (gajas! diria o meu.mais.que.tudo.)

bem, voltando ao livro, o autor refere que somos seres insatisfeitos; que, quanto mais temos, mais queremos; e que, portanto, o facto de termos coisas a resolver com os nossos pais não quer dizer que tenhamos tido uma má infância, quer apenas dizer, a meu ver, que somos picuinhas :D

assumindo esta teoria como certa ou pelo menos uma das possíveis, decidi fazer um quadro comparativo entre o meu pai e os meus namorados (mais) a sério. na verdade, encontro muitos pontos comuns que facilmente consigo identificar. e mais, consigo ver o meu pai em várias fases da sua vida, a sua evolução enquanto pessoa e companheiro e creio que, inclusive, as minhas escolhas têm acompanhado essa evolução. sendo que existem características transversais a todas essas escolhas.

Mas, a minha mãe onde está?

o terror da aceitação: está em mim! tudo o que me custou e mais me custa a lidar com a minha mãe, está nos comportamentos que não consigo controlar e mais detesto em mim!

irmãos

sou uma afortunada. os meus pais brindaram-me com dois maravilhosos irmãos. claro que nem sempre pensei assim. houve fases em que detestei a minha irmã, que veio para intrometer-se no meu espaço, que era cusca, que ia fazer queixinhas à minha mãe ou contar-lhe os meus “segredos”. depois veio o meu irmão, que fez com que a minha mãe exigisse de mim mais responsabilidade e que muitas vezes cuidasse dele, estragando os meus planos de pré-adolescente. sentia, no egoísmo próprio da adolescência, que os meus irmãos só me prejudicavam!

cresci e deixei de ser parva. gradualmente a relação com os meus irmãos foi-se desenvolvendo. a cumplicidade com a minha irmã foi uma das minhas maiores conquistas. o meu irmão é e será sempre o casula, aquele que faz todas as asneiras do mundo e é mimado por toda a gente.

o facto de estas pessoas existirem na minha vida dá-me um conforto estremo, um segurança afetiva, quiçá, primitiva.

não defendo que a família é uma certeza incondicional, pois infelizmente já conheci alguns casos em que estes foram os primeiros a virar as costas. mas creio que isto está muito relacionado com os valores que nos são incutidos.

calendário do advento #8

hoje é feriado ... yupi!

 

desafio do advento #8

 desliga-te do telemóvel, tablet, computador durante 4h seguidas (pelo menos! e não vale enquanto estás a dormir ) e dedica-te 100% àqueles que amas!

estás sozinho, longe dos teus? sai a rua (vai correr - sem música , ao cinema, a uma exposição...) conecta-te ao mundo!

 

por curiosidade: como foi a experiência?

 

calendário do advento #7

calendário do advento #6

calendário do advento #5

calendário do advento #4

calendário do advento #3

calendário do advento #2

calendário do advento #1

coisas que fazes aos 20 que não deverias fazer aos 40

juízo

 ontem foi um dia complicado. dia um de novembro é sempre um dia "chato". nunca gostei do que representa. não concordo com a hipocrisia de certos atos praticados.

há três anos deixei de poder fugir às cerimónias deste dia. um pedido do meu pai que não fui capaz de recusar. assim todos os dia 1 de novembro (ou na ausência do feriado, o domingo que o antecedia) lá rumava eu à bela da aldeia para acompanhar o meu pai. de referir que o meu problema com as cerimónias prende-se com o facto de eu não acreditar que as pessoas que amei se ressumem àquele local e não quero que a visão de uma sepultura se sobreponha a todas as vivas recordações que tenho com cada uma das minhas pessoas que jazem num ou outro cemitério.

este ano, na véspera, fui a uma festa de halloween que se estendeu até ao raiar do dia. uma festa entre amigos que me aqueceu o coração e me entorpeceu o corpo (dada a bela da sangria de espumante!).

péssima ideia.

dormi 4h. acordei com uma dor de cabeça do outro mundo. rumei a aldeia.

almoço em família. cemitério. terço e missa baixo um sol quente com uma luz insuportável. 

memórias de família. saudade. ressaca a fazer-se sentir. sono. quebra de tensão.

já devia ter juízo. isto de acreditar que conseguimos fazer tudo e que tudo se resolve, por vezes é uma bela treta.

devia ter sido contida na véspera. ir cedo p´ra casa. conseguir cumprir com o meu compromisso familiar sem padecer do castigo terrível imposto ao meu corpo.

aos 20 conseguia fazer isto com uma perna às costas. aos 40 deveria é ter juízo!

senti na pele toda a punição da igreja católica pelo meu pecado da gula e da luxúria.

se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias?

acredito que o autoconhecimento é a melhor forma de atingir a paz interior. descobrir e resolver questões que fomos enterrando no nosso íntimo na esperança que desaparecessem.

assim desafiei-me a responder à pergunta: se pudesses reviver um dia do teu passado, qual escolherias? 

não foi fácil nem rápida a escolha.

dilema: deveria escolher um dia feliz para reviver todas as sensações boas, ou escolher um dia menos feliz mas que me possibilitasse rever acontecimentos e melhor compreender as coisas?

quando surgiu a questão soube quem queria rever. só não sabia “quando”. como sempre é da reflexão que surge a luz.

 assim, escolhi um dia banal, pois é no somatório desses dias que se constrói o extraordinário de uma relação. decidi reviver um dia sem dramas, sem stress, sem euforias, sem nada que condicionasse o simples e genuíno prazer de estarmos juntas (rir, desatinar, gozar com as gafes da outra, decidir o que vamos jantar…). mais, queria reviver esse dia sem ter a consciência que em breve ela desapareceria para sempre da minha vida. queria (re)viver a inocência de acreditar no para sempre, de pensar impossível que uma jovem cheia de garra possa desaparecer aos 17 anos num acidente incompreensível. perder alguém que amo, que conheço desde que nasceu, sangue do meu sangue, foi a experiência mais dolorosa que já vivi. lembrar-me dela desperta em mim um sorriso nostálgico, não triste; sinto-me feliz por ela ter existido, por ter feito parte da minha vida, a dor que senti ao perdê-la foi justificada por tudo o que vivemos e não abdicaria disso por nada.

 

saudade

 

imagem retirada daqui

 

diz-se que: o amor pode ser eterno; o amor é imortal!

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