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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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os erros e a crítica gratuita

como referi ontem ando ko. tenho dormido pouco e mal. isso dá cabo do meu sistema.

por cansaço e distração hoje cometi um erro terrível no trabalho – daqueles que se eu “o apanhasse” certamente comentaria no blog.

detesto errar e detesto, ainda mais, que os meus erros possam prejudicar terceiros.

sou tolerante à crítica, acho que ela deve existir para se refletir sobre as coisas e para estas melhorarem. mas incomoda-me dar argumentos às pessoas para criticarem o meu desempenho.

esta situação levou-me a pensar sobre os erros dos outros. e sobre em que condições estarão quando os cometem. a crítica e o julgamento saem-nos fácil, a empatia e compreensão exigem mais tempo.

o ver-me nesta situação, pôs-me “em sentido” relativamente à crítica espontânea, aquela que está sempre na ponta da língua, tipo míssil da coreia do norte prontinho a ser disparado.

senti-me mal. por ter errado. e por ter criticado gratuitamente, sem aprofundar – tipo aquelas pessoas que ao lerem os títulos sensacionalistas das notícias do facebook, as tomam por factos incontestáveis, sem sequer ter lido a notícia em si e que, na maioria dos casos, nada tem a ver com o burburinho que o título produziu.

tenho de refrear o meu impulso da crítica fácil; numa perspetiva egoísta, terei de confessar, pois ganho mais eu do que os outros. ganho mais serenidade, mais energia positiva, mais capacidade empática e mais tolerância.

com isto não quero, de todo, dizer que desejo perder a minha capacidade crítica. nada disso. quero realizar, apenas, críticas fundamentadas e que visem um objetivo válido de melhoria ou mudança positiva.

e agora que me tornarei um exemplo para alguém, quero ser um exemplo positivo. tanto quanto possível, humanamente irrepreensível (no respeito e aceitação do outro).

estou cansada. mas isso não desculpa nem o erro, nem a crítica gratuita.

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ando ko

sabia que ter filhos rouba a possibilidade de dormir descansada.

o que ninguém me disse é que isso podia começar bem antes deles nascerem!

ainda tenho dois longos meses pela frente e já não consigo dormir em condições 

ando uma autêntica zombie!

gif retirado daqui

 

o que tem apaziguado o meu mau humor, falta de humor ou estado de transe, são as pessoas.

tenho estado a realizar várias entrevistas e muitas delas à população sénior... da rija! pessoas com 70, 75, 80 anos com ótimo aspeto físico e mobilidade,  bem como, detentoras das suas competências cognitivas.

estas senhoras e senhores fazem-me acreditar que ainda tenho, pelo menos, igual número de anos que já vivi, para viver!

o que quer dizer que poderia agora, neste momento, voltar a nascer, recriar-me, reinventar-me, descobrir novas paixões!

talvez seja com a maternidade que comece esta nova vida. e ao contrário da anterior, quero saboreá-la com calma, sorrir aos seus encantos, viver os seus desafios ao limite e deixar-me envolver por cada nova experiência.

 

mas gostava também, muito, de dormir!

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imagem retirada daqui

porque eu posso!

a minha querida fátima, do blog porque eu posso, lançou-me este belo "desafio desarrumações mentais"…que eu com muito prazer aceito!

 

 1 - se te pagassem 100.000€ para posares na capa de uma revista, a segurar uma garrafa de champanhe numa mão e com alguém ao teu lado a dar-te morangos à boca vestido com o fato-de-banho verde do borat, preferias que essa pessoa fosse o manuel luís goucha ou o fernando mendes?

manuel luís goucha. estranhamente imagino que isto acabaria comigo a dar-lhe os morangos na boca enquanto o chapinhava de espumante!

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imagem retirada daqui

 

2 - ias num cruzeiro, o teu barco naufragava, só havia dois sobreviventes e ambos davam à costa na mesma ilha deserta, com 4 metros x 4 metros. teriam que obrigatoriamente conviver um com o outro todas as 24 horas do dia e ajudar-se mutuamente para sobreviver. escolhias naufragar com o donald trump ou com o kim jong-un?

 kim jong-un, simplesmente pela esperança de não perceber patavina das parvoíces que o homem teria para dizer! 

claro que em qualquer um dos casos seria um risco para a minha existência, pois o que ficaria de fora arranjaria maneira de para lá mandar uma bombinha!

  

imagem retirada daqui

 

3 - estás de olhos vendados numa câmara de tortura a ouvir em loop os mesmos 5 cd's. não sabes quanto tempo vais lá estar, pode ser 1 dia, pode ser um ano. que banda sonora escolhias: quim barreiros ou ana malhoa?

 quim barreiros. lido melhor com vozes masculinas…e este senhor traz-me boas memórias de queimas e casamentos!

 

4 - escolhe, rápido: uma martelada no meio da mão direita ou bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel?

 bater com o dedo mindinho do pé esquerdo na quina de um móvel. é uma dor fina e acutilante … mas a longo prazo tem menos consequências.

 

5 - última pergunta desta ronda: se fosses eleito presidente de portugal, e te fosse concedido um génio da lâmpada que só te pudesse realizar um único desejo relativamente às tuas ações políticas, tu optavas por aumentar o salário mínimo para 1100€/mês ou fazer com que nunca mais houvesse um incêndio em portugal?

 com que nunca mais houvesse um incêndio em portugal. o aumento de salário nessa proporção iria fazer com que todo o resto aumentação (impostos, despesas, juros…), portanto em pouco tempo o poder de compra seria o mesmo. já a outra opção parece-me “mais” definitiva.

 

já agora e porque estamos em dias de follow friday … visitem o blog da fátima, vão amar! uma mulher resolvida, sem papos na língua e com muito bom senso! aviso já que é impossível resistir-lhe 

voltei, voltei

ai como estava com saudades de escrever, de partilhar, de vos visitar!

isto das férias é cansativo, e ainda mais o enfrentar o regresso à rotina onde tudo parece um caos.

ao regressar verifiquei com (muito) agrado que a minha querida fátima bento do blog porque eu posso queria saber um pouco mais de mim ... bem, na verdade, queria uma companheira para os copos, mas isso agora vai ter de esperar um pouquinho 

 

assim, aceite o desafio, aqui fica (mais) um pouco de mim:

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1 - oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. que época escolhias?

este seria um sonho realizado (havia uma séria que acompanhava em adolescente que era sobre isto e eu amava… agora vejo a time after time no axn).

tendo de escolher apenas uma época creio que optaria pelo séc xix, fazendo uma viagem a viena de áustria para dançar uma valsa junto da corte da princesa sissi  (este brincar às princesas não me sai das veias ).

 

2 - um filme que te arrependes de ter visto?

ora aqui está uma difícil questão. houveram vários filmes dos quais não gostei, mas creio que nenhum entra na categoria “arrependes de ter visto”.

raramente me arrependo de algo, não que faça sempre as melhores escolhas, mas porque procuro uma aprendizagem nas “barracadas”.

 

3 - fotografar ou ser fotografado?

ambos.

adoro fotografar, procurar e descobrir novas perspetivas e pormenores.

sou também bastante fotogénica (como diria a minha mãe: gaba-te cesto!) pelo que gosto de ser fotografada.

muitas vezes vivo um paradoxo: não conseguir que me tirem a foto que eu perspetivei como fotógrafa… o não conseguir explicar a minha visão (conceptual) ao outro.

 

4 - se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

 “os deuses estão a ficar loucos”

 

5 - tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

não sou muito de ídolos. mas existem diversas “celebridades” que admiro pela sua obra e contributo: mandela, schindler, austen, guevara, lennon, freire, entre tantos outros.

 

6 - uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

desde adolescente que fujo de discotecas pelo facto de ser (quase) impossível manter uma conversa com alguém – e sempre tive o meu quarto para dançar livremente com música aos altos berros.

eu gosto de estar com pessoas e conversar (por vezes das coisas mais parvinhas do universo). onde? é-me indiferente, desde que estejamos confortáveis! pelo que, não fugindo da questão, opto pela segunda opção!

 

7 - qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

“na vida, evita usar duas palavras: sempre e nunca”

 

8 - quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

ouço a rádio mas mais pelos programas e a parvalheira do que pelas músicas! ao ir para o trabalho ouço as manhãs da comercial… ao regressar a casa o já se faz tarde – também da comercial.

 

9 - se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

 teria dito que sim ao convite de uma pessoa que passado um mês perdi.

 

10 - se pudesses conhecer mais alguém dos blogs, quem seria? 

ai ai … tantas jeitosas e jeitosos neste canto da blogosfera!

mas vá… sendo comedida, confesso ter curiosidade de saber um pouco mais d' o último fecha a porta, do blog da osa e da miss queer 

 

escolhas

temos medo de envelhecer?

eu tenho! numa perspetiva algo diferente – penso eu.

tenho medo de não conseguir viver tudo o que desejo viver.

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imagem retirada daqui 

 

houveram já coisas que deixei para trás porque só faziam sentido em determinada fase da vida ou em determinada idade – não partilho da frase “nunca é tarde para fazermos o que queremos”.

isto entristece-me.

sei que é impossível fazer, numa vida só, tudo o que a minha vontade exige, por uma questão de tempo e de dinheiro.  esta consciência trouxe uma nova relevância à palavra “escolhas”. mas surge aqui uma dualidade: como “esquecer” a opção que se deixou para trás?; como não sobrevaloriza-la por ser a preterida?; como gerir os “se’s”?

uma seca eu sei.

tenho imensa dificuldade em fazer escolhas. sobretudo porque quero tudo, fazer tudo, ter tudo. frustra-me a realidade de assim não ser. no entanto, passada a pressão da escolha, o sentimento de insegurança, o receio de estar a errar … (na maioria das vezes) vivo tranquilamente com a minha decisão. embora, surja por vezes, uma certa melancolia pelo que poderia ter sido, se a escolha fosse outra.

 

somos o resultado das nossas escolhas

e

muitas vezes é o que deixamos para trás que nos permite seguir em frente.

viajar

o que nos atrai no viajar?

uns poderão responder que é o conhecer outros lugares ou, o ver outras realidades ou, ainda, conhecer novas pessoas e formas de estar; outros poderão dizer que é uma forma de sentir a imensidão do mundo ou a diversidade de formas de ver e sentir o outro.

haverá ainda quem, simplesmente, responda: porque gosto! ou, porque me da prazer! porque quebra a rotina ou porque me desperta os sentidos.

outras respostas existirão.

muitas pessoas não sentirão esta chamada, gosto ou necessidade de partir à descoberta do que o país, o continente e/ou o mundo tem para lhes oferecer.

eu, no purismo da verdade, é de mim que posso falar, viajo pelo prazer da descoberta de outros lugares e de outras formas de estar; fascinam-me os edifícios históricos e obras de arte, assim com as peripécias da d. arminda ou o tintinho que o sr. antónio oferece com orgulho.

gosto de ir aos locais e investir algum tempo a observar as pessoas, a ver a dinâmica local, a sentir o seu pulsar! perturba-me o "ir de passagem": um belo local, uma vibrante cidade, descaracterizam-se sem o seu entorno e suas gentes.

adoraria ser uma cidadã do mundo, com a garantia do aconchego do meu povo, mas com a liberdade de passar o tempo, que sentisse necessário, em cada lugar, de ter tempo para me entranhar nos locais, de me deixar mergulhar nas dinâmicas sociais, de conhecer as histórias das pessoas ...seria uma aventura genuinamente enriquecedora!

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imagem retirada daqui

que dirias ao teu “eu” do passado se pudesses encontra-lo?

que dirias ao teu “eu” do passado se pudesses encontra-lo?

 

faz tempo vi um filme, não recordo qual, em que uma personagem colocava à outra a seguinte questão: que dirias ao teu “eu” do passado se pudesses encontra-lo?

 

decidi responder à questão. não foi fácil. tento ser uma pessoa coerente. sempre proclamei que não me arrependo de nada no meu passado, pois todas as quedas foram dores de crescimento. sou uma mulher forte em consequência da minha experiência. 90% dos dias gosto da mulher que sou, nos outros 10% estou com o período. por isto e acreditando no efeito borboleta, qualquer alteração que fizer no passado, necessariamente irá influenciar o presente, num sentido difícil de prever (tendo em conta os diversos fatores). assim a resposta a esta questão, torna-se simplesmente complicada.

 

a nível amoroso e das amizades não mexia uma palha, não porque tenha feito as melhores escolhas, mas porque cresci no sentido certo.

a nível familiar podia ter sido menos parva com a minha mãe durante a adolescência mas vá isso faz parte da estupidez inerente à idade.

é a nível profissional que faria outras escolhas, especificamente na escolha do curso. sempre fui uma excelente aluna a ciências, mas com uma obsessão pela área social e pela educação, a formação do indivíduo e pela possibilidade de dar o meu contributo na construção de um mundo melhor e mais justo - próprio de uma princesinha de 18 anos. por descargo de consciência (e alguma pressão) candidatei-me em metade das opções (então 6) a áreas científicas - claro que foram as 3 últimas opções e óbvio que entrei logo na segunda opção (de área social/educativa).

adorei o curso, desde que me formei sempre trabalhei, mudei de emprego quando quis novos desafios e em breve mudarei de novo. mas, honestamente, já cansei de trabalhar numa área que nós dá tão pouco quer a nível de satisfação e objetivos alcançados, quer a nível económico e de progressão na carreira.

 

então respondendo à questão “que dirias ao teu “eu” do passado se pudesses encontra-lo?” :

mami, sei que anseias contribuir para uma sociedade mais justa através da educação de crianças e jovens, pois serão estes os decisores do futuro, porém tu já fazes esse trabalho nos grupos informais nos quais estás envolvida e poderás fazê-lo em tantos outros no futuro.

para ajudar outros é essencial que estejas bem com o teu “eu”. escolhe um curso que te traga prazer e em simultâneo satisfação e desafios, com possibilidades de ascensão profissional, estabilidade económica e paz. assim poderás usufruir do melhor dos dois mundos.

nenhum caminho será fácil, mas o social e educativo será o mais difícil; correndo o risco que o que hoje te revolta, no futuro se torne banal tendo tu de lutar contigo mesma para não ficar indiferente. sei que parece impossível, mas não o é. e isso não te tornará má pessoa, mas apagará um pouco da tua fé na humanidade.

 

diz-se que: gostaria de saber se respondes à pergunta

trago em mim... tanto de vós

quando pessoa afirmou, através de álvaro de campos, na tabacaria " tenho em mim todos os sonhos do mundo" e anos mais tarde antónimo variações cantava "estou além", perfilhava-se um pouco do muito que agora sou.

uma alma sonhadora e exigente, querendo sempre mais e que, por isso, tem de gerir as inquietações da sua alma e uma constante insatisfação.

as minha spassagens de eleição da tabacaria:

"que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso tanta coisa!"

"em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?"

"o mundo é para quem nasce para o conquistar
e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão."

"vivi, estudei, amei e até cri,
e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu."

 

 de variações trago comigo:

"esta insatisfação 
não consigo compreender 
sempre esta sensação 
que estou a perder 
tenho pressa de sair 
quero sentir ao chegar 
vontade de partir 
p’ra outro lugar 
vou continuar a procurar o meu mundo, 
o meu lugar 
porque até aqui eu só 
estou bem 
aonde não estou 
porque eu só estou bem 
aonde eu não vou" 

 

pessoa e variações

diz-se que: estes são dois grandes senhores da cultura portuguesa!

 

 

a profecia que se autorrealiza

depois dos 30 desenvolvi uma certa alergia à idade (à minha).

a ideia de envelhecer é assustadora, e não se pense que é porque tenho mais 10 brancas ou 2 rugas novas - embora não negue que incomoda um pouquinho, é sobretudo pela perca de “tempo”, ou seja, cada ano que passa é menos um ano que tenho (independentemente de ainda ter mais 5, 15 ou 50 pela frente), e independentemente de tudo o que fiz no último ano ou na minha vida até agora.

sempre fui um ser insatisfeito (fá incondicional de antónio variações). sempre quis mais, fazer mais, conhecer mais, viver mais experiências.

porém há coisas que ou se fazem em determinada idade ou ficam desprovidas de sentido. não sou extremista, mas há coisas que têm o seu tempo e o seu contexto. por exemplo, sempre quis fazer um interrail pela europa, durante o liceu a nega dos meus pais foi constante, durante a faculdade as despesas eram focadas na minha educação e isso seria um luxo, quando comecei a trabalhar, nunca pude ter o tempo de férias seguido exigido para esta aventura… portanto fui assumindo que nunca faria um (na reforma talvez de autocaravana). agora acontece o mesmo com a gravidez, tenho de decidir avançar ou não, porque sinto o tempo a fugir. sim, eu sei que há mulheres a engravidar aos 50, 60, 70 … mas a minha questão (respeitando as opções dos outros) não é o simples ato biológico da conceção e gravidez. a minha questão é ter tempo útil para educar um ser humano, para o acompanhar, dar-lhe a possibilidade de conhecer e conviver com os avós… a questão não é a minha idade quando tudo começa, mas até onde pode ir.

em portugal o estigma da idade ainda existe em determinadas profissões - parece que a validade é até aos 35 anos. por outro lado daqui a nada o cartão jovem chega também aos 35. um contrassenso?! a idade começa a ter diversas abordagens, regalias e limitações, um misto que traz uma certa indefinição, o que, no limite, faz com que a sua importância se anule.

já me mentalizei (acho eu) que uma vida não chega para todos os anseios que trago em mim. no entanto ainda não encontrei a paz para viver segundo essa visão.

um outro aspeto que odeio no facto de fazer anos é a manifestação de afeto. nunca lidei bem com o afeto, faz-me sentir frágil. sempre transportei uma capa de dureza, autonomia, altivez e arrogância… ajuda a manter as pessoas que não interessam à distância e as que gostamos numa linha de segurança que temem ultrapassar.

já fiz muita estupidez no meu dia de aniversário. nenhum corre bem. tento de mais ou tento de menos ignorar o dia. tem sido engraçado ver como as pessoas que nos amam respeitam estas paranoias / fragilidades. por exemplo, mandam mensagens de parabéns – honestas mas contidas e, em presença, nem mencionam o assunto… amo esta compreensão e respeito!

mas pronto… lá vem mais um … avizinha-se mais um dia de crise (a sorte é que é só um por ano)

 

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