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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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os saldos e a gestão dos impulsos

os saldos são um fenómeno económico que poderia dar azo a profundos estudos psicológicos.

ir aos saldos – de modo presencial ou virtual – é um exigente exercício de autocontrolo.

eu tenho de “ter mão em mim” ou a desgraça acontece. tantas boas oportunidades, tudo tão “em conta”, aquelas peças que dão tanto jeito … tudo serve de pretexto para querermos tudo! e juro que eu desenvolvo uma lógica extremamente racional para que tudo faça sentido.

sexta-feira começaram os saldos e qui a menina já tem uma encomenda a caminho da bershka, da women´secret, da stradivarius, da pull & bear e da mango. juro que são apenas coisas que fazem sentido e imensa falta. bem, imensa falta talvez seja um exagero, mas sentido, têm-no todo.

agora mais a sério (pelo menos tentando não parecer uma bimba fútil), quando se tem um orçamento reduzido e trapinhos novos são um dos nossos pontos fracos, o investimento tem de ser cauteloso. as compras online (as minhas preferidas) permitem-nos calmamente avaliar todas as opções e fazer escolhas em vários sites em simultâneo, comparando o que está disponível e fazendo as escolhas certas respeitando o orçamento.

isto de ser rapariga de bom gosto e com um estilo eclético é uma complicação.

não digo que seja fácil controlar estes impulsos de tudo querer, mas a consciência e a responsabilidade a isso obrigam.

 

 confesso ter alguma dificuldade em compreender as pessoas que vão para além das suas possibilidades. não me refiro a fazer escolhas e a priorizar umas coisas em detrimento de outras. cada quem sabe do que necessita para ser feliz - podem haver pessoas que são mais felizes em gastar 30€ numa peça de roupa do que a jantar numa marisqueira.

o que não entendo é quem gasta o que não tem em coisas fúteis. por exemplo, gastando 300€ nos saldos e não pagando a renda desse mês…pois o dinheiro não chega p´ra tudo – acreditem ou não, isto acontece e não é tão raro assim. pessoas que ficam sem água e luz em casa porque não pagaram as contas, pois tiveram “outras prioridades” como passar todas as tardes no café para umas minis after work.

é obvio que o ideal seria que todos tivéssemos dinheiro para tudo o que precisamos e para o que nos dá prazer. mas como diz a minha santa mãe “o dinheiro não estica” … e, assim sendo, devem ser feitas escolhas conscientes.

que o consumismo não ofusque as nossas responsabilidades.

nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil

relacionamentos

como explicar a amálgama de sentimentos que tantas vezes sentimos?

será verdade que é uma característica inerente ao género feminino? seremos umas mais voláteis do que outras?

ou, no que diz respeito a relacionamentos amorosos temos todas as mesmas sombras?

 

 

confesso ter saudades do meu "primeiro amor"; não pela pessoa com quem partilhei essa história – embora o recorde com ternura, mas pela magia, a inocência e a certeza da eternidade daquele sentimento.

sei, agora, que nada é eterno. nem o bom, nem o mau. chata a vida que nos ensina a desconfiar!

à medida que fui crescendo e acumulando desgostos, as minhas entregas passaram a ser "acauteladas", as decisões ponderadas - levando ao extremo a racionalização do subjetivo - e o jogo de poder constante - para garantir que deixo claro que não estou para que me magoem.

agora, até prova em contrário, e inevitavelmente aberta a essa possibilidade em consequência dos meus relacionamentos passados e de tantos outros que acompanhei e acompanho, tenho o namorido p.e.r.f.e.i.t.o.! para além de lindo – sim, sei que o amor pode deturpar a minha análise, mas o que interessa é como eu o vejo - é inteligente, tem princípios firmes, sentido de humor e, o mais importante, paciência de santo para as minhas inseguranças a variações de humor! tem, no entanto, uma forte falha para um ser sensível como eu: é autocentrado e nada romântico. mas é bom recordar que referi ter o namorido p.e.r.f.e.i.t.o. e não o príncipe encantado!

perante este cenário, deveria estar feliz e aproveitar cada segundo na sua companhia... e é o que acontece... quando não sou possuída pela névoa da insegurança e o meu desejo irracional de ser o centro do seu mundo. por vezes sou tão infantil que nem eu mesma sei como lidar comigo! e é aqui que vejo naquele ser toda a perfeição e afeição do universo. lida comigo de forma tão assertiva que me faz sentir “idiota” pelos meus desvarios!

porque o faço pagar pelas minhas deambulações amorosas? porque não acredito cegamente no seu amor?

a vida torna-nos frios e racionais, desprovidos do encanto e a magia de acreditar no "foram felizes para sempre". este aspeto não te de ser um fator negativo. ter noção das fragilidades de um relacionamento permite-nos lidar com ele de uma forma mais construída e até prevenir certas situações que possam surgir e fazer mossas na relação.

um relacionamento implica sempre duas pessoas. e cada uma delas é um ser único e especial, com as suas “taras e manias”. cada um tem as suas necessidades, os seus valores e exigências … nem sempre são compatíveis ou entendidos pela outra pessoa. a consciência disto dá-nos uma arma poderosa para “salvar o amor”.

a experiência traz-nos a consciência de que as relações são frágeis e por isso têm de ser trabalhadas e alimentadas.

traz-nos também a sabedoria para aceitar que as pessoas não mudam. ou seja, não mudam traços da sua personalidade, podem mudar alguns comportamentos, mas não mudam a base destes. assim, se o nosso companheiro tiver uma característica com a qual não conseguimos lidar, o melhor é deixar o barco enquanto a maré está calma.

a paixão surge naturalmente e é maravilhosa, mas um relacionamento estável e feliz é construído. essa construção exige trabalho, aceitação, entrega, partilha, empatia, sentido de humor, respeito e valorização do outro.

nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil… todavia a cumplicidade atingida e a certeza do afeto do outro, valem bem a pena!

 

dos tazos ao go

ontem fui jantar com o mano. ele é da geração pokémon. graças a ele acompanhei os desenhos animados. tenho ouvido e lido muito sobre o novo jogo da nintendo - pokémon go, mas só ontem in loco consegui compreender o conceito (acho eu).

o mano calmamente durante o jantar explicou o jogo e mostrou a aplicação.

então é assim: a ideia base do jogo mantém-se: apanhar os pokémon; o que muda é que efetivamente tens o poder de os apanhares...se chegares a eles… a tempo! e como chegas? a aplicação identifica o teu posicionamento através de gps e mostra-te onde se encontram os pokemón mais próximos (que permanecem nesse local por um período de tempo restrito). quando chegas ao local onde está o pokémon o teu dispositivo captura-o! (senti uma certa ligação aos ghostbusters).

claro que questionei: quem se presta a esse papel? ele: riu-se. no final do jantar fomos caçar os pokémon. e não estávamos sós!

quando andarem pela rua e virem pessoas vidradas no telemóvel e a continuarem a andar, provavelmente estão a jogar pokemón go, se do nada começarem a correr em direção ao vazio…definitivamente estão a jogar pokémon go!

e não pensem que fica por aqui … não é só o deus nintendo que define o caminho dos seus fiéis jogadores, cada jogador pode também libertar ‘qualquer coisa que não percebi bem o que’ que é desejável para os outros - deve dar-lhes algum tipo de poder (eu já a imaginar os putos no engate a libertar as suas substâncias para atrair as garinas :d :d :d ).

confesso que me diverti a ver todo este cenário. o meu mano estava a gozar com a cena a explicar-me e a lançar a tal substância, mas ao mesmo tempo estava concentrado na sua missão de captura.

fico fascinada com o poder deste tipo de jogos em homens adultos! e ao mesmo tempo com uma certa inveja da liberdade das suas mentes… da descontração; durante horas ou minutos a sua única preocupação é andar pela rua a apanhar seres virtuais com o telemóvel! como não podem os gajos serem mais ‘leves’ do que nós?! - falo no geral pois acredito que também há miúdas leves e descontraídas com a importante missão de apanhar os pokémon.

depois de muitas gargalhadas – sim, a gozar com o povo - eu, mana velha, do nada e com verdadeira preocupação disse-lhe: promete-me que tens cuidado ao atravessar a estrada!

saudades de quando ele jogava com os tazos!

pokemon

 

a profecia que se autorrealiza

depois dos 30 desenvolvi uma certa alergia à idade (à minha).

a ideia de envelhecer é assustadora, e não se pense que é porque tenho mais 10 brancas ou 2 rugas novas - embora não negue que incomoda um pouquinho, é sobretudo pela perca de “tempo”, ou seja, cada ano que passa é menos um ano que tenho (independentemente de ainda ter mais 5, 15 ou 50 pela frente), e independentemente de tudo o que fiz no último ano ou na minha vida até agora.

sempre fui um ser insatisfeito (fá incondicional de antónio variações). sempre quis mais, fazer mais, conhecer mais, viver mais experiências.

porém há coisas que ou se fazem em determinada idade ou ficam desprovidas de sentido. não sou extremista, mas há coisas que têm o seu tempo e o seu contexto. por exemplo, sempre quis fazer um interrail pela europa, durante o liceu a nega dos meus pais foi constante, durante a faculdade as despesas eram focadas na minha educação e isso seria um luxo, quando comecei a trabalhar, nunca pude ter o tempo de férias seguido exigido para esta aventura… portanto fui assumindo que nunca faria um (na reforma talvez de autocaravana). agora acontece o mesmo com a gravidez, tenho de decidir avançar ou não, porque sinto o tempo a fugir. sim, eu sei que há mulheres a engravidar aos 50, 60, 70 … mas a minha questão (respeitando as opções dos outros) não é o simples ato biológico da conceção e gravidez. a minha questão é ter tempo útil para educar um ser humano, para o acompanhar, dar-lhe a possibilidade de conhecer e conviver com os avós… a questão não é a minha idade quando tudo começa, mas até onde pode ir.

em portugal o estigma da idade ainda existe em determinadas profissões - parece que a validade é até aos 35 anos. por outro lado daqui a nada o cartão jovem chega também aos 35. um contrassenso?! a idade começa a ter diversas abordagens, regalias e limitações, um misto que traz uma certa indefinição, o que, no limite, faz com que a sua importância se anule.

já me mentalizei (acho eu) que uma vida não chega para todos os anseios que trago em mim. no entanto ainda não encontrei a paz para viver segundo essa visão.

um outro aspeto que odeio no facto de fazer anos é a manifestação de afeto. nunca lidei bem com o afeto, faz-me sentir frágil. sempre transportei uma capa de dureza, autonomia, altivez e arrogância… ajuda a manter as pessoas que não interessam à distância e as que gostamos numa linha de segurança que temem ultrapassar.

já fiz muita estupidez no meu dia de aniversário. nenhum corre bem. tento de mais ou tento de menos ignorar o dia. tem sido engraçado ver como as pessoas que nos amam respeitam estas paranoias / fragilidades. por exemplo, mandam mensagens de parabéns – honestas mas contidas e, em presença, nem mencionam o assunto… amo esta compreensão e respeito!

mas pronto… lá vem mais um … avizinha-se mais um dia de crise (a sorte é que é só um por ano)

 

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