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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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hygge

no final de 2016 bombaram títulos de notícias no facebook com a palavra hygge que, segundo lemos na visão, não tem tradução mas aproxima-se de um "aconchego com consciência e entre amigos". esta definição deu-me um grande nó! ora vejamos:

"aconchego com consciência" o que raio é um aconchego com consciência?! ou que raio é o contrário! um conchego é um aconchego. ou não será? pode-se racionalizar o aconchego? podemos abeirar-nos de um amigo e dizer-lhe como nos aconchegar? ou seja: "ó francelina se faz favor aconchega-me aqui com a tua mão direita ligeiramente aquecida, pousada no meu ombro esquerdo e a mão esquerda firme e segura a envolver-me a cintura, permitindo-me inclinar a cabeça 90º e encostá-la com a ligeireza adequada ao teu peito"

no mesmo artigo da visão podemos ler "mas o que é isso de hygge? os exemplos são simples – por exemplo, beber um chá quente à frente de uma lareira. mas pode ser uma reunião de famílias e amigos, um jantar à luz das velas ou tempo para ler um bom livro" - desculpem lá... mas porque acha este povo que descobriu a pólvora?! (não é esse um mérito dos chineses?!) “não é algo que se possa comprar, é preciso investir tempo”...sim?! exato eis a minha teoria...não consigo ser mais feliz pois não tenho mais tempo...talvez também devesse escrever um livro sobre hygge! in tuga way o título seria simplesmente “aproveita as coisas boas da vida” – acham que alguém comprava?!

lê-se ainda no mesmo artigo: "(...) é algo para ser sentido. (...) comecemos pelo paladar: o sabor a hygge é quase sempre familiar, doce e reconfortante. se quiser preparar uma chávena de chá mais hygge, basta juntar mel. se quiser fazer um bolo mais hygge, acrescente cobertura. se quiser um guisado mais hygge, junte vinho." fico cada vez mais confusa... não é isto que todos fazemos? procurar comer o que nos dá prazer?!

"segue-se a audição: saiba que o crepitar dos troncos na lenha a arder é dos sons mais hygge que podemos encontrar" acredito que assim seja para os dinamarqueses pois rapam um frio que se pelam (neste momento para mim é também o som da felicidade!) ... continuo a não encontrar a grande descoberta científica!

"o olfato (...). já cheirou algo que o faça recordar de um tempo e lugar onde se sentiu seguro, que lhe relembre o mundo quando era criança? o aroma hygge é esse (…)” sei que vou ser repetitiva: siiiiiiiiiimmmmm?! qual a novidade?

"vamos então ao tato. (…) no fundo, é [o toque de] qualquer coisa feita pela mão humana: um objeto de madeira, cerâmica, lã, pele, couro..." já nem sei  que acrescentar à profunda reflexão já desenvolvida

"(...) podemos também ver o hygge. (...) depende muito da luz (...) no verão, é hygge comemorar o solstício à beira-mar; no inverno, ver a neve cair lentamente". certo.

pasma-se a minha alma: “o livro já está traduzido em 25 línguas. criámos o happiness research institute para estudar o tema”

o que isto diz do mundo? quanto perdidas não estão as pessoas para precisarem de um livro que lhes ensinem a valorizar o que já lhes dá prazer?! será a necessidade de um nome “pomposo” para a coisa…ou será mesmo que as pessoas deixaram de ser pessoas  e não sabem mesmo/ não fazem mesmo estas coisas?!

descobri ao ler este artigo que sou uma pessoa com imensos momentos de felicidade…olhem cá um dos meus preferidos citados na entrevista ao autor do livro: “passar uma tarde preguiçosa a aproveitar o bom tempo é hygge mas só se o fizermos sem culpa”

mas para não ser só mazinha há uma frase no artigo que vale a pena ficar registada, não apenas no post, em nós:

penso que é possível ser-se mais feliz se apostarmos em boas experiências no dia a dia e isso é muito hygge! em vez de apostar tudo numa conquista de uma vida, muito mais difícil de alcançar.” e que podemos nunca lá chegar … não hipotequemos a nossa felicidade!

 

nota: isto não é uma crítica aos srs dinamarqueses...mas estou estupefacta perante a simplicidade e o óbvio de tamanha descoberta. mais, como a conseguem rentabilizar.

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