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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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egoísmo e amor, podem coexistir?

como já aqui referi sou da opinião de que não temos que gostar de todas as pessoas, mesmo que estas entendam que querem relacionar-se connosco. é uma questão de liberdade individual.

 

egoismo

 imagem retirada daqui

 

esta afirmação torna-se paradoxal nas relações por afinidade. teremos o direito de negar a relação com uma pessoa que seja significativa para alguém que amamos? independentemente das razões  - reais ou imaginárias - que possam existir.

 já todos questionamos (pelo menos mentalmente)  a escolha de namorad@ dos noss@ss amig@s? do nosso irmão? da nossa filha? - vá não neguem! e, nesses  casos, puxando da nossa maturidade, engolimos as nossas questões e apoiamos. porque este é o limite da nossa liberdade: a liberdade do outro. nestas relações afetivas a escolha não é nossa - nem tem de ser,  a relação é deles. e, caso não se verifique nada que vá contra o bem-estar de quem amamos (violência, traição, parasitismo…), pomos o melhor sorriso e extravasamos simpatia, para não causar tristeza naquela pessoa de quem tanto gostamos. aqui, car@s, temos que relacionar-nos mesmo que não gostemos da pessoa, sobrepondo o nosso amor por alguém à antipatia por outro (mesmo que intragável).

 Por acreditar e praticar isto, quando surge na minha vida uma pessoa infantil e egoísta que não respeita a escolha do outro, fazendo exigências e ameaças, fico azul! como lidar com alguém que não se importa de magoar quem amamos?

 esta é uma situação pessoal que me aflige há já algum tempo, no entanto quero esclarecer que não tenho nenhuma mágoa por um estranho não gostar de mim, honestamente. até é gratificantes não despender o meu tempo e energia a tentar ser simpática. mas incomoda-me por ser uma situação que afeta e entristece a pessoa que amo - um ser equilibrado que tenta gerir a situação, lidando com a pressão e esperando que, como se por magia, ela desaparece-se (a situação, é claro)

 

como pode um adulto magoar quem ama? afastá-lo de si?  

eu sei que é recorrente nas relações amorosas, mas nas filiais que sentido faz?

são relações independentes, vidas independentes.

presenciar este egoísmo faz-me fervilhar a bílis!

 

 

 

30 dias de gratidão - #20 por quem na tua vida estás grata?

[erro ao carregar a sua resposta]

ops...parece que restringir a resposta apenas a uma pessoa é uma questão de resposta imposível!

um desabafo de 2008

no meio da azafama das minhas arrumações encontrei o meu diário de 2008!

venho partilhar um texto, que há distância já não faz doer, e que me orgulha pela decisão tomada:

"passei o fim-de-semana no algarve, o tempo estava ótimo, a minha vida nem por isso!

embora tudo convidasse ao relax e descontração, ele estava comprimido como sempre.

nada o torna feliz, tudo provoca ira e não há forma de penetrar nessa muralha. para fora só vem mágoa e ataques...não sou capaz de continuar assim... não somos amigos e agora também já não somos amantes, que sentido faz continuarmos juntos? somos apenas sócios na compra da habitação, só isso nos une, uma relação comercial.

se pelo menos não me ataca-se constantemente, eu poderia aguardar, ter esperança de que as coisas melhorassem.... mas chega!

não quero passar a minha vida ao lado de alguém que não quer ser feliz.

avizinham-se momentos complicados, mas sinto-me aliviada pela decisão tomada... todas as brigas, as ofensas vão finalmente terminar. preciso de paz. preciso de espaço para ser feliz."

este texto foi escrito no início de março... no final de abril estava tudo resolvido!

só somos infelizes se decidirmos sê-lo. somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas! nem sempre são fáceis, mas têm de ser firmes.

 

calendário do advento #14

o desafio de hoje é um mix de jogo e reflexão 

vejam o slide (sem fazer batotice), façam o que  é solicitado em cada um antes de avançar para o próximo (há uma setinha tímida do lado direito da imagem para se avançar para a seguinte).

é super fácil e rápido!

 

 

aguardo o vosso feedback 

 

calendário do advento#13

quando o amor não chega

quando sabemos que estamos perante o final de uma relação?

quando temos que aceitar que amar não chega?

quando atirar a toalha ao chão?

 

sinto-me perdida, sem rumo e incapaz de tomar uma decisão - seja ela qual for, estou literalmente perante o "should i stay ou should i go"

já ouvi diversas vezes e em diferentes contextos que atualmente não se investe nas relações; que já não existem uniões de 20, 30, 40 anos; que há facilitismo e desprendimento nos afetos.

por outra lado há a "morte anunciada" de uma relação. quando sabes que a partir de determinado ponto as coisas só se vão degradar; tens consciência disso, mas teimas em ignorar.

existirá um meio termo?

um cinzento quase azul no qual consciente das limitações e das mossas na relação seja possível investir, sem te perderes no processo?

o que é razoável ceder? o que é razoável aceitar?

como desemaranhar este nó que se formou em nós e dificulta a nossa ação, o nosso discurso?

devia existir uma cirurgia a lazer que  quebra-se todos os nós que nos impedem de falar do coração...quebrar a pedra do ressentimento, da raiva, do orgulho, da implicância, do querer a todo custo mostrar ao outro a nossa razão.

não percebo se me desgasta mais a discussão pela luta do poder e da razão ou esta luta interna de tentar perceber de devo ceder ou não ceder.

não sou perfeita. ele não é perfeito. somos humanos. gostamos um do outro. somos diferentes. partilhamos valores.

habituamo-nos a viver sozinhos. a fazer as nossas escolhas. a viver ao nosso ritmo. por vezes nos acertamos. por vezes conseguimos comunicar, conseguimos ouvir. por vezes somos empáticos. por vezes deixamo-nos assombrar pelos nossos fantasmas. por vezes somos, por vezes gostaríamos de ser.

quando tudo parece perfeito acontece algo, aparentemente, insignificante para nos destabilizar com um fervor atroz!

estamos ambos a desistir. é palpável a tensão, a dor, a tristeza, o cansaço. um de nós avançará nesse sentido, ou no outro.

como saber se a nossa felicidade está na nossa relação ou no que virá depois dela?

sinto já que estou a fazer o luto. sem dramatismos, apenas uma profunda tristeza. já tenho idade e experiência de vida para saber que nada é eterno. que o amor não mata e que a dor se ultrapassa. mas isso não torna as coisas mais simpáticas  e menos dolorosas no agora.

 

 

calendário do advento #5

 

desafio do advento #5

que mensagem tens para o/a teu/tua "ex"?

se tens assuntos inacabados escreve sobre isso e encerar o assunto (nem que nunca mostres a ninguém, nem mesmo a ele o que escreveste, por vezes só é preciso "deitar cá para fora").

o contrário também conta! se foi uma relação positiva, se te deixou coisas boas, agradece também por isso, nem que seja só agradecer à vida por te ter permitido conhecer essa pessoa!

 

calendário do advento #4

calendário do advento #3

calendário do advento #2

calendário do advento #1

habituei-me a estar sozinha

habituei-me a estar sozinha

em conversa com um gajo, que no dia em que me conheceu ganhou o meu respeito quando ao final da noite me disse: não gosto da tua postura (gosto de frontalidade), descobri mais acera de mim.

ele saiu recentemente de um relacionamento de mais de 20 anos. estava a explicar como estava a reestruturar a sua vida (casa, namorada, filho, finanças...) e no que sentia mais dificuldades.

com tristeza genuína referiu que o que mais lhe custava era acordar e não ter a quem dizer "bom dia", sentir-se sozinho. e que o maior receio que tinha era habituar-se a estar sozinho.

enquanto ele falava eu pensava no quanto gosto de estar sozinha, de ter o meu espaço e gerir o meu tempo. quando ele referiu a habituação, caí em mim. foi isso que me aconteceu. habituei-me a estar sozinha. mas será isso mau?

quiçá sim. sobretudo quando queremos estar com outra pessoa. quando ponderamos a maternidade e o deixar para sempre este domínio total do nosso espaço e tempo.

quando os relacionamentos amorosos se consolidam na "juventude" poucas pessoas experimentaram o viver sozinhas (pelo menos em tempo suficiente para a habituação); vivem com a família, depois com os amigos de faculdade, de regresso à família, a casas partilhadas com amigos, colegas e/ou namorad@s. 

quando os relacionamentos amorosos vão acontecendo sem se assentarem alicerces e a vida profissional dá-nos condições para viver sozinhos, deixando de partilhar casa com outros seres, vamos tornando-nos mais egoístas. a nossa vontade impera e ninguém exige ou contradiz. e este gostinho de plena liberdade nas decisões mais básicas vai-se incorporando-se em nós, tipo lapa que não larga.

o meu simplex teve um percurso semelhante ao meu. somos dois seres egoístas que estão a aprender a ceder um pouco (a pouco) do seu espaço, para permitir incluir o outro no seu dia-a-dia. nas grandes decisões tem sido fácil, nos pequenos pormenores é que verificámos o difícil que é desgrudar a lapa.

 

músicas & momentos

todas nós temos aquela(s) música(s) que ouvimos no final de uma relação. músicas que nos ajudam a martirizar e a abrir as torneiras :)

acho terapêutico cantar aos berros entre lágrimas o nosso desamor.

as nossas amigas são companheiras na nossa viagem e pesquisa no youtube das nossas músicas.

a coisa acaba mais ou menos sempre igual: gargalhadas entre lágrimas, um "copito" (adoro eufemismos) a mais e um gang feminino contra o sexo masculino - o visado e todos os outros, pois claro, são todos iguais.

este é um belo exemplo desses momentos:

fica a letra e o original de massiel

deja de pensar, y cuéntame,
ya se que ayer estabas junto a él y hoy
se ha ido.
ya se que has compartido junto a él
la noche tibia y el amanecer.
ya se que as descubierto junto a él,
la dicha.
ya se que se a parado tu reloj,
pero ahora mismo vas a echarlo andar,
es pronto para dar por un amor,
la vida.
coro
bailaremos un vals,
tomaremos después una copa de más,
y hasta que salga del sol cantaremos al son
de una vieja guitarra.
brindaremos por ti,
brindaremos por el porque le vaya bien,
y mañana verás que es mejor olvidar
que llorar un amor.

vuelve a sonreír, olvídate,
la vida es ancha y estos golpes del amor
se olvidan.
después de cada noche sale un sol,
y vuelven las gaviotas a volar,
después de la tristeza nacerá
la dicha.
sí hoy te han maltratado el corazón,
y duerme junto a ti la soledad,
no importa porque empieza un día más,
la vida.

 

diz-se que: no hay mal que dure 100 años ni cuerpo que lo aguante

intromissão ou dever?

amizade

sempre tive a perspetiva de que os amigos são as pessoas que devem dizer o que ninguém tem coragem ou o direito de dizer. aquele espelho sem filtro no qual nos vemos. aquele que sabe que podemos reagir mal à primeira (porque dói o que ouvimos) mas que depois iremos agradecer. isto para mim sempre foi um dever e uma responsabilidade.

porém a experiência mostrou-me que nem sempre os nossos amigos querem esta honestidade. não querem lidar com os factos que temos para lhes apresentar e querem viver na ilusão velada que criaram para si. 

"chapar na cara" aquilo que tentam esconder de sí mesmos é deixá-los entre a espada e a parede... situação que dispensam pois não querem ter de tomar uma decisão sobre esse assunto.

portanto, tenho tido vários debates de consciência nos últimos tempos. quem eu era não os teria. quem eu sou acha que devo respeitar a opção do meu amigo em "fechar" os olhos. contudo, onde fica a minha responsabilidade de amigo em querer o melhor para ele? Por outro lado, onde fica a liberdade dele para decidir o que considera ser melhor para ele?

quais são os limites da nossa intromissão na vida dos nossos amigos? devemos aguardar que nos perguntem e aí libertar a nossa honestidade ou devemos intervir libertando-os da sua cegueira autoimposta?

 

diz-se que: a nossa liberdade termina quando começa a liberdade do outro

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