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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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guimarães e a feira afonsina

 

guimarães

 

o passado fim de semana foi passado na histórica cidade de guimarães. esta é uma cidade à qual me apraz sempre regressar.

desta vez o regresso foi envolto em magia de outros tempos.

sou confessa apaixonada por feiras medievais e tive o privilégio de estar a decorrer, na cidade de guimarães, a feira afonsina (decorreu de 22 a 25 de junho).

feira afonsina.jpg

a feira, de acesso gratuito, é gigante e dispersas por várias ruas e praças da cidade, incluindo, inevitavelmente, o castelo de guimarães. tem animação para todos os gostos, representações de rua, recriações históricas, jogos, comes e bebes (não resisti aos maravilhosos crepes, às sandes de porco no espeto e à bela da sangria). em anos vindouros, se gostarem deste tipo de feiras, não percam a de guimarães.

*

no domingo de manhã, ao passear pelas principais praças da cidade, notei que estas eram preenchidas, sobretudo, por seniores. refleti sobre a possibilidade da cidade estar com uma população bastante envelhecida ou quiçá, estamos apenas, perante uma cidade em que a sua população, independentemente da idade, gosta de aproveitar e viver a sua cidade (sendo que os mais jovens estariam ainda a dormir em consequência dos "estragos" da noite anterior na feira afonsina ).

guimarães pela manhã

 *

o ponto negativo desta minha passagem pela cidade: o alojamento. não foi mau, mas foi uma desilusão.

pelos compromissos que tínhamos achámos que a melhor opção seria um hotel no centro da cidade. optamos pelo santa luzia arthotel. um hotel 4 estrelas que pelo preço (125€ noite, com desconto pois o preço de tabela é 180€) e pelas fotos promocionais promete mais do que oferece. não posso dizer que seja um mau hotel, mas acredito da equação simples de relação preço/qualidade. este hotel não vale o que custa. os quartos são minimalistas, o acesso a piscina interior é pago à parte (numa tarifa deste valor não se justifica), e há 3 coisas que valorizo imenso nos hotéis: a cama, o banho e o atendimento.

por azar:

. dormi super mal, as almofadas eram horrivelmente duras, acordei com dor de pescoço;

. a meio do duche gelei! a água quente desapareceu por segundos e enquanto gelava por fora, fervia por dentro!

. ao pequeno almoço tive de esperar 15 minutos por um café expresso, após ter renovado o pedido passados 10 minutos de espera – não se justificava perante o n.º de hóspedes e funcionários disponíveis.

não recomendo este hotel, por este valor e até menos encontram-se opções, certamente menos pretensiosas e mais ajustadas.

 

o que deves ter, dizer ou fazer para seres irresistível

o que torna alguém irresístivel

 

recordando os estudos científicos da mami.

 

na continuação do estudo iniciado com o objetivo de responder à questão o que deves dizer ou fazer para o teu engate fugir (a correr), esta semana lançamos a questão inversa: o que deves ter, dizer ou fazer para seres irresistível, em mais um post enquadrado na rubrica de estudos sociológicos no café.

 

mantemos o mesmo rigor científico e a mesma equipa de investigação.

amostra: 8 indivíduos de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 38 e os 71 anos)

questão: o que a pessoa deve ter, dizer ou fazer para ser irresistível?

obtivemos os seguintes resultados:

 

respostas do sexo feminino:

.ter peito largo (porto de abrigo)

.cheirar bem e ser quente

.bem vestido (sapatos com pompom, camisa às riscas e pullover vermelho ao pescoço)

.ter tatuagens (ar de bad boy)

.um olhar desafiador

. um registro criminal significativo

 

respostas do sexo masculino:

.mostrar sem mostrar

.um olhar cativante

.um bom rabo

 

observação significativa:

onde estão as questões emocionais e as características pessoais?

o que nos atraí é apenas o físico, preferimos não saber mais (para assim viver a ilusão da paixão)?

 

e para ti, o que torna alguém irresístivel?

 

casar? não, obrigada!

casamento? não, obrigada!

já fui uma princesinha que sonhava com o seu dia de reinado.

aos 20 anos já tinha tudo planeado.

aos 25 decidi avançar.

aos 26 dei por terminada tamanha loucura.

após decidir avançar com o casamento começamos a projetar o próximo ano: arranjar um espaço onde morar, organizar um casamento, preparar a viagem de lua de mel...

recém licenciados, o dinheiro era curto. um dia estávamos a discutir a aquisição de um LCD. eu estava a tentar ser racional e sugerir uma aquisição contida pois teríamos de ter também dinheiro para a nossa viagem. foi aí que o meu ex-mais-que-tudo assinou a sua sentença: "para que vamos gastar dinheiro indo para um lugar se podemos ter o mundo numa televisão top?" a imagem que tenho desse momento foi a de um cachorrinho que primeiro pasma e depois roda a cabeça para tentar compreender o que está a ser dito. após segundos desta postura canina argumentei "ver e viver são coisas completamente diferentes!". não obtive a compreensão que esperava sobre este assuno e ele também não.

este episódio não levou ao final da nossa relação, mas suscitou o principio do fim. nesta simples situação percebi que tínhamos visões diferentes do que queríamos para a nossa vida e passei a estar mais atenta a pequenas situações. por exemplo, eu trabalhava longe, fazia diariamente 120km para ir trabalhar. no final do primeiro ano decidi mudar-me para a localidade onde trabalhava - pela distância e pela necessidade do meu espaço, depois da faculdade foi muito difícil readaptar-me a viver em casa dos meus pais. o meu ex-mais-que-tudo para além de se opor - como se tivesse esse direito - ainda teve a lata de envolver os meus pais na confusão. esse foi o ponto final. e o pensamento: "como é que esta postura possessiva e redutora me passou ao lado ao longo de 5 anos de relação?" resposta imediata: 5 anos de faculdade e um namoro de fim-de-semana!

quando não há responsabilidades e decisões um relacionamento pode ser perfeito. quando se começa a perspetivar uma vida e a ser adulto começamos a perceber o que queremos e o que não queremos. e eu queria poder decidir o que era melhor para mim. fazer o meu caminho. atingir as minhas metas.

depois deste episódio não voltei a pensar em casamento. e que se entenda que não o digo com tristeza ou desilusão, mas sim com pragmatismo.

na minha vida adulta acompanhei muitos casamentos. vi muita coisa que me desagrada: dependência, possessividade, traição, submissão... assisti também a muitas coisas boas: cumplicidade, companheirismo, dedicação ... mas no fim o saldo nunca me convenceu, sobretudo quando entrava o divórcio e se descobriam obscuros, dívidas... e um rol de problemas.

claro que os prejuízos e benefícios das relações são semelhantes entre os casados e os que vivem em união de facto. a diferença é a facilidade com que podemos bater com a porta e tratar das questões legais. sei que é também esta diferença que pode levar a um investimento e entrega menor. mas é a procura do equilíbrio e da felicidade que guia a nossa conduta e as nossa decisões. lamento não acreditar no amor para sempre mas a vida mostrou-me que esse tem edição limitada e é só para os elegidos! 

a união de facto foi para mim uma excelente opção, assegurando os benefícios e limitando os riscos.

ontem voltei a pensar no casamento.

em conversa com uma mulher que muito admiro, viúva recente em que desconhecia a sua história, falou-me do marido, da sua doença e da luta de ambos. a determinado momento da conversa disse-me que passados 29 anos de viverem em união de facto decidiram casar. a razão? ela poder tomar decisões sobre a doença/tratamento do marido. referiu situações em que se sentiu posta de lado e ambos temeram que se ele perdesse faculdades eles deixariam de ser ouvidos. foi super engraçado ouvi-la a relatar o seu dia de casamento, com total despreendimento e como um processo administrativo e burocrático como tantos outros. não casou pela ilusão de uma amor, casou para ter a certeza que perante a lei poderia fazer o seu papel de cuidar e garantir os desejos de com quem construiu uma vida.

a união de facto é reconhecida pela lei, os direitos dos cônjuges estão assegurados, mas na prática ainda se encontram entraves e dificuldades ... pelo menos em meios mais pequenos.

 

diz-se que: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades ... mudam-se as motivações. 

nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil

relacionamentos

como explicar a amálgama de sentimentos que tantas vezes sentimos?

será verdade que é uma característica inerente ao género feminino? seremos umas mais voláteis do que outras?

ou, no que diz respeito a relacionamentos amorosos temos todas as mesmas sombras?

 

 

confesso ter saudades do meu "primeiro amor"; não pela pessoa com quem partilhei essa história – embora o recorde com ternura, mas pela magia, a inocência e a certeza da eternidade daquele sentimento.

sei, agora, que nada é eterno. nem o bom, nem o mau. chata a vida que nos ensina a desconfiar!

à medida que fui crescendo e acumulando desgostos, as minhas entregas passaram a ser "acauteladas", as decisões ponderadas - levando ao extremo a racionalização do subjetivo - e o jogo de poder constante - para garantir que deixo claro que não estou para que me magoem.

agora, até prova em contrário, e inevitavelmente aberta a essa possibilidade em consequência dos meus relacionamentos passados e de tantos outros que acompanhei e acompanho, tenho o namorido p.e.r.f.e.i.t.o.! para além de lindo – sim, sei que o amor pode deturpar a minha análise, mas o que interessa é como eu o vejo - é inteligente, tem princípios firmes, sentido de humor e, o mais importante, paciência de santo para as minhas inseguranças a variações de humor! tem, no entanto, uma forte falha para um ser sensível como eu: é autocentrado e nada romântico. mas é bom recordar que referi ter o namorido p.e.r.f.e.i.t.o. e não o príncipe encantado!

perante este cenário, deveria estar feliz e aproveitar cada segundo na sua companhia... e é o que acontece... quando não sou possuída pela névoa da insegurança e o meu desejo irracional de ser o centro do seu mundo. por vezes sou tão infantil que nem eu mesma sei como lidar comigo! e é aqui que vejo naquele ser toda a perfeição e afeição do universo. lida comigo de forma tão assertiva que me faz sentir “idiota” pelos meus desvarios!

porque o faço pagar pelas minhas deambulações amorosas? porque não acredito cegamente no seu amor?

a vida torna-nos frios e racionais, desprovidos do encanto e a magia de acreditar no "foram felizes para sempre". este aspeto não te de ser um fator negativo. ter noção das fragilidades de um relacionamento permite-nos lidar com ele de uma forma mais construída e até prevenir certas situações que possam surgir e fazer mossas na relação.

um relacionamento implica sempre duas pessoas. e cada uma delas é um ser único e especial, com as suas “taras e manias”. cada um tem as suas necessidades, os seus valores e exigências … nem sempre são compatíveis ou entendidos pela outra pessoa. a consciência disto dá-nos uma arma poderosa para “salvar o amor”.

a experiência traz-nos a consciência de que as relações são frágeis e por isso têm de ser trabalhadas e alimentadas.

traz-nos também a sabedoria para aceitar que as pessoas não mudam. ou seja, não mudam traços da sua personalidade, podem mudar alguns comportamentos, mas não mudam a base destes. assim, se o nosso companheiro tiver uma característica com a qual não conseguimos lidar, o melhor é deixar o barco enquanto a maré está calma.

a paixão surge naturalmente e é maravilhosa, mas um relacionamento estável e feliz é construído. essa construção exige trabalho, aceitação, entrega, partilha, empatia, sentido de humor, respeito e valorização do outro.

nem sempre é fácil, ou quiçá, nem sempre é difícil… todavia a cumplicidade atingida e a certeza do afeto do outro, valem bem a pena!

 

meu fiel amigo

o james e eu partilhámos casa há já quatro anos.

de início a convivência nem sempre foi fácil, temos ambos uma personalidade bastante vincada, e ele é um traquina-  ainda me lembro quando ficou sozinho em casa, sem nada para fazer, e decidiu divertir-se com uns sapatos lindo cor-de-rosa de salto agulha! deformou-os todos!  depois de uma grande discussão ... e o seu terno olhar de arrependimento, lá me acalmei - embora ainda tenha saudades dos sapatos!

com o tempo lá nos fomos habituando e adaptando ao feitio um do outro e a evitar as nossas zangas, prevenindo situações desagradáveis! como todos os gajos para ele esta sempre tudo bem, como boa parte das gajas, eu passo-me com alguma facilidade!

o james tem um intenso olhar preto e um pelo sedoso da mesma cor. tem uma energia incansável ... mas não se pense que é para tudo, não meus amigos, é para o que lhe apetece! - feitiozinho!

procuro sempre uma maneira de o agradar, de o fazer feliz!

há anos que em inscrevi na youzz, para quem não conhece é uma empresa internacional de estudo de opinião e campanhas de experimentação, que permite experimentar vários produtos, de diversas área (cosmética, alimentação, cuidos, espetáculos...), a troco da partilha da nossa opinião sobre o mesmo, aos nossos conhecidos e à própria empresa. já participei em algumas campanhas e sempre tive total abertura para a livre expressão da minha opinião, razão pela qual continuo a candidatar-me às várias campanhas.

o james também tem tido sorte. acabou agora a sua participação na sua segunda campanha da youzz! na primeira campanha experimentou os secos da purina one... a loucura foi total

agora experimentou a alimentação húmida em saquetas da purina one nas suas três versões: adult, active e food lover; posso assegurar que aprovou com distinção todas as variedades. ora vejam:

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a fazer de "morto" para receber a paparoca

 

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 olhem esta linguita...mesmo lambarão!

 

 

como ele é bonzinho partilhou esta iguaria canina com a sua amada e com os seus 3 filhos (tipo pensão de alimentos )

 

 

 

 

se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

berlim

viajar sempre foi uma paixão. a europa com tantos locais a conhecer, aqui tão perto e graças às low cost tão acessíveis.

viajar anos atrás era um projeto a longo prazo, financeiramente enquadrado... agora saímos passar o fim de semana a madrid, paris ou londres com o mesmo custo de ir a lisboa ou ao porto e isto mudou tudo!
quando comecei a trabalhar eu e um grupo mais ou menos fixo de gajas fixes íamos onde a ryanair queria que nos fossemos. volta e meia nos lembrávamos e íamos ao site ver o que andava barato e para quando e … la íamos nós! 
lembro-me da viagem a paris  por 18€ (ida e volta com taxas incluídas!) ou a londres por 30€ ... em 4 anos fomos a todas as capitais europeia que a companhia aérea proporcionava: paris, londres, dublim, madrid, amsterdão, edimburgo... depois outras cidades “menos” importantes como barcelona, valência, milão, marselha. com outra low cost pude ainda conhecer menorca, maiorca, tenerife, gran canária, s. miguel, budapeste, viena de áustria... 
e novos destinos hajam que novas viagens se fariam!

o meu entusiasmo esmoreceu um pouco. os vários atentados que assolaram a europa criaram em mim o receio de me aventurar na descoberta de novos lugares. sempre perspetivei as viagens como fontes de prazer onde o medo não se enquadra.
este ano não viajei para nenhuma cidade europeia, até agora.
uma viagem agendada para berlim rompeu com esta fase de privação. nunca antes senti o receio de viajar que agora sinto. para além de berlim ser berlim e só por isso um alvo como qualquer outra grande capital europeia, a minha viagem decorre enquadrada numa prova internacional que enche a cidade com pessoas dos 4 cantos do mundo... a maratona de berlim. 
sei que pode ser um receio estupido por razões egoístas, porém incomoda-me não poder passear pela minha europa sem este receio pairar na minha mente.

nos dias que precederam a prova olhava com desconfiança para qualquer pessoa “suspeita” na minha mente estereotipada. no dia da prova imaginei imensos cenários possíveis. sabemos que do nada alguém com uma arma, munido de explosivos, ou no comando de um qualquer veículo pode matar e ferir pessoas por puro capricho em nome de algo que nem sei se ele entende bem (eu certamente não entendo).
qualquer ato de missão, não refletida na sua essência é pura estupidez.

as pessoas não poderem viajar sem o receio destes lunáticos é pura estupidez. 
sempre defendi o "vive e deixa viver", por favor senhores chateados com o capitalismo ocidental vivam com isso e deixem- nos viver... se formos para o inferno nós lá nos orientamos!

 

diz-se que: ao escrever isto dou uma prova viva de medos infundados. 

há menos em 'nos'

preâmbulo: não há nada de trágico ou romântico neste post ... apenas pura insatisfação com a empresa!

 

venho partilhar o meu descontentamento com a forma como a 'nos' me tem tratado enquanto cliente. venho desabafar!

resido numa zona em que as ofertas de internet por cabo são inexistentes (não é o fim do mundo, faz foi tecnologicamente esquecido…creio por não ser 'compensador' para as operadoras).

fiz um contrato com a 'nos' há quase dois anos. prometiam 20mb de velocidade. o máximo que já tive foram 4! pagando 26€ mês só internet.

contactei a empresa pois a velocidade de que usufruía era ridícula para o que pagava (para perceberem melhor, nas horas de maior trafego não conseguia carregar um vídeo do youtube!).

após vários contactos por telefone, facebook  e loja física (não disponibilizam endereço de email), obtendo zero resultados enviei um email à provedoria da nos. só assim é que a coisa teve andamento... e que andamento! (fiz em simultâneo reclamação a anacom - aqui sem grandes resultados visíveis)

muitas desculpas. cliente prioritário. vamos tratar de si. avaliação técnica. efetivamente tem razão. temos uma proposta para si.

a proposta foi reduzirem o valor da mensalidade em 50%, durante 6 meses (13€) renovável - enquanto o problema persistisse, ou rescisão do contrato sem prejuízo para mim (anulando a fidelização) por incumprimento das condições contratuais. proposta aceite (redução da mensalidade), não por achar que fosse boa, mas por não ter outra opção de serviço melhor; a nos sabe isso e é isso que mais me perturba!

 

diz-se que: para fazer um novo contrato ligam-nos de graça e em menos de 5m ao telefone está tudo resolvido. para reclamação ou cancelar um serviço é necessário, no mínimo, 15 dias e a intervenção do provedor!

altruísmo

ontem estava na praia, recolhida debaixo do guarda sol pois sentia literalmente o sol a “magoar” a minha pele.

comecei a “navegar” pelo facebook e senti-me p.e.q.u.e.n.i.n.a. sucediam-se notícias sobre os incêndios e sobre o cansaço extremos dos bombeiros.

incêndios em portugal

 

podemos ler na peça da rtp notícias “josé manuel moura, comandante operacional nacional da proteção civil disse que, até às 20h25, se tinham registado 310 incêndios florestais. o pior dia do ano mantinha-se domingo dia 7, com 455 fogos registados.”

o vento não facilita o trabalho destes heróis que se arriscam para salvar a floresta, as propriedades e a vida de seres que lhe são completamente desconhecidos. este é para mim uma das maiores provas de altruísmo que verificamos na nossa sociedade, sobretudo ao pensar que grande parte são voluntários.

sinto-me pequena ao pensar que, embora me considere boa pessoa, não tenho esta capacidade de “arriscar” a minha vida por um outro ser que desconheço. admiro profundamente estas pessoas, desconheço-lhes as motivações, mas estou certa que têm um respeito pela vida humana e um despreendimento muito maior do que o meu.

por outro lado abomino os indivíduos que apresenta, características opostas no respeito pela vida humana, pelos bens materiais que com esforço foram adquiridos e pela nossa flora e fauna. lê-mos na mesma peça "as atividades humanas, negligentes ou dolosas, constituem as principais causas dos incêndios florestais em portugal".

recordo-me de ter estudado em psicologia os comportamentos subliminares, onde um indivíduo com determinados impulsos socialmente inadequados os substituíam pelo oposto, mantendo a proximidade que a fonte de desejo. na altura o exemplo apresentado era exatamente o dos pirómanos que mobilizavam os seus impulsos e paixão pelo fogo para uma vertente positiva, sendo bombeiro e lidando com o seu fascínio de modo positivo. obviamente que esta não será a motivação da maioria dos bombeiros, mas seria uma excelente resposta que quem ama o fogo lide com ele pela positiva.

Outra ação muito falada ontem foi a do casal em albergaria-a-velha que deu água às pessoas paradas na A1 durante cerca de uma hora. Pequenos gestos que fazem grande diferença!

 

diz-se que: há em portugal muita gente boa!

trago em mim... tanto de vós

quando pessoa afirmou, através de álvaro de campos, na tabacaria " tenho em mim todos os sonhos do mundo" e anos mais tarde antónimo variações cantava "estou além", perfilhava-se um pouco do muito que agora sou.

uma alma sonhadora e exigente, querendo sempre mais e que, por isso, tem de gerir as inquietações da sua alma e uma constante insatisfação.

as minha spassagens de eleição da tabacaria:

"que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? mas penso tanta coisa!"

"em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?"

"o mundo é para quem nasce para o conquistar
e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão."

"vivi, estudei, amei e até cri,
e hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu."

 

 de variações trago comigo:

"esta insatisfação 
não consigo compreender 
sempre esta sensação 
que estou a perder 
tenho pressa de sair 
quero sentir ao chegar 
vontade de partir 
p’ra outro lugar 
vou continuar a procurar o meu mundo, 
o meu lugar 
porque até aqui eu só 
estou bem 
aonde não estou 
porque eu só estou bem 
aonde eu não vou" 

 

pessoa e variações

diz-se que: estes são dois grandes senhores da cultura portuguesa!

 

 

dos tazos ao go

ontem fui jantar com o mano. ele é da geração pokémon. graças a ele acompanhei os desenhos animados. tenho ouvido e lido muito sobre o novo jogo da nintendo - pokémon go, mas só ontem in loco consegui compreender o conceito (acho eu).

o mano calmamente durante o jantar explicou o jogo e mostrou a aplicação.

então é assim: a ideia base do jogo mantém-se: apanhar os pokémon; o que muda é que efetivamente tens o poder de os apanhares...se chegares a eles… a tempo! e como chegas? a aplicação identifica o teu posicionamento através de gps e mostra-te onde se encontram os pokemón mais próximos (que permanecem nesse local por um período de tempo restrito). quando chegas ao local onde está o pokémon o teu dispositivo captura-o! (senti uma certa ligação aos ghostbusters).

claro que questionei: quem se presta a esse papel? ele: riu-se. no final do jantar fomos caçar os pokémon. e não estávamos sós!

quando andarem pela rua e virem pessoas vidradas no telemóvel e a continuarem a andar, provavelmente estão a jogar pokemón go, se do nada começarem a correr em direção ao vazio…definitivamente estão a jogar pokémon go!

e não pensem que fica por aqui … não é só o deus nintendo que define o caminho dos seus fiéis jogadores, cada jogador pode também libertar ‘qualquer coisa que não percebi bem o que’ que é desejável para os outros - deve dar-lhes algum tipo de poder (eu já a imaginar os putos no engate a libertar as suas substâncias para atrair as garinas :d :d :d ).

confesso que me diverti a ver todo este cenário. o meu mano estava a gozar com a cena a explicar-me e a lançar a tal substância, mas ao mesmo tempo estava concentrado na sua missão de captura.

fico fascinada com o poder deste tipo de jogos em homens adultos! e ao mesmo tempo com uma certa inveja da liberdade das suas mentes… da descontração; durante horas ou minutos a sua única preocupação é andar pela rua a apanhar seres virtuais com o telemóvel! como não podem os gajos serem mais ‘leves’ do que nós?! - falo no geral pois acredito que também há miúdas leves e descontraídas com a importante missão de apanhar os pokémon.

depois de muitas gargalhadas – sim, a gozar com o povo - eu, mana velha, do nada e com verdadeira preocupação disse-lhe: promete-me que tens cuidado ao atravessar a estrada!

saudades de quando ele jogava com os tazos!

pokemon

 

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