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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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gratidão

há uma menina maravilhosa que entrou recentemente no nosso sapo world, a luella rose, do blog "o jardim secreto" e partilhou um desafio que achei maravilhoso: 30 dias de gratidão.

não há melhor maneira de começar o ano do que perceber e valorizar o que temos. tenho estado assoberbada com imensas coisas e estarei nos próximos tempos, mas este é um compromisso que quero e preciso de assumir.

começo hoje o desafio e sei que será uma viajem enriquecedora de autoconhecimento 

 

#1 - qual o cheiro pelo que te sentes grata hoje?

o cheiro da minha cama feita de lavado; aquele maravilhoso cheiro dos lençóis, das almofadas, convidando merecidamente a me deixar envolver pela sua suavidade e frescura. é um cheiro pacificador. 

adoro dormir e as exigências da vida tem-me roubado cada vez mais tempo. entrar no quarto e sentir este cheiro é verdadeiramente relaxante. uma verdadeira fonte de prazer!

 

bench-1245994_640.jpg

 

convido a que me acompanhem nesta aventura partilhando aqui comigo a/ao que está grat@ 

 

 

dá-me um abraço

há músicas que nos dão tanto, que nos fazem sentir tanto, que nos fazem querer tanto.

dá-me um abraço de miguel gameiro é uma delas.

esta música tem a magia de conseguir o que poucas conseguem: espelhar a simples complexidade de um gesto e dos sentimentos a ele associados (na sua procura e no seu usofruto).

 

 

dá-me um abraço que seja forte
e me conforte a cada canto
não digas nada que o nada é tanto
e eu não me importo
...
dá-me um abraço fica por perto
neste aperto tão pouco espaço
não quero mais nada, só o silêncio
do teu abraço
...
já me perdi sem rumo certo
já me venci pelo cansaço
e estando longe, estive tão perto
do teu abraço
...
dá-me um abraço que me desperte
e me aperte sem me apertar
que eu já estou perto abre os teus braços
quando eu chegar
...
é nesse abraço que eu descanso
esse espaço que me sossega
e quando possas dá-me outro abraço
só um não chega

 

 

 

obrigada ao grupo interative-se por me ter lançado o desafio de refletir sobre "o abraço"; conhecendo eu esta canção...não há nada que possa escrever que chegue à profundidade e perfeição da emoção transmitida por esta letra.

que nunca falte um abraço a quem dele precisa!

não havia necessidade!

estava eu relaxadamente a cortar o cabelo, bem não era eu que o estava a cortar mas sim a moça, quando esta se dirige a mim e me diz algo do género: "queria pedir-te uma coisa … bem, não é coisa que se peça...mas...". eu expectante deixei-a continua. "o meu filho tem um amigo que veio para a escola em que estás e ele está meio aflito, não o consegues arranjar-lhe os exames?"

estão a imaginar a minha cara de parva e o meu tico e teco a tentar articular esta informação em modo de curto circuito! pensei:

 

cenário 1:

vou mandá-la colher caracóis para o alto da serra e vou pôr-me na alheta! 

problema: o corte de cabelo já estava a decorrer

cenário 2:

explico educadamente que o que me está a pedir vai contra todos os princípios éticos da minha profissão e que se ela está oca de valores eu tenho os meus muito enraizados

problema: o corte de cabelo já estava a decorrer 

cenário 3: 

digo que não, que não posso fazer isso (como se da conversa mais banal do mundo se tratasse) e começo a falar da cristina ferreira

problema: sinto-me uma grande cobarde

 

 

 

obviamente fui uma grande cobarde (amo o meu cabelo).

agora tenho um grande problema: esta é a minha cabeleireira preferida, trabalho com ela há anos...e vou ter de arranjar uma nova!

as coisas boas da vida

sou uma pessoa muito sensorial e emotiva.

de lágrima sempre à espreita: quando estou feliz, quando estou triste, quando estou furiosa, quando estou enternecida ... nem compreendo como tenho retenção de líquidos! e o sorriso a rasgar o rosto pelas coisas mais diversas…das parvas às eruditas!

parece que descrevo um ser de extremos, inconstante e algo louco. bem, sem patologias associadas, por vezes, sou mesmo de extremos...no que isso tem de bom e de mau. 

esta forma plena de sentir trouxe-me a intensidade que procuro. viver para mim tem um significado muito próprio, arrebatador, inquietante e por vezes intangível pela tangibilidade do ser, das suas condições e contextos.

contudo hoje estou aqui para falar de coisas boas e não para me perder no emaranhado das minhas vontades.

e o que é a felicidade senão o somatório de momentos de felizes?!

decidi indagar as coisas boas da minha vida, que me aportam momentos de felicidade, numa viagem pelos 5 sentidos ... não é muito original, mas é muito eu!

visão: ser deslumbrada por novos recantos

audição: aquele “amo-te”

paladar: um copo de bom vinho

olfato: a terra molhada pela chuva de verão

toque: a carícia do meu sobrinho

 

é tão pacificador perceber que toda eu sou feita de felicidade!

 

em jeito de reflexão

quase no final do mês de janeiro…ando à batatada com as minhas resoluções para este ano. ainda não sei com o que me (com)prometer... que fazer quando não se sabe o que fazer, o que se deseja, o que se pretende :/

não é por ter tudo. não é por estar infeliz. é por estar perdida. 

não é drama. não é marasmo. é inquietação.

há sempre lugar (com destaque e importância) para o amor, saúde, felicidade, nossa e dos nossos, paz no mundo e o bem estar da humanidade. mas se refinar a pesquisa no que se refere ao meu intimo fico sem conseguir saber o que desejo para mim, para a minha vida.

anseio por mudança, mas em que direção?! o desejo implica sempre a ação; não há o mágico da lâmpada para nos conceder a concretização dos três desejos. somos nós que os definimos para depois os concretizar. desejar implica uma grande responsabilidade de nós para nós, neste caso de mim para mim.

definir determinado caminho, determinadas escolhas, implica que algo ficará para trás ou não será explorado... implica assumir que por mais que seja o nosso desejo infinito de viver, fazer, experimentar, a nossa vida é finita, e fazer escolhas impõem-se. não pelos outros, por mim.

como conversava no outro dia, mais do que saber o que queremos temos de ter certeza do que não queremos. mas estranhamente essa consciência nem sempre é fácil quando se tem uma vida razoavelmente boa mas asfixiada pela vontade de mudar.

vou ali e já venho…ver se respiro um pouquinho!

um desabafo de 2008

no meio da azafama das minhas arrumações encontrei o meu diário de 2008!

venho partilhar um texto, que há distância já não faz doer, e que me orgulha pela decisão tomada:

"passei o fim-de-semana no algarve, o tempo estava ótimo, a minha vida nem por isso!

embora tudo convidasse ao relax e descontração, ele estava comprimido como sempre.

nada o torna feliz, tudo provoca ira e não há forma de penetrar nessa muralha. para fora só vem mágoa e ataques...não sou capaz de continuar assim... não somos amigos e agora também já não somos amantes, que sentido faz continuarmos juntos? somos apenas sócios na compra da habitação, só isso nos une, uma relação comercial.

se pelo menos não me ataca-se constantemente, eu poderia aguardar, ter esperança de que as coisas melhorassem.... mas chega!

não quero passar a minha vida ao lado de alguém que não quer ser feliz.

avizinham-se momentos complicados, mas sinto-me aliviada pela decisão tomada... todas as brigas, as ofensas vão finalmente terminar. preciso de paz. preciso de espaço para ser feliz."

este texto foi escrito no início de março... no final de abril estava tudo resolvido!

só somos infelizes se decidirmos sê-lo. somos responsáveis pela nossa vida e pelas nossas escolhas! nem sempre são fáceis, mas têm de ser firmes.

 

hygge

no final de 2016 bombaram títulos de notícias no facebook com a palavra hygge que, segundo lemos na visão, não tem tradução mas aproxima-se de um "aconchego com consciência e entre amigos". esta definição deu-me um grande nó! ora vejamos:

"aconchego com consciência" o que raio é um aconchego com consciência?! ou que raio é o contrário! um conchego é um aconchego. ou não será? pode-se racionalizar o aconchego? podemos abeirar-nos de um amigo e dizer-lhe como nos aconchegar? ou seja: "ó francelina se faz favor aconchega-me aqui com a tua mão direita ligeiramente aquecida, pousada no meu ombro esquerdo e a mão esquerda firme e segura a envolver-me a cintura, permitindo-me inclinar a cabeça 90º e encostá-la com a ligeireza adequada ao teu peito"

no mesmo artigo da visão podemos ler "mas o que é isso de hygge? os exemplos são simples – por exemplo, beber um chá quente à frente de uma lareira. mas pode ser uma reunião de famílias e amigos, um jantar à luz das velas ou tempo para ler um bom livro" - desculpem lá... mas porque acha este povo que descobriu a pólvora?! (não é esse um mérito dos chineses?!) “não é algo que se possa comprar, é preciso investir tempo”...sim?! exato eis a minha teoria...não consigo ser mais feliz pois não tenho mais tempo...talvez também devesse escrever um livro sobre hygge! in tuga way o título seria simplesmente “aproveita as coisas boas da vida” – acham que alguém comprava?!

lê-se ainda no mesmo artigo: "(...) é algo para ser sentido. (...) comecemos pelo paladar: o sabor a hygge é quase sempre familiar, doce e reconfortante. se quiser preparar uma chávena de chá mais hygge, basta juntar mel. se quiser fazer um bolo mais hygge, acrescente cobertura. se quiser um guisado mais hygge, junte vinho." fico cada vez mais confusa... não é isto que todos fazemos? procurar comer o que nos dá prazer?!

"segue-se a audição: saiba que o crepitar dos troncos na lenha a arder é dos sons mais hygge que podemos encontrar" acredito que assim seja para os dinamarqueses pois rapam um frio que se pelam (neste momento para mim é também o som da felicidade!) ... continuo a não encontrar a grande descoberta científica!

"o olfato (...). já cheirou algo que o faça recordar de um tempo e lugar onde se sentiu seguro, que lhe relembre o mundo quando era criança? o aroma hygge é esse (…)” sei que vou ser repetitiva: siiiiiiiiiimmmmm?! qual a novidade?

"vamos então ao tato. (…) no fundo, é [o toque de] qualquer coisa feita pela mão humana: um objeto de madeira, cerâmica, lã, pele, couro..." já nem sei  que acrescentar à profunda reflexão já desenvolvida

"(...) podemos também ver o hygge. (...) depende muito da luz (...) no verão, é hygge comemorar o solstício à beira-mar; no inverno, ver a neve cair lentamente". certo.

pasma-se a minha alma: “o livro já está traduzido em 25 línguas. criámos o happiness research institute para estudar o tema”

o que isto diz do mundo? quanto perdidas não estão as pessoas para precisarem de um livro que lhes ensinem a valorizar o que já lhes dá prazer?! será a necessidade de um nome “pomposo” para a coisa…ou será mesmo que as pessoas deixaram de ser pessoas  e não sabem mesmo/ não fazem mesmo estas coisas?!

descobri ao ler este artigo que sou uma pessoa com imensos momentos de felicidade…olhem cá um dos meus preferidos citados na entrevista ao autor do livro: “passar uma tarde preguiçosa a aproveitar o bom tempo é hygge mas só se o fizermos sem culpa”

mas para não ser só mazinha há uma frase no artigo que vale a pena ficar registada, não apenas no post, em nós:

penso que é possível ser-se mais feliz se apostarmos em boas experiências no dia a dia e isso é muito hygge! em vez de apostar tudo numa conquista de uma vida, muito mais difícil de alcançar.” e que podemos nunca lá chegar … não hipotequemos a nossa felicidade!

 

nota: isto não é uma crítica aos srs dinamarqueses...mas estou estupefacta perante a simplicidade e o óbvio de tamanha descoberta. mais, como a conseguem rentabilizar.

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