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mami

. lifestyle . | devaneio & introspeção | descobrir | experimentar | partilhar | viver | sentir | amar | lutar | conquistar | desafiar | vencer | felicidade de ser e estar e não saber se se quer mais

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pela liberdade individual

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a assembleia da república portuguesa deu mais um passo em prol da liberdade individual, aprovando as alterações propostas pelo bloco de esquerda ao regime de procriação medicamente assistida (pma). só podiam recorrer a pma mulheres inférteis, casadas ou em união de facto com um homem; a partir de hoje qualquer mulher pode recorrer a esta solução.

outro grande avanço foi a aprovação da gestação de substituição (barriga de aluguer) “em que o ovócito é da beneficiária e não da gestante – seja permitida apenas a mulheres que não tenham útero ou que sofram de alguma lesão ou doença neste órgão que não lhes permita concretizar uma gravidez. impõe-se também que o recurso a outra mulher não seja remunerado e que essa gestante não tenha qualquer relação de subordinação económica com o casal beneficiário.” in público.  esta medida foi a que levantou mais questões pela complexidade da introdução de um terceiro elemento na gestação.

embora feliz enquanto mulher pelo avanço alcançado no dia de hoje, enquanto cidadã reflito sobre a descriminação presente em relação aos homens que, por biologicamente incapazes de serem gestantes, não estão contemplados nestas medidas.

 

to be or not to be

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  1. mais uma passagem de ano, mais uma quantas resoluções.

entre as do costume:  fazer mais exercício, começar uma dieta, ter mais tempo para os amigos, inscrever-me num curso … surgiu uma nova: a possibilidade de uma criatura.

há muito que me questiono se a maternidade faz parte do meu caminho. se tenho vontade de abdicar de um conjunto de privilégios que as pessoas sem criaturas gozam. se terei “jeito” para educar a criatura. se terei estofo para a desilusão se ela não for boa pessoa. se tenho maturidade para lidar com os meus medos e inseguranças. se a minha relação, ainda jovem, tem estrutura suficiente para a parentalidade.

sei do crescente número de gravidezes tardias. a minha preocupação não se prende com o agora (no amanhã ou depois), mas com o de aqui a uns anos, quando a criatura tiver 10 anos e eu 50 (idade, vamos assumir, para ser uma avó estilosa). ela 20 e eu 60… ela a entrar para a faculdade e eu para a reforma! tera ela possibilidade de desfrutar dos seus avôs? terei eu possibilidade de desfrutar de meus “hipotéticos” netos?

há muito tempo que penso noutro “se” … se não avançar irei, na análise que todos iremos fazer à nossa vida, ter esse arrependimento?

um dos grandes problemas de ter adiado a maternidade é ter tido muito tempo para pensar em todos os cenários possíveis e … criatividade para criar uns quantos alternativos.

toda esta perspetiva é um processo individual. o meu master cheff é de cabeça muito mais livre. perante o turbilhão da minha mente ele pacificamente diz: “ eu quero ser pai, se tu também quiseres, vamos ver o que acontece”. simplex.

Mas a questão mantém-se: eu quero?

  

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